JOSÉ TOLENTINO de MENDONÇA nasceu no Machico, a 15 de Dezembro de 1965. Licenciou-se em Teologia na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, com uma tese sobre a poesia de Ruy Belo. Concluiu a Licenciatura Canónica em Estudos Bíblicos no Pontifício Instituto Bíblico, em Roma. Foi ordenado padre em 1990. É, desde 1990, capelão e professor na Universidade Católica de Lisboa. Viveu e estudou em Roma, onde preparou a sua tese de doutoramento em Teologia. Além de poeta, é também ensaísta e tradutor. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 2001.
José Tolentino de Mendonça, como muitos poetas da geração dos anos 80/90, retoma uma certa tradição lírica portuguesa. Lirismo todavia assaz particular, delicado, envolto em recato.
“Nenhum Caminho Será Longo: Para uma Teologia da Amizade” (2012) de José Tolentino Mendonça (n. 1965), presbítero (tive que pesquisar o significado), poeta e teólogo português. É professor e vice-reitor na Universidade Católica Portuguesa e director do Centro de Estudos de Religiões e Culturas. A apresentação de “Nenhum Caminho Será Longo: Para uma Teologia da Amizade” foi feita pelo “nosso” Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa na sessão de lançamento na Fnac – Chiado, em 16 de Outubro de 2012, referindo que: “José Tolentino Mendonça é um criador na substância e na forma, não se separando uma da outra. E a meu ver é sempre culto, é sempre poeta e é sempre padre. É sempre culto, de uma cultura natural, interiorizada, respirada, que só não esmaga na sua riqueza e variedade temática porque não é artificial, não é superficial, nem exibida: é sussurrada ao ouvido, brota com tanta espontaneidade, com tanta humildade, que nos seduz, mas nunca humilha. É sempre poeta, mesmo quando é prosador. A sua prosa é sempre poética. (…) É sempre padre, que o mesmo é dizer, sempre testemunha qualificada da sua fé e “pater” na pedagogia da descoberta do mais fundo e melhor ser humano. (…) E que viagem inesquecível é esta para que nos convida José Tolentino Mendonça?... No termo da caminhada surgirá mais claro por que razão há espaço para a amizade sem esvaziar o amor, há tempo para a amizade de Deus neste tempo finito que nos condiciona, mas nos entusiasma. Este “Nenhum Caminho Será Longo" é um apelo a que redescubramos Deus nos outros, redescobrindo-nos a nós próprios. Não é para ler a eito, com pressa, com a pressa de querer chegar. É para ler pedaço a pedaço, parágrafo a parágrafo, com vagar, com o vagar de quem ousa construir fraternidade nas coisas mais insignificantes desta nossa primeira vida… A amizade é sempre uma epifania e, por isso, existe uma teologia da amizade, um sentido divino para a amizade. O sublinhado é meu e foi precisamente o que fiz e o que senti. Vou ler mais livros do José Tolentino Mendonça porque, quer os conteúdos, quer a deslumbrante e profunda reflexão com que aborda e escreve sobre inúmeras temáticas me fascinaram.
Nota: Neste momento são 4*, eventualmente, no futuro serão 5*.
"No retrato que o Novo Testamento nos oferece de Jesus, a amizade desempenha um papel extenso e fundamental. (...) Mas o único personagem singular, de todo o Novo Testamento, que vem explicitamente chamado como amigo de Jesus é Lázaro de Betânia, irmão de Marta e de Maria. (...) Por agora, interessa-nos a pergunta: como é que a história da amizade entre Jesus e Lázaro, no segmento relatado pelo Evangelho, ilumina o mistério que é o de toda a amizade? Parece-me ver emergir, claramente, quatro aspectos: 1) Contar com o amigo. (...) 2) Chorar o seu amigo. (...) 3) Testemunhar até ao fim (e para lá do fim) a vida do amigo. (...) 4) Regressar ao amigo. A amizade, de facto, é alimentada por múltiplos encontros e regressos. (...)"
"A amizade não se alimenta de encontros episódicos ou feitos extraordinários. A amizade é um contínuo. Tem sabor a vida quotidiana, a espaços domésticos, a pão repartido, a horas vulgares, a intimidade, a conversas lentas, a tempo gasto co detalhes, a risos e a lágrimas, à exposição confiada, a peripécias à volta de uma viagem (...) A amizade tem sabor a hospitalidade (...) a tempo investido na escuta. A amizade enche a casa de perfume.
Há uma qualidade de relação que só se obtém no tempo partilhado. Só com tempo descobrimos o sentido e a relevância da nossa marcha uns a lado dos outros. Sem isso tornamo-nos desconhecidos. É preciso ter testemunhado para ser testemunha."
I have no words. I always loved my friends, but now I have a totally new way to look at them, to enjoy the little moments, to listen to their needs. A true experience of contemplation of our friendships. It's that kind of book that you must have in your shelf and that you re-read as many times as necessary or wanted.
Nenhum Caminho Será Longo. Para uma Teologia da Amizade. De José Tolentino Mendonça. Um livro que é um deambular pelo conceito de amizade com base em textos sagrados e com referências a outros escritos, entre os quais filósofos e escritores de romances. Bastante interessante a linguagem simples, uma caminhada teológica por um conceito que nos une desde que há vida-humana na terra.
O José Tolentino Mendonça tem esta capacidade, esta destreza, este dom, de simplificar o entendimento teológico, de tornar a leitura de textos sagrados suave, enriquecedora, dando a oportunidade de leitura mesmo a quem pouco ou nada se identifica com a religião católica.
É um bom livro para conhecer um pouco mais sobre a amizade na religião católica, sobre as referências da Bíblia a este conceito e até um pouco mais, para curiosidade, há um pequeno capítulo sobre Deus na Cozinha e o Humor de Jesus. O que mostra bem a versatilidade da escrita e do conhecimento do José Tolentino Mendonça, uma visão global teológica.
Saber ser Amigo pode ser muito mais profundo, muito mais exigente, muito mais belo.
Ser Amigo no silêncio Ser Amigo sem qualquer filtro Ser Amigo sem se querer uma contrapartida
E a Alegria? Que nos diz esta palavra? Que sentimento é este? De onde nos vem a Alegria? Onde a podemos encontrar?
Há neste livro a beleza poética da escrita e a beleza infinita da forma de escrever e de pensar de José Tolentino Mendonça. Um filósofo, um pensador, um teólogo, um Homem 🙏🏽 repleto de Humanidade
Tolentino apresenta um novo olhar sobre a amizade. Sua presença bíblica, por vezes passa despercebida ou então é colocada em segundo plano, entretanto é uma das marcas mais características da relação de Deus e do homem. Tolentino ajuda-nos a enxergar com outros olhos as relações entre Deus e o ser humano e entre as primeiras comunidades cristãs.
"E SE FALÁSSEMOS DE AMIZADE EM VEZ DE AMOR?" José Tolentino Mendonça ensina-nos (talvez de forma inovadora) a pensarmos na amizade. Uma nova prespetiva de olharmos os nossos amigos e a Bíblia. Embora seja um tema universal, é um livro fundamentado na Teologia.
«A amizade é uma roda que se alarga como aquelas pedras que na infância atirávamos para o lago e nos fascinavam a desenhar, na água, círculos cada vez maiores.»
Tolentino Mendonça envia-nos a repensar o sentido da amizade, baseando-se em toda a sua experiência teólogica e das suas próprias vivências. Um dos livros a ler do autor.
Interesting messages and definitely useful as an exploration tool for your faith journey. Overall though, the diction is not very relatable - author favors big words when simpler language would convey his meaning with as much or more impact.
Una teología de la amistad, tan necesaria en nuestro mundo actual que no sabe amar. El autor busca la manera de hacer que los jóvenes de hoy amen, sin tilde, para lograr decir el Amén, con tilde.