Patricia Berry me interessa porque devolve a imagem ao lugar de acontecimento psíquico. Em vez de tratá-la como ilustração de um conceito ou como algo que precisa ser imediatamente traduzido, ela permite que a imagem permaneça viva, ambígua, quase corporal. O Corpo Sutil de Eco me aproxima de uma psicologia em que sonho, mito, sombra e sintoma não chegam apenas para ser explicados: chegam para produzir pensamento. É justamente essa passagem que me interessa hoje — sair da compulsão de decifrar e aprender a permanecer diante da imagem tempo suficiente para que ela revele outra linguagem. A imagem não ilustra a psique; às vezes, é a própria psique pensando.