Antes de The Cabin, já, por várias vezes, me havia cruzado com o nome de Jørn Lier Horst, autor norueguês e ex-polícia, vencedor de alguns prémios literários relevantes, dentro do género thriller/nordic noir. Por essa razão, foi com grande expectativa que iniciei a leitura de The Cabin, o décimo-terceiro livro de uma coleção protagonizada por um detective chamado Wisting.
Wisting, o tal protagonista, é chamado por uma alta figura norueguesa - o equivalente ao nosso PGR - que o incumbe de uma investigação importante e secreta. Dias antes, o polémico ex-Ministro da Saúde, Bernhard Clausen, morreu de causas naturais. A sua secretária, tratando de todas as diligências consequentes, acabou por encontrar na cabana de férias de Bernhard, uma absurda quantia de dinheiro. Quantia essa cuja proveniência impõe conhecer. De alguma forma, vem Wisting a saber, o referido dinheiro está relacionado com o desaparecimento, anos antes, do jovem Simon Meier.
Acredito que lendo a premissa acima exposta, alguns de vocês ficarão tão interessados no livro, como eu. É original, diferente e não parece envolver os habituais clichês do género (diga-se crianças/lolitas mortas e/ou sexo). O problema, para mim, foi que a premissa acabou por se consubstanciar numa história lenta, demasiado detalhada e com pouquíssimas reviravoltas (ingrediente essencial, para mim, no género). Em momento algum, senti tensão, choque ou angústia. Acabou por ser um livro neutro que ofereceu pouca originalidade. Ao fim de poucos capítulos, já adivinhava o desenlace sendo que as personagens não tinham nada de cativante ou, sequer, complexo. Um livro que esquecerei, provavelmente, amanhã.