O mito de Sísifo nos apresenta a imagem da repetição e esforço contí a pesada pedra que precisa ser rolada morro acima e sempre escorrega outra vez para o vale, pouco antes de atingir o topo. Estabelecendo relações entre o mito e os processos psíquicos do homem contemporâneo, a renomada psicanalista junguiana Verena Kast serão os esforços humanos em vão ou existirá algum sentido neles? Analisando as tarefas cotidianas da vida nunca resolvidas ou eliminadas, a autora lança um olhar profundo para nós mesmos, nossas possibilidades de mudança e capacidade inesgotável de superação. Editora : Cultrix; 1ª edição (11 outubro 2017) Idioma : Português Capa comum : 144 páginas ISBN-10 : 8531614309 ISBN-13 : 978-8531614309 Dimensões : 18.8 x 13.6 x 0.8 cm
Sempre tive ímpetos sobre a história de Sísifo. Havia apenas lido a extraordinária obra de Camus. Preciso dizer, no entanto, que este livro não me cativou. Existem, claro, pontos interessantíssimos sobre a história de Sísifo dos quais desconhecia, porém, quando a autora apontava argumentos para exemplificar a "rotina de Sísifo", termo este, designado à repetição mundana, causava-me demasiado cansaço e repulsa. Não é um livro brilhante, embora o tenha lido em poucas horas, tampouco um livro do qual passarei adiante em recomendações. No mais, a leitura teve o seu valor. É possível que a expectativa para com o livro tenha me causado demasiados danos. A próxima vez que abrir um livro, nada esperarei.
Sou encantado com o mito de Sísifo e as versões do Inferno Grego que tratam de trabalhos infrutíferos desde que li Prelúdios e Noturnos de Sandman. Não por acaso escrevi um conto que se passa na Grécia Antiga e que trata de trabalho infrutífero. Nunca li o célebre livro de Albert Camus sobre O Mito de Sísifo e talvez esteja na hora de ler. Até porque este livro aqui me decepcionou bastante. Achei um livro muito bobinho, extremamente básico sobre o que se propõe. Ele diz que vai usar de análise psicanalítica em seu corpo, mas só o que a autora faz é analisar alguns sonhos, sem muito aprofunda mento. Também pensei que iria explorar mais o tal do "arquétipo da repetição" do subtítulo, mas nem isso. O que o livro fala mais mesmo é de "vida, morte e ressurreição" e inverte o aspecto negativo do trabalho sem recompensa para a resiliência e para a insistência, bem de acordo com aquilo que a sociedade neoliberal quer de nós, claro. Que trabalhemos sem ter recompensas e sem ter nenhum prazer com nosso trabalho. Bem complicado esse teu viés, dona Verena. Bem complicado. Acho que vou é atrás do Camus mesmo.