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As Estações #3

Os Filhos do Pôr-do-sol

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Em 1947, Éamonn Delaney se vê em uma posição complicada. Ele herdou uma residência com fama de assombrada e está cuidando sozinho de um grupo de ex-prisioneiros de guerra traumatizados. Para conseguir dar conta de tudo, Éamonn apela para as forças do Outro Lado, que salvaram sua vida anos antes. No entanto, a batalha também causou muitos danos aos misteriosos jardineiros que auxiliam Éamonn, e talvez magia e plantas não sejam suficientes para consertar todos os problemas…

86 pages, Kindle Edition

First published May 25, 2019

17 people want to read

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Anna Fagundes Martino

30 books59 followers

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Community Reviews

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Renato Farias.
38 reviews
June 3, 2019
Os filhos do pôr-do-sol é o terceiro livro e conclusão da série Estações da Anna Martino, que começou em A casa de vidro e continuou em Um berço de heras. Não dá para falar desse livro sem mencionar os anteriores, quando comecei a ler a história de Eleanor e Sebastian eu não imaginava que conheceria seus filhos e netos e que me apaixonaria por eles e sorriria e sofreria junto com eles. A saga de Amaranthe Hall continua e chegamos a ter um vislumbre do futuro da propriedade e de alguns de seus personagens e senti uma pontinha de felicidade em saber que eles perseveraram e prosperaram. Amei Seaghán, Stíofan e Millie, a Margaret eu odiei e amei e odiei de novo e amei de novo. Acho que nenhuma personagem nunca tinha me colocado em uma gangorra emocional como a Margaret fez. Eu chorei na cena do túmulo da Eleanor, chorei ao saber do destino do Mark e de seus filhos e sorri e chorei com a aparição da minha querida Stella. Foi um final magnífico, mas confesso que uma pequena parte de mim gostaria que a Anna continuasse a escrever a saga de Amaranthe Hall com os filhos e netos e bisnetos do Stíofan e da Millie e mais personagens do Outro lado cruzando para nosso mundo para novos romances lindos e trágicos.
Profile Image for André Caniato.
280 reviews51 followers
February 16, 2020
é muito bom ler um livro da anna depois de tê-la conhecido e poder identificar, aqui e ali, o senso de humor imbuído no texto. é muito bom, também, chegar ao fim dessa jornada botânica, que vai deixar saudades até a netflix inevitavelmente comprar os direitos para uma adaptação.
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
July 10, 2019
Vimos em O Berço de Heras que Amaranthe Hall se tornou uma espécie de casa de repouso para pessoas afetadas pela guerra. Isso muito por conta do sofrimento que Stella e Jack acabaram passando por conta dela. Eammonn acaba precisando de mais ajuda para cuidar dos feridos de guerra e Margaret é enviada para auxiliar no tratamento. A protagonista da vez é uma mulher cujas crenças religiosas são muito fortes e marcada pelo amor ao cristianismo. Esse amor a torna cega em relação às forças da natureza que estão por toda a parte. Tolhe a sua ação diante daquilo que acontece no mundo real. Vamos ver uma protagonista muito marcada pela inércia e isso vai atacando seus valores pouco a pouco. Ao mesmo tempo temos Stíofan, um feérico, precisando se decidir se assume ou não seu amor por Millie, uma das outras ajudantes da casa. No fundo disso, a relação entre feéricos e humanos parece estar chegando a um ponto sem retorno em que os primeiros não desejam mais ter contato com a humanidade por causa dos seus vícios e confrontos inúteis.

Mais uma vez a Anna consegue entregar uma boa narrativa e uma escrita gostosa. Para quem espera uma narrativa vertiginosa e dinâmica, repito sempre que este não é o livro para você. A autora é paciente e progressiva na construção daquilo que ela deseja. Ela tem uma vibe toda dela. Se trata daquele tipo de história que vai sendo entregue aos poucos, desenvolvendo os objetivos e a motivações dos personagens, suas características psicológicas, suas relações. E é curioso dizer que a autora é paciente e progressiva porque a série toda foi marcada pelo fato de estar dentro do gênero da novella, ou seja, ter uma quantidade limitada de palavras. Mesmo assim eu consigo sentir o cuidado no tratamento da narrativa, a boa escolha de palavras e o debate de temas reflexivos.

Passei a gostar muito do mundo que a autora criou. Os personagens são sempre cativantes e ela consegue ser coerente em suas personalidades. Pensar que vimos Seághan, por exemplo, rapidamente em O Berço de Heras e que ele manteve sua personalidade, sendo esta apenas marcada por suas perdas, é incrível. E aí você precisa pensar na série como um todo, já que ela é uma narrativa geracional onde o protagonista da história nada mais é do que a própria Casa de Vidro. Ela serve como portal que liga o mundo dos homens e o mundo das fadas. É a partir dela que as histórias acontecem. E em cada momento a Casa representa algum tema: o amor, no primeiro volume, a perda, no segundo e o legado, no terceiro. Se formos estabelecer comparativos, me vem à mente novamente Mythago Wood, romance icônico escrito por Robert Holdstock. Uma narrativa que se cerca da relação entre humanos e o meio ambiente (e os seres sobrenaturais que dependem dele). Que questiona a visão de mundo das pessoas em sua passagem por este mundo.

"Amor que é capaz de gerar frutos sempre é bom. Nem todo mundo nasce de amor e nem todo amor é de dar frutos, mas quando calha de acontecer, é bom o suficiente para ser celebrado."

Margaret é o alvo dos grandes questionamentos da trama. E é engraçado pensar que o pensamento dela é a abordagem de muitas pessoas nos dias de hoje. Daquelas que não conseguem aceitar sair do seu pequeno lago e entrar no oceano. Ou é o medo de entrar em águas maiores e descobrir que suas certezas são incertezas e nada é certo no mundo. O embate entre Seághan e Margaret é bom porque permite perceber aos poucos o quanto enfurece determinadas pessoas quando nosso mundo é virado de cabeça para baixo. Ao mesmo tempo desperta a curiosidade em saber como as coisas funcionam. A protagonista ficava maravilhada com as habilidades dos feéricos, mas se recusava a entender como esta era uma força benéfica. Como era algo que não vinha de seu Deus, ela colocava logo no campo do demoníaco. Anna não chega exatamente a mudar a opinião de Margaret, apenas faz com que ela entenda a necessidade das habilidades dos irmãos para manter aquele espaço em benefício de pessoas que precisavam de ajuda.

O final da Segunda Guerra Mundial colocou o mundo em uma nova era. Uma era de desconfiança e incerteza que se reflete na maneira como a casa é vista. Se não há guerras, não há necessidade de um lugar para acolher feridos de guerra. A entrada do Estado no acolhimento destas pessoas cria uma dúvida sobre o que fazer com Amaranthe Hall. Vai ser esse espírito de mudança, de alterar a forma como o local é encarado que angustiará os personagens. Isso porque a casa que vai seguir adiante não é a casa que Stella imaginou deixar a seus filhos. Essa mudança de pensamento é sinal dos tempos. É melancólico sim, mas é inevitável. Só que a mensagem deixada pela autora é que mesmo que haja mudança em algo, isso pode gerar o maravilhoso. É possível manter o encantamento e o segredo que a magia cria em nossas vidas.

Acabei sentindo que faltou alguma coisa a mais na história. Não digo um final impactante, mas uma sensação de desfecho e novos começos. Em volumes anteriores, essa passagem de tocha ficava bem claro na própria atitude dos personagens. Aqui, por exemplo, eu fiquei querendo saber o que aconteceu a Margaret e Millie, apesar de a autora deixar o destino de ambas meio que no ar. Eu adoro a série e recomendo a quem gosta de histórias mais compassadas e reflexivas. Sem dúvida alguma, você vai acabar se pegando pensando no futuro. É uma consequência natural dos três volumes da série.
Profile Image for Rhuan Contardi.
102 reviews2 followers
March 27, 2023
"— Amor que é capaz de gerar frutos sempre é bom. Nem todo mundo nasce de amor e nem todo amor é de dar frutos, mas quando calha de acontecer, é bom o suficiente para ser celebrado."

Uma escrita mágica, singela, tocante e profunda. A série As Estações germina, cresce e floresce em uma obra magistral com belas cores vívidas e etéreas. Amei!
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