"Sentada na pedra do Arpoador, Diana conversou com a morte pela primeira vez." Depois da morte do pai, afogado em um acidente no mar do Rio de Janeiro, Diana passou a frequentar a praia do Arpoador para tentar resgatar alguns momentos com ele. De tanto chamar pelo pai neste lugar, uma mulher acaba ouvindo, mas as respostas que ela traz para Diana podem não ser o que ela esperava.
Nascido no Rio de Janeiro e atual morador de São Paulo, Eric Novello é autor dos livros "Ninguém Nasce Herói", "Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues", "Neon Azul", "Sombra no Sol" e "Histórias da noite carioca".
Foi o tradutor da série de quadrinhos "The Walking Dead" para a Panini e de livros como "A Trilogia Grisha", "Fera" e "O Homem Ilustrado", entre outros.
Seus livros abordam questões contemporâneas usando elementos de ficção fantástica, todos com um pé no insólito e outro na realidade, em proporções variadas.
No tempo livre, você pode encontrá-lo competindo em campeonatos de Mortal Kombat, cuidando dos seus gatos ou passeando pelas ruas de Twin Peaks.
Um conto curto, mas cheio de história. A escrita do Eric te envolve logo no primeiro parágrafo e a personagem principal é convincentemente criada em uma busca pelos motivos da morte do pai enquanto observa o mar do Arpoador. É uma história sobre perda, luto e sobre querer compreender atitudes de pessoas que não se mostram para nós em todas as suas facetas. Parabéns por conseguir condensar tanto em tão poucas palavras, Eric. Primoroso.
Eu posso soar suspeita pra falar do Eric, mas esse continho é simplesmente primoroso. Introspectivo, sinestésico, um exemplo delicioso de realismo mágico ambientado no Brasil. Me deixou empolgadíssima pras possibilidades de exploração desse universo.
A escrita do Eric é uma das coisas mais maravilhosas desse mundo. Sério. Ele faz mágica em pouquíssimas páginas, com poucos personagens, poucos cenários, enredo pequeno. E É TUDO PERFEITO. Quero mais coisas do Eric para ler!
Um conto que já te pega desde o primeiro parágrafo e te envolve nas emoções da personagem. Gostei muito a forma cuidadosa e poética que tratou o luto e a morte. Os diálogos são muito bons.
Peguei Sabor da maré pra ler antes de dormir e acho que foi uma escolha muito acertada. A conversa da Diana com a entidade a beira do mar me trouxe uma paz estranha, daquelas que te acalentam ao mesmo tempo que te deixam com um pé atrás. Fiquei curiosa pra saber o que mais pode sair daqui.
01:30 da madrugada e eu chorando feito um degenerado ao som de uma noite fria lá fora. Eu não esperava encontrar o que eu encontrei aqui: uma escrita profunda, uma voz marcante, uma história que te leva a sentir à flor da pele, mesmo sendo muito curtinha. "Sabor da maré" já cativa e te prende de maneiras absurdas desde a primeira frase. É isto. Delicado, sensível, dolorido e misterioso. Agora eu quero ler toda a obra do Eric e, pelo amor de Deus, que fique tudo bem com o Arthur.
É um livro curto que passa pelos estágios do luto e sobre nunca saber se a pessoa tá feliz ou não no nosso lado, na verdade a gente nunca para pra perguntar realmente. É sempre um modo automático de perguntar se “tá tudo bom” quando a pessoa não tá nem aí pra você.
Lidar com a perda nem sempre é algo fácil. Pessoas amadas compõem nossas vidas, completam-na com suas presenças. Quando as perdemos, parece que um vazio se estabelece em nosso peito. Esta é uma história sobre saudade, sobre perda e sobre aceitar que a vida continua independente de quem vai e quem fica. Tudo isto ao sabor salgado da maré de um fim de tarde no Arpoador. Acredito que essa seja a proposta de Eric Novello neste conto curto, porém repleto de significados e emoções.
Falando sobre os aspectos técnicos primeiro, é inegável o quanto a escrita do Eric é carregada de sentimentos. O leitor não consegue não sentir nada durante a leitura. Principalmente aqueles que tiveram a perda de alguém importante em suas vidas e apenas gostaria de entender por que tão cedo. Eu mesmo perdi o meu pai muito jovem (meu pai também muito jovem) e por muito tempo nos questionamos o motivo disso. Se existe um plano maior ou se apenas foi uma coincidência cruel. Talvez um dos aspectos mais importantes na escrita de qualquer obra seja fazer o leitor sentir algo (em outras resenhas eu chamei de empatizar). Algumas das melhores narrativas são aquelas que me fazem feliz, triste, curioso, alegre, reflexivo. Algo com o qual somos indiferentes nunca é um bom sinal.
A história toda se passa em um momento quando Diana está em mais um momento de lembranças particulares sobre o seu pai. A Morte aparece quase que como um espectro. Talvez por sentir que naquele momento, Diana precisava ouvir algo. Claro que os mistérios por trás da morte de seu pai permanecem e isso pode ter sido uma decisão acertada. O objetivo do conto não era descobrir isso, mas uma conversa franca entre a personagem e a algoz de seu pai. Provavelmente todos nós que já tivemos uma perda, já tenhamos conversado em nossos corações com a Morte. É essa "conversa" que nos faz seguir adiante, tocar nossas vidas.
Achei que o Eric poderia ter trabalhado um pouco mais a narrativa, esticado só algumas páginas a mais para sabermos como Diana lidou com as consequências daquilo. Mas, entendo que o tamanho da narrativa foi uma escolha do autor. Também achei aquele trecho com os meninos de rua desnecessário para o cômputo total da narrativa. Não sei... fiquei pensando depois se havia a necessidade de demonstrar o poder da morte. Mas, okay, talvez seja só eu sendo chato. No geral, é um conto rápido, lindo e que certamente vai tocar diferentes leitores de diferentes maneiras.
A sensibilidade que Eric Novello mostrou ter ao escrever este conto é simplesmente magnífica. Falar sobre temas tão pesados como o luto, a depressão e o suicídio, mas de uma maneira completamente respeitosa e com uma poesia enorme, é algo a ser aplaudido de pé - e aqui o autor faz isto com maestria. Mesmo já tendo conhecido o seu texto através da "distopia" (foco nas aspas) Ninguém Nasce Herói, em Sabor da Maré é como se estivéssemos encontrando um outro narrador, com uma prosa bem específica, em um ritmo constante e tranquilo - quase como o balanço do mar.
A parte em que o realismo fantástico é inserido na história, sem sombra de dúvidas, foi a minha favorita. Ela rende momentos interessantíssimos, é refrescante, e traz algumas referências maravilhosas - como a relação de um dos personagens ligados à protagonista com uma conhecida entidade da natureza, que me deixou salivando para que houvesse ao menos mais um conto protagonizado por ele, só para que mais deste folclore fosse abordado.
Apesar de ser um conto bem rapidinho de se ler, Sabor da Maré consegue deixar a sua impressão. Existe um elo com a dor e a negação da protagonista acerca dos mistérios que rondam a morte de seu pai, e de fato eu me importei muito com ela - mesmo sabendo apenas alguns fragmentos de sua vida. Tudo é muito bem construído e costurado, e as cenas finais possuem uma carga dramática que foi muito bem conduzida ao longo de toda a cena. Enfim, uma ótima história para ler na hora do almoço, em uma viagem de ônibus ou mesmo em alguma fila. Bela e poética, sem igual.
Eric é sei lá, um tipo de deus da escrita, né? Fico chocado em como ele consegue parecer tão fácil escrever, criar tramas e todas essas coisas. É um conto tão introspectivo, com um leve toque de realismo mágico que trata sobre perda, luto, e inseguranças sobre sentimentos que não são nossos, mas que nos preocupam muito. Fiquei encantado com essa pequena narração que esbanja sensibilidade para todos os lados.
não sei por que, mas eu jurava que esse livro seria um romance???? e na real foi uma história muito sensível sobre luto e família, que me deixou muito tocada. amei!
Cada convite de adentrar o universo mágico do Eric Novello me traz um misto de paz, alegria e ansiedade que eu só costumo sentir no natal. "Sabor da maré" veio em excelente hora, e é um ótimo aperitivo do que está por vir. Eric Novello é ótimo em criar mundos, tecendo um sistema mágico tão lindo com sua escrita, que a sensação é a de que você poderia morar naquelas páginas. (E se ele consegue fazer isso em um conto de 14 páginas, mal posso esperar pelo seu próximo romance.)
Sabor da maré vai falar sobre a dor do luto que persiste em Diana, que perdeu o pai afogado. Ao tentar acalentar seu coração, Diana começa a frequentar a praia na qual seu pai se afogou. Quando um dia uma moça pede pra sentar do lado dela... Esse livro me trouxe um quentinho diferenciado no coração. Só não foi 5 estrelas, pois fiquei um pouco confusa numa parte do conto, mas nada que atrapalhasse meu entendimento.
Esse conto do Eric em que a filha tenta entender os seus sentimentos perante a morte do pai e muito bonito. A conversa com a Maré foi sensacional. Como algo tão assustador pode ser tão acalentador?
Tentar entender o que se passa na cabeça de uma pessoa depressiva e que se mata não é uma jornada fácil. E mesmo sem desenvolver, mas explicando de forma simples, o autor deixa isso claro no conto.
Meu primeiro contato com a estrica do Eric Novello, e foi agradável. Sabor da Maré traz uma narrativa nacional, com elementos marcantes da cultura em que é ambientado. É interessante ler essa narrativa mágica e bem elaborada. Aparentemente parece algo simples, mas observando o enredo é, e não é ao mesmo tempo. Já que a vida é simples!
Peguei despretensiosamente pra ler e me surpreendi ao encontrar um conto muito bonito e bem escrito! Um texto muito bem preparado e que ainda traz uma lição muito profunda e reflexiva sobre luto e desmistifica detalhes importantíssimos sobre a depressão em forma de metáforas e sutilezas.
Um conto envolvente sobre perda e luta, sobre as questões que restam àqueles que ficam. Rápido, te conecta à história logo no primeiro parágrafo. Me deu mais vontade de ler outro livro do Eric, "Ninguém nasce herói".
curto, mas com uma carga emocional gigante. meu primeiro contato com a escrita do autor e foi sensacional ver como tanto sentimento é traduzido por meio de suas palavras.
Cativante adorei do começo ao fim, o número ponto negativo na minha opinião foi a quebra de assunto de forma muito grossa em pedaço do conto, mais adorei, uma ótima reflexão.
o conto é maravilhoso e eu como sempre me apaixonando por personagens secundários como o arthur, por exemplo! já quero o universo expandido na minha mesa agora!!!
Texto delicado e gostoso de ler. Fala de um tema complicado de forma emocionante, e na mesma forma que deixa você pensando sobre o que está escrito lá, deixa você com uma sensação leve. Recomendo 8D