Após 13 anos distante, o velho Valêncio retorna à Vila Socorro em busca de uma resposta para o crime assombroso que o fizera se afastar de sua terra natal.
Neste capítulo perdido do romance “À Sombra da Lua”, desvendamos a origem de sua curiosa biblioteca particular e como seu inesperado encontro em Roma com um alto sacerdote do papado o fez acreditar que a criatura demoníaca que tanto perseguia poderia estar no próprio vilarejo que abandonara.
Para quem é fã de “À Sombra da Lua” este conto revela uma passagem importante na vida de Valêncio durante sua peregrinação pela Europa à procura de evangelhos proibidos. E para quem ainda não leu o livro, esta é uma chance de conhecer a escrita ultrarromântica do autor, que está cativando vários leitores.
primeira decepção do ano, eu descobri esse livro através do twitter e resolvi dar uma chance porque eu amo achar livros nacionais com pegadas diferentes do romance/contos que eu to acostumada a ler no kindle, entao eu fui ler cheia de expectativas de ser um livro grandioso, ainda mais pela descrição né...e como eu disse....oh grande decepção, o livro começa bem e eu tava até que gostando de alguns personagens como a mocinha e o mocinho que é sofrido e humilhado e tá só atrás de viver sua vida, se redimir da tragédia que acometeu sua vida e casar com a mocinha, mas ai....o problema nao foi os elementos sobrenaturais, porque os elementos sobrenaturais estavam me agradando e eu tava gostando muito da forma como o autor tava descrevendo os elementos e eventos sobrenaturais, algo que você geralmente só le em livros americanos e acabamos encontrando num livro nacional, o problema tava em como o elemento sobrenatural principal foi abordado, primeiro que houve muito enrolação entorno do lobisomem em si, eu nao quero largar spoiler aqui, mas.... enfim, as cenas de violência foram muito pesadas principalmente a ultima da mocinha e sinto muito em dizer que foi algo desnecessário principalmente depois do desvendar de tudo, você fica com um embrulho maior no estomago de por que e pra que aquilo, eu sinto que é algo que os autores nacionais sempre pecam, pesar na violência... é com muita tristeza que eu dou essa nota e me decepciono com esse livro, sinceramente eu nao esperava por isso, eu queria muito que essas coisinhas que eu nao gostei pudessem ser diferentes pra eu dar cinco porque a escrita do autor é muito bom, refinada mesmo.
Li 50 páginas do livro e desisti. Mesmo lendo a versão física, mais agradável, apesar do papel branco, não consegui ir adiante. A ideia é boa. Terror histórico nacional. Adoro tramas de terror com ambientação histórica. Mas a execução é bem fraquinha. O texto é bem escrito, mas os personagens não têm vida, a trama não é muito original com a coisa do herói humilhado e solitário que é apaixonado pela filha do todo poderoso do lugar. Este é um exemplo perfeito de texto fluente, mas sem pegada.
SURPREENDENTE É exatamente isso que preciso dizer sobre este livro. Além disso, fiquei muito feliz de ser de um autor brasileiro, gosto de literatura de terror ou horror, que seja e ter autores brasileiros escrevendo nesse gênero sempre me deixam emocionada.
A capa do livro me chamou muito a atenção, ver a criatura ali parada com rastros de sangue a a luz da Luz, fiquei instigada e comprei o livro.
Comecei a ler, a principio parecia uma estória já meio conhecida, onde nós que estamos acostumados a ler, as vezes conseguimos prever algumas coisas no decorrer da leitura, pois bem, senti isso quando comecei a ler, mas do meio para o final eu já não sabia mais o que esperar da estória. O autor simplesmente surpreendeu.
A carnificina corre solta mais para o fim do livro, e quando acaba você fica com aquele gostinho de quero mais.
Marcos deBritto escreveu muito bem. Vou ler outros títulos dele com certeza. Vi uma entrevista dele no Youtube que ele primeiro fez o roteiro para filme e depois escreveu o livro. Então entendi por conta disso melhor a escrita dele, que te faz sentir como se estivesse de fato vendo um filme e claro eu adoraria ver "A sombra da Lua" em filme....
Se você gosta de um bom livro de terror, não vai ficar arrependido.
****** A partir daqui só leia se você já leu o livro, contém spoilers inclusive sobre o fim.****
Mesclar estórias com acontecimentos da Bíblia, textos do evangelho, santos, mitologia grega não é novidade, mas confesso que fiquei muito intrigada com a lenda de Licáon, com evangelhos apócrifos e com a explicação para São Cristóvão ser padroeiro dos viajantes; isso com certeza vai render umas pesquisas.
Ao começar a ler o livro criei expectativas algo romântico como a "Bela e a Fera" ou algo trágico como "Um Lobisomem Americano em Londres", no primeiro o amor verdadeiro quebra uma maldição e no segundo, a maldição vence, mas o autor surpreendeu quando matou Alana. Dai para frente confesso que fiquei meio desnorteada e só me restou continuar a ler para descobrir de fato que fim teria o livro.
Adorei como o autor abordou o a diferença do amor romântico e idealizado de Vicente por Alana versus o amor construído e mais realista com de Vicente com Flávia. Me senti de certa forma vingada quando Ulisses morreu com sua covardia e prepotência. Fiquei um tempo pensando sobre a diferença entre o Padre Antonio e Valencio ao serem confrontados pela Besta, o primeiro rezou, mas será que lhe faltou fé para ter sucesso como o segundo, ou será que o que protegeu Valencio da fúria da Besta era que ele sempre teve a intenção de acabar com maldição e não com o maldito? Ainda tento entender isso.
Não fiquei surpresa quando Álvaro se declarou culpado da morte da família, eu já esperava por isso a partir do momento em que ele teve seu confronto com a besta ainda criança, só não sei se a maldição passou de pai para filho porque um arranhou o outro nesse encontro, ou se a questão do sétimo filho aqui também valia para a maldição.
A criatura na nevoa, branca, surgiu porque foi morta com a bala coberta de cera e ainda em estágio de metamorfose? Acho que sim, uma vez que o pai de Álvaro havia sido morto quando em forma humana e não retornou.
São questões que eu não encontrei resposta, por isso lerei À Sombra da Lua: Parábola do Retorno, e ver se as encontro. Se alguém que já leu, tiver explicações compartilhe comigo nos comentários.
Eu me apaixonei pela escrita do Marcos quando li o "Escravo de Capela", em seguida li os trabalhos mais recentes "A Casa dos Pesadelos" e o "Vozes do Joelma" e só agora peguei o primeiro romance do autor para ler. A qualidade do texto é indiscutível, ainda mais por tratar-se de um primeiro romance e, ainda assim, posso dizer que ele evoluiu muito desde o primeiro trabalho.
Gostei bastante da trama envolvendo a mitologia do Lobisomem, descrições e ambientação. O livro é bem violento, cheio de sangue, tripas e mutilações, o que é ótimo tratando-se de uma história de terror. As únicas coisas que não me agradaram na obra e me fez tirar estrelas foram: uma cena especifica que, na minha visão de leitor, soou como extremamente desnecessária, uma vez que o ataque do lobisomem já era chocante o suficiente e todo o lenga lenga do romance proibido, do casamento arranjado, que faz sim sentido devido à época na qual a história é ambientada, mas é uma coisa que tornou minha leitura arrastada, pois não estava nem aí para aquela novela mexicana toda de A ama B mas tem que se casar com C que na verdade é amado por D.
É um livro que vale a pena ser lido se você gosta de histórias de lobisomem, terror no estilo mais gótico e muita violência e sangue :)
Impossível ler o livro e não captar a essência romântica e mórbida de Álvares de Azevedo. Aliás, sabiam que o personagem Álvaro foi inspirado neste grande autor da era ultraromântica?
Conheci Álvares de Azevedo na adolescência e apaixonei-me por sua escrita em Noite na Taverna e Macário. Assim, foi realmente uma surpresa positiva e memorável ler, na fase adulta, "À Sombra da Lua", com traços estilísticos e narrativos próximos de nosso poeta do século XIX.
Além desse saudosismo que a obra me causou, gostei bastante também da pesquisa histórica, especialmente sobre Licaon e São Cristóvão. Impossível mencionar também o personagem Valêncio, com seus inesquecíveis dilemas entre fé e razão. E que personagem, meus amigos!
Confesso que não aproveitei a obra na sua integralidade, porque passei por problemas pessoais e precisei interromper a leitura algumas vezes. De toda forma, é uma excelente indicação de leitura nacional contemporânea, com gostinho de clássica.