A obra tem o mérito de abordar um monte de assuntos (causas das guerras, visões sobre o que é arte, amor, entre outros) com uma visão muito particular, afinal, estamos aqui trabalhando com um futuro hipotético onde um conflito do mundo real acaba descarrilhando uma cadeia de acontecimentos que não existem no nosso universo, o problema é que o autor teima em não ir a fundo em nenhuma dessas questões, tudo é muito vago, são cenas e mais cenas (belos quadros por sinal) que não vão a lugar algum, chegando a no final, ter uma serie de recordatorios apresentando o futuro dos personagens.
Esse fato muito me entristece, pois, ao menos no primeiro álbum aqui presente as coisas parecem encaminhar para algo gigante, e acaba que nada é tão grande assim (a não ser os quadros, enormes e belíssimos), se não bastasse essa historia descarrilhada ainda há dois problemas, seus personagens (completamente insossos, chegando ao ponto de em determinados momentos ser muito mais interessante os diálogos de dois brinquedos que aparecem em alguns momentos) e a edição (o que parece é que a Nemo possa ter pego a tradução de uma edição de Portugal sem fazer as devidas adaptações da língua, sem contar que uma obra como esta merecia um prefacial ou posfácio apresentando algumas das situações mencionadas ou referenciadas na historia).