Khôra é esta categoria que, à luz de Platão, não é apreensível nem pelos sentidos, nem pelas ideias. Não é e nem devém. Só é acessível através de um raciocínio bastardo, de um material onírico. É suprassensível. Quer dizer lugar, mas não como o topos aristotélico, porque, Derrida nos lembrará, é amorfa. Mais do que lugar suprassensível, para Derrida, é mãe do devir, ama de todas as coisas (sem ela ser uma coisa, em si). Enfim, é recomendável a leitura do Timeu e, se possível, de Augustin Berque, uma vez que, em Derrida, as reflexões sobre Khôra são tão excessiva e densamente filosóficas a ponto de, talvez, limar a compreensão de boa parte daqueles que se proponham à leitura