“— Gostei dos seus sapatos. Ele disse isso, eu juro. Só isso. “Gostei dos seus sapatos” e foi embora! Reparei nos seus sapatos enquanto ele ainda estava por perto. Eram mocassins. O tipo de gente que usa mocassins na escola não deveria gostar dos meus all stars!”
Julie está em um momento complicado da vida. Depois da morte do seu pai, ela e sua mãe se mudam para o outro lado do país – lar de sua avó materna, que ela nunca conheceu. Julie se vê obrigada a deixar seus melhores amigos para trás, a enfrentar colegas nem um pouco receptivos no novo colégio, e a conviver com Arthur, esse garoto implicante que parece amar tirar sarro de seus sapatos e que a coloca em furadas desde seu primeiro dia de aula. Entre mistérios, brigas e romance, Julie descobre algo sobre sua avó que muda o rumo de tudo. Ela só queria terminar o Ensino Médio e decidir o que fazer na faculdade, mas a vida não poderia facilitar tudo para ela, poderia?
Ilustrações: Larissa Jaqueira
Depois de quatro edições e cinco anos como livro físico, Mocassins e All Stars parou de ser impresso e agora mora na Amazon! Aproveite o livro que conquistou milhares de corações na última década.
Clara Savelli é carioca, nascida em Outubro de 1991 e uma mulher de mil e uma utilidades: escritora, mestre em Filosofia, bacharel em Relações Internacionais e advogada.
Vencedora do Prêmio NRA 2009 nas Categorias "Melhor Livro Não-Concluído", "Melhor Autora" e "Melhor Entrevista". Vencedora do Prêmio Paulo Britto de Literatura 2011 na Categoria Prosa. Menção Honrosa no Concurso Internacional de Contos Vicente Cardoso 2012. Vencedora do Wattys 2015, do Wattys 2016 e do Wattys 2017. Semi-finalista do Wattys 2018. Finalista do Concurso Tomorrow no Sweek Brasil. Finalista do Concurso Sweek Stars 2017 na categoria Conto Mais Popular. Finalista do Concurso Sweek Stars 2018 na categoria Melhor Conto.
Autora de As Férias da Minha Vida, Mocassins e All Stars, Acampamento de Inverno para músicos (nem tão) Talentosos, Tiete!, Chinelo e Salto Alto, Sir, Reações Químicas, Síndrome de Salvador, Um Ano de Comemorações e diversos contos.
Pena que não consegui terminar o livro, mas já estava há algumas páginas empurrando com a barriga a leitura apenas porque queria apoiar escritores nacionais e porque o texto da Clara é muito bom e fluído. Eu tentei relevar algumas coisas, já que este livro foi escrito quando a autora era adolescente e a influência dos filmes e séries americanas adolescentes é evidente, mas não deu.
Se por um lado a escrita da autora me fisgou de primeira, por outro,os personagens me fizeram revirar os olhos o tempo todo.
Julie é aquela personagem principal "diferente das outras meninas": ainda que padrão, come "normalmente", evita julgar as pessoas, é legal,não é fútil. É seu "jeitinho especial" que chama atenção de Arthur, o garoto mais popular da escola. Muito mulherengo, mas o que sente em relação à Julie é diferente do sentiu com suas zilhões de ex-namoradas. Ela é o contraponto de Bárbara, antagonista da história, queen bee da escola, má e unidimensional (mas a essa é um traço de todos os personagens). Sabe a personagem Laura da novela Por amor? Bárbara é a versão adolescente dela: obcecada pelo ex-namorado e cismada que o namoro melou por causa de Julie (que nem estudava com eles quando isso ocorreu) e que eles não voltam por causa dela.
Arthur nem é tão ruim, o problema foi que os demais personagens o endeusavam demais! Além do mais, só ele defendia a Julie, só ele peitava a Bárbara,só ele era respeitado no colégio. Me poupe!
Mas a personagem que mais me decepcionou foi Leah, melhor amiga de Julie. Achei que ela estaria ali para nos poupar de tanta menção à Arthur, mas ela parecia presidente do fã clube dele.
O mal desse livro é ser igual à filmes de high school dos anos 2000, com todos os seus prós e contras. Talvez se tivesse lido esse livro mais jovem teria aproveitado, mas tendo 29 anos nas costas achei impossível de finalizá-lo
Parei em 10% do livro! Personagem principal chata e sem fundamentos, briguinha tola com o personagem principal. Amo literatura jovem, mas essa não rolou
Eu vi alguns probleminhas, mas relevei levando em consideração que esse livro começou a ser escrito em 2007, já que muitas coisas que consideramos problemáticas hoje, naquela época não eram. É uma leitura fofa, com um romance cheio de clichê e drama adolescente, bem estilo filme teen dos anos 2000. Já estou pronta pra ler outras obras da autora!
A "diferentona" mais clichê de todos os romances teens
Às vezes eu me pergunto se não tenho algum traço masoquista na minha personalidade. Porque lá fui eu mergulhar em mais uma leitura que eu sabia que estava fadada a não me conectar. Bom, sendo justa, eu queria muito ler algo leve e rápido como um romance adolescente, talvez algo engraçado, e este romance que estava parado no meu Kindle parecia um candidato tão bom quanto qualquer outro. E o fato de que eu não gostei da leitura não foi tanto pelo tema adolescente, ou pela escrita (aliás, a escrita foi até bem ok, apesar do livro ser desnecessariamente longo).
O problema foi a protagonista, mesmo.
Eu estou ciente de que o livro foi escrito no começo dos anos 2000, onde a influência de romances teens - principalmente os da Meg Cabot - se faz muito clara no modo da escrita da autora. A gente até dá um desconto por isso, afinal também sou dessa geração e já escrevi incontáveis histórias sobre adolescentes vivendo no cool ensino médio americano.
Porém, a concepção de Julie como protagonista se mostra extremamente forçada para mim, no alto dos meus 30 anos. Mas, pensando bem, eu acho que também não gostaria muito dela se tivesse lido o livro aos meus 12, 13 anos.
Fiquei até surpresa que no fim do livro Julie não tenha descoberto a cura para o câncer ou ganho um prêmio Nobel da paz, porque ela é o clichê mais batido de todas as personagens dIfErEnToNaS dos romances adolescentes.
Em 30% do livro ela já tinha virado líder de torcida, técnica do time de basquete, concorrido à presidência do corpo estudantil, e ainda era melhor amiga dos meninos populares que achavam ela o máximo porque ela gostava de pizza e de andar de moto… pega todos aqueles clichês de romance high school norte americano, joga num Chat GPT e pede para ele vomitar um roteiro e voilá!
Bom, outra coisa que me incomodou bastante são os adultos nesse livro. Além de serem praticamente inexistentes, os poucos que transitam pela história são totalmente apagados, e até meio burros (a diretora da escola é péssima). Perdi a conta de vezes em que os adolescentes iam parar no hospital por qualquer coisinha e nenhum dos pais NUNCA estavam por perto, e os médicos passavam a receita dos remédios pros OUTROS adolescentes que estavam acompanhando o paciente. Muito cringe.
Outras coisas me incomodaram, porque acho que não se trata tanto da escrita da autora nem nada, e sim de uma bela revisão para pescar buracos na história e amarrar melhor as situações. Como o livro saiu do orkut e de fato foi publicado, uma edição mais séria poderia ter salvado um monte de coisas esquisitas, como situações em que uma adolescente de 16 anos pegou um avião sozinha, ou foi em um bar para tomar bebida alcóolica em plena Nova York (e dançando bêbada com o garçom??).
Mas, novamente, passando pano para a autora, ela era bem novinha na época em que escreveu, e provavelmente não se preocupou muito em se ater à realidade ou algo assim. Em suma; eu acho que até teria perdoado todos esses defeitos e os clichês e a personagem principal não fosse tão decepcionante.
A Julie é muito chata, reclamona e sem noção, mas por algum motivo todas as pessoas são apaixonadas por ela. Tem algum feitiço nela que não entendo como acontece, porque ela é mesquinha, vê todas as outras meninas como rivais ou com condescendência (porque ela é tão melhor que todas elas), e a única outra personagem feminina da história que não é a) uma adulta sem noção ou b) uma garota desmiolada, é a amiga dela que passa 90% do livro correndo atrás do namorado.
Bem, não foi uma leitura de todo ruim afinal, porque acho que o gostinho nostálgico "Meg Cabot" e "Mean Girls" meio que me fez querer ir até o final. Talvez jovens adolescentes se conectem com o livro, não sei; eu acho que eu mesma não o teria feito, mas enfim.
É uma leitura levinha para passar o tempo, mas poderia ter umas 200 páginas a menos que rolaria mais suavemente.
eu sempre tive curiosidade de saber como era esse livro, acompanhei a Clara lá por 2015/16 e posso dizer que sou fã número 1 de Tiete! e sempre tive curiosidade de saber como era esse livro, que não tinha como ler na época.
Hoje, uns 8 anos depois eu tive a oportunidade de ler, ele é um romance com a essência da Clara, não da pra negar que esse livro é escrito por ela
Gostei muito dos personagens, eu gostaria de ver mais sobre a avó da Julie, acho que a primeira metade do livro foi a melhor e ele fluiu bem rapidinho – pelo tamanho eu imaginava que iria demorar um pouco mais.
Infelizmente, por ser escrito em 2014 existe muito isso do "eu não sou como as outras garotas" e isso acaba me deixando meio assim, mas eu tenho certeza que a Julia de 2016 ia adorar a leitura, LKKKKKKK