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Feminismo: Perversão e Subversão

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Neste livro, a historiadora e professora Ana Caroline Campagnolo revê a trajetória do feminismo, confrontando as alegadas motivações e supostas conquistas do movimento com suas reais conseqüências na história cultural do Ocidente e - em especial, do Brasil. Em vez de adotar a periodização consagrada que divide a história do feminismo em três "ondas", Campagnolo identifica cinco fases que marcaram o desenrolar desse movimento de traços ideológicos. Essas etapas remontam ao século XV e se estendem até os nossos dias, "em que se vê ameaçada a civilização que nossos antepassados levantaram a peso e ouro e esforço de sangue".

404 pages, Paperback

Published February 7, 2019

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Ana Caroline Campagnolo

4 books31 followers

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19 (8%)
Displaying 1 - 23 of 23 reviews
Profile Image for Jamile Almeida Silva.
44 reviews3 followers
November 28, 2020
A pesquisa histórica é interessante, a parte sobre Sartre e Simone Beauvoir é excelente, muita gente desconhece esse preâmbulo doentil.

Sabia que seria um livro que teria um viés contra o feminismo, porém estava errada sobre o contexto da crítica. Acreditei que abordaria como o movimento tem, por vezes, mais representado interesses político partidários em detrimento da proteção e apoio às escolhas de, nós, mulheres! No mundo polarizado que vivemos, não é incomum vermos que quando uma mulher resolve sair do discurso padrão, ou discordar do pacote que te obrigam a abraçar em conjunto ao pensamento feminista, ela deixa de ser mulher, de ser parte do grupo e é excluída, ou o termo mais novo -> cancelada.

Porém a autora critica o movimento tentando desvalidar qualquer conquista com base nos pensamentos extremos das feminista de vanguarda ou trazendo bases religiosas e morais particulares ao discurso.
Criticar um movimento pelos extremos é, com perdão da frase horrorosa, chutar cachorro morto.. extremos ideológico não devem ser levados à regra (nunca!), devem ser avaliados sob visão extremamente crítica. Mas, querer reduzir o movimento feminista ao extremo parece mais ressentimento do que racionalidade.
Não sou contra a família, religião e a moral, pelo contrário, muito me identifico! Porém de forma alguma considero esse meu pensamento como obrigatório; minha visão de família como única; minhas crenças como soberanas ou a minha moral como A VERDADEIRA. Respeito a diversidade de pensamentos, as escolhas das pessoas em viverem a sua vida como bem entendem, contanto que permitam que eu também viva a minha. Então, criticar o feminismo com bases nesses preceitos pessoais podem dialogar com várias pessoas que pensam como a autora e respeito as escolhas delas, mas não dialogou em NADA comigo.
Profile Image for Rubens Granja.
19 reviews
May 31, 2020
Apesar do esforço da autora, o livro não convence. Falta rigor metodológico, enfrentamento dialético, esforço histórico, pesquisa, isenção, profundidade. Em algumas partes, lembra mais uma revista de fofoca (e, como tal, com informações duvidosas ou sensacionalistas).

Serve, contudo, para alguma reflexão sobre o tema e - em pontos bastante específicos - apresenta argumentos interessantes.
Profile Image for Lili Higa.
20 reviews1 follower
December 27, 2019
Espetacular. Bem pesquisado, bem escrito, contém informações importantíssimas que todos deveriam ler. Precisamos urgentemente combater as manipulações ideológicas.
Profile Image for Mony Sá.
47 reviews2 followers
July 29, 2021
O feminismo em uma visão conservadora e antifeminista

O livro de Ana Caroline Campagnolo traça a história do feminismo e o desenvolve como culpa (basicamente) de tudo que há de negativo na sociedade atual. Dentre as separações de capítulos, a única que se destacou positivamente, para mim, foi o que trata de Simone e Sartre, por retratar uma parte da história deles que todos preferimos manter debaixo do tapete.
Aqui, há uma grande comparação pelo que é "defendido" pelo feminismo, e o que é defendido pelo cristianismo, julgando, dessa forma, o feminismo como um movimento extremamente prejudicial para a sociedade e para as mulheres.
A autora tenta, de todas as maneiras possíveis, afirmar que todos os "feitos" do feminismo vieram a partir dos homens e que tudo que foi conquistado não passa de uma farsa para corromper as mulheres kkkk e, ainda por cima, tenta mostrar a maneira como, na realidade, o sexo oprimido é o masculino. Ela traz referências de espectros totalmente distintos do movimento feminista apenas para reforçar sua opinião preconceituosa e machista.
Ela, inclusive, ameaça o leitor quando escreveu "se tudo que foi escrito nesse texto [...] não conseguem convencer o leitor do caráter sumariamente anticristão do movimento feminista, é certo que o leitor entendeu tudo de feminismo, mas nada de cristianismo. [...]Perversamente continuar nesse caminho, a partir de agora, é uma escolha consciente pelo anticristianismo, pelo ódio aos homens e à cultura ocidental".
Com isso, posso dizer que, pessoalmente, entendo de feminismo, entendo de cristianismo, estudo sobre a cultura e, ainda assim, não deixo de ser uma feminista não-perversa. Sou apenas uma feminista sensata.
Profile Image for Lavínia Oliveira.
112 reviews7 followers
August 1, 2020
Esse livro é incrível!! Muito bem fundamentado, ele balança suas crenças e te faz questionar a realidade de uma forma que você não questionava antes. Comecei a ficar atenta a inúmeras coisas ao meu redor, como comportamentos das pessoas, programas televisivos, filmes, músicas e etc. Ana Campagnolo escreve de uma forma suave e super acessível. Recomendo muito para todas as pessoas, feministas, não feministas, indiferentes ou indecisas. Dê uma chance para as belas palavras da Ana. Questione, procure além do que te dizem. E vai se achar assim como eu, louca querendo ler mais livros (que ela fez a caridade de recomendar)
Profile Image for Tamara.
55 reviews18 followers
September 9, 2021
Escrito sem quaisquer embasamentos históricos, no puro achismo e delírios cristãos da autora, um lixo inútil!🤢🤮
Profile Image for Carla P. A.  De Marchi.
61 reviews
October 8, 2020
A autora fez uma análise histórica do movimento feminista e detalhou todos os impactos desse na sociedade.
Bem detalhado e com muitas citações e referências.
Achei que seria um livro pesado, mas foi muito gostoso de ler.
Indico para todos lerem e conhecerem a fundo o movimento feminista e suas consequências.
Profile Image for Liz Fazzio.
98 reviews
July 6, 2020
Não fosse pelo capítulo cristão que compõe a justificativa para um embate contra esse feminismo que hoje enfrentamos, eu daria 5 estrelas. Vale super a pena!
Profile Image for Clara.
16 reviews
May 22, 2026
Há momentos em que a obra consegue transmitir interesse e certa seriedade; contudo, o livro se torna maçante em razão de seu constante viés moralista e religioso. Em diversos trechos, a leitura chega a ser tão cansativa que se assemelha a um texto retirado de algum Substack ridículo. A forma como a autora constrói o diálogo transparece um sarcasmo desnecessário e uma constante necessidade de impor moralidade acima de qualquer reflexão crítica. Apesar disso, o livro apresenta pontos históricos e pesquisas relevantes, o que impede que seu conteúdo seja completamente descartável.
Profile Image for Anne Gaigher.
1 review
July 4, 2026
Atualmente parece ser pedir demais buscar um anti-feminismo que não soe puro bairrismo e que endorse discursos pick-me. Parece ser difícil fazer uma análise do movimento feminista de forma fria, objetiva, sem fazer nitpicking e sem, nesse processo, reduzir os homens à um punhado de sujeitos coitados e vitimados, mas, ao mesmo tempo, espertos o suficiente para se aproveitar de certas situações e obter vantagem – mas somente quando estas foram promovidas pelo lado que não concorda comigo.

Não tive a impressão que no livro a autora fala por ela. Houve pouco espaço para a elucidação do seu próprio pensamento, (exceto nos últimos capítulos, estes que abordam temas de sexo e gênero) apenas espaços para expor a próxima paráfrase. Estranho, visto que se trata de um livro que leva seu nome, mas que na realidade deveria expor na capa os nomes dos autores de todas as tantas citações que de fato construíram um raciocínio, estes que ocupam páginas a fio dessa obra.

Eu acredito que o livro tenha sido escrito com boas intenções e não tiro o mérito das ações políticas de Ana – meu texto não visa criticar ela como indivíduo mas sim seu livro (coisa que ela mesma não faz com as autoras feministas citadas, afinal, para alguém que se diz cristã: julgueis conforme sereis julgado). O título tem vários bons momentos sim, como os capítulos sobre o Roe vs. Wade e os crimes de Beauvoir e Sartre, mas alguns que soam ambíguos, para não dizer contraditórios:

Ela aborda a questão do divórcio na Rússia como algo que fracassou, e a culpa é de quem promulgou a lei (porque a lei foi feita por feministas comunistas) mas em seguida diz:

“Passada uma década do início da revolução socialista, a situação das mulheres russas estava precária: o divórcio tornara-se tão corriqueiro que os pais simplesmente abandonavam suas casas e sobrava para as mulheres a dupla tarefa de sustentar as crianças e cuidar delas.”

Oras: os homens são covardes e a culpa é da pessoa que promulgou uma lei. Esses homens continuariam covardes, a única diferença é que estariam vivendo por obrigação ou conveniência. E isso é bom? Quantas situações assim poderiam levar um homem à agressão doméstica? A fala ambígua da autora exclui que o divórcio não é a única forma de “fracasso” ou de prejudicar a vida de uma criança, por exemplo, mas também o convívio com pais que se detestam dentro de uma estrutura familiar caótica e disfuncional. Isso porque eu me dou ao luxo de supor que um homem feliz e satisfeito com sua vida matrimonial simplesmente não abandona mulher e filhos, mas também vou ficar aguardando a próxima narrativa do revisionismo antifeminista trazer um dado sombrio que aponta que “mulheres abandonam mais os seus lares”. Risos.

Eu acho interessante como o livro perpetua diversos esteriótipos sobre as mulheres (i.e. são vaidosas, egocêntricas, gastam muito com si mesmas, que obtém recursos “sem esforço no matrimônio”), ela começa citando as mulheres burguesas pré-feminismo como um catalisador de um movimento que deseja maiores ambições femininas como analisado nas passagens citando Wollstonecraft, mas engasga nesse disco e fica até o final da sua abordagem das ondas do feminismo batendo nesse mesmo espantalho; na época não era, mas hoje em dia essa visão materialista acerca da figura feminina soa muito envelhecida. Quando esse mesmo tipo de argumento está na boca de incels e redpills para dar nomes pejorativos às mulheres, algo não ocorreu bem. E até o momento não vi uma crítica contundente ou a responsabilização de atitudes ruins dos homens – como sujeitos sociais no geral – que até o presente momento servem de perfeita munição para o discurso das feministas. O livro, seja principalmente com o arcabouço de inúmeras citações de outros autores, carece de análise imparcial para separar o joio do trigo, passa a ser uma disputa bairrista de quem vai ficar com a bomba/culpa prestes a explodir. Continuo esperando por um livro antifeminista que seja antes de tudo honesto, porque um livro que hesita em expor a enfermidade na atitude dos homens mas que se orgulha de apontar todos os defeitos aparentes das mulheres de hoje e ontem não pode acusar o feminismo de “não promover a harmonia entre sexos,” porque foi justamente essa distinção pejorativa que estava nos estudiosos dos séculos que deram início ao movimento e foram adotados pelas próprias; se uma autora se recusa a enxergar o ônus e o bônus, o feio e o bonito, sua obra não narra fatos, mas produz um revisionismo fraco. Acusa as feministas de não protegerem as mulheres, mas a autora por meio de seus escritos e citações de terceiros praticamente reduzem a mulher à algo de frouxa dignidade, enquanto os homens são vítimas eternas – mas se há um papel natural, não há desvantagem ou prejudicados, há missões diferentes sendo cumpridas. Da mesma forma que julgo doentia a convicção feminista ao demonizar a maternidade como se esta fosse uma maldição. No livro de Ana, os homens nunca são expostos como possuidores de vícios, más tendências ou maus costumes. O que há de honesto nisso? Não estou dizendo para passar a mão na cabeça de mulheres mimadas, mas porque a régua não é a mesma para os homens? Novamente, a estratégia da pick me girl. Será que queremos realmente reduzir a sociedade apenas ao seu recorte burguês? Ou, com exceção de quando isso fortalecer meu argumento, negaremos que o ambiente onde surgiu o feminismo era propício para este, porque o contexto era de uma sociedade de mulheres e homens já muito amorais na prática e adoecidos, onde havia o início de uma inversão prematura de valores? Porque a conclusão que tiro é que se o feminismo endeusa a mulher e desconsidera o homem, o antifeminismo de Campagnolo busca fazer o contrário, mas da mesma forma: desconsidera a mulher e põe a mesma sempre em dúvida, sempre em estado de falha, sempre em descrédito, e não consegue atingir o cerne do feminismo sem colocar o homem numa posição de vítima com erros meramente acidentais, ela mesma cita:

“As mulheres têm descartado os homens com facilidade, enquanto os homens gostariam de ter uma, duas ou setenta mulheres.”

Será que a autora em algum momento refletiu para além da ação, e buscou compreender a razão intencional dessas atitudes?

Ou, até mesmo:

“A vida de Betty realmente parecia ser uma porcaria, o problema é que ela interpretava que essa era uma dificuldade comum a todas e passou a participar da “vida pública” americana em busca de reparação para as mulheres. O “problema sem nome” daquela esposa entediada estava virando um problema nacional.”

Se o problema de Friedan era somente uma subjetividade individual, uma tristeza pessoal, e as demais mulheres estavam todas bem, como esse discurso unitário se transformou em algo hegemônico narrativamente? Não é mais fácil simplesmente aceitar o óbvio: os casamentos estavam fundados em obrigações vazias e sem propósito espiritual, a vida das pessoas eram cristãs de nome, mas muito laicas em atitudes e visões — e por isso o casamento tornou-se cada vez mais uma instituição falida, porque carecia do topo da pirâmide? Inclusive desde muitos séculos atrás o próprio anglicanismo protestante foi criado para que o HOMEM pudesse se divorciar e casar-se com sua concubina?

O livro da Ana Campagnolo tem seus pontos altos, mas a partir dessa primeira metade decaiu drasticamente em coerência e imparcialidade. Envelheceu mal. Comete os mesmos erros, obviamente embasados pelo costume conservador de florear o passado e tudo aquilo que convém ao seu discurso, criando um bode expiatório detentor de todos os malefícios modernos.

Para a turma do Olavo, é o comunismo;
Para a turma da Campagnolo, é o feminismo;

O que Ana faz é desconsiderar queixas REAIS vindas de pautas que as feministas sequestraram e fazer um revisionismo desonesto simplificando nuances e desconsiderando contextos delicados. Basta reduzir o dito em matemática pura e concluir que: se tal queixa foi prestada por uma feminista, logo é descartável devido a sua vida de má procedência, ou é mentira porque todas as mulheres nos anos 50 viviam muito bem. (Ah, vá!)

E, para concluir, ao contrário do que a Ana prefere ignorar para construir sua narrativa em cima de massinha de modelar: os homens podem e são tão viciados quanto as mulheres. Os homens podem sim matar, estuprar, enxergar as mulheres como ‘a vagina ao redor do corpo’, como eu mesma já ouvi. Podem agredir e serem terríveis entre si e justamente com aqueles mais fracos que eles: crianças, mulheres, idosos, animais. Não existe sexo definitivamente esquecido ou desmoralizado — e se existe, certamente não será o masculino. Todos os dois são iguais em dignidade, mas foram homens que escreveram:

“Tu és a porta do diabo; tu és a que desvelou aquela árvore; tu és a primeira desertora da lei divina; tu és a que persuadiu aquele a quem o diabo não era poderoso o suficiente para atacar. Destruíste tão facilmente a imagem de Deus, o homem. Por causa do teu merecimento — isto é, a morte —, até mesmo o Filho de Deus teve que morrer.”
– Tertuliano, Capítulo I, Livro I (de Cultu Feminarum)


“Se não fosse para a função de procriar filhos, não consigo entender para que outra ajuda a mulher teria sido feita para o homem; se a ajuda fosse para o trabalho da terra, ou para companhia na solidão, o homem seria muito melhor ajudado por outro homem.”
– De Genesi ad Litteram (O Sentido Literal do Gênesis), Livro IX, Capítulo 5


“Em relação à natureza particular [a força gerativa do pai], a mulher é algo deficiente e ocasional (mas occasionatus / um macho falhado ou frustrado). Pois a força ativa que está no sêmen do macho tende a produzir algo perfeito semelhante a si mesmo, no sexo masculino; mas o fato de nascer mulher decorre de uma fraqueza da força ativa, ou de alguma indisposição da matéria, ou mesmo de alguma mudança externa, como os ventos do sul, que são úmidos.”
– Summa Theologiae (Suma Teológica), Primeira Parte (I), Questão 92, Artigo 1


“Se elas se cansarem ou mesmo morrerem de tanto carregar filhos, isso não importa. Deixe-as morrer no parto, pois elas estão lá para isso." (Wenn sie sich aber müde und endlich tot tragen, das schadet nichts; lass sie tot tragen, sie sind darum da.)”
— Vom ehelichen Leben (Sobre a Vida Conjugal, 1522), Martinho Lutero


“Promover uma mulher ao governo, superioridade, domínio ou império sobre qualquer reino, nação ou cidade, é algo repugnante à natureza, uma contumélia [insulto] a Deus, uma coisa mais contrária à Sua vontade revelada e à ordem aprovada, e, finalmente, é a subversão da boa justiça e de toda a equidade.”
— John Knox, discípulo de Calvino, em The First Blast of the Trumpet Against the Monstruous Regiment of Women (O Primeiro Sopro da Trombeta Contra o Monstruoso Governo de Mulheres, 1558).


Certamente segundo estes pensadores, a Ana ser uma deputada estadual e líder de partido seria uma anomalia digna de uma maldição, por isso digo que é desonesto e ingênuo combater as falácias do movimento feminista com a narrativa do sexo masculino ser nada senão meros trabalhadores tristes, “superior apenas no ontológico”, sendo que esse mesmo pensamento metafísico é a substância das leis, do senso comum, da vida social e do imaginário de uma nação.
E o argumento da Ana num mundo em que existem homens exercendo autoridade e influência escrevendo o que citei acima, é que na Amazon existia mais livros para mulheres e sobre mulheres do que para homens — ha, ha.
Profile Image for Penha Pio.
5 reviews
January 29, 2021
Que livro!!! Muito enriquecedor e com grande conteúdo sobre o tema. Valeu cada página, dá até vontade de ler novamente. Nunca li um livro que tivesse feito tantas marcações de trechos, anotações, etc.
1 review
March 19, 2026
O livro entrega o que é dito: uma leitura ideológica. É bem claro o " sarcasmo " intencional em sua escrita, feito para " causar " e " lacrar " contra feministas e esquerdistas. Porém é visível a carência de pesquisas acadêmicas mais aprofundadas, ou melhor, bibliografias/fontes adequadas que fossem trabalhadas de modo acadêmico, mesmo que a obra não fosse para estudos do gênero. O que é bem demostrado esse ponto é a utilização de pautas de feministas de séculos passados para a defesa das suas argumentações. E a mesma, ironicamente, compara mulheres, esposas burguesas, com mulheres do proletariado e suas condições. Deixando bem claro, ela é antifeminista e da extrema-direita, e transparece de maneira bem clara na leitura.
Não há problemas de abordar pautas opostas para a defesa da sua tese, porém existem contradições como: " Não concordo com o tratamento desumano das mulheres " . Logo em seguida: " O que essas pessoas defendem é imoral ". Não vejo nenhum problema uma antifeminista demonstrar suas justificativas de ser contra o feminismo, mas parece que a autora não consegue expressar de " maneira firme " suas argumentações. Parece que ela entra em um paralelo entre suas emoções particulares com um toque agridoce de outras ideologias que ela tenta correlacionar com a tese, mas não consegue trazer coesão. No momento em que escrevo essa resenha, leio outros livros antifeministas com argumentações mais sustentáveis em suas opiniões.
O que me impressiona é a colocação da filosofia bíblica para pautas como
" virtude ", " castidade " e " moral ". E para finalizar, temos a contextualização da capa. A mulher que segura a cabeça do homem barbado em uma bandeja é Salomé. Salomé era conhecida por ser responsável pela decapitação de João Batista (o homem barbudo da capa), sendo umas das personagens femininas mais cruéis da Bíblia. Para a autora, feministas seriam " Salomés " nas vidas do pobres, coitados e bons "homens Joões".

Não foi atoa que foi reprovada em sua tese na faculdade.
Profile Image for Guthemberg Bernardes.
9 reviews
December 9, 2025
Esse livro é um almanaque sobre a questão central do feminismo. Óbvio que já conhecia bem o pensamento da Ana sobre feminismo e sua função histórica de disrupção dos costumes mais patriarcais que consolidaram a nossa civilização. Mas o ponto alto desse livro é o como a Ana expõe a hipocrisia desse movimento e o como, por mais que muitas defendem diversos tipos de feminismo, ela detalha o fundamento desse movimento, e que por mais que hajam ramificações, elas bebem da mesma fonte. E de fato ela comprova através de uma bibliografia muito bem feita o quanto esse movimento é doentio e o quanto ele está ligado a eugenismo, pedofilia, perversão sexual, e por aí vai.
Profile Image for júlia.
54 reviews
July 6, 2026
I bought this book in 2019, right when it came out, and it took me YEARS to finish it.
I read it during a period of extreme political obsession (which I do not recommend). Even so, it really affected me. And even today it still makes me think and makes me grateful for not being a feminist.

I looked at some reviews on Skoob and saw girls fiercely criticizing the book, saying they became feminists because of it. Which is a shame, because this book portrays feminism as being the complete opposite of what is preached.
Profile Image for Vanessa Clementino.
25 reviews
January 2, 2026
"Nós, mulheres, apenas precisamos conhecer a nós mesmas, (...) basta que sejamos mulheres e continuemos a fazer o que sempre fizemos."
(p. 377)

livro extremamente necessário, tanto para mulheres como para homens, tanto aqueles contra ou favor do feminismo. O conhecimento é imprevisível.
Profile Image for Julia Simões.
24 reviews
September 20, 2022
Ridículo.
A autora usa da sua própria crença e religião para criticar as conquistas do feminismo.
Puro moralismo e propaganda cristã e conservadora.
4 reviews
January 25, 2024
UM FAVORITO!!! abriu minha mente para situações cotidianas onde o feminismo se inseriu perversamente. tenho minhas dúvidas para algumas questões, mas me deu mais vontade de estudar esse tema.
Profile Image for Cezar Dranka.
49 reviews3 followers
November 14, 2025
Um verdadeiro tratado sobre o assunto. Muito completo. Essencial pros dias de hoje.
Displaying 1 - 23 of 23 reviews