Um homem é assassinado num quarto de um hotel do centro da cidade. Um cadáver é encontrado numa mala quando um passageiro do navio tentava jogá-la ao mar. Um corpo de uma mulher é descoberto ao se içarem as bagagens de uma embarcação.
Neste livro, Boris Fausto reconstitui três crimes que abalaram a São Paulo do início do século XX, transportando o leitor a uma cidade que fervilhava com a modernização e a chegada de imigrantes — e se tornava palco de incidentes curiosos que alimentavam tanto as manchetes dos jornais quanto o imaginário da população. A partir de pesquisas em documentos da época, o historiador compõe uma narrativa envolvente, que se entrelaça a uma arguta reflexão sobre a repercussão dos episódios na imprensa, os julgamentos morais e as questões de gênero.
BORIS FAUSTO nasceu em 1930, em São Paulo. É professor aposentado do Departamento de Ciência Política da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e autor de livros como A revolução de 1930, Negócios e ócios e O crime do restaurante chinês.
Muito rompompom e ainda mais man down. Esse livro conta a história e julgamento de 3 crimes ocorridos em uma SP que quase nem existe mais. São eles: O Crime da Galeria Cristal (de 1909), o Crime da Mala (1908) e o Segundo Crime da Mala (1928). Em comum, a mulher como centro da ação, seja como réu, suspeita ou vítima. Focado nos detalhes jurídicos e no tratamento dado pela imprensa a esses crimes que abalaram a sociedade paulistana então, o livro é um ótimo resgate de memória, que nos mostra uma SP que desde muito tempo já sabia ser selvagem.
Três crimes que abalaram a São Paulo dos primórdios do século XX. Eu, que adoro ler sobre crimes e mistérios, adorei. Claro que é ruim que coisas ruins aconteçam, que fique claro.
Nesse livro o que mais curti é que Boris trouxe como a imprensa divulgou os crimes, pontuando os ideias defendidos por cada veículo, bem como os procedimentos do julgamento, em especial como as mulheres envolvidas em cada um desses crimes (em papéis diferentes) foram descritas pela imprensa e pela justiça.
Mesmo com tantos detalhes históricos e do processo a leitura é muito boa. Recomendo!
Em uma São Paulo do início do Séc. XX já esquecida por nós, mas não apagada, um crime bárbaro é cometido. Seu protagonista, uma jovem professora. Mas quais seriam os motivos? Seriam eles justos? E como se comportaria a sociedade ao julgar tal crime? E mais importante, para fins de registro, como a jornalismo se posicioniu na época? Com um aspecto totalmente jornalístico, o autor se propõe a recontar essa parte esquecida da história criminalística brasileira. Bastante material acerca do caso, com fatos vindos diretos dos autos processuais, porém, o aspecto jornalístico de tudo é anti climático, o que pode frustar a experiência dependendo da sua motivação ao ler esse livro. Mas se buscar informação histórica, costumes e pensamentos da época, esse é um prato cheio.
Leitura tranquila e fácil. Retrata 3 crimes do início do século XX a partir dos relatos dos jornais da época.
Para aquele que, assim como eu, gosta de São Paulo, é legal acompanhar as localidades em que as histórias se passam junto de um mapa do centro histórico do antigo Triângulo.
Me deu vontade de ler os livros de história do historiador Boris Fausto.
Mais um livro excelente de Boris Fausto. Aqui ele retrata não só a sociedade de São Paulo da década de 2o, como também faz um panorama do jornalismo policial da mesma época. A escrita minuciosa de Boris Fausto nos faz viajar ao passado e nos transforma testemunha desses três crimes horríveis. Uma leitura deliciosa!
Três crimes cometidos em São Paulo e a presença da figura feminina em todos eles: a culpada, a acusada e a vítima. Os crimes são narrados através do autos dos processos e pela ótica dos jornais em circulação na época. Como pano de fundo está a metrópole paulistana com seus imigrantes recém chegados do início do século 20. Para quem é de São Paulo é prazeroso "revisitar" as ruas e locais que passamos inúmeras vezes no decorrer da vida com uma ótica dos anos 1900.