“Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Filosofar está mais ligado ao despertar do sonambulismo. Essa é minha proposta nesta conversa com você.” “Quem tem medo de sofrer é incapaz de desejar.” “A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio.” “Uma certa dose de banalidade na vida é indício de alguma saúde mental, só gente doente e chata quer ser absolutamente relevante em tudo que faz.” “O cotidiano nem sempre é tomado apenas por questões profundas. E nem só delas vive o homem, mas também de banalidades. Muitas vezes, ele é tomado por questões ‘menores’, e é a elas que nos dedicaremos aqui. O cotidiano tenderá a ser mais pobre no futuro. Mais entediante e previsível. Refletiremos sobre pequenas questões neste livro.” - Luiz Felipe Pondé A Coleção Cotidiano busca explicar temas complexos do nosso dia a dia de maneira dinâmica, sem perder a profundidade e relevância. Cada livro é escrito por especialistas em suas temáticas e conta com um moderno projeto gráfico.
Pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, "Contra um mundo melhor" (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de "Ilustrada".
Muito raso... Ele joga várias ideias no ar, mas não desenvolve ou aprofunda praticamente nenhuma... Leitura rápida pra fazer pensar em alguns assuntos, mas nada que mudará a vida de ninguém.
Eu gosto do autor e o livro é relativamente bom, mas não é o melhor. A didática (e algum humor) torna a leitura agradável, mas penso que não diferencia de outros textos do autor. E, novamente, registro que acho inadequada a crítica ao veganismo, ponto que expõe a limitação de Pondé neste assunto. De qualquer modo, vale colocar na lista, mas não como leitura prioritária.
Raso, fraco e sem referências, cita filósofos e estudos mas nunca atribuiu uma fonte. Profundamente sexista e misógino. Um reflexo do pensamento de um homem pequeno e frustrado que recebeu a alcunha formal de "Filósofo".
Gosto bastante da pegada que o Pondé tem na escrita e da maneira de expor as opiniões.
Independentemente de concordar ou não - e, ressalto, a concordância não implica em necessariamente achar a leitura boa - considero que o autor deixa algumas lacunas nos pontos levantados.
Como conheço ele de outros livros e outros meios como o canal dele mesmo no YouTube, a leitura ficou mais fluida. Porém, ainda assim, sinto que ficaram vácuos em algumas mensagens que ele quis passar.
Por isso dou 4 estrelas. Acho apenas um bom livro. Nada que vá mudar a sua vida.
Esse livro é ruim demais. Razo (não que eu esperasse uma aula) mas o desenvolvimento de cada tópico não ultrapassa 2 páginas por tema. Não comprem. Decepcionante, muito na cara que eh só pra vender. 0 estrela.
Luiz Felipe Pondé, em A Filosofia do Cotidiano, transforma um simples café da manhã numa arena filosófica. Ao contrário dos manuais escolares de filosofia, seu livro é uma espécie de espelho rachado onde a subjetividade contemporânea se encara — sem filtros, sem anestesia, sem hashtags de autoajuda. O que está em jogo aqui não é a sistematização de ideias abstratas, mas a exposição crua das contradições do “eu moderno”, esse que se diz empoderado, grato, pleno, mas que está, frequentemente, perdido, infantilizado e sozinho.
Ao longo dos 25 capítulos, cada um breve como uma crônica e cortante como um aforismo nietzschiano, Pondé desnuda a alma contemporânea em seus rituais banais: acordar, trabalhar, se relacionar, educar filhos, votar, envelhecer. Tudo vira matéria filosófica — não para ser elevado, mas para ser desmascarado.
Capítulos como “Ser rica ou ser lixo”, “A miséria da emancipação”, ou “O amor em contratinhos” são provocações deliberadas. Não há desejo de consolar. Há desejo de provocar. Pondé, em sua melhor forma, lembra que a filosofia serve mais para criar desconforto do que conforto. E que o cotidiano é o verdadeiro campo de batalha onde se travam as guerras silenciosas do espírito.
Mas o livro não é apenas niilismo elegante. Há ternura também. Quando fala dos filhos, da solidão, do envelhecer, da perda de sentido no trabalho ou do medo do outro, Pondé revela que, sob o ceticismo ácido, há uma angústia genuína: a da busca por sentido num mundo cada vez mais performático, narcisista e superficial.
No fim, A Filosofia do Cotidiano é um alerta: talvez estejamos nos tornando incapazes de lidar com a densidade da vida real. Inteligência, profundidade e maturidade parecem, hoje, mais obstáculos do que virtudes. E, como o autor sugere, talvez devêssemos voltar a filosofar antes mesmo do primeiro gole de café. Enquanto ainda há tempo.
Um livro simples e direto como é a sua proposta. Li algumas resenhas deste livro no Goodreads e percebi que boa parte das pessoas não entendeu a proposta desta obra, nem ao menos conhecem o autor. Quem não gostou do livro nem da escrita do autor certamente criou uma expectativa desconectada com a realidade. Luiz Felipe Pondé é o autor polemista e seu jeito de passar suas mensagens é de forma irônica, sarcástica e, em boa parte, debochada. Este é o seu modus operandi e se esta forma de escrita desagrada o leitor, basta não ler nenhuma obra do autor.
O livro tampouco se propõe em ser um pesado tratado filosófico ou um livro de densidade profunda. Nada disso. A obra é apenas um levantamento de várias questões do cotidiano à luz do pensamento de um filósofo. Ou seja, um livro introdutório, leve, porém reflexivo dentro de suas limitações previamente estabelecidas.
Portanto, concordando ou não com os argumentos do autor ou com sua estilística, a leitura é muito bem-vinda, uma vez que, pelo menos, autor nos faz refletir sobre temas que estão intimamente ligados ao nosso cotidiano.
Fantástica explanação de Pondé sobre o cotidiano da sociedade contemporânea e seu possível futuro, infelizmente hoje somos movidos pelas mídias sociais narcísicas, o que gera medo, ansiedade e outros tipos de paranóia típico de nossa atualidade. Há também, um interessante estudo da Data Science sobre as buscas no Google; entre outros assuntos que nos deixam totalmente fascinados. É aquele livro que iniciamos, e não queremos fechar enquanto não terminar. Nietzche e Bauman não poderiam deixar de serem citados.
Concordando ou discordando com Pondé é sempre interessante ler o que ele escreve, seja pela verve, seja pela vontade chocar em que o autor nunca perde a força. É um livro leve, feito para não especialistas. Pondé destila boa parte do que ele já disse ou escreveu antes, mas dessa vez de forma mais condensada e rápida, pronta para os tempos modernos de tik-tok e vídeos curtos. Não é um livro magistral, mas é um bom livro, de leitura tranquila.
Me aventurei e quase desisti no quando questões pessoais do autor influenciavam suas afirmações, resolvi continuar com a cabeça aberta, afinal acredito que crescemos ao sermos confrontados com conteúdos opostos ao nossos valores, e finalizo o livro com o menor interesse em conhecer mais do autor, após passar momentos de revolta interna ao me deparar com trechos absurdos, estúpidos, machistas e sem senso comum nenhum. Conteúdo da filosofia filtrada pelo viés dos olhos e coração amargo do autor.
Quanto ao conteúdo não posso julgar, visto que estou apenas buscando me aproximar da filosofia. Porém não é o tipo de linguagem que me apetece na leitura de um livro. Provavelmente é o estilo do autor - primeiro livro de Pondé que leio/ouço, por sinal lido pelo próprio - então não sei se tenatrei outros livros de sua autoria.
Um pouco de Pondé para dar uma chacoalhada nas ideias. Não é um livro com insights incríveis. Algumas coisas são óbvias, como o próprio autor ressalta diversas vezes. Outras são radicais e estilizadas no bom e velho estilo Pondé de chocar. O livro serve a seu propósito que é o de dar uma chacoalhada nas ideias do senso comum e uma acordada daquele automático do dia a dia.
Pondé é uma das pessoas que admiro, pelo jeito realista de falar sobre o cotidiano e nos fazer enxergar as coisas que estão nos influenciando. É um livro muito bom para analisarmos tudo o que acontece hoje em dia e o que isso poderá se tornar no futuro.
Um livro rapidinho para os intervalos do café no trabalho. Atinge exatamente o que propõe: instaurar a pulga atrás da orelha sobre questões filosófica controversas (ou não), sem no entanto aprofundar-se em teses e opiniões. Serve para quem diverte-se pensando.
Algumas reflexões interessantes. A escrita ácida do autor incomoda, e em alguns momentos não me soa muito apropriada. Entretanto, o que mais me incomoda é o fato do autor tratar de tantos assuntos diferentes de maneira tão superficial.
Gostei da escrita e dos assuntos tratados, porém, não concordei com o autor em vários pontos e achei o desenvolvimento muito raso, mas reconheço o livro como uma razoável obra. Te gera algumas "reflexões" sobre assuntos considerados banais.
“Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Filosofar está mais ligado ao despertar do sonambulismo. Essa é minha proposta nesta conversa com você.”
“A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio.”
Com socos na cara Pondé dá o teor do livro em seu característico estilo, passando por 25 "pequenos" temas, muito bem organizados ao longo de 25 capítulos praticamente independentes. "Pequenos" entre aspas porque, apesar de serem tratados em poucos parágrafos, esses temas considerados "pequenos" ou "banais" são temas que são parte significativa do nosso cotidiano, como bem argumenta o autor, possuindo, portanto, sua relevância e importância.
Este não é um livro para ser devoardo de uma vez, é para ser lido aos poucos, meditando sobre o que foi lido e refletindo sobre essas "pequenas" coisas que tanto impactam nosso dia a dia, muitas vezes passando despercebidas. O autor filosofa buscando referências relevantes em seu acervo mental para embasar seus pontos, sem deixar de lado seu tom característico permeado pelo sarcasmo, ironia e expressão de seu próprio julgamento. O leitor inteligente (e não o "inteligentinho") saberá aproveitar melhor o livro, distinguindo essas nuances e aceitando o convite do autor para também filosofar, buscando se desvencilhar de opiniões preconcebidas e mantendo claro em mente que filosofia não se confunde com autoajuda.
Trata-se de um pequeno livro sobre "pequenas" coisas, como proposto pelo autor e pela editora. Talvez existam outros trabalhos do autor, como seus demais livros, vídeos no YouTube e programas de TV, que ofereçam um nível de detalhamento similar ou até maior, mas mesmo assim este livro cumpre seu papel inicial de forma elegante e eficaz.
Livro de leitura rápida que Pondé descreve sobre alguns pontos do dia-a-dia que fogem das perguntas filosóficas mais comuns. Recomendo ver algumas entrevistas do autor antes de ler este livro, pois nem todos vão gostar do ponto de vista do escritor (eu adoro!). Como ele descreve "Filosofar é muito sobre aprender a se afastar das próprias crenças e buscar olhar para o mundo sem elas, e ver o que acontece com o mundo e com você". Não é o melhor dos livros dele, mas vale a leitura.