Li este livro ontem, com uma sesta pelo meio. Enfastiou-me e aborreceu-me, quer pelo tema, quer pelo tamanho: é muito maior do que devia ser. Foi o primeiro livro que li desta autora e não fiquei lá muito satisfeita, especialmente porque ando a ler pouco e queria algo mesmo especiala. As personagens são um pouco estereotipadas e via-se logo onde aquilo ia parar, foi como estar a assistir a um acidente. Susannah, antiga atriz, vive sozinha com a filha de 13/14 anos e tem uma série de empregos menores para a poder manter num colégio caro (a educação inglesa no seu melhor...); como apoio tem a tia Lola, que a criou e, por vezes, anda numa cadeira de rodas... Então, num momento especialmente difícil de falta de dinheiro ,aceita servir à mesa em topless e acha que atingiu o seu ponto mais baixo. De repente, a sua melhor amiga regressada Austrália onde tinha um emprego fantástico, e vai instalar-se em Paris, mesmo ali perto, começando imediatamente a ajudá-la. A sorte de Susannah muda radicalmente: vai a uma audição e consegue um papel espetacular, reencontra o seu primeiro namorado através de esforços da filha que os consegue reunir. O ex-marido toxicodependente sai da prisão e agita um pouco as águas (porque continuou casada com ele?? Não faz sentido). O namorado reencontrado, psicólogo estabelecido, mas cujo casamento acabou de forma pouco clara, não podendo ver os enteados, é uma jóia e mudam-se para a sua fantástica casa; ele começa a ser uma espécie de pai substituto para Neve, que começa a apaixonar-se com ele. Entre Neve e a mãe há a maior das confianças e contam tudo uma à outra. No entanto, as coisas começam a acontecer de forma bizarra... O que está mal contado? Mudas-te para casa do namorado após pouquíssimo tempo, dás-lhe todo o tempo e liberdade com a tua filha. Durante mais de uma década não arranjaste trabalho nem namorado e agora vem tudo junto...