"Bom, eu acho que a Arte e a Cultura são importantes. Tremendamente importantes. Sem a Arte e a Cultura desceríamos ao nível dos animais que, sem objetivos, preenchem o seu tempo rondando as latas do elixo e envolvendo-se em brigas. É sempre fácil identificar as pessoas que não permitem que a Arte e a Cultura façam parte da sua vida. (...) Nunca se ouvem referências a Van Gogh ou Rembrandt ou Bacon (...). Não, tais nomes nada significam para os incultos; estes nunca farão peregrinações ao Museu do Louvre para ver a Mona Lisa de Michaelangelo."
Adrian Mole - agora mais velho - e pior, com a mania que é culto! Não és, um bocadinho snob e com a mania de que és intelectual, talvez. :P
Este livro já não foi tão interessante como o anterior, o que é pena. Além das peripécias do Adrian Mole, temos também os devaneios da Sra. Susan Lilian Townsend (talvez uma forma de a própria autora ter um pouco de destaque nos livros), mas não achei que as dissertações dela sobre uma visita a Maiorca na época baixa e à Rússia tivessem trazido algo de novo e refrescante.
Além da Susan Lilian Townsend, temos também excertos do diário da juventude de Margaret Hilda Roberts, aqui uma clara alusão à primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Apesar de não saber muito sobre o período em que governou os destinos do Reino Unido (entre 1979 e 1993), temos aqui claras e divertidas alusões ao porquê do seu governo ter sido o que foi.
Foi uma leitura leve, mas não tão engraçada e divertida como a do livro anterior.