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O Outro Pé da Sereia

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Viagens diversas cruzam-se neste romance: a de D. Gonçalo da Silveira, a de Mwadia Malunga e a de um casal de afro-americanos. O missionário português persegue o inatingível sonho de um continente convertido, a jovem Mwadia cumpre o impossível regresso à infância e os afro-americanos seguem a miragem do reencontro com um lugar encantado. Outras personagens atravessam séculos e distâncias: o escravo Nimi, à procura das areias brancas da sua roubada origem. A própria estátua de Nossa Senhora, viajando de Goa para África, transita da religião dos céus para o sagrado das águas. E toda uma aldeia chamada Vila Longe atravessa os territórios do sonho, para além das fronteiras da geografia e da vida.

As diferentes viagens entrecruzam-se numa narrativa mágica, por via de uma mesma escrita densa e leve, misterios e poética de um dos mais consagrados escritores da língua portuguesa.

384 pages, Paperback

First published January 1, 2006

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About the author

Mia Couto

111 books1,382 followers
Journalist and a biologist, his works in Portuguese have been published in more than 22 countries and have been widely translated. Couto was born António Emílio Leite Couto.
He won the 2014 Neustadt International Prize for Literature and the 2013 Camões Prize for Literature, one of the most prestigious international awards honoring the work of Portuguese language writers (created in 1989 by Portugal and Brazil).

An international jury at the Zimbabwe International Book Fair called his first novel, Terra Sonâmbula (Sleepwalking Land), "one of the best 12 African books of the 20th century."

In April 2007, he became the first African author to win the prestigious Latin Union Award of Romanic Languages, which has been awarded annually in Italy since 1990.

Stylistically, his writing is heavily influenced by magical realism, a style popular in modern Latin American literature, and his use of language is inventive and reminiscent of Guimarães Rosa.

Português)
Filho de portugueses que emigraram para Moçambique nos meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo).
Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência. Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985.
Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.

Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué.

Na sua carreira, foi também acumulando distinções, como os prémios Vergílio Ferreira (1999, pelo conjunto da obra), Mário António/Fundação Gulbenkian (2001), União Latina de Literaturas Românicas (2007) ou Eduardo Lourenço (2012). Ganhou em 2013 o Prémio Camões, o mais importante prémio para autores de língua portuguesa.

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Community Reviews

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2 stars
24 (3%)
1 star
7 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 42 reviews
Profile Image for Mário Felício.
12 reviews
November 14, 2021
É um livro com a estrutura clássica de Mia Couto. Entrelaçando histórias do passado colonial e esclavagista Português, com a temporalidade de uma África, que como ele escreve: “esqueceu, porque não quer lembrar”!
Para mim, é mais um excelente livro que nos prende do princípio ao fim.
Profile Image for Gabriela Trindade.
Author 15 books32 followers
November 6, 2015
"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores. A viagem acontece quando acordamos fora do corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa"

Mia Couto cria estórias de encantar. E, através das suas estórias, dá-nos uma importante lição de história. A história de um povo não é mais do que o encontro das suas memórias. E, quando essas memórias se perdem, quando as pessoas abandonam a própria memória para sobreviver, a história queda-se, perdida, entre abismos e fantasmas.

Este é um livro de viagens dentro da história de cada personagem. Para recuperar as memórias perdidas, é preciso viajar até ao interior de nós próprios, ao passado, à nossa própria história. Assim, uma mulher que se isolara para esquecer volta à sua terra natal, e ao seu passado. Ela terá de enterrar os seus mortos, que permaneciam vivos, na parede eterna onde os seus rostos a olhavam das molduras do antigamente. Mas esta viagem vai mais fundo, ela faz o tempo sair da calha da razão, e agitar-se no céu como uma ave subitamente liberta. E os acontecimentos sucedem-se em catadupa. Terão os habitantes de Vila Longe ressuscistado da sua memória, ou permaneceram vivos durante todo esse tempo de ausência, no meio dos escombros e ruínas da antiga vila? Terá o velho barbeiro enlouquecido, ou terá razão, quando diz que os dois estrangeiros acabados de chegar são dois espiões enviados pelo governo americano? Terá sido uma estrela que despencou do céu, como afiança o seu marido, ou terá sido uma aeronave utilizada pelos serviços secretos? Será esta mulher realmente visitada pelos espíritos dos antepassados, ou está apenas a fingir e a debitar tudo o que lê nos antigos escritos de D. Gonçalo da Silveira, encontrados dentro de um baú, juntamente com a estátua da Virgem Maria, nas margens do rio? Será realmente a Santa que conduz esta viagem, ou melhor, Kianda, a deusa das águas, eternamente em busca do seu elemento primitivo, que os homens, ignorantes da sua verdadeira identidade, lhe negam? São os deuses que criam e conduzem os homens, ou são os homens que criam e veneram os deuses?

Ao mesmo tempo, acompanhamos a viagem da nau Nossa Senhora da Ajuda, uma viagem missionária com destino a Moçambique, no ano de 1560. Nas naus que integram a comitiva vão D. Gonçalo da Silveira, jesuíta na Índia Portuguesa, o padre Manuel Antunes, o escravo Nimi Nsundi, a escrava indiana Dia Kumari, funcionários do reino, deportados e outros escravos, e a estátua de Nossa Senhora, benzida pelo papa, considerado o "símbolo maior daquela peregrinação". É nesta viagem que a Santa perde um dos pés, dando início assim à viagem inexorável de cada um destes personagens na descoberta do caminho marítimo para o continente da sua própria natureza, alma e história.
No fim desta viagem, a mulher reune os restos do seu passado e enterra definitivamente os seus mortos. E, finalmente, encontra um lugar onde Kianda, a deusa das águas, pode enfim descansar e reencontrar a sua natureza. E, desta maneira, a história retomará o seu rumo, que mora afinal no coração e na memória dos homens...
Profile Image for Eugénia Nunes.
6 reviews3 followers
March 20, 2021
“A viagem não começa quando se percorrem as distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.” Mia Couto

Nesta viagem cruzam-se duas gerações distantes mas simultaneamente próximas nos seus desejos, medos e frustrações. Mia Couto vai ao fundo da natureza humana, explora o sentido de pertença a um lugar e a sua relação com a vida e a morte do ser humano, enchendo os silêncios de significado. Nada fica ao acaso, o espaço, a mística que envolve os cenários, o nome dos locais, as personagens, a linguagem que é utilizada, cada palavra é cuidadosamente selecionada de forma a seduzir o leitor, mas, sobretudo, a fazê-lo pensar da 1ª à última página. “O Outro Pé Da Sereia” é um livro de uma espiritualidade profunda, para refletir sobre a origem e o significado da vida.
Profile Image for Ben Batchelder.
Author 4 books10 followers
March 18, 2015
The title, loosely translated as “The Mermaid’s Other Foot,” refers to the lost foot of an Our Lady statue transported from Goa, India, to Mozambique in colonial times when Portuguese seafarers ruled the seas.
In this, Mia Couto’s fifth or sixth novel (not yet translated into English), the celebrated author interweaves three separate journeys, of a Jesuit missionary traveling by boat in 1560 accompanied by the one-footed Our Lady, of the novel’s heroine, Mawadia Malunga, in her current-day journey back to her home town in search of a resting place for the miraculously recovered statue, and of a couple of African descent, the husband Afro-American, the wife Afro-Brazilian, in search of their proverbial “roots,” or, one can say, other foot.
Through these interlacing stories – all impacted by the statue which took a journey of its own, from Catholic adulation to African water goddess – Couto tells the story of his home country, Mozambique, from Portuguese colonization through post-independence to a world where the mysterious plummet of an American spy satellite in Mawadia’s rural backyard leads to the unveiling of the transmogrified statue, suddenly, along the banks of a local river.
The main characters’ searches are told winningly and at times wittily by Couto, with most of them ending poorly – except for Mawadia who, since birth, has possessed the slippery talents of a water spirit. The Jesuit and historic figure D. Gonçala da Silveira, whose mission is to reach the mythical kingdom of Emperor Monomotapa and convert him to Christianity, ends with his death at the Emperor’s unconverted hands. The New World couple, whose visit is somehow related to the downing of the spy satellite, are each lost in their own ways, with the rich husband led inexorably into the jungle of his identity desires and the Brazilian wife into those of her sexual ones. Only Mawadia’s journey, back to the convoluted town and happenstances of her childhood, is met with partial success in finding a resting place for the past – thus avoiding the unlucky consequences of having disturbed the Our Lady/Queen of the Fresh Waters.
This is a magical narrative, told with compassion, particularly for Africans buffeted by external forces, and a poetic sensibility.
Profile Image for Marina.
89 reviews1 follower
January 2, 2025
Achei um livro bem interessante e diferente do que eu costumo ler. Gostei de como a escrita de Mia Couto me permitiu ter contato com todo esse outro mundo tão diferente do meu.
O final pra mim trouxe um misto de confusão e compreensão. Sinto que entendi mas fico incerta se o que eu entendi é aquilo que deveria ser entendido. De qualquer forma, gostei muito dessa leitura.
Profile Image for Sara Jardim.
21 reviews
December 22, 2017
Nice story filled with african smells and touches. A lot of good single phrases, wich ì wrote for future use.. Lots of wisdom in this book, to those who can read besides the story.
Profile Image for dâmaris dellova.
46 reviews1 follower
November 16, 2023
mia couto tem uma capacidade incrível de fazer a gente se interessar por cada personagem, independente do tamanho que ele tem na história. tudo de bom, me perdi um pouco no final mas nada que atrapalhe a experiência
Profile Image for Bruno Farias.
30 reviews
December 24, 2021
Propositalmente confuso, é cansativo, mas interessante como um todo, principalmente pelas muitas inversões da história.
Profile Image for Filipa Costa.
70 reviews1 follower
September 3, 2024
Cerca de metade do livro é fantástico, mas acho que a outra se perde um bocado na quantidade de histórias paralelas. A escrita é muito bonita e tem um ritmo que só consigo descrever como quase sensorial, também gostei dos elementos de realismo mágico e da repetição de eventos em linhas temporais diferentes.
Profile Image for Lígia Pereira.
1 review1 follower
September 28, 2023
Começa bem. O autor tem seus toques de Jorge Amado, um toque fantástico/ folclórico a lá Guimarães Rosa... mas vai perdendo o ritmo da trama no meio do livro. Mais um autor de língua portuguesa contemporânea superestimado e hypado pela mídia.
2 reviews5 followers
November 10, 2017
3.5/5. I think it is somehow lacking on the characters and storyline depth compared to ther Mia Cuto's novels but maybe he got me badly used :)
Profile Image for Júlia Medina.
54 reviews10 followers
May 11, 2021
um daqueles livros que quando você (no caso, eu) termina de ler, volta imediatamente para o começo, para ler os acontecimentos com outra perspectiva
Profile Image for Gisela Adriano.
98 reviews1 follower
September 11, 2022
Uma ode à língua portuguesa e ao mesmo tempo, uma lição de história. Verdadeiramente maravilhosa.
Profile Image for Daniel.
184 reviews
September 23, 2023
É uma leitura rápida apesar das suas 450 páginas, e o Mia Couto escreve de forma original, mas a história não me prendeu e achei mais fraco quando comparado com outros livros dele.
Profile Image for Filipe Lisboa.
20 reviews
August 17, 2023
Provavelmente o mais denso e profundo livro de Mia Couto. Com profundas reflexões sobre e o colonialismo, sobre o que significa ser-se "Africano", sobre a escravatura e sobre a tragédia das naus negreiras há um roçar de realidade na personagem de D. Gonçalo da Silveira, o missionário português que de facto viajou e morreu no Monomotapa. Tal como outras obras de Mia Couto pode-se esperar uma escrita poética, de uma beleza singular.
Profile Image for Susana.
136 reviews
September 10, 2008
Muito bom! Mia Couto no seu melhor :)
Gosto muito da escrita de Mia Couto mas, em alguns livros que li dele, principalmente nos de contos, gostei mesmo só da escrita e nem tanto das histórias... como se o facto de haver um enredo não fosse o mais importante mas apenas um pretexto para escrever, reinventando a escrita, como é seu hábito! Neste livro, no entanto, não senti que o enredo fosse secundário... antes pelo contrário: a magia da escrita é complementada de forma brilhante pela fantasia do enredo e tudo somado dá uma obra fascinante que dá vontade de devorar para voltar a ler e saborear devagarinho...

Aqui fica um cheirinho:

"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores. A viagem acontece quando acordamos fora do corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa."

"-Tem uma notícia triste, marido?
-Muito triste.
-Então já sabe como me vai contar.
Ela deitou-se, despiu-se e esperou que o marido se deitasse a seu lado. Depois beijou-o e abraçou-o com força. Enquanto faziam amor ele lhe foi contando a novidade da morte de Luzmina, desfiando a tristeza que a mulher ia sufocando a golpes de ternura, corpo diluindo-se em outro corpo."

"-A verdade é só uma, afirmou Benjamin, nós, os negros, temos que nos unir...
-É o contrário.
-O contrário, como? Sugere que nos devemos desunir?
-Nós temos que lutar para deixarmos de ser pretos, para sermos simplesmente pessoas."

"A viagem termina quando encerramos as nossas fronteiras interiores. Regressamos a nós, não a um lugar."
Profile Image for Julia Gaut.
10 reviews23 followers
June 28, 2012
Vale sempre a pena ler Mia Couto. A ficção histórica e neologismos criados pelo escritor tornam sempre a sua escrita diversificada e única. Porém, os mesmos aspetos que tornam a leitura agradável, podem em alguns casos tornar a sua escrita densa e pouco acessível, uma vez que nem sempre o leitor consegue aceder ao significado das "novas palavras". Como não poderia deixar de ser, esta obra possui um enredo original, no qual o leitor viaja do passado para o presente e vice-versa. Aconselho a quem aprecia desafios e tem gosto pela variedade linguística e eventos históricos/ficção :)

It is always worth reading Mia Couto. The historical fiction and neologisms created by the writer always make his writing unique and diverse. However, the same aspects that make it a pleasant reading, in some cases can make his writing dense and inaccessible, since the reader cannot always access the meaning of the "new words". Undoubtedly, this book has an original storyline, in which the reader travels from past to present and vice versa. Anyone who enjoys challenges and has a taste for linguistic variety and historical events / fiction should read this book :)
Profile Image for Pedro Jorge.
19 reviews
August 13, 2015
Sou um admirador de Mia Couto e este livro concentra todos os atributos que aprecio na sua escrita. Desde os neologismos brilhantes ao enredo original, Mia leva-nos numa viagem ao interior de Moçambique em que ficamos a conhecer varias personagens fascinantes como Zero Madzero ou Arcanjo Mistura. A historia alterna entre o regresso de Mwadia a Vila Longe e a viagem de Goa para África no século XVI.

Confesso que prolonguei a leitura por sentir um carinho especial pela magia da escrita, pela criatividade do enredo e pelas passagens brilhantes que vale a pena ler e reler!

Para nos, africanos, o Tempo é todo nosso. O branco tem o relógio, nos temos o Tempo.
Profile Image for Maria Dias.
2 reviews
March 3, 2019
Uma composição em prosa que encerra poesia nas suas palavras, com uma beleza indescritível!
O tema aborda questões raciais e religiosas, com uma crítica à imposição religiosa por parte dos portugueses e à hipocrisia da religião.
Livro muito marcante que aconselho vivamente. Julgo que poderá ser uma forma de iniciar a leitura de Mia Couto porque, apesar da escrita característica, conduz-nos com muita leveza e beleza pela narrativa de Mwadia na sua Vila Longe, onde até os nomes das personagens e terras se revestem de enorme significado.
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
November 7, 2016
O outro pé da sereia é o primeiro livro do Mia Conto que li. Primeiro, a gente fica com uma sensação de "o que é que aconteceu aqui?", mas quando passa a surpresa e confusão, você percebe que a história é sobre História e histórias, identidade e identidades, cultura e culturas. Há uma diferença e ao mesmo tempo uma igualdade entre os eventos que ocorrem, se repetem sem serem a mesma coisa. É a Nossa Senhora a mesma Kianda; a criação de uma África imaginária para conseguir deslumbrar os americanos; a aceitação de certas mortas e tantas coisas mais.
Profile Image for Beatriz.
8 reviews8 followers
April 5, 2010
Passado e futuro, realidade e sonho, vida e morte se misturam em uma história envolvente, sobre uma mulher, sua família e sua vila, e também sobre a imagem de uma santa, transportada e perdida séculos antes. Como pano de fundo, Mia Couto trabalha de forma muito sensível a linguagem, as crenças, a magia e a história de uma parte da África colonizada pelos portugueses, e tudo o que isso significou tanto aos colonizados quantos aos colonizadores.
Profile Image for carpe librorum :).
757 reviews55 followers
Read
April 3, 2015
É uma escrita nutritiva, com todos os ingredientes que eu aprecio para nutrir a alma. Há uma história dentro da história que faz parte da História. Redonda, com acontecimentos do passado a virem à superfície em páginas falsamente amarelecidas. Diverti-me bastante com os trocadilhos e o sentido de humor que tempera este livro. O outro pé da sereia é a busca e a luta entre a lucidez e o delírio, o sagrado e o profano, o passado e o presente de crenças e acreditares.
Profile Image for Vinicius Ribeiro.
25 reviews
July 12, 2016
Este é um livro fantástico, no sentido literal da palavra. Mia Couto em "O Outro Pé da Sereia" te leva a Vila Longe, um pequeno vilarejo moçambicano onde o passado se encontra com o presente, e as histórias da África, América e Índia cruzam-se de uma maneira mágica. Minha avaliação do livro ficou em 4 estrelas pois o autor me perdeu, de quando em quando, num realismo mágico um pouco exagerado. Mas não por isso deixaria de recomendar este livro espetacular.
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