(PT) Acudido pela chamada do seu meio-irmão Abel, Caim descobre que a sua madrasta está morta... mas não se decompõe, exalando ainda por cima um cheiro perfumado, como se fosse uma santa na terra de pecadores. Para piorar as coisas, pelo caminho, descobre uma adolescente que a segue por estar perdidamente apaixonada por ele. Ele a tentar livrar, mas... debalde. E pelo meio, descobrem um senhor da guerra que tinha enlouquecido e pensa que é um cão. Logo, tem de os ajudar, porque o resto foi feito refém, e a missão está acima de todos os escrúpulos e moralismos que possa ter.
Como disse no primeiro livro, "Os Filhos de El Topo" é a sequela que Alejandro Jodrowsky queria fazer, mas nunca lhe deram a chance. Com José Ladronn como desenhador, decidiu então passar para banda desenhada a sua ideia, resultando em três álbuns - este é o segundo - onde o western e o misticismo são as mãos e fazem uma dança maravilhosa e maldita. Sem freios e sem medos, na paisagem mexicana, a leitura destes álbuns é simplesmente fantástica, com as referências à Bíblia bem explicitas, e a violência e o misticismo católico está mais do que presente. Fazendo toda esta mistura, o resultado é que estás a sentir tudo isto como se estivesses "mesmo lá", a mais de 40 graus sob o sol escaldante de Sonora. Ou então, que estás no escuro da sala de cinema, à meia-noite, agarrado ao balde de pipocas, querendo saber como acaba a segunda parte.
Como disse do primeiro álbum, a cinematografia está mais que presente. Mas se calhar, essa deve ter sido a ideia mesmo antes de desenhar a primeira folha.