Que atire a primeira pedra quem nunca teve aquela fantasia com pedreiros, mecânicos, ou mesmo aquele seu vizinho que lava o carro no final de semana. É nessa aura que segue a perspectiva do livro, mas ela não explora tudo que esse universo poderia. Para quem pensa que irá encontrar fotos dos modelos nus, pode acabar se decepcionando, ainda que a proposta do livro não seja essa. Ele perpassa por essa fantasia do trabalhador braçal, do corpo esculpido pelo trabalho e em diversos aspectos: nas obras, no campo, numa oficina mecânica e onde mais a imaginação mandar, porém tem coisas que ao meu ver são imperdoáveis.
O que eu penso ser um pecado nesse ensaio, são as fotos que demostram pouca naturalidade, na maioria delas, parecem que os modelos estavam posando para algum tipo de calendário, ou material promocional da indústria de filmes adultos. [SPOILER] A parte do ensaio, no parque, é capaz de te levar uma espécie de déjà vu se você já assistiu a alguma das produções da Corbin Fisher no passado. [SPOILER]
Quanto ao material do livro, possuem certa qualidade, as fotos tem brilho, mas o papel é um pouco poroso em algumas páginas e outras até mesmo um pouco áspero e fosco. Não há também o que falar muito, já que o livro não possui textos e vai direto para os ensaios. Na minha opinião, é um livro que fica no meio do caminho.