Jump to ratings and reviews
Rate this book

O Cabeleira

Rate this book
O Cabeleira - Narra, sob o ponto de vista romântico, a vida do bandido que aterrorizou Pernambuco no final do século XVIII.

144 pages, Paperback

First published January 1, 1876

2 people are currently reading
44 people want to read

About the author

Franklin Távora

20 books3 followers
João Franklin da Silveira Távora nasceu na cidade de Baturité-Ceará, no dia 13 de Janeiro de 1842. Seus pais eram Camilo Henrique da Silveira Távora e Maria de Santana da Silveira. Seus primeiros estudos foram em Fortaleza, capital do estado do Ceará, e em 1884 mudou-se com os pais para Pernambuco. Estudou em Goiana e Recife, e matriculou-se na faculdade de Direito em 1859. Formou-se advogado em 1863.

Além desta profissão, durante sua trajetória de vida foi também jornalista, político, romancista e teatrólogo, chegou também a exercer alguns cargos públicos nas cidades onde residiu. Em 1874 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como funcionário da Secretaria do Império. Como jornalista, redigiu A Consciência Livre (1869 a 1870) e A Verdade (1873). Como literato publicou contos e romances, fundou e dirigiu a Revista Brasileira (1879 a 1881) ao mesmo tempo que inicia a reconstituição do passado pernambucano, através da ficção e da investigação histórica. Contribuiu, desta forma, com a história e o folclore brasileiros, através de Lendas e tradições populares (1878) e de vários fragmentos de estudos históricos. Para o teatro escreveu, ainda, “Um mistério de família” (1861) e “Três Lágrimas” (1870).

De advogado passou a político, sendo eleito Deputado Provincial. Na política atuou fazendo acirrada campanha contra José de Alencar, por não concordar com seu idealismo romântico. Foi Franklin Távora um dos iniciadores do Realismo e do Naturalismo no Brasil, embora ainda encontremos muitas características do Romantismo em suas obras.Utilizou o pseudônimo de Semprônio para escrever as “Cartas a Cincinato”, onde tentou denegrir a imagem de José de Alencar e onde também iniciou uma campanha a favor da literatura regionalista, pois acreditava que aí morava a verdadeira nacionalidade que deveria ser expressada através da literatura brasileira.

Sua obra foi nacionalista e regionalista, diferenciando-se da maioria dos outros autores românticos. Fundou a Associação dos Homens de Letras e foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. É patrono na Cadeira 14 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do próprio fundador, Clóvis Beviláqua.

No final de sua vida, desiludido da literatura e da política, queimou alguns textos inéditos. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, no dia 18 de Agosto de 1888.

Texto retirado do site: InfoEscola.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
11 (12%)
4 stars
24 (28%)
3 stars
37 (43%)
2 stars
7 (8%)
1 star
6 (7%)
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Walter .
467 reviews6 followers
November 30, 2017
O Cabeleira é uma das obras mais originais de quantas tenho lido do Romantismo. Digo original pois duas coisas chamaram minha atenção: em primeiro lugar, a narrativa nos é transmitida desde o ponto de vista do antagonista, isto é, O Cabeleira. Um dos grandes problemas do Romantismo é que os vilões acostumam a ser moldados de simplória maneira, o que acaba levando -ao menos para mim- a se ter um desinteresse quase absoluto para com os malvados da estória. Não é o caso do mítico personagem pernambucano que tão bem constituído está por Távora.

A segunda coisa que chamou minha atenção, foi a forma crua de tratar a crueldade dos bandidos nordestinos. É dizer, ao mesmo tempo em que a maioria das obras do Romantismo ilustram as mortes e cenas violentas das suas obras com um certo temor a "traumatizar", aqui a timidez obvia-se, dando lugar, assim, a momentos que impactam ao leitor por não escatimar em detalhes mórbidos e bizarros. Agradece-se a falta de pudor de Franklin Távora, pois desta forma consegue-se visualizar melhor os horrores acontecidos nas estepes pernambucanas do século XVII e XVIII.

Contudo, O Cabeleira não é uma obra redonda pela abrupta metamorfose do protagonista. É dizer, tudo bem que as personagens evoluam no decorrer da história, mas não foi bem elaborada pelo autor, pois ficou pouco acreditável que O Cabeleira sofresse tamanha transformação em tão pouco tempo cronológico. Isto acaba acarretando uma distância entre a ficção e a historicidade, isto é, acaba fazendo que o leitor perca um pouco a confiança na vericidade da obra.
Mas é romance, né?
Profile Image for Marcele.
269 reviews1 follower
February 11, 2012
Apesar de acompanhar as atrocidades perpetradas por um grupo de bandidos, este livro bem demostrar parte da história do Brasil, ao mesmo tempo que defende a crueldade e desproporcionalidade da pena de morte, independentemente do crime praticado pelo condenado.
Profile Image for Gabriella.
29 reviews1 follower
June 18, 2023
O início é confuso e estranho, mas quando chegam as partes sentimentais e que mostram o lado humano dos personagens, a história se torna cativante e é até possível sentir algo pelo Cabeleira. Uma obra prima cheia de ação, amor e discurso certeiros sobre uma realidade que existe até hoje.
Profile Image for Priscilla.
1,929 reviews16 followers
July 25, 2022
O Cabeleira, apesar de ser uma obra do Romantismo, escapa para algo como um romance regionalista em que a ornamentação, a formação descritiva serve para chocar o leitor com a força dos momentos narrados. Não é para dizer que haja cenas explícitas ou vocabulário carregado, pelo contrário, a ideia é emocionar e chocar o leitor com a crueza da vida dos personagens e suas tragédias.

A crítica de Távora não poupa governo, religião ou mesmo a população. Tem-se a noção pela carência e ignorância que a marginalização dos personagens poderia ter sido evitada se aquela população pudesse ter tido alguma assistência.

Cabeleira não é o típico personagem principal, pois é o antagonista e suas crueldades - que afetam sua família e sua namorada - não são esquecidas ou perdoadas, independentemente de seu remorso.

É uma boa história que se tivesse recebido um pouco mais de desenvolvimento, poderia facilmente competir com outros clássicos brasileiros que retratam o período posterior ao retratado, o cangaço.
Profile Image for ale.
54 reviews
November 30, 2025
— Adeus mamãezinha do meu coração !


A wonderful book. Hard to believe this was written in 1875.
Profile Image for Yu.
30 reviews
Read
May 3, 2016
li na faculdade e ainda rendeu em um trabalho.
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.