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Atenção.

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Vivemos na era da desatenção, sempre fazendo tudo de maneira superficial e descompromissada. Desatenção não significa apenas falta de atenção ou de concentração, mas sobretudo falta de cuidado, de zelo, de carinho. É estar no mundo e não cuidar dele. É conviver com as pessoas sem verdadeiramente interagir. É passar pela vida como quem observa da janela de um trem, descortinando fugazmente ações das quais não tomará parte e paisagens que não conhecerá. É passar pela existência como um fruto que não é colhido e apodrece ao sol sem beneficiar a ninguém.

Nos ensaios de Atenção., inspirados tanto pelo pensamento da escritora e filósofa Simone Weil quanto nos ensinamentos do budismo engajado, Alex Castro analisa as diferentes maneiras pelas quais podemos exercitar nossa atenção para convertê-la em um instrumento de ação política. Praticar atenção não é um simples esforço de autoconhecimento ou desenvolvimento pessoal e sim um ato político para o benefício alheio. O propósito de Atenção. não é nos transformar em pessoas melhores, e sim em pessoas melhores para as outras pessoas, para que aquelas com as quais convivemos não tenham que lidar com nosso Eu mesquinho e intolerante, egocêntrico e defensivo.

Amar é reconhecer plenamente a existência de outra pessoa, pois só amamos aquilo que conhecemos. Assim, nenhum ato político é mais transformador do que enxergarmos e aceitarmos, acolhermos e cuidarmos uma das outras.

* * *

Na era da dispersividade e do descompromisso, os ensaios de Alex Castro investigam as diferentes maneiras de desenvolver nossa atenção e transformá-la em um instrumento de ação política. Um livro para quem sabe que se tornar uma pessoa melhor para as outras pessoas é bem mais importante do que se tornar uma pessoa melhor apenas para si mesma.

240 pages, Paperback

Published March 4, 2019

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About the author

Alex Castro

43 books188 followers
Alex Castro publicou “Mulher de um homem só” (romance, 2009), “Onde perdemos tudo” (contos, 2011), “Outrofobia: textos militantes” (ensaios, 2015), “Autobiografia do poeta-escravo” (história, 2015) e "Atenção." (ensaios, 2019).

Foi colaborador da revista Mad in Brazil, do site PapodeHomem e do jornal Tribuna da Imprensa (RJ).

Em 2016, lançou a “Autobiografia do poeta-escravo” em Cuba e foi um dos escritores convidados da Feira Internacional do Livro de Havana.

Suas instalações artístico-literárias “As Prisões” já foram realizadas em todas as regiões do Brasil, reunindo milhares de pessoas.

Pratica zen-budismo há mais de dez anos. É membro da "Ordem dos Pacificadores Zen" e Irmão ordenado em "Eininji – Templo do Cuidado Amoroso Eterno", em Copacabana, sob o nome “Darma de Iquiú”.

* * *

Alex Castro é.
Por enquanto.
Em breve, nem isso.

* * *

Alex Castro foi.
Hoje, não mais.
Em breve, você também.

* * *

Alex Castro, pseudônimo de Thiago Neloah, nasceu em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, em 1984. Sempre manifestou interesse pela literatura; por ser arrimo de família, entretanto, teve que trabalhar desde cedo para sustentar a mãe e as irmãs. Entre 2002 e 2008, em um frenesi de atividade, publicou dois livros de contos e três romances, escritos sempre nas primeiras horas da manhã, antes de seus afazeres comerciais. Chegou a ser dono de uma cadeia de sete lojas de ferragens na região de limeira. Finalmente, em 2010, doou em vida todas as suas posses, assumiu votos de monge budista e internou-se no Templo Zen do Morro da Vargem, no estado do Rio de Janeiro. Não pretende mais escrever literatura.

* * *

Alex Castro, 46, estudou Economia no IBMEC e fez mestrado em E-commerce na Fundação Getúlio Vargas. depois de completar seu MBA por Wharton Business School, assumiu a Diretoria de Internet do Banco Itaú, onde trabalha até hoje. Nas horas vagas, se dedica ao mercado de futuros e ao paintball de competição.

* * *

Alex Castro, 28, é Capitão-de-Mar-e-Guerra da Marinha do Brasil e atual comandante do porta-aviões Nae São Paulo (A-12). Também está em cartaz no Cine Íris com o espetáculo burlesco Homens que gostam de dar, escrito, dirigido e interpretado por ele. Tem dois filhos e não bebe.

* * *

Alex Castro, pseudônimo de Luana Chnaidermann de Almeida, tem 17 anos e estuda no Colégio Equipe, em São Paulo. Natural do Acre, Luana publica contos em antologias desde os doze e pretende prestar vestibular para Dança. Seu primeiro romance, Shoah em Pindorama: um faroeste, foi publicado pela Livros do Mal, em 2002.

* * *

Alex Castro veio para o Rio de Janeiro em 1952, com seus melhores amigos Fernando Sabino e Hélio Pellegrino. Trabalhou como secretário pessoal de Guimarães Rosa durante a redação de Grande Sertão: Veredas, copidescando a ortografia de todos os neologismos. Manteve um breve romance com Clarice Lispector logo após seu divórcio e teria sido a inspiração para o personagem Rodrigo S.M. No final dos anos sessenta, convenceu seu amigo e ex-delegado Rubem Fonseca a se dedicar à literatura, mas se arrependeu. Manteve coluna fixa na Tribuna da Imprensa durante quinze anos, onde travou histórica polêmica com João Ubaldo Ribeiro, que somente terminou quando este abandonou a bebida. Perdeu a eleição para a Academia Brasileira de Letras para Paulo Coelho e jurou nunca mais se candidatar. Em 2009, faleceu em decorrência de ferimentos obtidos durante um duelo com Dilermando de Assis, amante de sua esposa Ana.

* * *

Alex Castro nasceu em 1966, na cidade de Santarém, no Pará. Abandonou cedo a escola para ganhar o mundo: conheceu os cinco continentes e já trabalhou como marinheiro e marceneiro, palhaço e podólogo, cabelereiro e cobrador, entre outros. Atualmente, vive em Porto Seguro, Bahia, com seu companheiro Luiz Biajoni, onde juntos criam tartarugas e coordenam a ONG Macuco.

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Profile Image for Marina Guerra.
125 reviews11 followers
December 25, 2019
É uma leitura necessária e atual.

Esse livro me parece ser uma leitura essencial para qualquer pessoa que tenha interesse em uma vivência ética e política. O escritor passa por tópicos espinhentos e pantanosos de maneira didática, compassiva e impressionantemente interessante.
Profile Image for Ariela.
56 reviews17 followers
September 29, 2020
“Atenção” é um livro traiçoeiro. Ele tem a estrutura da auto-ajuda e o imediatismo da linguagem da Internet. Porém, num zen-budismo de verve ácida, o que ele coloca em jogo é simplesmente tudo: o modo como organizamos a nossa existência, o modo como organizamos a nossa sociedade. Publicado sob o selo de bem-estar da Rocco, é uma leitura incômoda, inquietante.

O livro é organizado em 20 práticas, que remetem tanto ao budismo que permeia o texto, como a uma perspectiva política - esse é um livro que pede que você faça alguma coisa. O desafio de mudança pessoal, no entanto, é fundamentalmente diferente do que a nossa sociedade individualista e produtivista costuma propor.

Nossa mentalidade ocidental é fincada no excepcionalismo do sujeito. Esse modo de pensar transborda na nossa cultura de celebridade e culto à personalidade, mas também no modo como estruturamos a nossa existência individual. Projetos de nós mesmos, fazemos das nossas vidas uma busca pela nossa melhor versão. Protagonistas dos nossos próprios filmes, tratamos os outros como coadjuvantes da nossa história tão especial.

“Atenção” classifica-se como um livro de outro-ajuda. Ele desloca o Eu de sua centralidade para abrir espaço para o Outro; de fato, os exercícios de atenção consistem em dissolver a ilusão do Eu no cuidado do Outro. O Eu que tanto protegemos é uma identidade contingente, efêmera e relacional. Aproximarmo-nos do Outro passa por abrir espaço para que ele exista sem as nossas opiniões, as nossas certezas, a nossa necessidade de convencimento. Passa por um olhar atento e generoso, que reconhece a humanidade do Outro - tão importante, tão complexo, tão digno de amor quanto nós, quanto qualquer um. O processo, por fim, só se completa com a ação. O subtítulo do livro, “por uma política do cuidado”, alude a uma prática de amor que prescinde do afeto pessoal.

Ter atenção é parar de olhar para dentro para perceber o Outro; é o pré-requisito do cuidado. Cuidado é a prática do amor sem afeto; enquanto o amor é o sentimento, o cuidado é a ação. No que nos dissolvemos no cuidado ao Outro, dissolvemos mesmo a noção de que há um Eu apartado do Outro. Só há o universo. E, se na escala individual podemos reconhecer a humanidade do Outro, podemos construir também uma sociedade que não seja refém da disputa de interesses individuais.

Recomendo a qualquer um deixar-se enredar pela emboscada que é “Atenção - por uma política do cuidado”. Em um título quase fofinho, editado por um selo de bem-estar e fundamentado pelo zen-budismo, é um livro que te dá um chacoalhão. “Atenção” não é um livro confortável, por isso é um livro necessário.
Profile Image for Thaisa Fernandes.
Author 1 book43 followers
January 5, 2020
Primeira leitura de 2020. Recomendo mto. Me deu mto o que pensar e isso é maravilhoso!
Profile Image for Giovanni Naufal.
13 reviews
May 9, 2019
Sou leitor dos textos do Alex há uns anos, e muitos dos conceitos apresentados aqui eu já tinha tido o prazer de ler em sua newsletter e redes sociais. Mesmo assim, foi muito bom ler tudo isso formatado e ampliado.

As práticas de atenção são explicadas de forma simples, mas não simplista, utilizando de parábolas e referências para estudos científicos, filósofos e pensadores.

Esse é um livro que me fez refletir muito sobre minha vida e meu contato com as pessoas a minha volta. Praticar a atenção e o cuidado que o autor propõe, no cenário em que vivemos, é sem dúvida um ato político.
Profile Image for Felipe Moitta.
6 reviews
March 26, 2019
Quando nos sentimos tentadas a subir no atraente pedestal do conhecimento, para assim distribuir sábios conselhos à pobre ralé lá debaixo, podemos apelar para um truque mental semelhante: listar nossas dúvidas, visualizar nossas lacunas, corporificar nossa ignorância.

E, de qualquer modo, mesmo que consigamos refrear nossos impulsos intrusivos e egoicos, será sempre uma vitória efêmera: na próxima frase, na próxima interação, na próxima pessoa, no próximo pedido de conselho, zera tudo e precisaremos, mais uma vez conscientemente, ativamente, habitar o não conhecimento.

Quando nos tornamos pessoas adultas, nossa mente é como um computador que veio de fábrica com vários programas pré-instalados. Não é nem que todos esses programas sejam lixo, mas também não é que sejam bons só porque foram instalados por pessoas em quem teoricamente confiamos (mães, professoras, amigas etc.) ou porque têm o aval da tradição e do costume.

Onde termina a omissão e começa a invasão? Essas são questões políticas que encaramos todos os dias, tanto em nossas relações humanas, quanto em nossas relações diplomáticas. Cada vez que estoura uma guerra civil ou acontece um massacre genocida, a comunidade internacional enfrenta o mesmo dilema moral que qualquer pessoa diante do relacionamento abusivo de uma amiga.

Nossa sociedade é governada por uma tirânica ditadora, constantemente julgando, criticando, oprimindo todas as suas súditas. É ela que decide que “ninguém pode namorar catorze anos sem casar” e que “toda mulher casada deve ter bebê”. Que temos que ser pessoas heterossexuais, monogâmicas, religiosas. Que precisamos ter casa própria, automóvel na garagem, emprego em tempo integral. Essa tirana, entretanto, não possui existência concreta. Ela não tem como fisicamente impor sua vontade sobre nós. Para exercer sua opressão, ela precisa converter suas súditas oprimidas em opressoras policiais do senso comum, ao mesmo tempo vítimas e algozes, eternamente julgando e condenando umas às outras, sempre implementando suas regras, seus julgamentos, suas leis. A 10a prática de atenção é conscientemente deixarmos de trabalhar para a polícia secreta dessa tirana.

Reconhecer o direito das outras pessoas de viverem livres da opressão de nossas opiniões invasivas também é uma maneira de agir politicamente no mundo.

Na caixa de ferramentas mental que utilizamos para solucionar os problemas da vida, temos ferramentas de confronto, de conciliação, de conserto. Lá no fundo da caixa, porém, raramente nos lembramos de uma das ferramentas mais menosprezadas: aceitar a realidade e nos adaptar a ela.

Ser uma boa hóspede é praticamente uma antologia das práticas de atenção: estar presente com nossas anfitriãs de maneira aberta e acolhedora; manter um olhar generoso para com elas, quase sempre tão diferentes de nós; ver em totalidade suas casas, seus objetos, suas regras; ouvir com atenção plena suas histórias e suas vivências; desapegar do Eu, de nossas vontades e de nossas manias, do nosso “jeito certo” de agir; praticar o não conhecimento e nunca presumir nada sobre elas ou sobre como suas casas funcionam; exercer a não opinião sobre sua intimidade e sobre suas regras. Ser uma boa hóspede, em suma, é aceitar a realidade e deixar de ser a constante, sempre uma das mais completas práticas de atenção.

Todas presumem que somos uma constante, e o universo, variável. Afinal, nunca ter gostado, jamais vir a gostar de ruído é uma parte permanente e imutável da essência primordial de Francisco. Diante da enormidade desse fato, naturalmente, só lhe resta mudar o mundo. Mas uma quinta solução para o problema de Francisco seria: 5. modificar-se, se transformando no tipo de pessoa que não se incomoda com esses ruídos. Vivemos em uma sociedade tão egocêntrica e autocentrada que raramente ocorre à maioria das pessoas que uma maneira de resolver qualquer problema é escolhendo tornar-se o tipo de pessoa para quem aquele problema não é um problema.

A 12a prática de atenção é apenas dar-se conta da existência da opção de não sermos sempre os sujeitos, de não sermos sempre as constantes, de aceitarmos a realidade como ela é. Ao considerar possíveis soluções para um dilema, podemos nos perguntar: de que maneira poderíamos resolver essa questão nos tornando o tipo de pessoa para quem esse problema não é um problema? Como boiar até que a correnteza se dissipe? Muitas vezes, talvez na maioria das vezes, não será a melhor solução. Mas, agora, ao menos, sabemos que existe. Está lá, em nossa caixinha de ferramentas.

Mas, se culpa é paralisante, falar de responsabilidade é energizante.

Sermos pessoas privilegiadas não faz de nós as vilãs, as monstras, as inimigas. Não significa que somos culpadas pelos crimes da nossa sociedade outrofóbica. Mas significa que, como beneficiárias desses crimes, temos a responsabilidade de nos tornar parte da solução e não do problema.

Se o privilégio é invisível por definição, a única maneira de percebê-lo é se abrindo para as experiências e relatos das pessoas que o enxergam, das pessoas que sentem a dor da sua ausência. Por isso, quando uma outra pessoa estiver relatando preconceitos que nunca sofremos e nunca sofreremos, a única reação aceitável é ouvir e acolher.

A outra pessoa deve ser tratada não como eu gostaria de ser tratada, mas como ela merece, precisa, deseja ser tratada. E como vamos saber como essa tal outra pessoa merece, precisa, deseja ser tratada? O primeiro passo é sair de mim mesma e deixar de me usar como parâmetro normativo do comportamento humano. Essa é a parte fácil. Depois, preciso abrir os olhos e os ouvidos (na verdade, o corpo inteiro) e reconhecer que existem outras pessoas no mundo, todas bem diferentes de mim, e que o único jeito de perceber o quão diferentes elas são é enxergando-as, escutando-as, conhecendo-as, com atenção plena e empatia verdadeira.

Empatia é estar dentro de outra pessoa, sentir o que ela sente, pensar o que ela pensa.

Empatia vem do grego “em” + “pathos” (sentimento), ou seja, é um penetrar, uma jornada. Entrar em outra pessoa é como visitar um país estrangeiro: temos que passar pela imigração e pela alfândega, caminhando com cuidado, de pergunta em pergunta, de sentimento em sentimento.[45] E, a cada passo, vamos exercitando todas as práticas de atenção: tentamos manter um olhar generoso e ver na sua totalidade essa pessoa, cultivamos o silêncio para poder ouvi-la com atenção plena, nossa postura de não conhecimento e de não certeza nos leva a abraçar a não opinião e a aceitar a realidade.

Assim como não dá para conhecer uma época sem conhecer sua história, não dá para conhecer uma pessoa sem conhecer sua vida.

O nosso Eu não existe, não importa. Não temos opinião: não nos comparamos a ela, não julgamos suas ações, não pensamos no que teríamos feito em seu lugar. Só entramos na prática, quando muito, vista através de seus olhos, de sua visão de mundo, de sua biografia. Como ela nos vê? O que sabe de nós? Como interpreta nossas ações ou palavras a partir de seu ponto de vista?

Para decidir quais objetos do futuro manter, uma boa regra é 60/60: se conseguimos repor o objeto em menos de sessenta minutos, ou por menos de sessenta reais, então, não é um objeto que valha a pena carregar pela vida ou guardar no armário, tirar o pó ou trazer na mudança.

O tamanho de qualquer mala de viagem é diretamente proporcional ao medo da pessoa que está viajando:

Eu vivia com medo, sempre travado no passado, sempre receoso do futuro. Passava meus dias cuidando da minha coleção de objetos do passado (sem eles, o que seria do meu passado, das minhas memórias, da minha história?!) e da minha coleção de objetos do futuro (sem eles, o que seria do meu futuro, das minhas potenciais necessidades?!). Espanava e arrumava, cuidava e catalogava, verdadeiro zelador de um museu-prisão inteiramente dedicado aos meus próprios medos. Enquanto isso, minha vida verdadeira, acontecendo ao vivo e no presente, em tecnicolor e dolby surround, passava por mim quase despercebida. Com obrigações assim tão absorventes, como poderia prestar atenção às pessoas à minha volta?

Foi bom enquanto durou. Tudo é bom enquanto dura. Nada dura.

Há dez anos, minha amiga perguntou: — Por quê? Por que viver assim? Demorei uma década para encontrar uma resposta satisfatória: — Porque acumular menos me permitiu ser uma pessoa menos medrosa e mais atenta, menos defensiva e mais generosa. Se a minha atenção não está sendo monopolizada pelo Museu dos meus Medos, então, estou livre para melhor acolher e abraçar, ouvir e aceitar as pessoas à minha volta.

Se situações de escassez concentram nossa atenção, a abundância ilusória leva ao desperdício:

Somente as minhas ações são os meus pertences verdadeiros. Não posso fugir às suas consequências. Minhas ações são o chão que fazem o meu caminho.

Se uma colega de trabalho me ofendeu hoje à tarde no escritório, essa foi uma ação dela sobre mim e, mais dia menos dia, ela vai pagar o preço: afinal, ela me fez sofrer. Mas, se hoje à noite, fritando na cama sozinha com meus pensamentos, ainda estou remoendo esse insulto e mastigando essa ofensa, então essa é uma ação minha sobre mim mesma e o preço já estou pagando agora, em tempo real: eu estou me fazendo sofrer. Mesmo em um universo tão cruel e tão aleatório, meu maior algoz quase sempre sou eu mesma: meus pensamentos obsessivos, minha mente desordenada, meu apego à minha identidade.

Nosso passado (nossa história! nossos traumas! tudo que fez de nós essas pessoas únicas que somos!) e nosso futuro (nossa sonhada aposentadoria! nosso temido câncer! tudo o que ainda vai nos acontecer!) são tão autoevidentemente relevantes, fundamentais, definidores que, na comparação, o presente torna-se um detalhe inconsequente, uma firula desimportante, um capricho tolo. Entretanto, só o presente existe: todo o resto é invenção nossa, sempre criando narrativas cada vez mais elaboradas para nos permitir fazer sentido de nossas vidas. O presente é tudo o que realmente temos. No hoje, é sempre hoje. No agora, é sempre agora. No passado, nem sempre existi. No futuro, em breve não existirei. No presente, estou sempre vivo, sempre existindo, sempre aqui.

O aqui e agora é um eterno para sempre. O para sempre é um eterno aqui e agora.

Praticamos atenção para observar essa falha acontecendo ao vivo dentro de nós. Afinal, assim como Doisneau voltando em busca da foto perfeita, só podemos voltar ao nosso estado natural de atenção se percebemos que saímos dele. Mas, para isso, é necessário, em um ato consciente de vontade, escolher onde queremos depositar nossa atenção e, fazendo frente a todos os apitos sonoros e luminosos do mundo, voltar sempre para lá.

Não somos pessoas cronicamente distraídas por causa de nossos celulares e da internet. Pelo contrário, inventamos os celulares e a internet, do jeito como são hoje, por causa de nossa distração crônica constitutiva. A meditação não é uma técnica milenar, presente em quase todas as culturas desde o início dos tempos, porque “resolve” um problema surgido em 2007. O Buda, assim como eu e você, nasceu em um mundo onde a meditação já era ancestral e, um dia, ele também decidiu sentar, aprender, praticar.

Nossa consciência é formada por um contínuo de experiências ao qual damos um nome. Por razões práticas, faz sentido distinguir uma pessoa da outra

Tudo é contingente: somos pessoas únicas não porque temos uma pretensa essência metafísica (o Eu!) qualitativamente diferente da essência metafísica das outras entidades que não-são-o-meu-Eu, mas sim porque surgimos a partir de condições únicas e de circunstâncias irrepetíveis.[68] Se o nosso Eu tivesse uma essência, então nossa natureza nunca poderia mudar: o fato de o nosso Eu ser vazio de existência intrínseca é justamente o que nos permite a liberdade de nos reconstruir, recriar, reinventar.

Nossa mão não é alheia à fome do nosso estômago, porque ambos reconhecem fazer parte do mesmo todo, mas somos alheias à fome da pessoa que está ali na calçada, porque não nos reconhecemos como parte do mesmo todo que ela. A desordem existencial devastadora de nossa civilização é ver na fome, no sofrimento, na angústia da outra pessoa um problema alheio a nós. Todas sofremos de Síndrome da Pessoa Alheia.

Quando finalmente enxergamos a miragem do Eu, cuidar das outras pessoas se torna tão natural quanto a mão que automaticamente estanca o sangue da perna que pertence ao mesmo corpo que ela.

A questão não é se eu existo (é claro que eu existo), mas sim que o meu Eu não existe dessa maneira essencial e transcendental como sinto que ele existe, no centro de um universo que gira ao seu redor, observando tudo sempre a partir de sua própria perspectiva.

A afirmação de uma fé nos convida a acreditar ou des-acreditar: a proposta de um método, se acharmos que faz sentido e que pode nos trazer benefícios, nos convida a investigá-lo e vivenciá-lo, testá-lo e corporificá-lo.

O nosso Eu só sabe amar a si próprio: ele foi criado e treinado para premiar quem lhe pode ser útil e punir quem lhe pode ser incômodo. Por isso, não existe como servir e ajudar as outras pessoas a partir de uma perspectiva egoica: o Eu não consegue ser desinteressado, porque nós o inventamos para perseguir nossos (pretensos) interesses a todo custo. É só isso que ele sabe fazer. Quando o Eu ajuda, ele ajuda para parecer uma pessoa boa, para conseguir reconhecimento, para aumentar seu cacife, para ser feliz.

Nós não estamos dentro do nosso corpo olhando para fora: nós somos o universo olhando para si mesmo.

Se afirmamos amar espinafre mas nunca compramos espinafre, nunca colocamos espinafre no prato e, quando o prato vem com espinafre, não comemos… então, não amamos espinafre. Talvez até sinceramente acreditemos que amamos. Talvez até queiramos amar. Mas não amamos. Pelo menos, ainda não. Aquilo que fazemos (não comer espinafre) importa mais do que aquilo que falamos (“amo espinafre!”).

Posso até não ter escolhido ser quem eu sou, mas eu escolho agir como eu ajo.

O que importa é o que fazemos. Por isso, poucos conselhos são mais canalhas do que “seja você mesma”. A maioria dos problemas do mundo veio de pessoas que estavam simplesmente “sendo elas mesmas”. Mais importante do que sermos nós mesmas é sermos quem queremos ser.

O que importa é o que fazemos. Por isso, poucos conselhos são mais canalhas do que “seja você mesma”. A maioria dos problemas do mundo veio de pessoas que estavam simplesmente “sendo elas mesmas”. Mais importante do que sermos nós mesmas é sermos quem queremos ser. Todas as forças do universo nos impelem a nos conformar, a aceitar as regras do mundo, a ceder, a nos moldar. Ser a pessoa que queremos ser é uma luta diária, surda, interna, contra nossos próprios preconceitos, nossas mesquinharias, nossos egoísmos. Ser quem queremos ser é o mínimo que devemos a nós mesmas. Se não somos nem isso, então não somos nada. Decidir ser uma pessoa mais empática, mais atenciosa, mais cuidadosa, entretanto, é fácil. Ser de fato essa pessoa, todos os dias, sistematicamente, é muito mais difícil.

A única coisa que conta como primeiro passo é efetivamente dar o primeiro passo. Saber que dar o primeiro passo é importantíssimo não é dar o primeiro passo. Pelo contrário, quase sempre é uma maneira de não dar passo algum. Sem compreender a diferença entre aquilo que acontece dentro de nós (sentir, reconhecer, pensar) e aquilo que efetivamente fazemos no mundo (lutar, dar passos etc.), jamais transformaremos a realidade.

“Reconhecer privilégios”, “cultivar empatia”, “despertar consciência” são excelentes chavões para colarmos em cima de fotos do pôr do sol e ganharmos biscoito na internet, mas falta fazer o bolo. Sentirmos tudo isso, e não fazermos nada, é tão patético, tão inútil, tão ridículo, quanto comprar os ingredientes, postar a foto (#fica-vai-ter-bolo) e nunca fazer o bolo. Só um passo é um passo.

“Ter consciência” não é algo para se gabar: é um privilégio que traz consigo responsabilidades.

Quem está “presa” na Prisão Monogamia não é a pessoa que fez a escolha livre e consciente de viver relacionamentos monogâmicos, mas sim aquela que, por ignorar a opção de não fazer isso, por nunca ter percebido a verdadeira gama de diferentes alternativas que lhe estavam abertas, vive relacionamentos monogâmicos por default, como se essa fosse a única possibilidade concebível. Sua prisão (cognitiva) não é viver a Monogamia, mas ignorar a realidade que existe além dela.

Nenhum ato pode ser mais político e mais transformador do que enxergarmos e cuidarmos umas das outras. Cuidado sem atenção, porém, é no mínimo superficial, quase sempre equivocado e às vezes até nocivo. Já atenção sem cuidado, a empatia sem ação efetiva, não passa de um capricho complacente de pessoas privilegiadas.

O que é então outrofobia? Bem, alguns dos maiores problemas sociopolíticos de nossa época, como o machismo e o racismo, a homofobia e a transfobia, o capacitismo e o etarismo, têm origem em uma rejeição fundamental ao Outro, ou seja, à pessoa que é diferente, à pessoa que não sou eu.


E, se o privilégio é invisível por definição, então, a única maneira de percebê-lo é se abrindo para as experiências e relatos das outras pessoas, das pessoas que o enxergam, das pessoas que sentem a dor da sua ausência, ouvindo-as e abraçando-as, aceitando-as e acolhendo-as, sem interpelar nem minimizar. Em outras palavras, dando a elas nossa atenção.

Praticamos atenção não como um autocuidado, mas como um ato político. Praticamos atenção para lutar contra a Outrofobia.

Ao longo desses dezessete anos de escrita profissional, sete livros e diversos artigos publicados, o livro que ainda não consegui terminar foi justamente o mais pedido: o tal livro das Prisões. Eu não conseguia terminá-lo porque o projeto em si transformou a pessoa que eu era e, ao me transformar, também se transformou.

A própria série mudou de nome diversas vezes. Em um primeiro momento, troquei “aulas” por “exercícios”. (Quem sou eu para dar aulas de empatia?) Depois, troquei “empatia” por “atenção”. (Empatia é passiva e paroquial demais, como falo na 20ª prática, Dar o passo.) Finalmente, troquei “exercícios” por “práticas”. (Exercícios são atividades chatas que fazemos por obrigação, práticas são atividades transformadoras que moldam nosso estilo de vida.)

A literatura se justifica pedagogicamente porque ela ensina alteridade. Na adolescência, época formativa e impressionável, fase mais egocêntrica do ser humano, é fundamental a habilidade criativa de ser outras pessoas, de viver outros mundos, de criar outras histórias. Estamos todos acostumados a exercitar músculos e capacidades. Exercitamos os bíceps e exercitamos a memória. Por que não exercitar a empatia? Os exercícios não vão ser fáceis. Como sabem os malhadores, é preciso primeiro levar o músculo ao colapso, para que ele então se regenere e volte mais forte.
Profile Image for Leandro Franz.
3 reviews
April 2, 2019
Uma ótima introdução ao budismo que importa

“Assim como uma espada não consegue cortar sua própria lâmina, assim como um acrobata não consegue subir em seus próprios ombros, a mente não consegue enxergar-se.” Guia do caminho do Bodisatva, de Shantideva (IX, 17-18).

O livro começa desconstruindo as relações externas que temos com outras pessoas, com desconhecidos ou com amigos e família. Depois, desconstrói nossa relação com objetos e produtos que compramos, com lugares que gostamos, com imagens, sons até com os conceitos de tempo e espaço.

Aí, quando estamos já repensando diversas crenças, o livro vem e desconstrói nossos próprios pensamentos e intenções.

Por fim, quando parece restar apenas nossa própria individualidade para nos dar algum conforto, as práticas sugeridas pelo livro também lhe dão uma rasteira.

E ficamos com o nada.

Sem passado, sem futuro, sem relações externas, sem loucuras internas, sem um Eu pra analisar tudo isso, só resta a observação e o título do livro: atenção ao presente. E isso é o suficiente.

A linha filosófica é o budismo, mas o "de raiz". Não aquele da moda, de best-sellers e gurus, da busca por autoconhecimento e autoajuda. O "budismo raiz" justamente desconstrói o que é conhecimento, desconstrói o que é ego (auto), desconstroi a busca. É o que se contenta com o nada. E isso já é o suficiente.

Resumindo, é daqueles livros ótimos de dar no amigo secreto e depois conferir, na véspera do réveillon, se o amigo perdeu a noção das certezas e promessas que imaginava para o ano novo. É daqueles presentes que bagunçam e, por isso, geram necessidade de reconstruções.

Só assim o budismo deixa de ser fleumático e se torna engajado: "De um modo ou de outro, julgamos as outras pessoas por suas ações, mas queremos ser julgadas por nossas intenções."

Com o perigo de impactar politicamente a cabeça de quem lê, o livro também é uma grande pesquisa bem organizada e ilustrada por parábolas que aproximam o tema, que simplificam. Por exemplo, e para finalizar, uma parábola que resume o sentimento de quem termina a leitura:

"Era uma vez uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: — Quem é você? E o mar respondeu: — Sou o mar. — Mas o que é o mar? E o mar respondeu: — O mar sou eu. — Não entendo — disse a boneca de sal —, mas gostaria muito de entender. Como faço? O mar respondeu: — Encoste em mim. Então, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé. Sentiu que começava a entender, mas também sentiu que acabara de perder o pé, dissolvido na água. — Mar, o que você fez?! E o mar respondeu: — Eu te dei um pouco de entendimento e você me deu um pouco de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo. Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava, e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava alguma coisa: — Afinal, o que é o mar? Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer: — O mar… o mar sou eu!"
Profile Image for Mariana Oliveira.
20 reviews3 followers
March 5, 2022
Eu li 216 livros até hoje (eu iniciei uma listinha quando era criança e, depois, vendo ela tão completinha, achei legal continuar) e acho que nenhum foi tão importante como esse.

Eu diria que recebi vários "tapas na cara" não fosse o próprio Alex ter dito que não gosta que comparem seus textos com atos de violência. Vou chamar então de vários "wake-up calls".

Eu acompanho o Alex há uns 10 anos, tem sido ele o responsável por tantas mudanças de paradigmas e formas de ver o mundo que eu tive. É muito legal ver a evolução dos seus textos ao longo do tempo - que se tornaram mais empáticos, menos agressivos, menos contundentes. Para ilustrar, eu lembro de algum tempo atrás ler um texto onde ele colocava: "às vezes às pessoas respondem meu texto dizendo 'mas isso é na sua opinião, né' e eu respondo 'é óbvio que é a minha - se fosse a opinião do careca da esquina eu falaria que é do careca da esquina. é óbvio que tudo que escrevo é a minha opinião" (não exatamente assim, mas algo do tipo). Esse mesmo texto eu contrasto com as tantas vezes que ele escreve atualmente "de acordo com a minha vivência" e fala sobre abandonar certezas, a possibilidade de estar errado e a então necessidade de exercer a não opinião.

Voltando ao livro em questão... eu tenho estudado budismo, e vi muito dos ensinamentos e princípios refletidos no texto. Talvez a grande "mágica"do livro então (além de ser extremamente bem escrito e fácil de ler) venha do fato de ele contrastar os princípios com a nossa cultura ocidental, e de utilizar exemplos reais, da sua vida, dos seus encontros.

É um livro que eu vou recomendar. Obrigada Alex, e obrigada toda a humanidade por permitir tê-lo escrito.
5 reviews
May 8, 2019
os textos de alex castro sempre tiveram uma natureza cíclica pra mim. eu sempre me vejo voltando a alguns deles, ou eles sempre voltam pra mim (o alex costuma repostar e reenviar seus textos); e sempre têm um impacto diferente em cada leitura.
de certa forma eu já conhecia o conteúdo deste livro, espalhado em posts de blogs e newsletters pelos anos, mas lê-lo na íntegra, reorganizado, em uma ou duas sentadas, foi um excelente reencontro.
Profile Image for Ronaldo Lima.
167 reviews3 followers
September 7, 2021
Textos que são sempre bons de reler pois sempre te relembram a dar o primeiro passo, fazer algo, se mover em uma nova direção.

E tantas vezes eu falhei nisso. E tantas vezes eu tentei de novo. E provavelmente vai ser uma vida tentando dar esses passos.
Profile Image for Danielle Aleixo.
220 reviews4 followers
January 23, 2020
Sobre reprogramações mentais que precisamos fazer para navegar neste mundo de forma menos egocêntrica, mais aberta e compreensiva.
Profile Image for Lia D'Amico.
50 reviews4 followers
January 2, 2021
Prosas budistas a respeito da vida, cheias de verdade (sem bullshitagem) e insights para um dia a dia melhor.
Profile Image for Fernanda Romero.
29 reviews
March 10, 2022
Um livro essencial, que vai virar de cabeceira, para revisitar e refletir sempre a respeito. Sem rodeios e com escrita sucinta, provocativa e precisa, o autor nos conduz por 20 práticas objetivas, guiadas pelos preceitos zen-budistas para atenção plena, mas da perspectiva coletiva e interpessoal. Um ponto de vista urgente para colocar a consciência em prática em prol do coletivo, não só do próprio bem-estar, como costuma ser o enfoque. Recomendo a todos que desejam ser mais felizes como seres humanos melhores para si, mas principalmente para o outro e para o todo: afinal, como ensina Alex Castro, somos todos um, a caneca já está quebrada e já estamos todas mortas.
Profile Image for Gabriel Leite.
40 reviews9 followers
April 22, 2024
Adoro o jeito leve e meio viciante com que o Alex fala de coisas tão sérias e profundas. Meu Eu irascível e egocêntrico ficou com vontade de presentear um monte de gente com esse livro.
Profile Image for Amanda Letícia.
121 reviews13 followers
December 16, 2024
melhor livro que li em 2019. desde então, sigo refletindo sobre atenção, isso de tão precioso que podemos oferecer às pessoas. Alex Castro faz um mergulho profundo, costura tudo bem amarradinho e propõe práticas profundas, que desestabilizam e chacoalham a gente por dentro para oferecer um caminho menos auto-centrado, mais cheio de atenção, de cuidado. --- reli o livro em 2024. ele segue me chacoalhando e trazendo boas perspectivas para estar mais presente e caminhar cada vez mais na direção de ser uma pessoa atenciosa e amorosa com às pessoas a minha volta. ainda assim, nessa segunda leitura, consegui um pouco mais de espaço e perspectiva sobre as práticas no dia a dia e nas complexidades do existir no capitalismo.
11 reviews
October 21, 2021
Muito bom livro, trazendo 20 práticas de atenção e exercícios de olhar interno, sempre com uma visão de ruptura, de incômodo. Embora resvale na auto ajuda e traga alguns conceitos zen budistas difíceis para não adeptos, traz ideias necessárias.
Profile Image for Matheus Barboza.
59 reviews
August 10, 2023
Eu já tinha lido os textos porque acompanho o Alex Castro. Ainda assim, os textos trazem ótimas reflexões, do tipo que vale a pena reler de vez em quando. Ler os exercícios organizados em sequência também ajuda a compreender melhor a ideia por trás de todos.
Profile Image for Lucas Surjus.
30 reviews2 followers
December 19, 2019
Atenção fala de coisas que são tão óbvias, que com frequência esqueço delas.

Mas quando consigo me lembrar, quando eu presto atenção, sou incapaz de ficar bravo.
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