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Caleidoscópio

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A tradicional Oficina de Criação Literária da PUCRS, conduzida pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil há mais de 30 anos, tem feito bem mais do que a ingrata tarefa de ensinar a escrever. Ela tem desempenhado o fundamental papel de reunir novos talentos em torno da paixão e do objetivo comum com a escrita. Não saem de lá meros alunos aptos a se tornarem escritores, mas escritores aptos a se tornarem autores. Isto é, não lhes falta talento, e tampouco obras latentes. Em grande parte, falta apenas a última peça para sedimentar o caminho de uma promissora carreira: a publicação.
Um resultado sempre admirável da Oficina são as antologias de contos promovidas no final dos encontros. Mas atenção, leitor: não pense que o livro que você tem em mãos cumpre um papel protocolar. Pelo contrário, os textos aqui reunidos são de uma qualidade e de uma diversidade impressionantes. De antologias como esta já saíram grandes nomes que hoje circulam pelo meio literário. Esta é uma galeria para se observar com atenção.
Tal como um verdadeiro caleidoscópio, as imagens evocadas nestes contos se refletem e se refratam de modo a formarem possibilidades intermináveis. Como se cada um dos 15 autores aqui reunidos fossem espelhos virados um para os outros, seus pontos de vistas, estilos e visões de mundo se projetam infinitamente nas paredes desse universo chamado literatura. Este livro, que reúne a produção criativa de excelentes ficcionistas, é a possibilidade única de flagrar talentos em suas primeiras e deliciosas manifestações.
E eles vêm das mais diversas áreas. Aqui estão jornalistas, professores, estudantes, médicos. Alguns já são experientes, outros estão no frescor da estreia. E passeiam pelos mais variados temas. Das fragilidades de uma doença, de um parto ou de uma morte; de dias nublados e ensolarados, e passagens meteorológicas da vida escolar; da migração do interior e da vida nos centros urbanos; dos bordados, da consciência do próprio corpo; de samurais, dragões e lagartos; crimes, cigarros e estrelas; de histórias bíblicas humanizadas, cartas que não chegam, lembranças da infância; da impossibilidade de enxergar cores, até o ato de escrever. O mundo está aqui representado em quinze vozes únicas. Como um caleidoscópio – que significa “olhar belas imagens” – o jogo espelhado dessas histórias levará o leitor a uma prazerosa viagem pela boa leitura..

256 pages, Paperback

Published January 1, 2018

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Luiz Antonio de Assis Brasil

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Nascido em Porto Alegre, em 1945, Luiz Antonio de Assis Brasil passa parte da infância em Estrela, com a família, que de lá retorna à capital em 1957. Cinco anos mais tarde começa a estudar violoncelo.

Em 1963 termina o Curso Clássico no colégio Anchieta, em Porto Alegre, dos padres jesuítas. Em 1964, ano do golpe militar, ocorre sua entrada no exército, para o serviço militar obrigatório. Um ano mais tarde Luiz Antonio ingressa no curso de Direito da PUCRS e também passa a fazer parte da OSPA - Orquestra Sinfônica de Porto Alegre – como violoncelista, lá permanecendo por 15 anos. Forma-se em Direito em 1970. Advoga por dois anos. Em 1975 ingressa como Professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, função na qual atua até hoje; no mesmo ano inicia a colaborar na imprensa com artigos históricos e literários.

Estréia em 1976 com o romance Um quarto de légua em quadro, lançando-o na 32ª Feira do Livro de Porto Alegre, e que lhe dá o Prêmio Ilha de Laytano. Em 1976 inicia sua trajetória de administrador cultural, primeiramente na Prefeitura de Porto Alegre [Chefe da Secção de Atividades Artísticas] e depois no Estado do Rio Grande do Sul [Diretor do Instituto Estadual do Livro - 1983]; 1978 é também o ano de lançamento de A prole do corvo. Em 1981 publica Bacia das almas. No ano seguinte, Manhã transfigurada. Em 1981 Luiz Antonio de Assis Brasil assume a direção do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre

No inverno 1984/1985 vai à Alemanha, como bolsista do Goethe-Institut [Rothenburg-ob-der-Tauber, na Francônia]. Em 1985 lança aquele que, segundo o autor, é seu livro com maior carga emocional, As virtudes da casa.

Em 1985 começa a ministrar a Oficina de Criação Literária do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS, em atividade até hoje, e que recebeu o Prêmio Fato Literário, da RBS/Banrisul em 2005, ao completar 20 anos de atividades ininterruptas.

Em 1986 sai mais uma obra, O homem amoroso, uma novela com forte acento autobiográfico. Cães da província, em 1987, retoma o ciclo histórico, adotando Assis Brasil o dramaturgo José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo, como personagem e evocando os tenebrosos crimes da Rua do Arvoredo. O romance dá o título de Doutor em Letras ao autor e faz jus ao Prêmio Literário Nacional, do Instituto Nacional do Livro.

Em 1988 Assis Brasil recebe da Câmara Municipal de Porto Alegre o Prêmio Érico Veríssimo pelo conjunto de sua obra. Videiras de cristal, que recria a saga dos Muckers, é lançado em 1990. Nova experiência é o romance em três volumes Um castelo no pampa, que se divide em Perversas famílias [1992 - ganhador do Prêmio Pégaso de Literatura, da Colômbia], Pedra da memória [1993] e Os senhores do século [1994]. Concerto campestre, Breviário das terras do Brasil e Anais da Província-boi saem em 1997, ano em que o romancista é eleito Patrono da 43a Feira do Livro de Porto Alegre.

Em 1998 é palestrante convidado na Brown University, em Providence, USA e em 2000 participa do programa Distinguished Brazilian Writer in Residence, na Berkeley University, Califórnia.

Em 2001 publica O pintor de retratos, que recebe o Prêmio Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional.

Em 2003 lança o livro A margem imóvel do rio, o qual é contemplado com três prêmios: Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira [o único romance dentre os três primeiros classificados], Prêmio Jabuti [finalista menção honrosa] e Prêmio Açorianos de Literatura.

Ainda em 2003 acontecem três publicações no Exterior: O pintor de retratos sai em Portugal pela Editora Ambar, do Porto; O homem amoroso é publicado pela Editora l´Harmattan, de Paris [l´Homme Amoureux], e na Espanha, pela Editora Akal, de Madrid, lança a tradução de Concerto campestre [Concierto Campestre]. Também em 2003 publica um livro de ensaios literários pela Editora Salamandra, de Lisboa: Escritos açorianos: tópicos acerca da narrativa açoriana pós-25 de abril. Em 2005 sai na França, pela editora L

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