Quando os ingleses propuseram ao xerpa Tenzing ser o sirdar (o líder dos guias da montanha) da sua expedição ao Evereste em 1953, ele só aceitou com uma condição – ser considerado um alpinista por direito próprio e ter a hipótese de atingir o cume. Este tipo de solicitação era inédita, mas os ingleses aceitaram-na devido à experiência de Tenzing e convencidos de que poderiam dispensá-lo na subida final. Depois de sete fracassos, conquistar o Evereste era uma obrigação estratégica para a Inglaterra e o seu prestígio internacional. Diante destes enormes desafios, Tenzing, com o seu sonho de infância de escalar o teto do mundo, estava isolado. No entanto, a sua força de carácter e as suas habilidades de escalada permitiram que ganhasse a confiança do Coronel Hunt, o líder da expedição, e a amizade de Edmond Hillary. No momento da escolha, Hunt optou por Hillary e Tenzing, que se tornaram os dois primeiros homens no topo do Evereste. Mas a Inglaterra aceita que um nepalês e um neozelandês sejam os dois primeiros “ingleses” no topo do mundo?
Banda Desenhada que conta a história da conquista do Evereste, acontecimento que foi bastante mediatizado talvez porque constituiu o último limite geográfico do planeta a ser atingido e de ter ocorrido numa altura mais recente (29 de Maio de 1953) em que os media estavam mais presentes. A dupla que atingiu o cume foi constituida por Edmund Hillary e o xerpa Tenzing Norgay e nunca se soube exatamente qual deles terá sido o primeiro (nem nunca se saberá já que ambos faleceram) nem verdadeiramente é relevante já que apenas com um forte trabalho de equipa foi possível atingir tal feito… mas sempre foi levantada muita polémica sobre este assunto. Este livro toma o partido de Tenzing, como se pode constatar logo pelo título e se confirma no desenrolar da história cujo enfoque é principalmente no xerpa, embora deixe em aberto a questão de quem chegou primeiro. A narrativa é confusa e com saltos temporais que não fazem sentido. Em termos de arte gráfica, não é má, mas não entusiasma. Por último, a tradução tem alguns erros e claramente não houve revisão do texto o que é incompreensível. No final há um dossier com 7 páginas sobre o Evereste e a conquista do mesmo que é razoável.
(PT) O interessante nesta série sobre os exploradores foi o de falar sobre a primeira expedição a chegar ao topo do mundo pelos olhos do nepalês Tenzing Norgay, que acompanhou Edmund Hilary na escalada até ao cume do Everest, a 29 de maio de 1953. E têm uma razão para isso: marcar o contraste entre o preconceito e o racismo britânicos e os sherpas nepaleses, os donos do terreno e que reverenciavam o Chomolugma, a Deusa-Mãe do Mundo.
Tenzing tinha o sonho de ver como era a vista lá de cima, um pouco a razão porque Mallory quis escalar em 1924: porque estava lá. A curiosidade o levou a ser carregador, e depois montanhista de pleno direito. A expedição teve as suas tensões, quer antes, quer depois, quando a politica interferiu, tentando destruir a harmonia que fora duramente implementada na expedição britânica. E ali também vemos como eles queriam tanto ser os primeiros em alguma coisa, ainda a mentalidade de império em tempos de mudança.
O álbum é bem desenhado, e a história é bem explicada. É um álbum tão bom como os outros.
Infelizmente achei esta história um pouco confusa... Tive alguma dificuldade ao entrar na história, principalmente porque as personagens não nos são convenientemente apresentadas e a história tem alguns saltos temporais que não são automaticamente perceptíveis por quem está a lê-la. É uma pena, pois estas personagens que realmente existiram têm o seu interesse e é sempre bom quando nos são dados a conhecer heróis e pioneiros que foram importantes na determinada altura da História.
Gostei de ler até porque não conhecia nada sobre a 1 ª conquista do pico Everest, mas tal como o livro sobre Magalhães, que li anteriormente não achei nada de especial, nem na parte gráfica nem na história que às tantas fica confusa. A parte final desta serie "descobridores" vem sempre com um desenvolvimento maior acerca do tema onde tudo fica muito bem esclarecido e isso achei muito bom.