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150 pages, Mass Market Paperback
First published January 1, 1958
Depois de muuuuuitos livros de fantasia, resolvi dar uma chance para a ficção científica, afinal essa masmorra também foi construída com tecnologia futurista. De quebra, fui atrás de um autor que não havia lido ainda: Fredric Brown. Não tinha como escolher outro livro se não Honeymoon in Hell (Lua de mel no inferno), que contém o conto Arena que inspirou aquele episódio clássico de Jornada nas Estrelas onde o Capitão Kirk enfrenta um Gorn pelo destino da nave, usando toda sua engenhosidade e golpes de karatê mal coreografados.
O livro é uma antologia de contos publicados originalmente em revistas pulp nos anos 1940 e 1950. Alguns temas como guerra fria, holocausto nuclear, viagem no tempo e marcianos são recorrentes, mas aparecem também algumas bruxas, diabos e vampiros. O autor ficou consagrado justamente por suas estórias curtas, geralmente com bastante senso de humor e uma reviravolta marcante no final, tornando a leitura bem rápida e agradável.
A estória que nomeia o livro trata de uma estranha ocorrência que faz com que todos novos recém-nascidos sejam do sexo feminino. Para estudar e tentar resolver o problema, os EUA e a URSS interrompem a guerra fria, casam à distância um astronauta americano e uma técnica/cientista russa e mandam o casal (cada um no seu foguete) para uma lua de mel na Depois de muuuuuitos livros de fantasia, resolvi dar uma chance para a ficção científica, afinal como bem lembrou o Rafael nos comentários de outra resenha, essa masmorra também foi construída com tecnologia futurista. De quebra, fui atrás de um autor que não havia lido ainda: Fredric Brown. Não tinha como escolher outro livro se não Honeymoon in Hell (Lua de mel no inferno), que contém o conto Arena que inspirou aquele episódio clássico de Jornada nas Estrelas onde o Capitão Kirk enfrenta um Gorn pelo destino da nave, usando toda sua engenhosidade e golpes de karatê mal coreografados.
O livro é uma antologia de contos publicados originalmente em revistas pulp nos anos 1940 e 1950. Alguns temas como guerra fria, holocausto nuclear, viagem no tempo e marcianos são recorrentes, mas aparecem também algumas bruxas, diabos e vampiros. O autor ficou consagrado justamente por suas estórias curtas, geralmente com bastante senso de humor e uma reviravolta marcante no final, tornando a leitura bem rápida e agradável.
A estória que nomeia o livro trata de uma estranha ocorrência que faz com que todos novos recém-nascidos sejam do sexo feminino. Para estudar e tentar resolver o problema, os EUA e a URSS interrompem a guerra fria, casam à distância um astronauta americano e uma técnica/cientista russa e mandam o casal (cada um no seu foguete) para uma lua de mel na cratera de Hell na Lua, fora da área de atuação do fenômeno. Um possível filho dos dois pode ser a chave para salvar a humanidade. Além de prever que próxima etapa da guerra fria seria a corrida espacial, esse tema sexual certamente estava a frente do seu tempo, e a personagem feminina é interessante, pena que não existam outras no livro.
São várias estórias de viagem no tempo, cada uma abordando o tema de forma bem distinta. Alienígenas que combinam viagem espacial com temporal para “burlar” a longa duração das viagens. O clássico do paradoxo do avô. Existe também uma ótima onde o protagonista começa nos anos 50, volta no tempo (sim, volta!) e desperta no distante ano de 2004, e com isso possivelmente descobre uma espécie de fórmula da imortalidade, levantando uma série de questões filosóficas. Vampiros, depois de desmascarados, buscam um futuro onde a humanidade os tenha esquecido em outro conto que mostra que as fronteiras da ficção científica e fantasia ainda eram tênues, como podemos ver em várias obras presentes no apêndice N.
A ameaça “marciana” também está bem presente, independente de onde venham os alienígenas. Eles podem pular de corpo em corpo para destruir as defesas da Terra, ou impedir a hecatombe nuclear dependendo da estória. Administram zoológicos interplanetários, transmitem mensagem misteriosas no rádio ou são usados por brincos (sim, a construção da frase está certa).
Meu conto favorito, porém, é mesmo Arena. Uma entidade de grande poder, que se descreve como o topo da evolução quando uma raça inteira é representada por um único ser, intervém no conflito entre os terráqueos e um povo conhecido apenas por forasteiros, ela avalia que mesmo o vencedor sairá tão arrasado da guerra que jamais conseguirá atingir seu verdadeiro potencial no universo. Para sanar isso, seleciona um indivíduo de cada espécie e os transporta nus para uma espécie de planeta hostil onde eles devem duelar até a morte. O perdedor terá toda sua raça exterminada.
Começa um jogo de gato e rato. Os combatentes têm de aprender as regras da arena, estudar as fraquezas do inimigo e improvisar o tempo todo. O alienígena é bem estranho, um ser cheio de tentáculos que podem se retrair para que ele tome a forma uma esfera vermelha. A vitória só é possível com bastante inventividade.
Transportando para o jogo, a entrada no Apêndice cita apenas o nome do autor, sem recomendações de livros, mas Honeymoon in Hell parece um bom palpite dentre as obras que pesquisei de Brown. O conto Arena, além de ter virado um episódio de Jornada nas Estrelas, foi adaptado pela Marvel para os quadrinhos em 1973 e todas as estórias da coletânea vieram de revistas pulp, e sabemos que pulp e quadrinhos estavam na área de interesse de Gygax. Não é possível traçar paralelos com classes ou criaturas do D&D, porém, a necessidade de improvisar, de controlar recursos e de encontrar soluções que não estão na “ficha de personagem” é bem o clima de Arena e isso de alguma forma está presente nos livros da primeira edição e no D&D original.
O livro termina com o conto Imagine que parece ser mais uma ode a imaginação em si. Perfeita para despertar a fagulha da criação em todos os mestres de jogo. Deixo aqui um trecho numa transcrição (e tradução) livre:
Imagine fantasmas, deuses e diabos. Imagine infernos e paraísos. Cidades flutuando no céu e afundadas no mar. Unicórnios e Centauros. Bruxas, feiticeiros, gênios e banshees. Anjos e harpias. Feitiços e encantos. Elementais, familiares, demônios. É fácil de imaginar todas essas coisas. A humanidade as imagina há milhares de anos. Imagine naves espaciais e o futuro. Fácil de imaginar, o futuro está realmente chegando e haverá naves espaciais nele. Existe algo difícil de imaginar? (...) Imagine um universo, infinito ou não, como você deseja imaginá-lo.
Fun, amusing sci-fi novelette with that old 50s charm.
(A short-short story.) This is just an excuse for word puns ("make a little doe", "save the first buck she ever made", etc.) - no story to be had.
A humorous sci-fi tale - we owe our lives to a drunkard. Fun.
(A short-short story.) I am usually a sucker for Faustian tales, but the punchline is simply weak.
Interesting, but the ending is anticipated long before it gets there.
(A short-short story.) Time-traveling vampires with a painfully bad punchline.
Second-person perspective is interesting. Good sense of mystery. Premise is intriguing. Solid effort.
(A short-short story.) The punchline is amusing, but that's about it.
Simple but clever premise with a nice twist ending - the sort of "classic" short story you love to read in these old collections. Successfully adapted as an episode of Alfred Hitchcock Presents with Steve McQueen (though it would have been more appropriate for The Twilight Zone).
(A short-short story.) Predictable, yes, but it plays with perspective to good effect.
Interesting, but overlong and not particularly compelling. This may have been more effective as micro-fiction.
(A short-short story.) Perhaps the best of this type - I wish all Brown's micro-fiction was up to his standard. Still a trifle, but interesting with a clever punch line. Adapted by Guillermo Del Toro as his short film Geometria.
(A short-short story.) You know the twist almost immediately but the story has a measure of fun to proceedings.
One of Brown's more iconic works. A thrilling novelette with a primal quality. The best in this collection. Adapted (loosely and poorly) as an episode of the original Star Trek.
Not quite micro-fiction, but a quick read with some social commentary and an interesting turn at the end. Too quick to leave much of an impact, but interesting.
(A short-short story.) The literal grandfather paradox has been done dozens (if not hundreds) of times - this is probably the most basic and routine of the lot.
A fun sci-fi yarn. Certainly is filled with "old-fashioned" details but the plotting remained engaging.
Brown is more earnest with his messaging here than anywhere else in this collection - mankind with nuclear weapons is like a mentally-disabled child with a loaded gun. Short, makes its point, and leaves. Perhaps not entirely subtle but effective.
An interesting premise is unfortunately just an excuse for Brown to pontificate through a series of characters on topics of science, politics, and religion. The form was a little repetitive and the lack of explanation, while intentional, was underwhelming.
A pleasant, Bradbury-esque folk tale. A simple story, but it allowed the characters and themes to shine a bit more as a result. It felt more mature in relationship to Brown's other shorts.
I am ill-equipped to judge poetry. That said, I did find it to have a pleasant flow with grand ideas, it's just doesn't leave a lasting impression.