Inglaterra, 1815. Na Inglaterra do século XIX não há muitas opções para uma mulher sobre os rumos de sua própria vida. Some isto ao fato de possuir sobre si o título de bastarda, e a criticidade da situação dobrará. Sob a sensação aterradora de estar sozinha no mundo e uma imensa vontade de ser suficientemente forte para isto, Catherine Scott se encontrará no pior dilema possí Escolher entre sua razão e seu coração. A atração tão intensa quanto indevida que sente pelo viúvo de sua irmã, o temido Conde de Griffinwood, a colocará em um enorme confronto consigo mesma, não sendo a donzela capaz de sequer imaginar que, por baixo de sua figura taciturna e distante, o referido lorde também luta contra sentimentos absurdamente similares em relação à si. O aristocrata, por sua vez, carrega um segredo capaz de tornar a própria culpa por tais sentimentos ainda mais A pedido da esposa, ainda no leito de sua morte, Catherine fora colocada sob sua tutela. A mulher que não devia, mas teme desejar, trata-se de sua protegida.
Jamie é o Conde de Griffinwood, e se casou com Olívia, que levou sua camareira (e irmã bastarda), Catherine, para morar com ela. Mas Olívia acaba morrendo (de tristeza, seu grande amor morreu antes que pudessem se casar), e no seu leito de morte pede a Jamie que proteja Cathe. Jamie e Olívia foram na verdade grandes amigos, com casamento apenas de aparência.
Quando Olívia morre Cathe fica sem saber o que fazer, mas aceita ficar na casa do Conde por um período, trabalhando para ele.
E é nesse cenário que os dois desenvolvem sentimentos impróprios, que os dois tentam fugir, ela por se apaixonar pelo viúvo da irmã, ele por se apaixonar por sua tutelada.
E é aquela né, se os dois conversassem abertamente e claramente o livro tinha 5 capítulos, no máximo. Tem horas que queremos prender os dois numa sala para que se resolvam!
Não conhecia essa autora, mas me apaixonei por sua escrita e leveza, a história é apaixonante.
Um romance de Época de tirar o folego Antes de ir, Olivia faz um pedido, no qual Jamie, não poderia negar.
A relação entre eles era baseada na honestidade, carinho e confiança; mesmo sendo um casamento de fachada, ali nasceu uma amizade sólida onde os segredos eram sempre compartilhados e o respeito era mútuo. Entretanto, com a morte do seu verdadeiro amado – John –, Livie padeceu aos poucos, levando-a tambem.
Ninguém sentiu falta da Olivia como a Catherine sua dama de companhia e amiga; elas sempre dividiam longas tardes de conversa recheadas de bolos e doces. Com a sua partida, a dama ficou muito abafada, afetando até o seu estado de saúde. Mas para a sua sorte, a governanta da casa, sra. Loover, gostava bastante dela, estando sempre ao seu lado.
O conde Jamie Griffinwood, apesar de ser alguém bem reservado, tem um apreço enorme com Cathe, cuidado da sua saúde tanto física quanto emocional. Ele também deu a ela um cargo de responsabilidade na casa para ela se sentir útil e confortável na casa. Com o passar dos dias, uma visita inesperada surgiu: Charles, melhor amigo do Jamie.
A amizade entre Catherine e Charles foi inevitável e natural. Porém não agradou muito o Jamie, ainda mais por seu amigo ter fama de mulherengo. Despertando nele um sentimento ainda desconhecido que ele preferia chamar de "proteção" – aham, sente-se lá Jamie a gente bem sabe que você está tão na dela.
Aos poucos, o que era ciúmes, passou a ser desejo e tornou-se culpa; mas os acontecimentos ao redor, se moldaram para uma grande reviravolta, aproximando cada vez mais o conde da sua protegida. Entretanto, a questão é: será que o amor entre eles poderia superar as barreiras impostas em seus corações?
Com a escrita impecável, a autora nos guia a um romance de época emocionante. Cathe é muito determinada e dona de si, já que precisou aprender a se cuidar desde nova; o Jamie é um personagem intenso e charmoso, que mesmo pregando a fama de "durão" é totalmente "cadelinha" da nossa protagonista.
É impossível não se envolver com esse casal intenso e torcer por eles cada capítulo.