O destino cruel de pessoas que lutaram por uma sociedade melhor e acabaram vítimas dos dois piores sistemas totalitários do século xx.
Em Os Blumthal, José Milhazes reconstitui as vidas dos avós de sua mulher, Siiri. Conta como os jovens idealistas Erich Sõerd e Leida Holm Blumthal participaram activamente na introdução da revolução comunista na sua Estónia natal, e depois foram ultrapassados pelos acontecimentos do mundo conturbado e muito violento do século XX e acabaram vítimas, primeiro do regime nazi, e depois do regime soviético.
Só possível após uma grande investigação, que integrou a consulta de vários arquivos em vários países e de fontes histórias variadas - e de entrevistas à própria Siiri Milhazes -, esta obra revela a dramática saga familiar dos Blumthal e dos Sõerd em tempos de totalitarismo.
Um livro atual e que não vai deixar ninguém indiferente, Os Blumthal é o novo livro de José Milhazes.
JOSÉ MANUEL MILHAZES PINTO nasceu a 2 de Outubro de 1958 na Póvoa de Varzim. Licenciado em História da Rússia (1984) e Mestre em Ciências Históricas pela Universidade Estatal de Moscovo (Lomonossov) e doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2008), com a tese Influência das ideias liberais espanholas e portuguesas no Movimento dos Dezembristas na Rússia. É investigador integrado do Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» (CITCEM-FL/UP). Entre 1989 e 2015, trabalhou como correspondente de vários órgãos de informação nacionais e internacionais na Rússia e na Comunidade dos Estados Independentes. Autor de numerosos artigos e livros sobre as relações entre Portugal e a Rússia, sobre a política da URSS nas ex-colónias portuguesas de África e sobre as relações entre o Partido Comunista Português e o Partido Comunista da União Soviética. Leccionou em várias universidades russas e portuguesas. Actualmente, é comentador de assuntos internacionais da SIC e RDP. Foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Santa Maria (Estónia) e com a Comenda da Ordem do Mérito (Portugal).
It is the first time I read a book by José Milhazes, and I really loved this historical research into his Wife's Estonian Family, and what terrible dramas they went through during the Nazi and Stalinist persecutions. But, maybe even more relevant than the amazing research for this book, is the alert it makes regarding some of the more extreme phenomena we are witnessing today: Has Humanity learnt nothing from the persecutions and dictatorships of the Twentieth Century? Do we really want to go through it again? Yet, many countries today seem to be on the brick of extremist governments or ideologies. May Humanity find it's balance and renewed Wisdom and books such as these help to keep the memory alive and to increase awareness about these dangers.
The Author makes an emotional plea, as he would not like to see his Children and Grand Children go through the same type of convulsions as their ancestors.
A great book! I am certainly going to find more books by this Author.
Interesse/comoção: 5 Escrita e estrutura: 3 Aprendizagem: 5
Uma leitura que me mexeu com o sono. É daquelas histórias que, em teoria, já sabemos que aconteceram, mas que só têm real impacto quando associamos a nomes, rostos, famílias. Entre o estalinismo e o nazismo, é como escolher entre morrer na frigideira ou saltar para o fogo. É uma ironia trucidante: esses jovens foram vítimas do fanatismo e da paranoia que ajudaram a construir. O trabalho de investigação, de rascunho de vidas quase apagadas, é muito bom, mas ficaram algumas questões por responder. Em vez de tantos pormenores dos registos oficiais, gostaria que a relação entre Leida e o filho tivesse sido melhor explicada.
Comunismo e nazismo são iguais nos seus procedimentos. Como alguém no século 21 ainda pode defender qualquer destes regimes ditatoriais? Será que não sabem nada de história ou fazem como a avestruz?