Um sistema com desigualdades gritantes sobrevive há séculos, com o apoio de milhões e a subordinação de bilhões. Agora, nos conduz ao suicídio coletivo. As promessas do progresso, feitas há mais de quinhentos anos, e as do desenvolvimento, que ganharam o mundo a partir da década de 1950, não se cumpriram. E não se cumprirão. Contra problemas cada vez mais evidentes, Alberto Acosta resgata o conceito de sumak kawsay, de origem kíchwa, e nos propõe uma ruptura civilizatória calcada na utopia do Bem Viver, tão necessária em tempos distópicos, e na urgência de se construir sociedades verdadeiramente solidárias e sustentáveis.
Uma quebra de paradigmas para superar o fatalismo do desenvolvimento, reatar a comunhão entre Humanidade e Natureza e revalorizar diversidades culturais e modos de vida suprimidos pela homogeneização imposta pelo Ocidente.
O Bem Viver foi escrito por um dos maiores responsáveis por colocar os Direitos da Natureza na Constituição do Equador, feito inédito no mundo.
Não se trata de viver la dolce vita, de ser um bon vivant. O Bem Viver não se oferece como a enésima tentativa de um capitalismo menos desumano – nem deseja ser um socialismo do século 21. Muito pelo contrário: acusa a ambos sistemas, irmanados na exploração inclemente de recursos naturais. O Bem Viver é a superação do extrativismo, com ideias oriundas dos povos e nacionalidades indígenas, mas também de outras partes do mundo.
O que fazer? Acosta oferece uma série de caminhos, mas também nos alerta: não há apenas uma maneira para começar a construir um novo modelo. A única certeza é de que a trajetória deve ser democrática desde o início, construída pela e para a sociedade. Os seres humanos são uma promessa, não uma ameaça.
Em tempos de horror, há esperança. Acosta dita o caminho que permeia o protagonismo dos Direitos Humanos e dos Direitos da Natureza, a superação das visões dominantes, um resgate do saber ancestral dos povos originários latino-americanos, o fim do extrativismo e da ideia falaciosa de desenvolvimento, a redistribuição de renda, o fim dos privilégios, a valorização da diversidade em todos os seus âmbitos e um fortalecimento da democracia (que acaba sendo uma consequência disso tudo). Que haja luta, constância, vontade e humildade, mas, sobretudo, esperança. O Bem Viver será para todes. Ou não será.
o desenvolvimento deve preocupar-se com o que as pessoas podem ou não podem fazer, ou seja, se podem viver mais, escapar de doenças evitáveis, estar bem alimentadas, ser capazes de ler, escrever, comunicar-se, participar de tarefas literárias e científicas etc. Nas palavras de Marx, trata-se de substituir o domínio das circunstâncias e do acaso sobre os indivíduos pelo domínio dos indivíduos sobre o acaso e as circunstâncias.
Vijf sterren voor Buen Vivir, 1 ster voor Alberto Acosta.
N.b. zoals de taal van het review al laat zien, heb ik de Nederlandse versie van Buen Vivir gelezen, die op dit moment nog niet op GoodReads staat.
De mooie ideeën van Buen Vivir hebben aan Alberto Acosta wel een uitzonderlijk slechte verkoper. Bozig, pedant, en repetitief is hij meer bezig te beschrijven met wat er mis is aan de wereld, in plaats van wat er goed kan zijn aan Buen Vivir te beschrijven. Soms geeft hij aan geen ruimte te hebben om een nieuwe zienswijze of interessante uit te leggen, om dan weer pagina’s lang in de herhaling te vallen. Voortdurend krijgen we de opdracht dingen nader bekijken (de strijd van inheemse volken tegen uitbuiting, internationale antecedenten met betrekking tot de rechten van de natuur), zonder dat Acosta ook maar een samenvatting geeft van wat de uitkomst hiervan zou kunnen zijn. Dat is lui, en een grote gemiste kans. Vertel dan, laat zien, geef voorbeelden.
Buen Vivir als idee is spannend, intrigerend, hard nodig. Het kan dan wel beter gedefinieerd worden dan door te benoemen wat het niet is. Pas op pagina 172/173 komt opeens, uit het niets, iets wat op een omschrijving lijkt, en direct is het boek beter. Helaas verdwijnt deze opleving niet zo snel als hij opkwam. Gelukkig blijft er net genoeg achter van Buen Vivir om op zoek te gaan naar een auteur die het wel kan verkopen.
QUE LIVRO! Um banho de história, economia, sociologia e ecologia. Meu exemplar está quase inteiramente grifado. O livro trata de um novo modelo alternativo ao capitalismo com muito fundamento e embasamento, propondo diferentes maneiras de pensar e de agir, saindo da teoria e colocando exemplos práticos e médio bem sucedidos - apontando tambem as falhas e desafios do modelo. Sério, quero morar nesse livro.
Uma utopia muito inspiradora que encontrou eco em muitas partes de mim. A escrita é fluida, meio ensaística, mas bastante repetitiva - o que tornou o processo de leitura um pouco cansativo.
A única forma de imaginar novos mundos é aprender com quem já está tentando cria-los.
💬 “Por isso, se queremos que a capacidade de absorção e resiliência da Terra não entre em colapso, devemos deixar de enxergar os recursos naturais como uma condição para o crescimento econômico ou como simples objeto das políticas de desenvolvimento. E, certamente, devemos aceitar que o ser humano se realiza em comunidade, com e em função de outros seres humanos, como parte integrante da Natureza, assumindo que os seres humanos somos Natureza, sem pretender dominá-la.”
Uma série de ideias e visões, que não deixam de ser utópicos, resgatam saberes ancestrais, e mudam a forma como lidamos e confrontamos ideais errôneos de sociedade. Sejam políticas neoliberais, ou o que conhecemos por iniciativas progressistas, todas estão fadadas ao fracasso, já que lutam por modelos antropocêntricos que não se sustentam e separam a Humanidade da Natureza. A leitura deste livro suscitou vários questionamentos e busca por novos saberes.
Uma boa visão de como o mundo pode encontrar um novo direcionamento para vida, em sintonia com a natureza e enfrentando grandes desafios como rabisco, machismo e conservação da natureza.
Mostra que hoje é questão de sobrevivência. Lara nossa sorte a resposta parece mestra mais no sul global do que nos centro do capitalismo.
Boa leitura para ter uma visão geral dos trabalhos de Rogéria alternativas ao desenvolvimento atrelado ao crescimento econômico.
para todos os latinoamericanos que precisam de uma boa dose de otimismo. há alternativas, há propostas, não chegamos ao "fim da história" como disse um liberal. há um mundo sendo construído das bases e essas ideias são decolonais.
O autor nos convida à necessidade de se pensar e criar uma outra forma de viver que negue a ideologia do desenvolvimento como fim. Nosso planeta possui recursos escassos, portanto a sociedade capitalista que prioriza a quantidade e o acúmulo não é mais viável se quisermos sobreviver. Um novo modo de existir que contemple seres humanos vivendo com qualidade, e que explore o necessário para manter viva a natureza, se faz necessário. É esse o pilar do conceito do Bem Viver.