Com este livro, a Brasiliense iniciou a publicação das Obras Escolhidas de Walter Benjamin, selecionadas pela Suhrkamp Verlag, com a excelente tradução de Sergio Paulo Rouanet e apresentação de Jeanne Marie Gagnebin. Constam deste primeiro volume alguns dos mais importantes textos do filósofo, como os ensaios sobre o conceito de História, o Surrealismo, a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica e a fotografia, e as análises das obras de Marcel Proust e Franz Kafka.
Walter Bendix Schönflies Benjamin was a German Jewish philosopher, cultural critic, media theorist, and essayist. An eclectic thinker who combined elements of German idealism, Romanticism, Western Marxism, Jewish mysticism, and neo-Kantianism, Benjamin made influential contributions to aesthetic theory, literary criticism, and historical materialism. He was associated with the Frankfurt School and also maintained formative friendships with thinkers such as playwright Bertolt Brecht and Kabbalah scholar Gershom Scholem. He was related to German political theorist and philosopher Hannah Arendt through her first marriage to Benjamin's cousin Günther Anders, though the friendship between Arendt and Benjamin outlasted her marriage to Anders. Both Arendt and Anders were students of Martin Heidegger, whom Benjamin considered a nemesis. Among Benjamin's best known works are the essays "The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction" (1935) and "Theses on the Philosophy of History" (1940). His major work as a literary critic included essays on Charles Baudelaire, Johann Wolfgang von Goethe, Franz Kafka, Karl Kraus, Nikolai Leskov, Marcel Proust, Robert Walser, Trauerspiel and translation theory. He also made major translations into German of the Tableaux Parisiens section of Baudelaire's Les Fleurs du mal and parts of Proust's À la recherche du temps perdu. Of the hidden principle organizing Walter Benjamin's thought Scholem wrote unequivocally that "Benjamin was a philosopher", while his younger colleagues Arendt and Theodor W. Adorno contend that he was "not a philosopher". Scholem remarked "The peculiar aura of authority emanating from his work tended to incite contradiction". Benjamin himself considered his research to be theological, though he eschewed all recourse to traditionally metaphysical sources of transcendentally revealed authority. In 1940, at the age of 48, Benjamin died by suicide at Portbou on the French Spanish border while attempting to escape the advance of the Third Reich. Though popular acclaim eluded him during his life, the decades following his death won his work posthumous renown.
Comecei a estudar Benjamin em uma disciplina optativa de Filosofia da Arte e logo esse livro me saltou aos olhos quando o vi na BU. Tinha alguns dos textos basilares da disciplina e mais alguns, então peguei emprestado.
Alguns dos textos presentes nessa coletânea figuram entre os textos mais famosos de Benjamin(A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica, Teses Sobre o Conceito de História e O Narrador), mas os outros textos ali encontrados ajudam a formar uma imagem unitária daquilo que vem a ser a filosofia de Benjamin, de um modo quase que imperceptível.
Ao ler textos que eu julgara mais obscuros, como o texto Pequena História da Fotografia, percebi como textos desse caráter, ao se relacionarem com outros textos de linguagem mais clara, tornarem-se mais compreensíveis da mesma maneira em que facilitaram a compreensão desses outros textos. A coletânea parece resumir bem a ideia da filosofia de Benjamin: uma filosofia que parece demasiado dispersa em seu início, mas que gradativamente é capaz de executar um movimento interno que começa a pintar uma imagem da totalidade social de uma maneira interessante e muito pertinente. Recomendaria a todos interessados em filosofia da arte, estética e política (acima de tudo para aqueles interessados na maneira pela qual essas diferentes esferas se inter-relacionam).
Releitura para disciplina na USP. Muitas sensações ambíguas. Para toda a inteligência e perspicácia de Benjamin, sempre acho que falta um bom e velho rigor científico de comprovar as frases generalizantes e abrangentes que ele lança. Talvez com o decorrer do estudo desses ensaios na disciplina eu reveja esta posição.
mesmo na época de cada obra, walter benjamin nunca fez tanto sentido, mesmo hoje: a cultura não é imparcial e pode ser influenciada pelas condições ideológicas e pelos mecanismos administrativos daquilo que é conhecido como racionalidade, daquilo que é de acordo com mecanismos do sistema. isso aqui é bem importante para quem quer entender história, fotografia, cinema e tudo junto.