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Het brevier van de slechte neigingen

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Het leven van een schelmse jonge kruidendokter in Noord-Portugal lijkt op een omgekeerd heiligenleven.

170 pages, Paperback

First published January 1, 1994

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About the author

José Riço Direitinho

16 books19 followers
José Riço Direitinho (Lisboa, julho de 1965) é um escritor português, graduado em Agronomia, nas cadeiras de Economia agrária e Sociologia rural. Com seu estilo nostálgico e visceral, conquistou seu lugar no círculo literário português.
Entre os anos de 1985 e 1991, iniciou suas publicações contribuindo com artigos para o Suplemento para jovens escritores do jornal Diário de notícias. Contudo, sua estréia no mundo literário através de uma publicação de vulto veio com a obra A casa do fim, lançada em 1992, seguida de perto pelos romances Breviário das más inclinações, em 1994, e Relógio do cárcere, em 1997.
Em 1999, na Bienal do Livro no Rio de Janeiro, Direitinho foi o único autor a representar seu país, o qual foi homenageado no evento, demonstrando o prestígio que já possui como escritor. Neste mesmo ano, consegue uma bolsa de estudos do Berliner Künstlerprogramm e segue para Berlim, onde permanece até 2000. Lá, começa a trabalhar em sua próxima obra, Histórias com cidades, a qual é lançada em 2001.
No ano de 2004, esteve na Ledig House, uma residência para escritores de todo o mundo, situada na cidade de Omi, Nova Iorque, onde iniciou seu livro de contos Um sorriso inesperado, sendo publicado em 2005. Talvez essa experiência tenha rendido boas inspirações a Direitinho, pois a Ledig House localizase no belo vale do rio Hudson, um local afastado, com natureza abundante, o que combina com seu estilo literário. Direitinho pertence à nova geração de escritores portugueses, distanciada da ditadura que assolou o país por décadas até 1974, e seu estilo é considerado nostálgico, retratando, a partir de uma narrativa realista, a decadência da sociedade rural de seu país. Sua obra é considerada uma das mais importantes da nova geração de escritores europeus. Seus livros já foram traduzidos para vários idiomas, imprimindo mais força e viço à sua literatura.
Alguns de seus livros receberam prêmios importantes como o Breviário das más inclinações, Prêmio Ramón Gómez de la Senra, e o Relógio do cárcere, Prêmio Villa de Madrid.

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26 (18%)
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9 (6%)
1 star
3 (2%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Jose Garrido.
Author 2 books21 followers
December 25, 2024
Feliz por o ano não ter terminado sem conhecer José Riço Direitinho.
Estendi a mão para a prateleira da estante paterna e retirei este “Breviário das más Inclinações”.
Deslumbrou-me. Poucos autores chegaram tão próximo do “telúrico” – sublime, fascinante e inatingível, em Torga. JRD andou perto. Que estória sensacional.
Pude vislumbrar Vilarinho das Furnas e a nostalgia dos seus espaços abandonados e a magia de uma ficção fabulosa, prenhe de um detalhe e precisão dignos de Jorge Dias e de Orlando Ribeiro.
Muito recomendável. Diria, imperdível.
Um dia, quando não tiver uma lista TBR tão longa 😉 voltarei a ele.
Profile Image for Telma Castro.
132 reviews6 followers
July 27, 2022
"Colocou então as mãos sobre o ventre da rapariga, e sentiu logo que a criança não tinha voltado dentro da barriga. De maneira que era necessário subir ao telhado da igreja e voltar uma telha, para que também assim a criança se voltasse e se pusesse na posição certa de nascer. Na ausência do pai, foi o sacristão que o fez, e que depois disso tocou o sino nove vezes,  por não se encontrarem  na aldeia nove Marias virgens, a quem cumpriria essa tarefa."

Num cenário bucólico, com um halo de fantasia e misticismo, o autor apresenta-nos o malfadado José de Risso, que nasceu marcado com um sinal nas costas em forma de folha de carvalho.
Com uma linguagem erudita o autor leva-nos a deambular por Vilarinho dos Loivos, onde conhecemos a vida do nosso protagonista desde o seu nascimento até a sua morte.
A sabedoria e tradições populares recheiam esta obra: mezinhas para curar maleitas; tisanas; rezas; crendices e afins.
A par disto temos curas, milagres e lendas sobrenaturais que eram passadas oralmente de geração em geração, onde a religião e a superstição andam de mãos dadas, assim como o sagrado e o profano.
Conheci o autor num outro registo literário, no entanto o talento permanece e evidencia-se na riqueza linguística, espelhada em descrições singulares que têm a capacidade de nos fazer sentir os aromas do campo; de ouvir a ladainha no desfiar dos rosários; ouvir o uivar dos lobos; sentir a textura dos muros de granito ponteados de musgo aqui e ali; de recuar no tempo com palavras que caíram em desuso e que tanto engrandecem esta prosa.
Merece destaque também o enredo e a paleta de personagens bem construídas, que se encaixam na perfeição.
Foi prazeroso conhecer este José de Risso como um pequeno "diabrete" que se vai metamorfoseando ao cumprir a sua sina.
Profile Image for Mady.
1,391 reviews29 followers
March 2, 2013
This is the story of Jose de Risso, a man who was able to perform miracles but also some very bad deeds. He spent his life in a small village in the interior of Portugal, close to the border with Spain, where people live as a close community full of traditions and strange beliefs. Some happenings seem to be closer to popular folklore than reality, but are skilfully described by the author.

It is a short story but very well written. It was a true pleasure to read! It was a VERY positive surprise from an unknown (to me) Portuguese writer. I am very curious to read more from him.

Thank you Flor for the loan! O Livro vai regressar pelas meninas. :)
28 reviews2 followers
March 1, 2020
Tenho sentimentos contraditórios sobre este livro. Se, por um lado, o livro está muito bem escrito e tem, como suporte, um trabalho de investigação fabuloso, por outro, falta algo na história e na construção da personagem principal. Provavelmente o objectivo é mesmo o de cada um dos leitores do livro interpretarem a personagem à sua maneira. Mas não deixa de ficar uma sensação de que falta alguma coisa.
Profile Image for Ana Paulino.
83 reviews11 followers
December 11, 2023
Esta review integra todas as obras escritas por José Riço Direitinho antes de "O Escuro que te Ilumina", Breviário das Más Inclinações, O Relógio do Cárcere, Histórias com Cidades e A Casa do Fim

“Estamos sempre sós, de resto somos assim,: sós, e isso não tem remédio, nunca.”

A solidão e a melancolia em JoséRiço Direitinho

Há sempre os que começam pelo início. Eu muitas vezes também prefiro começar pelo início, mas neste caso, comecei pelo fim. Não foi uma escolha deliberada, mas antes um acto inconsciente. Primeiro chegou o último e, por último, procurei os primeiros. E nos primeiros, vejo desenhar-se o último. É o que nos acontece sempre, quando estamos muito à frente e decidimos olhar para trás!

José Riço Direitinho, autor que entrevistei no final do ano passado, revela-se-me ainda mais quando regresso ao (seu) passado e leio, ao virar do ano, “A Casa do Fim” (1992), o “Breviário das Más Inclinações” (1994), “O Relógio do Cárcere” (1997), “Histórias com Cidades”(2000) e “O Escuro que te Ilumina” (2018). No primeiro, dez contos apresentam-nos um escritor inebriado pela ruralidade e pelos seus tradicionais costumes e crenças, no segundo, o romance que nos dá a conhecer José de Risso, um alter-ego do autor, a escrita aprofunda, ainda mais, a experiência rural do escritor, no terceiro, também romance, essa ruralidade persiste, mas damos conta de um outro lado que tenta afastar-se dela, pulando para outro patamar, que constrói através da construção das personagem e dos factos históricos e políticos que as determinam. Em “Histórias com Cidades”, surge-nos, através de sete histórias ébrias do frio de uma Europa do Norte completamente urbana, um novo e fresco José Riço Direitinho que, definitivamente, nos prepara para o último que encerra em si, de um ponto de vista urbano e muito contemporâneo, todas as temáticas que veio desenvolvendo ao longo dos 26 anos que separam a sua primeira da sua última publicação.

Podia ter optado por escrever sobre cada uma em separado, mas a verdade é que eles entraram em mim, como um caminho que atravessei depois de já ter chegado ao meu destino. Um caminho com curvas e desvios que me fizeram andar para trás e para a frente no tempo, como se a leitura destes livros me tivesse enclausurado numa máquina do tempo defeituosa e obstinada. A viagem começou em 2018, de onde fui catapultada para 1994, de onde voei para 1992, para depois aterrar em 2000 e regressar, finalmente, a 1992. Há sempre os que começam pelo início. Da mesma forma que há sempre os que terminam pelo fim. Eu muitas vezes também, mas neste caso, comecei pelo fim e terminei no início.

Apesar de existirem temáticas que atravessam toda a sua obra, como a solidão, a memória e a inevitabilidade do destino, apoiada na ideia de recomeço constante, podemos, claramente, identificar José Riço Direitinho dos anos 90 e 2000, tendo em conta que, “Histórias com Cidades” é uma obra que marca a viragem de foco do escritor entre a pesquisa e a recuperação da ruralidade antiga, em que as mezinhas, a espiritualidade e a identidade política do país, se destacam enquanto temas fulcrais que o distinguia, para a abordagem de questões contemporâneas e urbanas relacionadas com a evolução da própria sociedade onde, e apesar de permanecer alguma espiritualidade, os comportamentos se distinguem, principalmente a nível sexual e de uma maior expressividade das personagens femininas.

Em “O Breviário das Más Inclinações”, através da qual o escritor cria um alter-ego que, tal como referido na entrevista que lhe realizei, queria que fosse um personagem mau, José de Risso, torna-se, ao longo da obra, uma figura de anti-herói. Temido por todos, devido à marca de nascença em forma de folha de carvalho que lhe inchava e sangrava nas costas, nos tempos de más horas, depressa se tornou, após a morte da avó, curandeiro de mezinhas, estatuto que esta lhe havia deixado em testamento de sangue. E, durante a sua curta incursão pela vida (morria-se muito cedo nas 3 primeiras obras de Direitinho, principalmente de enforcamento, e de loucura também), foi a salvação de muitas “maleitas do corpo e do juízo”, tanto a Homens quanto a animais, e pouco antes do seu final, o assassino do lobo que ameaçava a aldeia de Vilarinho de Loivos. José de Risso era, portanto, uma natureza de muita coragem!

Em “O Relógio do Cárcere”, apesar de escrito depois, fazemos uma viagem de regresso a Vilarinhodos Loivos, às suas mortes, personagens, crenças e lugares. Com uma acção que decorre com 100 anos de diferença, (re)conhecemos a Casa do Seixo, abandonada emo Breviário, o próprio lobo de Espadañedo, que José de Risso mata 100 anos depois, e até um prenúncio da sua morte, sendo que podemos encontrar no Velho, traços da própria personalidade do primeiro, ambos levaram uma vida de solidão, Risso física, o Velho, espiritual, repleta de indiferença, aceitando a desgraçada que lhes foi traçada à nascença, da qual ambos sabem, não poder escapar. Apesar de encerrarem em si um mesmo mote soturno e (quase) impotente, encontramos, na sequência das três obras de 90, uma escalada de emoções para um lugar menos negro, repleto de melancolia, mas com mais esperança. Em o Relógio, há muitas referências ao recomeçar, seja do dia, seja da vida. A obra em si reclama essa noção, apresentando uma estrutura circular, a acção passa-se no decorrer de um ano, inicia-se na Quaresma de 1982 e termina na Quaresma de 1983, inicia-se com a morte do filho (trespassado pelos 3 dentes de uma forquilha) e termina com a morte do pai (devorado por três mastins pretos). O Relógio do Cárcere, a prisão ao destino.

Como já foi referido, a viragem do século, traz à obra de Direitinho, uma mudança de tempos.Os paradigmas, esses continuam lá, continuam os mesmos, mas a abordagem assume novos contornos e poder-se-iam apelidar de frescos, se o soturno não continuasse a distinguir a obra deste escritor. Se o tempo é o de agora, se da aldeia passamos para a cidade, de Portugal passamos para a Europa do Norte, para trazer depois essa bagagem de regresso ao nosso país. O termo que me ocorre para descrever o ambiente que, ao longo das 5 obras se nos apresenta, é melancolia. Existe sempre um estado melancólico associado às personagens que o escritor nos apresenta, associados à ideia de aceitação, seja do destino ou do entorno em que se desenvolvem, de falta de esperança ou de expectativa, de uma eternidade aliada à memória, uma nostalgia premente, uma solidão permanente!

Outra questão que se observa e que se contrapõe às personagens das obras iniciais, são as noçõesde casualidade e de anonimato, tanto em Cidades como em O Escuro. Cada conto do primeiro apresenta-nos personagens diferentes, mas cujo entorno e história se vão desmultiplicando ao longo do mesma ideia, a de encontros casuais, com pessoas que nunca mais se encontrarão, em ambientes desconhecidos. O Escuro vive em torno de um personagem que se envolve de forma mais ou menos directa em actividades íntimas de estranhos, cujas vidas vigia como um faroleiro numa noite de nevoeiro.

Talvez que, nas duas últimas obras, José de Risso, tenha tornado para ver o mundo como se nos apresenta agora, célere, fugaz, casual, regado de amores perversos, de amores incompletos, de almas atormentadas que, para fugirem ao suicídio, se entregam e mergulham nos prazeres das carnes, nas distopias das suas fantasias. Talvez que, José de Risso se reveja mais nesta vida, em que se pode, finalmente, recusar salvar os outros, sem nunca perder o homem bom que existe numa personagem que se quis má.
Profile Image for Filomena Vitorino.
73 reviews
August 23, 2019
Um livro que achei delicioso, não tanto pela história em si mas pelos usos e costumes antigos que relata, as mesinhas e ervas que tudo curam, os mitos e superstições, a linguagem de um Portugal rural do tempo dos meus pais e avós. E não esquecer a existência de lobos e javalis, algo que os meus pais também me contam da sua infância e que vi retratado neste livro.
A história é a do nascimento, vida e morte de José de Risso, filho de um pai que nem sabe que o concebeu, cuja mãe morre horas após o seu nascimento. Nasce com a marca de uma folha de carvalho nas costas (e a mãe ainda tem tempo para se aperceber que no seu avental de todos os dias tinha uma folha no bolso, que certamente causou essa marca no filho), no dia do seu baptizado o padre deixa cair a água benta no chão (prenuncio de má sorte) e logo em pequeno gosta de ver as mulheres nuas a tomar banho no rio (um devasso que desde pequeno mostra as suas más inclinações).
Profile Image for Leen.
12 reviews
June 8, 2022
Speciaal boekje. Het begon wel nog leuk, maar raakte mij persoonlijk snel afgezaagd.
Naast een paar grappige stukken, toch vooral heel lastig om te lezen en te kunnen blijven volgen.
De schrijver springt van de hak op de tak. Moeilijk om erdoor te geraken.
Profile Image for Elena Colasante.
168 reviews3 followers
August 29, 2019
Strano, intrigante, misterioso e- forse- leggermente incompiuto. Ma fa tutto parte del suo fascino.
Profile Image for Marta Clemente.
756 reviews20 followers
May 3, 2021
O "Breviário das más inclinações" conta-nos a história de José do Risso, um homem com um dom e com capacidades fora do normal. Um homem que nasceu marcado pelo destino, com capacidades de cura por vezes usa a favor dos outros, mas que outras vezes utiliza de forma macabra.
Um livro bem escrito, que achei interessante do ponto de vista cultural pela forma como reúne uma série de crenças populares, com uma mistura entre religião, paganismo, história local, gosto pela ruralidade e natureza e ainda a arte de "curandeiro" e bruxo de José do Risso através das plantas, raízes e outras coisas que a terra lhe dá.
Profile Image for Víctor Sampayo.
Author 2 books49 followers
March 23, 2016
Uno de esos libros que te atrapan desde las primeras páginas por su ambiente farragoso, lleno de una atmósfera de brujería y chamanismo ancestral. Las profundas supersticiones de un villorrio portugués de la primera mitad del siglo XX se ven encarnadas en José de Risso, hombre sumamente singular —marcado desde el nacimiento con un signo de desgracia en la espalda que se hincha y sangra en ciertos significativos momentos— y que bien puede curar a algunos y robar a otros, estafar a estafadores, pelear cuerpo a cuerpo contra un lobo del tamaño de un becerro como si peleara contra un rival de amores, capaz de ayudar a enfermos que parecen incurables y de intoxicar a las mujeres de la aldea con brebajes de mandrágora para saciar su inagotable lujuria. La historia de su corta e intensa vida, narrada desde una ironía un tanto sórdida, está basada en un texto popular de autor anónimo que da cuenta de la conversión del lugar de la muerte de José de Risso en una especie de lugar sagrado, capaz de ayudar a sus creyentes en las peticiones más variopintas.
Profile Image for Victor Cardoso.
19 reviews5 followers
May 3, 2017
Acima de tudo uma delícia de vocabulário.
Depois, A Raia: um universo, um local que não pertence ao mundo comum; um espaço de partilha e transição não só entre nações mas entre estados de alma; onde a vida e a morte são momentos tão simples como o dia e a noite.
Há muito que não lia algo onde a língua portuguesa assumisse um nível tão nobre e simples.
A dinâmica da narrativa é também envolvente deixando que o Tempo assuma pelo seu lado um papel fundamental.
Recomendo absolutamente!
Profile Image for Ricardo Ribeiro.
354 reviews4 followers
December 25, 2019
A história de José de Risso, inspirado numa "versão do livro Vida e Morte de José de Risso, de autor desconhecido, s/ data, edição dactilografada e policopiada (stencil), e de distribuição gratuita durante as romarias".

Uma escrita cheia de detalhes dum Portugal que já não existe, com um toque de fantasia.
Displaying 1 - 12 of 12 reviews

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