Guiné, 1974. Durante os últimos dias do Império colonial Português, um soldado Guineense que lutou ao lado das forças portuguesas inicia a sua descida a um inferno muito pessoal.
Mais uma dupla de criadores portugueses a apostar no período da guerra colonial para produzir banda desenhada. À semelhança do título ‘Vampiros’, de Filipe Melo e Juan Cavia, também este ‘Filhos do Rato’ tem lugar na Guiné, remetendo-nos para o período de conflito entre os militares portugueses e as forças de independência guineenses, pouco antes da queda do regime fascista de Salazar.
Apesar das opiniões diversas em relação a esta obra, eu coloco-me do lado dos que gostaram. E gostei especialmente da arte de Fábio Veras, com um estilo “pouco limpo” que aos meus olhos, e dada a temática, resulta muito bem. Gostei igualmente da forma dinâmica como as páginas foram planificadas, dando às cenas de ação, por exemplo, o movimento que lhes cabe e é fundamental. No que toca às cores escolhidas, o livro está quase todo a preto e branco. Confesso que por vezes senti alguma confusão, especialmente nas páginas de tiroteio onde não se percebia quem era o quê e não existia argumento a acompanhar. Nas poucas páginas que têm cores, estas são vivas e muito bem trabalhadas.
Já no final do livro é apresentado algum contexto histórico relativamente ao que aconteceu naquele lugar logo após o 25 de abril de 1974, incidindo sobre pontos importantes, nomeadamente na quantidade de pessoas que foram perseguidas e mortas.
A arte do Fábio é das melhoras coisas que já vi! A história mostra-me a violência crua do final da guerra colonial, mas é a arte que traz profundidade e sentimento a cada página! Fenomenal
A história passa-se na Guiné, em 1975, depois da guerra colonial, embora o protagonista nos leve também a 1973, quando lutava ao lado dos militares portugueses.
É um livro muito interessante, pois fala dos guineenses que lutaram no exército português. Estes eram muitas vezes vistos com desconfiança pelos portugueses e considerados traidores pelos seus compatriotas que lutavam pela libertação.
É uma edição cuidada e gostei da arte, com desenhos quase todos a preto e branco, visualmente muito apelativa, embora nalgumas páginas me tenha parecido algo confusa. Talvez essa confusão também tenha um pouco a ver com o argumento. Não é uma história fácil de perceber ao longo da leitura. Se não tivesse um enquadramento histórico no final, provavelmente eu não teria percebido o livro. Por isso, talvez tivesse feito sentido que o contexto tivesse sido colocado no início do livro.
Gostei de o ler, principalmente pela perspectiva apresentada. No entanto, é inevitável compará-lo com o livro "Os Vampiros", de Filipe Melo e Juan Cavia, e fica muito longe deste.
Não é uma história fácil de perceber à medida que lemos e que vamos vendo os desenhos que a acompanham. Sem a explicação no fim do livro, penso que não teria compreendido efectivamente a história. No entanto, não penso que seja um mau argumento... E os desenhos também não são maus. Acho que vale a pena ler este livro, apesar de não ter sido o melhor livro que li nos últimos tempos.
Um take histórico muito pessoal do "inferno" da guerra colonial na Guiné Bissau. O enredo parcimonioso de Zhang faz sobressair o traço marcante da ilustração do Fábio Veras, que é fabulosa.
Esta história fala da guerra colonial portuguesa e do seu palco mais violento: a Guiné Bissau. Todo o desenho e ambiente transmite o grotesco e catáter brutal da guerra. A história diz-me muito pois o meu pai foi força especial destacado na Guiné e sempre me falou dos seus irmãos guineenses que lutaram ao lado dele e que foram abandonados para morrer por uma pátria desorientada e sem memória. Filhos do Rato e que, lamentavelmente, morreram e foram esquecidos de forma covarde, ingrata e impune. Um lado da nossa história muitas vezes ignorada e esquecida em Portugal porque doi admitir. A métrica e cadência da história não é muito clara e, por vezes, confusa mas a arte e a intenção estão lá. Vale a leitura!
Testemunho em segunda mão, de ex-combatentes de uma guerra horrível na Guiné-Bissau. Murro no estômago para quem não conhecia esta parte da história Portuguesa do século XX pelo que mostra. Os diálogos e desenhos transmitem a época e o desespero numa guerra de guerrilha. Gostei muito de ler. Perdi-me na atmosfera intensa a meio da história. O traço serve a história e a inserção da cor é excelente. Cinzas e negros evocam o ambiente sórdido da guerra.
Filhos do Rato é uma graphic novel que se passa na Guiné-Bissau em 1974, durante os últimos dias do Império Colonial Português. É uma obra forte que aborda de forma crua os efeitos da guerra sobre uma pessoa.
Leitura recomendada para apreciadores de narrativas gráficas que exploram os dilemas humanos em contextos históricos complexos, oferecendo uma perspetiva sobre as cicatrizes deixadas pela guerra. -- Filhos do Rato is a graphic novel set in Guinea-Bissau in 1974, during the last days of the Portuguese Colonial Empire. It is a powerful work that addresses the effects of war on a person in a raw way.
Recommended reading for connoisseurs of graphic narratives that explore human dilemmas in complex historical contexts, offering a perspective on the scars left by war.
Pomijając słabo znany przeciętnemu czytelnikowi z Polski kontekst, jest to tak narracyjnie i graficznie nieczytelne, że po wszystkim odłożyłem na półkę z konsternacją. Jeden z nielicznych momentów, w których nie rozumiem czym kierował się wydawca, którego przecież bardzo cenię
Lovely drawings and use of colour. The rough sketchy look combined with the simple&strong colours is the reason I bought this book. Story is extremely unoriginal and adds nothing new to the formula of man going crazy during war time.