Biliardo sott’acqua è un romanzo corale costruito su un’assenza, la morte di Antônia, scomparsa a vent’anni in un incidente stradale. La sua morte viene raccontata attraverso lo scorrere della vita degli altri personaggi: Camilo, il fratello spiantato; Bernardo, timido compagno di università innamorato di lei che, indagando sulla sua morte, scoprirà i lati oscuri di una ragazza acqua e sapone; il Polacco, arrivato in città molti anni prima, in fuga anche lui da un amore sbagliato.
Un romanzo di formazione collettivo, una crescita che avviene solo attraverso il lutto e solo insieme. Una storia in cui ognuno non può che essere un pezzo, un pezzo strappato: «È come quando ti togli i pattini dopo esserci andato per un po’ e senti che i piedi non vanno più d’accordo col terreno»
Nasceu em Porto Alegre, em 1982. Seu primeiro livro, Pó de Parede (Não Editora), um tríptico de novelas, foi publicado em 2008, enquanto cursava o mestrado em Escrita Criativa na PUCRS. Depois, publicou três romances, todos pela Companhia das Letras: Sinuca Embaixo d'Água (2009), Todos Nós Adorávamos Caubóis (2013) e O Clube dos Jardineiros de Fumaça (2017). Em 2012, foi incluída na edição Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros da revista britânica Granta. Seus livros foram publicados na Argentina e na Espanha e, em 2018, Todos Nós Adorávamos Caubóis sairá nos Estados Unidos. Já traduziu histórias em quadrinhos francesas e escreveu contos e ensaios para o Estado de S. Paulo, O Globo, Folha de S. Paulo, Superinteressante, Piauí e para a editora norte-americana McSweeney's. Algumas crônicas que escreveu para o jornal Zero Hora e para o Blog da Companhia foram reunidas no livro Uma Estranha na Cidade (Dublinense, 2016).
Há muito ensaiava um melhor contato com os escritor da Carol Bensimon. Gosto dela. Do que pensa por aí. Do que posta no Instagram. A capa de seu último livro é muito boa. Pensei em ler suas coisas em ordem cronológica mas não deu porque na vida nem tudo dá. Em Sinuca embaixo d'água as coisas também não deram porque na vida nem tudo dá. Lá pela metade do livro fiquei com muita vontade de transportar os monólogos febris/estoicos dos personagens para um palco de teatro; há muito de performático, expansivo, grandioso, para se investigar ali.. De uma maneira mais adulta, ou séria, a história de Sinuca (observações de pontos de vista distintos sobre como a morte de uma garota impacta aquele microcosmo, aquelas pessoas, aquela cidade) me remeteu às Luzes de Emergência da Luisa Geisler. É a novidade do trágico que inflige esse pesar, esse ebril, mas tamém essa consciência elevada, de certa forma, para pessoas que de outra forma não pensariam tão fundo em suas próprias questões, ou não as colocariam em perspectiva. No mais, me intriga o motivo de todos, ou a maioria dos personagens terem vozes tão próximas em tom e estilo. Mas aí são outras discussões.
não gostei desse livro. não me prendeu em praticamente nenhum momento e achei que os personagens não foram bem desenvolvidos, não dando muito para se identificar com eles
Essa história vem de emaranhado e acaba em nó. É como se a gente lesse para ficar do lado das personagens nesse momento péssimo em que se lida com o luto. Nisso, é uma obra belíssima.
O fluxo de consciência é usado com conforto pela autora: é fácil acompanhar os pensamentos das personagens. Algo inédito para mim, que nunca nem gostei muito de narração em primeira pessoa. Não é uma questão de simpatia com personagens, é algo como observar alguém com atenção, oferecer apoio só por estar lá durante um lance pessoal difícil e inexplicável. Por isso gostei muito. Difícil dizer o momento exato em que acontece, mas a leitura te irmana rapidamente com as pessoas ali.
Quero recomendar este livro para todas as pessoas que estão prestes a sofrer uma perda assim. Como não sabemos quem vai ser a próxima pessoa a passar por isso, é melhor que todos peguem esse livro em algum momento. Quero ler mais da autora.
Na estrutura, lembra “Enquanto agonizo”, de William Faulkner. Há bons momentos e boas sacadas de linguagem. A história poderia ser mais bem amarrada. Li no Kindle.
O romance é bastante inovador na sua forma, em que diferentes personagens se sucedem em relatar em primeira pessoa como se sentem após a morte de uma personagem que, ainda que ausente, é a personagem principal. As diversas cenas se passam em Porto Alegre, terra natal da autora, apesar de não citada explicitamente. Me pareceu que a inovação na narrativa dificultou uma maior profundidade dos personagens, porque sempre se apresentam nos seus dramas interiores. O texto é muito bem escrito, e o ponto alto, para mim, foi como a autora soube narrar a subjetividade de personagens homens ao tentar metabolizar a culpa que todos sentem, não exatamente pelos mesmos motivos.
A Carol é minha escritora contemporânea favorita e pretendo ler tudo que ela publicar. Mas esse livro, embora bem escrito, é desagradável (e não do jeito artístico). Os personagens são chatos e a história não se resolve - parece, na verdade, contos amalgamados e unidos por um fio (a morte da Antônia). Não é um romance - os personagens não crescem, não se desenvolvem, os mistérios não são respondidos e vemos apenas uma fotografia, triste e desesperançosa, de pessoas em luto. Não gostei e não recomendo (embora tenha me divertido muito com Diorama e Todos Nós Adorávamos Caubóis, que recomendo bastante).
Achei de uma beleza ímpar a maneira como Carol Bensimon montou a trama do livro, as personagens se intercalando para contar suas lembranças de Antônia... várias histórias que são uma só. Ela também conseguiu dessa maneira manter o "mistério" ao longo do livro. Fora isso, Bensimon tem um estilo de escrita intrincado, muitas vezes não-linear, mas que ao mesmo tempo não perde o fluxo, que é gostoso de ler. Gostei muito do livro, espero pelos próximos da autora.
o jeito que se construiu a narrativa é bem interessante, mas acho que faltou desenvolver um pouco mais as histórias. Me senti ouvindo fofoca dos outros no ônibus, quando você perde o início, sai antes de saber o desfecho, mas mesmo assim fica extremamente concentrada e curiosa para saber mais detalhe do que aconteceu.
preciso ler de novo, tem coisa boa a tirar daí, mas lembro tão pouco. li quando tava em porto alegre, querendo me adaptar a cidade por meio dos seus contemporâneos. a enxurrada de informação foi que ferrou com tudo, por isso lembro pouco do livro.