Pharsalia — De Bello Civili (A. D. 61). Apesar de já ter ocupado um posto de relevo na poesia ocidental — amado e imitado que foi por poetas como Dante, Petrarca e Goethe —, o grande poema épico da guerra fratricida entre César e Pompeu, a Farsália, até recentemente era pouco estudado e quase desconhecido do público leigo, ao contrário de sua grande predecessora, a Eneida, com a qual, aliás, os versos de Lucano dialogam de forma sutil. Mas, há algumas décadas, a Farsália voltou a atrair a atenção dos estudiosos, que, justamente, a tratam como o poema épico singular que é, epopeia desprovida de deuses e de heróis, em sua visão desencantada e sombria da história. O leitor brasileiro finalmente pode ter acesso — e privilegiado — a esse poema grandioso, na tradução poética do professor Brunno V. G. Vieira, que, em versos dodecassílabos e em diálogo com o que de melhor produziu a nossa prática de tradução dos clássicos, apresenta aqui, em edição bilíngue ricamente anotada, os cinco primeiros cantos da obra, primeira fase de sua empreitada notável de um Lucano em forma poética no português do Brasil.
Marcus Annaeus Lucanus, better known in English as Lucan, was a Roman poet, born in Corduba (modern-day Córdoba), in Hispania Baetica. Despite his short life, he is regarded as one of the outstanding figures of the Imperial Latin period. His youth and speed of composition set him apart from other poets.
Long recognised as a massive influence on the Shakespeare Henry VI plays, Marlowe's translation of the first book of Lucan's Pharsalia/The Civil Wars seems to me to have so many verbal echoes in Shakespeare's later Macbeth that I have a suspicion Shakey had a copy of this translation to hand when he wrote Macbeth. As the book was planned to be printed in 1593, he might even have seen it earlier.
Whether this is true or not, or merely my Macbeth-head is fooling me, this is a propulsive translation of Lucan: Marlowe's "mighty line" really works with Lucan's angry retelling of the pointlessness of this civil war: driven entirely by the arrogance of two men (Caesar and Pompey), destruction, death, chaos and corruption fall on the whole known world.