Que ideia era aquela? A professora Fátima estava sempre a inventar. Fazer voluntariado? Escrever uma mensagem a agradecer aos colegas um gesto, uma amabilidade, uma ajuda? Marco, para não variar, achava tudo aquilo um disparate.
Sentada ao lado de Marco nas aulas, a Margarida foi descobrindo que havia fortes razões para o colega ser tão rebelde e provocador. Depressa percebeu que tinham de agir, a escola não podia abandonar o Marco.
Marco, Margarida e todos os colegas envolvidos no plano do voluntariado viram as suas vidas ganhar um novo sentido. Derrubadas as resistências iniciais, a caixa da gratidão foi-se enchendo de mensagens.
A minha vida mudou quando decidi dedicar-me à paixão que é escrever. Comecei pela literatura infantil, depois segui para a juvenil, mas nunca deixei de escrever para adultos. Ensinar a escrita e contar as minhas histórias são as duas outras paixões...Os contos sempre fizeram parte de mim; sempre gostei de ouvir contar e de inventar histórias. Comecei a escrevê-las tarde, sim, mas agora acho que nunca mais vou parar!...
Este é o sétimo dos nove títulos que integram a colecção A escolha é minha e que apresenta como principais temas a gratidão, o voluntariado, a entre-ajuda e as relações intergeracionais. No momento em que a luta dos profissionais da educação está na ordem do dia, ler este livro, foi uma lufada de ar fresco, na medida em que põe em relevo o trabalho do professor, neste caso da professora Fátima, e da escola pública. A narrativa centra-se numa turma do 8.º ano, e é pelas vozes e perspectivas de dois alunos, Margarida e Marco, que vamos acompanhando as propostas da professora bem como as atitudes e decisões dos próprios e restantes alunos. Neste título, a autora, sob a batuta da professora, pretende criar valores de camaradagem, de reconhecimento/agradecimento, de gratidão e de entre-ajuda na sala de aula, na escola e na comunidade. O mote é dado na epígrafe com a frase Nelson Mandela “Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar nada em troca”. Numa linguagem simples e delicada, apropriada ao seu público infanto-juvenil, a autora mostra como o acto de agradecer as coisas simples e boas e de ajudar quem mais precisa é importante e torna as pessoas melhores. É um livro que recomendo aos mais jovens, mas também aos adultos. E por que não lê-lo e discuti-lo em família.
Este livro da coleção "A escolha é minha" (que faz parte do PNL) deveria ser de leitura obrigatória no ensino básico. A forma como a Margarida Fonseca Santos cria enredos que refletem tão bem o mundo dos nossos adolescentes nas escolas é simplesmente magnífica. Como professora, vejo os meus alunos bem representados nestas histórias e acredito que a leitura desta coleção pode ajudar os nossos jovens a lidar melhor com "estas coisas" da adolescência e, em suma, da vida. Este é, definitivamente, um dos meus favoritos da coleção.