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La zia marchesa

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Seconda metà dell’Ottocento. La Montagnazza. Agrigento. Amalia vive con la nipote Pinuzza in condizioni di estrema indigenza in una delle molte grotte scavate nella pietra. Le occupazioni quotidiane vanno molto spesso di pari passo con i racconti di quando Amalia era la balia di Costanza in casa Safamita, una grande famiglia della ricca aristocrazia terriera a Sarentini. Il crollo del regno borbonico, la confisca dei beni ecclesiastici, il progressivo potere assunto dalla mafia nelle campagne indebolisce se non il prestigio almeno la forza dell’aristocrazia. È in tale contesto che si profila il difficile destino di Costanza Safamita, tanto amata e protetta dal padre, il barone Domenico, quanto rigettata e negletta dalla madre Caterina. Con la sua chioma di capelli rossi e il suo aspetto fisico quasi "di un’altra razza", Costanza cresce fra le persone di servizio, divisa fra le occupazioni umili e l’esercizio della musica, fra l’orgoglio paterno del sangue e le prospettive alquanto ridotte della vita in provincia. Quando il barone Domenico decide, a fronte delle delusioni infertegli dai figli maschi, che sarà lei l’unica vera erede del prestigio e delle sostanze di casa Safamita, Costanza è costretta ad affrontare la mondanità di Palermo, a trovare un marito, a modellarsi una nuova identità sociale. Si innamora del marchese Pietro Sabbiamena, tanto affascinante quanto spiantato e dissoluto, e riesce ad averlo. La coppia trova un suo bizzarro equilibrio: Costanza desidera sessualmente il marito ma non riesce ad abbandonarglisi, lo spia nelle sue avventure ancillari ed è pronta persino a esercitare la sua tutela sul figlio che Pietro ha avuto, causando scandalo, da una cameriera. Allo stesso modo cerca di garantire un futuro alla prole del fratello Stefano, maritatosi contro il volere del padre con una donna del popolo. Costanza sa affrontare i capimafia e contenere il progressivo sfascio della famiglia. Dietro il rosso "malu pilu" dei suoi capelli – che l’hanno trasformata nella favola cattiva della gente – si nasconde un mistero, così come dentro la sua faticosa sensualità è scavata la memoria di un episodio difficile da ricordare.
Simonetta Agnello Hornby costruisce con il suo formidabile stile a più piani narrativi la saga di una famiglia, un segmento della storia siciliana, il crollo di un mondo – quello aristocratico – guardato senza nostalgia, scandagliato impietosamente da entomologa sociale, non senza riservare al lettore il piacere di arrivare a inquietanti rivelazioni attraverso il progressivo sommarsi di tonalità di voci che svariano dal racconto in prima persona di Amalia a quello del narratore-architetto.

322 pages, Paperback

First published January 1, 1993

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About the author

Simonetta Agnello Hornby

47 books262 followers
Simonetta Agnello Hornby is an Italian lawyer and writer born in Palermo in 1945, who later acquired British citizenship. She left Sicily at the age of 21 to get married in England. Simonetta Agnello Hornby studied English at Cambridge before returning to her native Sicily to complete a law degree. Armed with a Fullbright grant she moved to America for a year to furthered her studies. She returned to the UK to begin a legal career and to live and later marry the Englishman she had met in Cambridge with whom she had two children. She has been living in London since 1972, and is the President of the Special Education Needs and Disabilities Court.

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Displaying 1 - 30 of 89 reviews
Profile Image for Michela De Bartolo.
163 reviews88 followers
March 16, 2018
Un affresco nitido e ben riuscito della Sicilia ai tempi dell'unità d'Italia. Al centro della scena la vita dell'aristocrazia del tempo, indaffarata tra spartizioni ereditarie, consolidamento del patrimonio, matrimoni di convenienza, infedeltà coniugali ; insomma, famiglie ammorbate da cieche ambizioni, destinate a sfociare in odi profondi, rivalità insanabili e vendette familiari. E’ intorno a Costanza, figlia del barone Domenico Safamita, che si svolge la nostra storia. Una Saga familiare, che vede protagonista questa bimba che possiede una peculiarità: capelli rossi, pelle bianchissima, efelidi.
Ciò la rende diversa, additata, emarginata, rifiutata persino dalla madre che le preferisce i figli maschi.
Amata profondamente dal padre, di un amore raddoppiato, a compensazione delle mancanze materne, Costanza, neonata, è affidata alle cure di una balia: Amalia Cuffaro, che sarà la sua nutrice, madre, amica e la proteggerà dalle malelingue e dalle violenze materne. Romanzo, che mi è piaciuto nella trama. Storia originale, con un finale inaspettato. Nel complesso , però è difficile da seguire: i personaggi sono parecchi, le parentele complicate da ricordare e spesso si deve tornare indietro per mettere bene a fuoco di chi si sta parlando. Il modo di scrivere della Hornby non sempre è chiaro e scorrevole: parecchi giri di parole, fatti solo accennati e lasciati all'intuizione del lettore, sovrabbondanza di parole.
Profile Image for Katya.
485 reviews
Read
July 16, 2023
Ama a cu t'ama, rispunni a cu ti chiama.

Livros que falem de comida, música e arte têm, normalmente, o condão de me conquistar. Mas, se a esses ingredientes se juntar uma protagonista intrigante e independente avant la lettre e se embrulhar tudo isto numa saga familiar, então estou conquistada à partida (em princípio). Foi assim com A Tia Marquesa, e A Tia Marquesa esteve à altura.

Era Itália antes da unificação, repleta de reinos, estados, províncias, culturas, dialetos e línguas, governantes e lutas pelo poder. Profundamente dividida e em revolução interna, a península recentemente desbaratada por Napoleão procura harmonizar o liberalismo e a abolição dos feudos com a ideia de uma soberania nacional. De um lado, os revolucionários, do outro, a aristocracia em franco declínio, assim se ambienta, de forma muito modesta, este romance histórico de laivos melancólicos, A Tia Marquesa, no que, focados em fazer durar uma linhagem que corre o risco de se extinguir, os Safamita são os protagonistas principais:

Instalados no castelo dos príncipes Arcuneri, os barões de Sarentini, feudatários ausentes há gerações e agora arruinados, tinham-no ampliado sem olhar a despesas. Teriam podido ali viver todos comodamente, mas o baronete quisera mandar construir um grandioso palacete para levar para lá a sobrinha, com quem casara depois de ter arrancado ao bispo a dispensa da proibição de casamento entre consanguíneos. Sabia-se que fora ela a apaixonar-se pelo tio e a seduzi-lo. Mas o dinheiro não cura os pecados e todos, ricos e pobres, mais cedo ou mais, tarde têm de pagar: aquela horrível filha de cabelos ruivos, como nunca tinha havido na memória de Sarentini, testemunhava agora a sua vergonha. Mas havia pior: a mãe tinha-a rejeitado. Dizia-se que na altura do nascimento agira como uma louca e nem sequer lhe pegara ao colo. As freiras do convento del Carmine tinham muito para contar a tal respeito.

Daqui em diante, por entre milhentas personagens que se cruzam a todo o tempo, brilha uma figura maior, Constanza Safamita, encarregue de nos dar a conhecer um século e uma cultura tradicionalistas, onde patrão e empregado, mulher e homem, rico e pobre ocupam posições estanques e completamente distintas:

Sem se aperceberem, os convidados tinham-se disposto em grupos separados, como faziam por instinto os animais no terreiro. Estes no entanto faziam-no pensadamente, uniam-se e separavam-se por classe social, património e origem.

O seu drama, atuando como metáfora para o culminar de uma era, levará o leitor por caminhos maravilhosos, repletos de cor e sabor, aromas e memórias que, não sendo as nossas, partilhamos enquanto descendentes de uma cultura europeia arcaica, hermética e segregadora, repleta de lugares comuns confortáveis para os extratos dominantes:

Costanza sabia, das conversas com as primas, que os irmãos delas e outros jovens tinham amores com mulheres diferentes. Às vezes estas ficavam grávidas. Nesses casos, o homem sentia-se traído porque uma gravidez não fazia parte dos pactos e acabava com a história. Outras vezes, a família tinha de intervir e até pagar para os afastar. As primas não tinham dúvidas que assim era melhor para todos. Os filhos não eram filhos verdadeiros - estes só nascem do matrimónio confirmado pela aprovação dos parentes-, eram diferentes e não pertenciam à família. Além disso, eram todas mulheres más.

Caberá a Constanza recuperar para o leitor um mundo que se dissipou, mas do qual uma parte resiste, metamorfoseada, naquilo que hoje apelidaríamos de património imaterial:

Desde criança, Costanza ouvia o tagarelar das mulheres reunidas em volta da mesa da copa para os trabalhos de grupo: arranjar vegetais, pelar amêndoas, descascar pistácios, favas e ervilhas, tirar as pedrinhas dos legumes secos. Falavam de tudo o que era licito e ritual dos Safamita, ditos a família, dos seus próprios parentes, dos trabalhos a fazer e dos já terminados, das mudanças para a vilegiatura, dos mexericos da terra, até de política. Ela ouvia, no canto da mesa, a taça cheia das coisas para limpar poisada nas pernas. Entregava-se à sua tarefa em silêncio, para não aborrecer e passar desapercebida.

[...]

Relegada para a lavandaria, Costanza encontrara-se num mundo totalmente feminino e oral, no qual se sentia amada e protegida.

É no seio de uma cultura feminina, oral e entre os mundos de subalternos e patrões que Constanza crescerá para conhecer uma vida como aquela que se esperava para uma mulher, uma aristocrata e uma herdeira improvável no seu tempo:

Num mundo em que se vivia do rendimento de um património de terras em constante diminuição, e era quase inconcebível desenvolver qualquer profissão ou comércio, o enriquecimento tinha apenas duas fontes legítimas: herança e casamento.

Num mundo masculino, descobrir o lugar da sua pertença é fulcral:

Uma mulher não deve agradar, não devo ser eu a explicar-te isso, não é uma apaixonada. Dessas podes continuar a tê-las, e ainda outras, com todo o dinheiro dela. Falo-te de uma mulher, a mãe dos teus filhos, a que assegura a tua descendência e, neste caso, te mantém.

Se isso lhe chega ou não, e de que forma, é o que compete ao leitor descobrir. E é, de facto, uma descoberta que vale bem a pena:

A vida é como uma trança, cada madeixa é importante e tem um significado. A primeira é a do dever, que todos temos e que significa obediência; a segunda é a do dinheiro - quem o tem deve ter cuidado para não o deixar roubar e quem não o tem sente apenas fome nas tripas e bem o queria - e a terceira é a do amor. E se uma pessoa tem as três madeixas bem fortes, a trança é lindíssima e vive feliz. Mas muitas mulheres têm a primeira madeixa bem forte e as outras duas são fracas. Se conseguem fazer a trança, esta não é bonita mas segura-se, e a vida continua. Se, pelo contrário, a madeixa do amor se torna muito forte e a do dever é fraca, a trança não aguenta e desfaz-se: as madeixas devem ser três, assim é que é.

A forma como Simonetta cria uma aristocrata emancipada aprisionada num mundo hostil, uma mulher forte num círculo de domínio marcadamente masculino, augura coisas muito boas para a autora que assim consegue cumprir com vários parâmetros de qualidade (embora haja, a tempos, alguma projeção de valores do século XXI no XIX, sobretudo nos diálogos): a sua narrativa, apesar de intricada não é difícil de seguir, e apesar de dura - não esconde a dificuldade e injustiça dos tempos e de uma classe frequentes vezes romantizados - torna-se um deleite a que voltamos ansiosos.

O único defeito do livro recai em responsabilidade sobre a tradutora que, à opção da autora (italiana!) por não traduzir os maravilhosos provérbios sicilianos que abrem cada um dos 84 capítulos deste livro, nos diz: Seguindo a vontade da autora, os provérbios tão pouco foram traduzidos, mas são perfeitamente compreensíveis(...). Pois... Que cada um retire destas palavras o sentido que quiser.
Ainda assim, nem toda essa soberba é capaz de estragar um livro que, do princípio ao fim, foi capaz de me agarrar e maravilhar - mesmo que dos 84 provérbios tenha conseguido ler, sem ajudas extra, apenas metade!
Profile Image for ferrigno.
554 reviews110 followers
September 24, 2017
Togli il contenuto politico dei grandi romanzi siciliani -I viceré, Il gattopardo, Mastro don Gesualdo- e quel che resta è un romanzo intimista a tinte rosa, mal scritto.
Profile Image for Gauss74.
466 reviews93 followers
August 22, 2017
Ho deciso di leggere "La zia marchesa" dopo le ottime impressoni che avevo ricevuto da "La mennulara", e devo dire che anche il secondo romanzo della Hornby che leggo si è rivelato una piacevole conferma.
La conferma che scrivere romanzi di stampo realista nel ventunesimo secolo non equivale automaticamente a scrivere un pacco, come tanto materiale di post verghiana memoria sembrava dimostrare. Attraverso scenari di grande bellezza descritti in modo magistrale, un sapiente utilizzo della discontinuità temporale, una cura maniacale del dialogo e soprattutto del difficile compromesso tra la vividezza del dialetto siciliano e la necessità di scrivere comunque in un italiano comprensibile, l'autrice riesce a raccontare una storia credibile e non troppo romanzata, ma avvincente.
Sullo sfondo della vita contadina della Sicilia dei primi del novecento, caratterizzata dalla miseria più nera ma anche da scenari da cartolina, la storia racconta per bocca della serva Amalia Cuffaro della vita e della morte della Marchesa Costanza Safamita, che nel suo insofferente adeguarsi ai secolari modelli della nobiltà palermitana, cosi come nel suo singolare aspetto nordico (che solo al termine del romanzo troverà spiegazione), è sia la personificazione del decadimento del sistema di potere borbonico, sia quella della consegna del sistema politico, economico e sociale isolano alla mafia nascente.
Il ricchssimo substrato umano e culturale dell'isola è reso in assoluta completezza, cosi come il dipanarsi degli eventi sia storici (la sofferta adesione al regno d'Italia e lo scatenarsi del brigantaggio; sono messe molto ben in evidenza le pesantissime responsabilità di casa Savoia che vedeva le regioni meridionali come un dominio coloniale, non come una terra da governare), che personali; riuscire a farlo mantenendo un intreccio scorrevole e vivace mostra con grande chiarezza il cristallino taento di narratrice della Hornby.
Sono molto belli e mai banali i personaggi secondari, che spiccano con tale forza da costituire la vera struttura della storia. Su tutti l'affezionata Amalia Cuffaro, il campiere e protomafioso Pepi Tignuso, il sevitore orgoglioso e sanguigno Don Paolo Mercurio, il prete depravato e servile padre Puma e mille altri.
Essere stato costretto a leggere negli anni di liceo scialbi pacchi veristi di verghiana memoria mi aveva convinto che non fosse possibile scrivere buona letteratura che non fosse romanzata, o che non si distaccasse dal reale in modo intelligente. Devo essere grato alla Hornby per avermi dimostrato col suo lavoro che questo in realtà non è vero: non è impossibile scrivere magnifica letteratura verista, richiede solo molto più talento. Sia grato il mondo culturale siciliano a questa scrttrice per aver raccontato al mondo la sua storia.
Un inciso post descrizione: la Hornby ha deciso di porre a mo' di introduzione di ciascuno dei numerosissimi paragrafi un proverbio della tradizione popolare agrigentina che fosse in qualche modo correlato con la storia che veniva raccontata nel paragrafo stesso. Ebbene, questi proverbi sono stupendi e da soli giustificano la lettura del libro. La scelta e la selezione appaiono estremamente curati e sono un ulteriore segno della passione che Simonetta Agnello Hornby nutre per la letteratura e per la storia di questa terra martoriata.
Profile Image for Ermocolle.
472 reviews44 followers
April 1, 2021
Un bello spaccato della Sicilia di metà 800 con vizi e virtù di una saga familiare dai colori tipici.

Intensi i personaggi, bella l'ambientazione e la scrittura.

Amori, segreti, storie, tante, tratteggiate e scarnificate, raccontate con l'attenzione al mondo femminile, alle battaglie di un quotidiano che le vuole relegate a ruoli di comprimarie, fino al finale trionfante della dipartita.

La Marchesa ci prende per mano e ci accompagna in un viaggio nell'aristocrazia siciliana.

Profile Image for Sara Elliot.
280 reviews59 followers
March 4, 2023
Avrei potuto dare anche il massimo se non fosse pieno di scene disgustose ed eccessive di pedofilia, stupro e incesto. Ha sporcato e scritto storie eccessive in un romanzo storico incredibilmente interessante
Profile Image for Rafa Aguirre Ezquerra.
484 reviews31 followers
February 19, 2024
Más densa (para lo bueno y para lo malo) que "La Mennulara", nuevamente me ha encantado la manera de escribir y el universo que describe Simonetta Agnello Horby.

Un aroma a novela antigua en un escenario que podría ser la Vetusta siciliana. No es una novela ni una autora para todos los públicos pero si consigue engancharte, te conquista.
Profile Image for Mirella.
196 reviews4 followers
September 28, 2021
⭐⭐⭐1/2
Romanzo di impronta gattopardiana, spia una Sicilia antica, sul ciglio della modernità, narrando le vicende della complessa famiglia Safamita. La storia rappresenta una affascinante e immersiva evasione per chi, come me, ama seguire le traversie di una famiglia nel corso delle generazioni (alla "Cent'anni di solitudine", per capirci). Le chiare influenze letterarie guidano comunque la penna dell'autrice senza sconfinare nell'imitazione franca. Viceversa, dovendo individuare i punti deboli dell'opera, segnalerei una tendenza all'autocitazione, o comunque una gran persistenza di tematiche e topoi rispetto agli altri romanzi della stessa autrice, il che induce, un po' come quando si legge Murakami, sia l'effetto "copertina di Linus", che quello di "ok abbiamo capito che ti piacciono questi elementi, non serve ribadirlo".
Profile Image for Phoebe.
21 reviews2 followers
January 4, 2008
I really tried to read this book but couldnt get into it at all. Maybe because the author had a tendency to write in passive voice or maybe because none of the characters were sympathetic or maybe because there were two many characters and not enough action to move the story forward. Or probably a combination of all these things. Sorry, book, but I tried.
Profile Image for Alessia Carmicino.
37 reviews11 followers
April 6, 2021
Simonetta Agnello Hornby vive a Londra da una vita, ma ama Palermo e la Sicilia profondamente: lo si avverte in ogni descrizione del paesaggio, dei colori,del calore delle febbri,dei sapori e degli odori. Tutto si fa pittura, caleidoscopica, prorompente, passionale, appetiti che si fanno avanti voraci; con l'acquolina in bocca, vedi sfilare fra le pagine infornate di pasta col ragù, pecorino, sugo e salsiccia, dispense piene di frutta secca e pesche sciroppate, gelati, cannoli e dolci che si consumano in carrozza, col biscotto, durante la passeggiata della nobiltà. Profumo di rose, di campi, di terra, di corpi che si amano, castamente, impunemente, incestuosamente: tutto parte di ciò che è la Sicilia e sono i Siciliani, che la Hornby racchiude nel suo romanzo rievocando la storia, ormai leggendaria e lontana nel tempo, di una zia perduta, dimenticata, persa nel bagliore di un tramonto coi suoi capelli rosso fuoco, per troppo amore e allo stesso tempo per la sua mancanza. Amare la propria terra non è sempre facile, ma Simonetta Agnello Hornby fa la sua parte per aiutarti a metterla a fuoco al meglio, lasciandoti assaporare la sua bellezza e le sue tante contraddizioni. Spero che negli altri suoi libri il piatto sia altrettanto ben condito.
Profile Image for Laura.
47 reviews2 followers
September 1, 2013
C'è una frase da qualche parte che dice qualcosa tipo: " la felicità non è altro che un intermezzo tra le infelicità", o qualcosa del genere. Io sinceramente non l'ho mai vista in questo modo, forse perchè sono giovane, forse perchè cerco di essere ottimista.
Ma ci sono storie che ti fanno riflettere. "la zia marchesa" è infatti realmente esistita, ed è una lontana prozia dell'autrice stessa. La sua storia è una storia che lascia il segno, tutta percorsa da passioni fortissime, tormentata, una storia in cui gli affetti familiari sono messi sopra a tutto il resto, anche quando sono gli stessi familiari ad isolare, escludere, a causa della diversità, di quei capelli rossi che sembrano maledetti.
Costanza è una donna coraggiosa, orgogliosa e forse è stata proprio questa sua forza a distruggerla e condannarla all'infelicità.
La Horneby ne fa un ritratto stupendo e la marchesa mi sembra alla fine così meravigliosa che quasi la invidio...
Profile Image for Antonella Montesanti.
1,106 reviews25 followers
July 19, 2021
Bello questo romanzo, quasi una saga familiare in un affresco della Sicilia di fine Ottocento.
La storia di Costanza Safamita, rossa di capelli e dal carattere forte e volitivo è avvincente ed emozionante.
Una donna che sa tener testa a capi mafia e signori della Sicilia aristocratica, amata dal padre, odiata dalla madre e che non riesce, o forse sì, a domare il marito scavezzacolllo, il marchese Pietro di una famiglia ben in vista in quel periodo.
Le vicende che si svolgono in una Palermo d'altri tempi avvingono il lettore, con incursioni nella cucina di quel tempo e nei luoghi circostanti.
La descrizione della campagna, e in particolare di un campo infinito di papaveri rossi crea una pagina bella e malinconica, l'amore e l'onore della famiglia da conservare ad ogni costo danno quel qualcosa in più da ricordare.
Ascoltato in audiolibro e consigliato.
Profile Image for Callie S..
309 reviews95 followers
July 11, 2012
Storia squisitamente femminile, come femminile è la più parte delle voci e delle emozioni che si intrecciano nel dipingere la figura della sfortunata Costanza, figlia dell'amore e all'amore, sino all'ultimo, sacrificata. Corale, amarissimo e intenso nel tratteggiare ogni figura - ed è una commedia-tragedia umana zeppa di personaggi - "La zia marchesa" è il ritratto di una Sicilia ancora sospesa tra fasti borbonici e rinnovamenti unitari, sonnacchiosa matrona dalla straripante bellezza e dalle ferocissime leggi. Chi ama le saghe familiari e si lascia commuovere dai sentimenti più vivi ed estremi - come viva ed estrema è, a tratti, la stessa Costanza - non potrà che apprezzare questo romanzo barocco e voluttuoso, caldo come lo scirocco dell'ora meridiana.
Profile Image for l_accumulatrice_di_libri.
11 reviews
May 18, 2021
Uno stile ostico nasconde un libro di una bellezza rara. La Hornby ha uno stile barocco e ricco di descrizioni e dettagli, di molti nomi difficili da ricordare. Molto suggestiva l'ambientazione siciliana ottocentesca, il racconto di un mondo aristocratico in decadenza e di una Repubblica italiana che nasce piena di incertezze, ci sono dei cenni anche alla nascita del fenomeno del brigantaggio e delle associazioni mafiose. Costanza Safamita è un personaggio letterario che vi susciterà una tenerezza infinita, per i più sensibili lacrime assicurate sul finale.
532 reviews5 followers
January 16, 2022
Mi ha ricordato La casa degli spiriti di Isabel Allende da una parte e la recente saga dei Florio dall'altra. Quelle storie familiari di altri tempi con tutti i sapori e gli umori della Sicilia. Bello anche se ho preferito altri libri di Simonetta Agnello.
14 reviews
July 21, 2022
Si legge tutto d’un fiato, travolti dai profumi, dai colori della Sicilia e dal fascino dei personaggi
Profile Image for Adam Quadrelli.
40 reviews
September 9, 2019
Affascinante il mondo di quel tempo in Sicilia.
Bella la storia romantica malinconica complicata
Non ho amato molto il modo di scrivere a volte difficile da seguire
Profile Image for Leonardo Ciompi Orsini.
80 reviews1 follower
January 31, 2023
Un libro meraviglioso!
La scrittura di Simonetta Agnello Hornby mi ha colpito molto.
Una storia intrigante riguardante varie famiglie nobili siciliane, tutte in un modo o nell'altro collegate ad una delle principali tra esse, ossia la famiglia dei Safamita del paese di Sarentini.

I principali problemi delle famiglie nobili di metà Ottocento erano incentrati sull'amministrazione delle ricchezze, sui vari matrimoni combinati, sulla nascita di "almeno" un erede maschio a cui tramandare nel futuro prossimo l'eredità e sulle successioni sempre ostiche.

Ecco, in "La zia marchesa" si affrontano tutti questi "problemi" e si cercano varie soluzioni, tramite i principali personaggi come Costanza Safamita, poi Marchesa Patella di Sabbiabena; Pietro suo marito, i fratelli Stefano e Giacomo Safamita; i rispettivi genitori Domenico e Carolina Safamita; i parenti Guglielmo e Assunta Safamita; la servitù, le balie, i giardinieri, i mafiosi e davvero tanti altri.
Personaggio cardine della storia è la narratrice, ossia Amalia Belice in Cuffaro, che narra i propri ricordi alla nipote Pinuzza, degli anni di servizio, come balia, in casa Safamita e poi Patella di Sabbiabena.
Pinuzza incarna noi lettori con le nostre instancabili domande su un mondo così affascinante come quello della nobiltà.

Valuto questo libro 5 stelle su 5, perché è una storia completa e attraente.
Leggerò presto gli altri due libri principali dell'autrice che "continuano" la storia sulla nobiltà siciliana, cioé: "Boccamurata" e "La mennulara".
Profile Image for Roberta.
176 reviews3 followers
November 28, 2016
Un romanzo dalle reminiscenze pirandelliane. Abbiamo una famigli nobile nella Sicilia di metà ottocento. Si parte innocentemente con la nascita di Costanza, la figlia rossa di pelo del barone Domenico Safamita e della nipote Caterina. La loro è unione incestuosa ma accettata perché nobile. Un po' meno accettata è la piccola Costanza, che viene del tutto privata dell'amore materno dalla madre stessa. E nulla vale l'affetto del padre, del nonno e della servitù. La piccola cresce pensando di essere sbagliata, di aver commesso tali empi peccati da essere stata privata giustamente dell'amore. Più cresce e più si calcifica in lei l'idea di dover affrontare la vita come un fardello. Fino a quando un avvenimento tragico ed importante l'insegnerà ad amare se stessa. Ma è comunque un romanzo che ricorda molto Pirandello e Zolà, chi si aspetta il lieto fine, e meglio che si prepari invece un pacco di fazzoletti.
Nonostante la tragicità è un libro apprezzabile da molti punti di vista. Come ad esempio i detti in siciliano ad inizio di ogni capitolo, le descrizioni delle sensazioni vivide (non riuscirò a guardare mai più un campo di papaveri allo stesso modo), l'attenzione per la storia siciliana e le sue tradizioni. Simonetta Agnello Hornby è una scrittrice superba, la consiglio a tutti.
Profile Image for Lisetta.
142 reviews6 followers
September 1, 2012
La storia di una famiglia, quella dei Safamita, narrata a pi�� voci: la voce dei nobili aggrappati con tutte le forze ai loro antichi privilegi; la voce dei bambini sofferenti perch�� poco amati o amati ���malamente���; le voci del popolo sottomesso, che comincia, in questi anni cruciali a ribellarsi e a lottare affinch�� vengano riconosciuti i loro diritti.
Cos�� attraverso l���intreccio sapiente dei ���cunti��� e i pettegolezzi delle serve e servitori di casa Safamita, dei racconti e dei ricordi di Amalia (la balia di Costanza), si svelano piano piano, segreti , emozioni e invidie sopite da tempo.
Su tutti e tutto, la zia Marchesa, una donna apparentemente fragile, ma che di fronte alle avversit��, �� costretta a tirar fuori la forze per ribellarsi a regole e convenzioni oramai troppo strette, anguste e soffocanti���.!
Un bel romanzo avvincente, scritto davvero con grande maestria.
Profile Image for Emma.
66 reviews6 followers
January 25, 2009
This is the second book I’ve read by Simonetta Agnello Hornby and I truly loved it. Although they’re both set in Sicily, The Marchesa is quite different from The Almond Picker, which was the first one I read and also her first novel.

I found the story of The Marchesa really drew me in, I loved her character and the sense of time and place that Hornby creates. By the end I could just not put it down and I think now she is one of my favourite authors.
Profile Image for Dorottya.
675 reviews25 followers
March 29, 2020
The personal history this historical novel presented to us was quite engaging and fascinating. The author was clearly enamored with the subject and her writing shows a lot of enthusiasm and a ton of research on the era, on the customs, on the everyday habits and personal lives of these people. I really liked the themes of this novel / the themes the author out more emphasis on, like how immensely the gern of the child, the relationship between the parents or extramarital affairs affect the relationship between parent and child; how the state of our body can reflect the state of our soul; how it could be pain or joy to have an appearance that is striking and out of the ordinary; what it is like to live in a society where men are valued more - and how the dynamics can change if a woman gets some sort of power / how people react, how the people close to hear can deal with it; how attraction can form later in a relationship; how people can turn against you even if you were nothing but kind and understanding towards them; how it is a possibility that someone's condition or looks can result in them not being able to find a partner or experience romantic love or passion (even though it would be really romantic to think everyone can find it). I really found Costanza quite a compelling and complex character, someone with huge strengths but also flaws - but the other, more supporting characters were also really fleshed out, not a paper mache, empty character that is just a personification of one personal trait, everyone has their motivations, weeknesses, strengths.

I had some issues with the novel, though. When someone is writing a historical novel, snd get overly fixated on the thought of making the story sound authentic, they tend to try to show their research off, and put just too many mundane information and facts in the novel. I don't think it is done on purpose, don't get me wrong, but I was sometimes bored and unfocused because of this, as quite a few times there were... not even sentences, but whole paragraphs going on and on about clothes and food and generic gestures which were unnecessary... and also, sometimes they felt textbook-y in a way. It was not infodumping, to set things straight, it was done quite organically, but still, I would have preferred less trivial facts and a but more focus / emphasis on the inner turmoil, inner emotions of characters and I would have wanted some more flowery writing, too... because at times, when the author wrote about the feelings of Costanza, the prose was beautiful, but some of the descriptions were quite basic, descriptive without being poetic / picturesque enough. Also, there were a few characters who were mostly used for relaying information from one character to another, and by extension, the reader... and I am pretty sure these characters in real life played huge roles in some of the characters' lives, but they did not have any significance to the main story or the main themes. And I was a bit annoyed by that - there were crazy amounts of characters in the novel, and even though there was a "who's who" in the beginning of the novel, I found it unnecessary, too much for the sake authenticity and used way too much as a plot device. Another thing that bothered was the fact there were a lot of characters who were called the same. I mean, in a historical novel that is about existing people, it is inevitable that two people with the same first name play big roles in the same person's life, but more should have been done to differentiate between them in the narration, because sometimes I was confused which don Paolo or which Guglielmo the given part was about. Also, there was a bit of jumping around in POVs in the same chapter, which was quite confusing and annoying for me, given that the chapters for the most part were quite short. And finally, just a "my taste" thing: I never liked like those sorts of novels where each chapters has a recap of what is going to happen, even though it is "tradition" - it sometimes killed the enjoyment of finding out what is going to happen as I already knew (and there were not enough twists or interesting things in the "how it happened" department to make up for it).
Profile Image for Eddy64.
590 reviews17 followers
February 20, 2025
Ambientato nella Sicilia della seconda metà dell’ottocento, ha per protagonista la nobile Costanza Safamita che nasce nel 1859 giusto pochi mesi prima dell’arrivo di Garibaldi, dell’Unità d’Italia e la caduta dei Borbone. Pallida, rossa di capelli (da chi avrà preso?), alta e dinoccolata, è odiata dalla madre e amatissima dal padre che la nominerà praticamente unica erede a discapito dei due fratelli maschi. Una famiglia ricca con molti possedimenti, numerosa e complicata, dove il padre ha sposato (con dispensa della chiesa) la nipote, e dove non è facilissimo tenere il conto di tutte le parentele incrociate; una famiglia vecchio stampo, dove sono gli uomini a decidere e comandare (quasi sempre) e le donne a obbedire, e l’obiettivo e salvaguardare il patrimonio per i figli. I tempi cambiano, i contadini a volte si ribellano per paghe più giuste e sono tenuti a freno dai capoccia mafiosi, con cui anche i padroni sono obbligati a scendere patti. Costanza cresce con la sola compagnia della balia, tollerata dai parenti, odiata dai fratelli, ha un rapporto speciale solo con il padre, che le insegna e gestire le proprietà e la vuole libera di scegliere ricordandole di amare soprattutto sè stessa, di imparare a volersi bene, (il che non è poco detto da un uomo della sua generazione). Costanza, sceglierà un marito, e non sarà un matrimonio dei più felici, proverà amore e gelosia, resterà una donna indipendente, ma isolata dai più e considerata un originale per non dire altro. Tutta la storia è raccontata dall’anziana balia, una volta tornata al paese, a una nipote disabile che accudisce in una sorta di grotta sulla scogliera. Un grande affresco che ritrae con molta dovizia di particolari, sia la vita più monotona della provincia e della campagna sia quella frenetica e mondana della città. Un racconto ricco di sottintesi, di mezze frasi, di silenzi imposti o autoimposti, per coprire tanti segreti destinati prima o poi a svelarsi. Un mondo apparentemente semplice che nasconde più di una complicazione, colto in un momento di grandi “gattopardeschi” cambiamenti storico sociali. Confesso che avevo aspettative diverse, immaginando una storia più frizzante e colorita, non questo romanzo, anzi romanzone dove a tratti ho fatto fatica a raccapezzarmi, lento nella prima parte, più mosso nella seconda senza mai catturarmi più di tanto, anche se ho apprezzato l’intento narrativo di raccontare un’epoca e la bontà della scrittura mai leziosa o melodrammatica. Tre stelle e mezzo.
340 reviews2 followers
October 10, 2025
⭐️⭐️⭐️1/2

Ambientato nella Sicilia di fine ottocento narra la storia della famiglia nobile dei Safamita, in particolare di Costanza, la protagonista del libro.
Costanza e’ la figlia femmina di Domenico Safamita, e’ la figlia di mezzo con un fratello maggiore, Stefano ed uno minore, Giacomo.
Cresce con una madre che la ignora ed un padre che invece la ama profondamente.
Suo fratello Stefano viene disconosciuto dal padre quando si innamora e sposa una donna non gradita alla famiglia.
Sara’ quindi Costanza ad ereditare gran parte del patrimonio lasciato dal padre, ricoprendo un ruolo che le convenzioni dell’epoca consentivano solo agli uomini.

Inizio dicendo che sono contenta di aver finalmente letto questo libro, in verità ho ascoltato l’audiolibro.
Avevo la versione cartacea sulla mensola a prendere polvere da qualche anno, preso ad uno di quei mercatini dove per un numero di libri che lasci, altrettanti ne puoi prendere. Ma non avevo mai avuto lo stimolo di iniziarlo.
Grazie ad una challenge ho pensato che sarebbe stata finalmente la volta buona.
Inizialmente ho fatto fatica, perché ho trovato i primi capitoli un po’ confusionari e con tantissimi personaggi, in questo forse l’ascolto è ancor più penalizzante, ma sono andata avanti, poco per volta e ad un certo punto, quando la storia inizia a seguire principalmente le vicende di Costanza ho proseguito con piacere.
Tra gli aspetti che mi sono piaciuti maggiormente c’è la caratterizzazione di Costanza, donna forte e di carattere che riesce a farsi valere in un mondo maschile pur con le sue fragilità di donna, evidenziate in particolare nel rapporto con il marito Pietro. Per lei un matrimonio d’amore per lui d’interesse, ma che con il tempo cambierà dinamiche più volte.
Vari i riferimenti alla condizione femminile che spesso deve subire molestie ed abusi.
Non ho particolarmente apprezzato i termini o le brevi frasi in siciliano perché ne ho comprese solo alcune, quindi capisco chi ha avuto difficoltà.
Sicuramente non il libro della vita ma un audiolibro piacevole che mi ha tenuto compagnia per diversi giorni, e forse il consiglio che voglio dare a chi si vuole approcciare all’audio o alla lettura e’ di non avere fretta e affrontarlo un poco al giorno.

This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Elisa.
105 reviews1 follower
October 4, 2023
La storia è ambientata nella Sicilia di fine Ottocento e racconta le vicende appassionate e morbose dei Safamita, ricca famiglia di nobili proprietari terrieri.

Il romanzo offre uno spaccato molto vivido e articolato del mondo nobiliare siciliano, disilluso e decadente. Le descrizioni di paesaggi e cibi, ma anche abitudini, tradizioni e abbigliamento arricchiscono la narrazione senza mai essere ridondanti. Anzi, contribuiscono a dare tridimensionalità alla storia aumentando lo spiccato realismo. E’ facile intuire tra le pagine i profumi della macchia mediterranea bruciata dal sole, gli aromi intensi della cucina e l’odore di umido che permea gli ambienti.

E’ una storia intensa, dolente e appassionata, come i personaggi che la costellano. Come la protagonista, Costanza Samafita, benevola e orgogliosa, tanto amata dal padre Domenico quanto rifiutata dalla madre. Una donna diversa fin dall’aspetto, con la sua fluente chioma rossa e un modo di essere che inevitabilmente incontra l’opposizione dei suoi contemporanei ancorati alle tradizioni e alle superstizioni.

Il ritmo della narrazione è seducente e coinvolgente. La cura per i dettagli è incredibile, la scrittrice ci restituisce i giochi di luce, la brezza calda, l’orgoglio del barone Domenico, le sofferenze di Costanza, la passione, la cattiveria, la musica dell’arpa.

Mi è piaciuto molto, ho apprezzato la trama ma soprattutto il modo di raccontare della scrittrice, capace di evocare atmosfere barocche ed eloquenti, senza mai risultare pesante o ampollosa. Un romanzo aspro e generoso, mai stucchevole. Lo consiglio molto!
Profile Image for Francesca Figura.
210 reviews11 followers
June 1, 2018
Noto una grandissima differenza di stile fra i primi scritti,ossia "la mennulara e questo volume, e gli ultimi,"Nessuno può volare" e "Caffè amaro". Ho adorato follemente gli ultimi due,ma leggere questo e il primo per me è stato impossibile,quasi un agonia arrivare a fine capitolo. Nonostante l autrice sia sempre lei noto una crescita abnorme. La Hornby mi affascina molto,le sue donne sono donne forti e pronte a tutto. Combattenti nella vita e nel tempo che non gli appartiene e per questo continuerò a leggere altro di suo,Ma forse andrò a ritroso invece dell'ordine cronologico delle sue uscite.
6 reviews
July 25, 2020
Ho letto questo libro con un gruppo di studenti che studiano italiano. Lo abbiamo trovato divertente e ci siamo divertiti a fare supposizioni sui personaggi e provare simpatia per Costanza, la protagonista. Tuttavia devo dire due cose che ho trovato un po' fastidiose: la prima e' che ci sono troppi personaggi e alcuni hanno anche con gli stessi nomi, quindi questo causa confusione. Capisco che a quel tempo era uso mettere lo stesso nome al primogenito, ma davvero a volte abbiamo faticato a capire di chi si stesse parlando.
La seconda cosa, avremmo tutti apprezzato note a pie' pagina per dare delle delucidazioni sulle parole in dialetto.
Profile Image for Elena Lapesa.
85 reviews
October 2, 2020
“Queste pietre appartengono alla cinta muraria costruita quasi tremila anni fa dai fenici, i fondatori di Palermo. ... Poi altre genti vennero da lontano e pensarono la stessa cosa: bella è questa città, la vogliamo. Ce la prendiamo e costruiremo mura ancora più alte. Erano i romani, grandi costruttori. ... Poi arrivarono altri dall’Africa, i musulmani, e altri dall’Europa, i normanni, e poi altri ancora: a tutti piaceva Palermo, e la conquistavano. Ognuno di questi popoli ci metteva altre pietre e le mura divennero altissime. ... E poi lassù c’è una finestrella con un archetto a punta, quella l’hanno costruita gli aragonesi. Anche loro hanno conquistato Palermo.”
Profile Image for Tina Tamman.
Author 3 books111 followers
March 22, 2021
Sicily is a fascinating and beautiful place, so I expected to like this book that deals with an aristocratic family against the backdrop of Italy's unification, but I found it heavy going and abandoned it on page 95. It is written in an irritatingly simplistic style and the translation does not help. Far too many names although there is a glossary at the front. It took me ages to work out that there are actually two brothers, one is called "young baron", the other is called by his name, Guglielmo, and their father is the baron. The Marchesa of the title is still a child of about 12 at the point I abandoned it.
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