Jump to ratings and reviews
Rate this book

Raparigas Como Nós

Rate this book
Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?

Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.

«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»

«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»

424 pages, Paperback

First published June 4, 2019

82 people are currently reading
3102 people want to read

About the author

Helena Magalhães

8 books2,027 followers
Helena Magalhães nasceu em 1985 em Lisboa e tem-se dedicado ao jornalismo e à escrita. Começou pela imprensa feminina, passou para o digital e encontrou o seu lugar na literatura. Em 2017 lançou o seu primeiro livro, Diz-lhe Que Não, uma sátira às relações modernas que se tornou um fenómeno nas redes sociais. O seu objetivo de vida? Colocar a geração digital a ler mais. Criou um Book Gang no Instagram para incentivar os portugueses a voltarem a apaixonar-se pelos livros. Freelancer e storyteller, colabora para alguns jornais, cria histórias para marcas e empresas e escreve no seu blogue.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
1,120 (42%)
4 stars
990 (37%)
3 stars
430 (16%)
2 stars
90 (3%)
1 star
29 (1%)
Displaying 1 - 30 of 493 reviews
Profile Image for Ana | The Phoenix Flight.
242 reviews182 followers
September 5, 2019
A leitura deste livro tem fases, para mim:
1ª fase - até perto da página 100 não estava a gostar, nem da escrita demasiado formal, pouco natural, que me fazia revirar os olhos porque as pessoas não falam assim, muito menos aos 17 anos (além de um ou dois termos que abomino, mas nem entremos por aí, que já são picuinhices minhas). Não estava a conseguir gostar das personagens, das situações, de uma parte da linguagem. Tinha as 100 páginas como marco para decidir se desistia do livro ou não. Ainda bem que não desisti.
2ª fases - as memórias da adolescência. Os bilhetes, as cartas, aquela pessoa que me levava a fazer coisas que na realidade não eram bem eu, só porque queria passar mais tempo por perto. O ficar na escola mais tempo, até um certo autocarro ir embora. As vezes em que senti que havia ali alguma coisa, mas...de certa forma, sempre foram ilusões da minha cabeça. E a determinado momento desta segunda fase, pensei noutra pessoa. E essa foi a pessoa que me acompanhou até ao final do livro, não aquela a quem eu enviei bilhetes e cartas e cujo nome estava escrito em cadernos e entradas sem fim num diário que não sei onde pus na mudança de casa. A pessoa que me acompanhou até ao fim, foi a que me disse todos os anos, desde os 14 aos 22, que gostava de mim. Que ainda gostava de mim, apesar de só me ver uma vez por ano.
O que me leva à fase 3. O final do livro é dilacerantemente próximo da minha realidade, da minha história, da nossa história. Acredito que muita gente tenha levado um murro no estômago com este livro, mas (espero) poucas lágrimas terão sido tão sentidas como as minhas...

Não sei como avaliar o livro, para ser honesta. Se pensar no início custoso e que quase me fez abandonar a leitura, não posso dar 5 estrelas, mas ao mesmo tempo tenho mais de 300 páginas que, tirando alguns pormenores, me fizeram entrar numa espiral de memórias de paixões que vou sempre guardar com muito carinho.
Profile Image for Bicho da Galáxia.
249 reviews231 followers
June 4, 2019
Há muito tempo que não lia um livro assim, um livro que me falasse tão perto do coração.
"Raparigas Como Nós" é muito mais do que uma história, é uma carta de amor a uma juventude que tive e a cada página poderia encontrar um pedaço de algo que já fez ou faz parte mim.
O nosso passado é como matéria viva quando colocada na situação perfeita, nem sempre lhe podemos fugir e por vezes até procuramos conforto nas memórias que nos deram personalidade.

A meio da leitura já não lia as palavras da Helena, lia sim as palavras de Isabel e esmiucei cada palavra e quis entender cada atitude e emoção que me era apresentada.
Houve partes onde vi crescimento pessoal, outras onde vi inocência na sua forma mais pura mas também duras realidades que foram descritas de forma crua, demonstrando todas as imperfeições que a vida tem.

Vou sentir saudades da espontaneidade do Afonso, da amizade da Alice, da loucura do Simão e do seu grupo e até da estupidez do Ventura e da Marisa, mas principalmente vou sentir a falta de reviver momentos meus nas palavras da Isabel, a sonhadora que não se acha digna de clichês e de um amor inesquecível.
"Sempre o pé descalço, nunca o sapatinho de cristal" é das minhas citações preferidas deste livro porque para além de definir tão bem aquilo que a nossa protagonista está a passar, sempre foi um pouco aquilo que senti em relação a mim.

É também uma leitura interactiva, dei por mim a fazer um percurso de GPS mental enquanto via as personagens a percorrer cantos e recantos de uma das cidades mais belas que já conheci, Lisboa. Nunca mais irei passear na capital da mesma forma e as minhas viagens no eléctrico 15 agora vão ter outro sabor, principalmente se estiver bem acompanhada por uma boa banda sonora.

A escrita da Helena sai das mais de 400 páginas e ganha vida na nossa mente de forma inexplicável, alimenta-nos o léxico e o coração e fico muito contente de ter tido a oportunidade de ler este livro e dele fazer parte da minha estante pois é especial, único e que me marcou.
Profile Image for Maria João (A Biblioteca da João).
1,387 reviews250 followers
July 26, 2019
6,5 de 10*

Sinto-me um pouco contra a corrente no que toca a esta leitura... Depois de tanto ter ouvido falar sobre este “Raparigas Como Nós”, esperava gostar muito dele. Infelizmente tal não aconteceu, talvez porque o que aproxima os leitores deste livro seja o facto de se reverem em inúmeras situações, o que não aconteceu comigo. Não tive este tipo de adolescência, muito regada a álcool, drogas e descobertas sexuais (o tão famoso sexo, drogas e rock n’roll).

Comentário completo em:
https://abibliotecadajoao.blogspot.co...
Profile Image for Lúcia Fonseca.
301 reviews53 followers
August 25, 2019
Este livro não me disse absolutamente nada.
Já estava à espera que a minha adolescência não tivesse nada a ver com a da personagem principal. Assim foi. Mas isso não me incomodou.
Achei a Isabel uma miúda pouco coerente, púdica e sem interesse. Clamava ser impopular quando na verdade não o era.
Houve demasiados acontecimentos na escola sem interesse e que duravam páginas e páginas, bem como diálogos e pensamentos intermináveis sem o mínimo interesse.
A escrita da autora talvez ainda seja muito elaborada. Pode dizer-se o mesmo, de forma correta com menos palavras. Por isso, creio que este livro tem páginas a mais. Também encontrei incongruências temporais. Pensei que estava a fazer mal as contas, mas fiz mais de uma vez e pedi ajuda a uma pessoa e concluímos o mesmo. Idades e anos letivos não batem certo quando se passa de 2004 para 1999. Espero que mais gente tenha percebido isso.
A única personagem que achei menos má foi o Simão. Mas eram todas muito simples. Os adolescentes não são assim.
Ao contrário do que tenho visto e lido, não achei o final nenhum "murro no estômago" e não me destruiu. Aliás, que outro final é que poderia ser depois do que aconteceu àquela personagem?
O melhor deste livro, para mim, foi a capa. Parabéns à Joana Tordo por este design.
Profile Image for Álvaro Curia.
Author 2 books544 followers
September 27, 2020
O livro atinge vários picos, sendo que nenhum deles deve causar alegria ao alpinista. Mas comecemos com uma nota positiva. A páginas tantas, Helena Magalhães diz que todas as pessoas deveriam ler os clássicos e enumera uns quantos de qualidade ímpar: Jane Eyre, Lolita, Anna Karenina, entre outros. Livros onde o centro da história é a mulher, a sua feminilidade e um grito de independência que, mais ou menos capazes que fossem, todas deram.

“Raparigas como Nós” deveria, de facto, chamar-se “Rapazes como Nós”. O livro é sobre eles, não elas. Eles, os trogloditas de corpos perfeitos que são livres de fazerem o que quiserem. “Nós”, raparigas, não “temos” relevo algum no livro: são as personalidades deles que se conhece melhor, as suas opções as que prevalecem, as suas ações as que fazem a história avançar. Este livro é, portanto, a reação de uma rapariga à forma como os rapazes comandam a sua vida. A certa altura ela até diz: “metade do meu coração pertence a um, a outra metade a outro.” Não, amiga, o teu coração é teu e perceberás disso quando te começar a dar problemas a sério.

Há uma dualidade bacoca entre um universo masculino (todo poderoso, decisor, heróico, que erra e acerta, que toma a iniciativa) e um feminino, melancólico, atazanado, delicado e indeciso, pronto a criticar os seus pares (aquelas que usam calções a ver-se o rabo), a ridicularizá-lo (as histéricas, as que usam argolas), numa estereotipização “de mulher para mulher” que prolonga preconceitos bafientos.

De diversidade? Um negro toxicodependente e divorciados problemáticos. E já está. Gostei particularmente do momento em que o lesbianismo é abordado: uns beijinhos entre Isabel e uma amiga, no passado, cujo relato fazem o garanhão tremer de tesão.

De resto, raparigas como nós são chocas (a vida noturna para elas é uma decadência tal que só encontra par talvez na Times Square dos anos 80), falam como senhores racistas de 50 anos (esta Lisboa cada vez menos nossa) e altamente púdicas (a vida nojenta de andar aí a dormir com muita gente!). Mas falsas púdicas. Uma espécie de noviça entesoada com contos eróticos mas que cospe da janela para as outras mulheres.

A personagem principal ou está muito bem construída (e é realmente uma dessas falsianes a quem, no fundo, ter uma loiça para lavar resolvia alguns problemas) ou é talvez a personagem mais incongruente que li. Seja como for, quando andamos 5 anos para trás na narrativa, ela só anda 3, o que me faz crer que falamos de uma rapariga muito pouco como nós.

Mas, lá está, quem sou eu? Apenas, nesta dualidade hermética, um rapaz como os outros.
Profile Image for Paula Fialho Silva.
225 reviews118 followers
July 1, 2019
Li-o em 2 dias porque não queria parar de o ler. O fim ia-se aproximando e eu queria tanto chegar ao final. E que final 😭
Tantos momentos que me vieram à memória, apesar de a minha adolescência ter sido mais "calminha". Mas é inevitável recordar os amigos, a escola, os professores, as saídas à noite, os namoricos, as paixões platónicas...
Até Madrid me trouxe à lembrança um curso de verão que fiz em julho de 2000 na Universidad Complutense.
Foi uma ótima viagem ao passado!
Profile Image for Célia Loureiro.
Author 30 books962 followers
July 1, 2019
"Há dois tipos de amor: aquele que serve de comparação e ao qual comparamos todas as pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida (era o que eu fazia, comparava todas as paixonetas ao Simão) e um outro tipo de amor que tive - e tenho - com o Afonso: aquele que acaba com todas as comparações porque tudo o que vivemos até então deixa de ter relevância."

Devo começar por referir que não costumo ler YA, e que, como alguns de vocês já devem ter reparado, ando a dedicar os últimos anos à leitura de clássicos ou algo equivalente a isso. A minha review fica então em parte condicionada por me sentir desligada de muitos destes dilemas dos jovens retratados em Raparigas como Nós. Ainda assim, e sobretudo na segunda parte (chamo assim a parte em que a protagonista, Isabel, parece remeter o leitor para o seu diário de quando tinha 14 anos), comecei a sentir que regressava a essa época, e que a premissa do livro talvez esteja bastante correta. A de que estamos cada um com a sua individualidade, mas numa maré de gente não tão diferente assim.

Comecei a leitura com bastante receio, porque realmente não é a minha praia. Mas a Helena é uma querida, e as reviews têm sido tão boas que a curiosidade venceu-me. Entrei na leitura a medo, e não consegui sentir-me muito ligada aos acontecimentos até surgir a tal "segunda parte", quando a protagonista reencontra uma personagem de (apenas) três anos antes, e me recordei de como, até aí aos 20 anos, havia mundos entre os 15 e os 17, e entre os 17 e os 20, e agora é que é tudo igual, o ter-se 24 ou 25. Já não sei distinguir com que idade aconteceu o quê, porque já não há a escola a balizá-lo.

Perante um livro destes, que aborda uma adolescência semelhante à minha, é inevitável refletirmos sobre as nossas próximas vivências. Foi esse o curioso efeito da segunda parte, efeito esse que só se dissolveu no final. Coisas com que me identifiquei, e que trouxeram a nostalgia dessa década tão delicada:
- O aparelho nos dentes e o bafo metálico;
- Os miúdos a serem cruéis só porque sim, porque parece que temos de nos debater com um mar de gente para alcançar o respeito e o nosso lugar no mundo dos adultos;
- as miúdas giras a darem-se ares;
- o sentir-me à parte, ou que nunca seria parte dos cool, que no fundo eram os que já tinham tirado o aparelho ou tinham dentes naturalmente direitos, os que tinham roupa de marca, os cujos pais os deixavam de carro à porta da escola, ou os que tinham mais dinheiro para o lanche, os que viajavam para longe da cidade, ou mesmo do país, nas férias, os que tinham namorados/namoradas, os que não liam (isso parecia-me "normal"), os que bebiam cerveja à porta da escola, ou que fumavam atrás do pavilhão, etc. (na altura, tudo servia para que a cadeia alimentar sugerisse que uns estavam acima dos outros);
- o crush avassalador para cima de quem a melhor amiga nos empurrava, e que todos sabiam que era a nossa grande paixão, os papelinhos, as cartas de amor, o recortar das fotografias de turma, o discman e as primeiras bandas/artistas que me disseram algo - estávamos em 2001/2002 e era Eminem, Dido, Pink, Linkin Park, Incubus -;
- O ser super preocupada quanto ao meu próprio corpo, bem como a guerra aberta a pelos e ocasionais borbulhas;
- O julgar que os amigos de então seriam os amigos de sempre, ou que o amor de então seria o amor de sempre, porque o tempo passava tããããããão devagar.

Isto é o que mais me marcou no romance da Helena, que ela geriu como uma boa romancista, soltando pontas aqui e unindo-as ali, ao longo de c. 420 páginas em que dei por mim a recordar todos esses rostos, a minha "Marisa das Argolas", a minha "Alice", o meu "Simão", o "Zeca" e os outros todos. Acho que só isto é digno de parabéns, porque, quer nos identifiquemos mais ou menos com um romance, lhe encontremos mais ou menos defeitos de conteúdo, de interesses, etc., NÃO É FÁCIL ESCREVER UM ROMANCE e, digam o que disserem, nem TODA A GENTE CONSEGUE ESCREVER UM ROMANCE, muito menos os que surgem nos tops com nomes inventados por miúdas do secundário. Permitam-me dizer que há autores cujo nome começa por P., termina em F. e o nome do meio começa por C., que nunca escreveram um romance (daquilo que entendo da sua vastíssima obra), e até podem chamar "romance" a textos soltos em que a personagem principal tem o mesmo nome, ou algo do género, mas nós sabemos, cá entre nós, o que é um romance. Um romance é corte e costura, desenvolvimento de personagens, pontas soltas, mudanças, twists, dilemas morais, denúncia social, qualquer coisa que contribua com algo, que seja útil a propósito de algo, que ajude a resolver um bocado do caos geral, não só muitas páginas, mas muita gente e muita complexidade. Nos romances, o "João" apaixonado pela "Maria" tem família, um cão, uma carreira, uma rotina, uma tia vesga e um tio alcóolico, um passado e um presente.

A parte das drogas e do álcool, tão pertinente, levou-me a épocas até recentes, mas sobretudo ao ter-me sempre sentido à parte, alheada da maioria dos jovens ao meu redor, porque via essas coisas - talvez por experiências familiares - com uma seriedade que não lhes via ser atribuídas. Fui-me pondo à parte, fui sempre uma chata, tipo a Isabel. Mas antes uma chata do que alguém que não consegue cumprir-se, e que, por muito que se debata, é incapaz de se resgatar a si mesmo das amarras dos excessos da adolescência, e dela mesma por arrastão.

Sobretudo para um segundo romance, a Helena está de facto de parabéns. Sabem o que vejo? Este livro a ser retomado daqui a dez anos, e a Helena a contar-nos o que foi feito desta gente toda, à medida que ela própria for vivendo e tirando as suas conclusões, fazendo as suas aprendizagens. Fantástico como precisámos de 10 anos para nos vermos em adolescentes, e de mais 10 precisaremos para nos vermos como jovens adultos, e etc., etc. Será que a Isabel voltará, num livro tipo "Mulheres como Nós?", ou "Mães como nós?". Perdoem-me se vos traço o percurso cliché da maioria das senhoras, mas talvez a Isabel não o trilhe, tal como também não sabia bem o que queria fazer aos 17, e voltemos a vê-la fugir do esperado.

Julgo entender que há mais autores que costumam partilhar as playlists dos seus livros no Spotify, ideia que acho fantástica, porque mistura as minhas duas paixões. A Dora Santos Marques já me tinha pedido que partilhasse a do Demência, mas eu sou muito verdinha nestas coisas da tecnologia. No entanto, e num livro tão ligado à música, tal como, lá está, na minha própria adolescência as cantigas insuflavam significado aos momentos, faz todo o sentido que essa playlist exista e nos seja disponibilizada. Way to go, Helena!, ouvi-a durante a leitura, recordei-me de músicas daquelas que conhecemos de ouvido mas cujo artista/nome desconhecia.

Para terminar, acharia crucial levar este livro aos adolescentes, para que entendam que a idade e os problemas que atravessam são relativos, que em breve tudo estará terminado e que o importante, mesmo, é aproveitar cada minutinho dessa época mágica, com a qual passaremos o resto da vida a sonhar e a envergonhar-nos, eheh!
Profile Image for Cláudia.
53 reviews61 followers
June 5, 2019
Acabei e não sei o que dizer, está difícil meter a cabeça e as emoções em ordem depois de um livro assim.
Foi uma viagem, uma viagem pela vida da Isabel, mas acima de tudo uma viagem a minha adolescência, uma viagem às primeiras paixões... foi um turbilhão de emoções!
Impossível não ficar com um carinho especial por algumas personagens, a Isabel, o Simão, o Afonso, a Alice e o Zeca, e até a Marisa e a Lolla.
Adorei todas as referências de livros e músicas e lugares, ver o crescimento das personagens, todas as escolhas e pensamentos em assuntos tão importantes como a droga ou as traições nas relações amorosas.
É um livro importante que deveria ser lido pelos mais jovens, para os fazer sonhar e para perceberem quais as consequências de certas atitudes que tomam por pura estupidez.


Obrigada Helena, e parabéns!! Que seja um sucesso ❤︎
Profile Image for Sofia.
1,038 reviews128 followers
July 30, 2020
Mergulhei nesta leitura com grande expectativa e fiquei desapontada.
Não é bem o meu género de livros, esperava mais algo nas linhas de "A lua de Joana", mas este livro assemelha-se mais a Margarida Rebelo Pinto.
A determinada altura das nossas vidas os triângulos amorosos deixam de ter piada, assim como os clichés - da menina feia e que gosta de ler, sem popularidade na escola mas que mesmo assim consegue que dois tipos jeitosos a amem completamente "tal como ela é e que tenham esperado toda a vida por uma pessoa assim" e estejam dispostos a sair de cena para que ela seja completamente feliz. Desculpem-me, mas as relações não são assim.
Acrescento que não entendo o propósito de algumas partes do livro, como aquele encontro com o Caju, que em nada enriquece a narrativa.
Depois, malta que com 20 anos vive no Chiado (sabendo que o mercado imobiliário é o que é), que gere empresas do pai (sabendo que os sócios de negócios são o que são), pessoal que tem carros e dinheiro com fartura mas mesmo assim precisa de part-times? Hummm...não sei. A minha realidade é outra.
E os meus gostos literários também são outros e talvez este seja o livro ideal de outra pessoa. Para mim, não é a minha "cup of tea".
Para ser justa, vou classificar o livro quanto ao género e não a minha apreciação dele, que seria mais baixa.
Profile Image for Fabi.
482 reviews34 followers
June 25, 2019
Foi o meu primeiro livro da autora e realmente estou super surpreendida. Um livro que me fez ir atrás no tempo e me fez lembrar tantas coisas da minha juventude. Adorei as referências as músicas, bandas, locais que tão bem conheço, enfim gostei de tudo e identifiquei-me tanto com a personagem principal, é tão eu. Recomendo mesmo.
Profile Image for Andreia Nossa.
79 reviews7 followers
June 3, 2019
Imagino que muitas das pessoas que lerem este livro se vão sentir como eu assim que o acabarem de ler: como vou descrever sobre algo que me impactou tanto e me fez desencadear tamanho turbilhão de emoções? Como explicar por palavras a obrigatoriedade de lê-lo às diferentes camadas sociais e às diferentes faixas etárias?

A Helena surpreendeu-me! Bastante! É o primeiro livro que leio dela, e queria fazê-lo sem ter referências, sem expectativas. E para meu jubilo pessoal consegui ler de forma crua e descortinar por mim mesma e pela leitura o livro que tinha à frente, sem pressas e sempre presente! Porque o livro e a escritora merecem-no!

E meus amigos que experiência saudável. Este livro é vida, pura vida! É um livro descomplicado, acessível e cristalino, assim como era muita coisa no ano em que decorre. Sentíamos tudo à flor da pele, com emoção, e não através de um ecrã cheio de filtros e enganos. Sinto que voltei à minha adolescência, que revivi aquele amor platónico que se concretizou mais tarde e se revelou fruto de uma imaginação inocente. Ai a inocência, onde está ela nos dias de hoje?

Este livro marca-nos por vários motivos, porque nos remete a um tempo longínquo que nos tele-transporta para uma época saudosista, porque recorda-nos da importância da inocência e das experiências pelas quais passamos, sejam elas boas ou más, e do fundamental que é ter valores e respeito pelos outros. Faz-nos perceber que o passado é importante, que as atitudes que tomamos têm as suas consequências e que as feridas que possam advir daí levam o seu tempo a sarar e está tudo bem.

A leitura é fluída, a escrita inteligível e coerente, a construção e o desenvolvimento das personagens (e que personagens!) é muito bem elaborado, a divisão de capítulos muito bem pensada! Não há qualquer possibilidade de não gostarmos sequer de uma personagem, todas ansiosas por viver, por partilhar, por crescer! Ficamos sempre com o gostinho de querer saber mais e mais, mas acabamos o livro com uma sensação de paz, como se estivéssemos na pele da personagem principal e que realmente tudo correu como devido e nada mais haveria a fazer. É o final perfeito.

Enquanto se lê, consoante a vivência de cada um, é-nos oferecida a sensação de fazer parte do núcleo, da raiz da mensagem. Que bom que é termos a nossa individualidade e autenticidade e mesmo assim não deixarmos de pertencer e de nos identificarmos ao Raparigas como nós! Porque é isso que nós somos, raparigas como nós, só que cada uma à sua maneira.

Como outrora houve a Lua de Joana ou os Filhos da droga, agora há o Raparigas como nós, sem tirar nem pôr! Pais, leiam, e ofereçam aos vossos filhos, "debatam-no" em conjunto, pois este será o plano de leitura essencial não na escola mas dentro de casa, onde os ensinamentos começam!



Profile Image for Carolina Galrão.
49 reviews24 followers
June 7, 2019
Um livro incrível e que toda a gente devia ler!!!

Um livro que me fez rir, chorar e relembrar tão tão bem a minha adolescência. É impossível não nos identificarmos com alguma personagem e identificar os que estão à nossa volta com as outras!

Um livro que está maravilhosamente bem escrito e que nos deixa agarrados a ele desde o primeiro momento! Juro que estava a ler e sentia que estava a ler sobre a minha vida e dos meus amigos, a reviver momentos de que já nem me lembrava!

Este livro tornou-se facilmente um dos meus preferidos de sempre! Já o anterior da autora me tinha agradado imenso, mas este é ainda mais especial. A autora tem uma forma tão própria de escrever sobre a adolescência que é impossível não nos apaixonarmos imediatamente!
Profile Image for Carolina Guimarães.
186 reviews62 followers
April 10, 2020
Fico sempre um bocadinho "chateada" quando percebo que a minha opinião não se enquadra com a da maioria - não na vida em geral (aí, estou-me a borrifar) mas nos livros o caso é diferente. Quando uma massa grande de pessoas diz uma coisa e uma ou outra ovelhas ronhosas entendem dizer o contrário, a probabilidade é que sejam as ovelhinhas que estão erradas.
Neste caso, a esmagadora maioria das reviews que li era positivas - muito positivas. Já me haviam falado do livro, vi-o à venda, gostei muito da capa chamativa e, ainda por cima, era assinado por uma escritora portuguesa. Tinha tudo para correr bem.
Mas a verdade é que eu não sou uma rapariga como as "Raparigas como Nós". Acho que o segredo do sucesso da obra foi o facto dos leitores se identificarem, de reviverem na Isabel (a personagem principal) e nas suas experiências a sua própria adolescência. Amores, desamores, drogas, amigos, outros que deixam de o ser, grupinhos, os populares e os "feios"... enfim, o normal. Talvez por eu ter tido uma adolescência muito pacífica e um tanto anormal (muito fora dos círculos comuns, com muito poucos amigos - e em particular sem uma melhor amiga, tal como a Isabel tem a Alice -, e com opiniões demasiado fortes que não me permitiam "entrar" em grupos), este livro disse-me pouco.
Tem 420 páginas e sinto que a história podia ser contada, com a mesma riqueza e informação, em 350. A parte II do livro, com cerca de 70 páginas, foi para mim altamente maçadora - aquelas descrições sem fim de um amor platónico e parvo de miúdos tirou-me a paciência e li muitas das páginas na diagonal, retendo apenas o que me pareceu útil. Confesso que a personagem principal também não me apaixonou inicialmente, mas fui gradualmente gostando dela - e, acima de tudo, do facto de se manter firme nas suas convicções (confesso que achei que ia vacilar). Foi subindo, à medida que as páginas iam passando, na minha consideração. E isso, para mim, é o melhor do livro -a par do lado moral que transporta consigo e que nos pode ensinar algo, principalmente se formos mais novos.
Também por ter lido algumas reviews consegui antever com facilidade o fim do livro - e, talvez por si, fiquei longe de me sentir despedaçada, como muita gente diz ter-se sentido. Sinto que conheço aquela história, é uma realidade algo próxima, e o final pareceu-me óbvio. Triste, mas feliz ao mesmo tempo.
Do livro retenho duas lições importantes: 1) projetamos muitas vezes os nossos sonhos e fantasias nas pessoas com quem estamos quando elas não correspondem necessariamente à realidade, acabando com relações que até podiam dar certo se não houvesse essa dose de expectativas; 2) há o primeiro amor e depois há o amor de uma vida - e eles não são necessariamente coincidentes.
Não adorei o livro - longe disso - mas acho que Helena Magalhães pode vir a dar cartas. Continuarei atenta.
Profile Image for Raquel Silva.
222 reviews18 followers
July 4, 2019
Uma leitura tão boa, fez-me relembrar a minha adolescência, os amores e os desamores. Para além de que adorei as referências musicais e a referência a minha cantora preferida, Alanis Morissette. E quero que a minha filha adolescente leia o livro para comentarmos as duas em vídeo. Será interessante ver as diferenças de uma adolescência com redes sociais e outra não.

Quero dar os parabéns à Helena por ter escrito um livro tão bom para adultos e para adolescentes. Fazia falta no panorama literário português um livro assim.

Opinião completa no blog: https://sohappywithless.com/2019/07/o...
Profile Image for Sofialibrary.
315 reviews296 followers
June 8, 2019
Que leitura e que viagem a Helena me conseguiu proporcionar ❤️ é um livro muito bem escrito, muito bem pensado, estruturado, de leitura muito fluída e principalmente com uma mensagem importante.
Não é nada fácil transmitir em poucas linhas tudo o que o livro me passou mas passou MUITO, acho que posso dizer que é um livro referência de uma geração, com tudo o que isso possa implicar nomeadamente, as musicas, os locais, os clichês e principalmente as vivências.

A Isabel, a personagem principal, teve uma adolescência como todas nós, perdidamente apaixonada, não correspondida, aquelas paixões cheias de recadinhos, suspiros que só uma geração sem redes sociais consegue perceber e onde me identifiquei com tanta coisa, as Férias em Santo André, o festival do Sudoeste, a loja do Velho na baixa, os Ténis plataformas, as Miúdas das argolas, o All my life que não ouvia há anos, os The Corrs, a Lene Marlin, os Take That e tantos tantos outros.
Tantos guilty pleasures de uma rapariga normal, que afinal são de tantas outras, de outras Raparigas Como Nós.
Li o livro ao som da playlist que a Helena cuidadosamente escolheu e acreditem que para mim fez toda a diferença. Obrigada Helena pelo teu cuidado, muito obrigada Helena por este livro. ❤️ A última nota vai para a capa. Que bom que era se todas as capas fossem mais coloridas e menos aborrecidas.
Profile Image for Mafi.
1,202 reviews249 followers
July 28, 2019
É um 4,5 muito grande e arredondado para as 5.

Provavelmente o melhor livro YA escrito em Português. A autora escreve mesmo muito bem, está no mesmo patamar de tantas autoras YA lá de fora. A capa é maravilhosa.

Mesmo sendo um livro grande (normalmente os livros deste género andam pelas 300 páginas) não achei que houvesse palha, a escrita é muito fluída. Li o livro em 2 dias. Revi-me totalmente na protagonista, eu também era bastante inocente e ingénua aos 14 anos. Hoje em dia é que já são todas muito ''prá frentex''.

Fiquei agora muito curiosa para ler o outro livro da autora: ''Diz-lhe que não''.
Profile Image for João Carlos Filho.
7 reviews6 followers
August 3, 2020
Este é daqueles que mostra o que vale logo nas primeiras frases. Li 22 páginas e cada uma foi tempo perdido. Não é sequer literatura, antes uma espécie de livro dos Cinco para adultos. Estereotipado, paupérrimo na forma como prescinde das possibilidades da Língua para nos servir mais do mesmo e encher expositores de supermercado e salas de espera de cabeleireiros. O mercado editorial português traça bem o retrato do país em que vivemos. Lê-se pouco, dramaticamente pouco, e compreende-se que quem vende livros se agarre a estas chagafreitices para sobreviver. É o efeito Cristina Ferreira numa versão de literatura pimba.
Profile Image for Lili ✨.
4 reviews6 followers
September 9, 2020
Não consegui terminar porque é demasiado péssimo. Nem a curiosidade ganhou para ver qual seria a próxima coisa péssima que iria aparecer. Está uma escrita incoerente e pretensiosa que pessoalmente odeio. Os clichés no geral nesta obra são MAUS, podiam sempre ter um twist, mas não. Isto vai ser longo, peço desculpa tive algum tempo livre.

Uma das coisas que mais me irritou foram as miúdas de 17 anos que pensam que são umas adultas todas loucas a viver a night, mas falam como se um homem de meia-idade estivesse a tentar escrever um diálogo entre jovens mulheres (uma das várias incoerências). Têm nostalgia por coisas que lhes aconteceram com 14 anos, ou seja, 3 anos antes de onde inicia a ação. Amores com miúdos mais velhos, que ligeiramente me incomoda. Porque é que miúdos de 17/18 se envolvem com meninas de 14? E depois quando as mesmas têm 17 andam com jovens de 20 ou mais. E queixam-se que também são tão imaturos como os das idades delas lol

A personagem principal é o pior tipo de personagem. A sua caracterização é baseada na ideia "nÃo sOu cOMO As oUtrAs rApAriGAs". Ainda por cima isto chama-se "Raparigas como nós", por favor, só se isto tiver o público-alvo raparigas que odeiam raparigas.
Constantemente relata a sua aparência e como não se revê na marioria das raparigas à sua volta. Somos todas diferentes, é verdade, não é necessário é estar sempre a dizê-lo. Irrita-me profundamente que isso seja uma traço da sua personalidade, odiar modas e outros hobbies, só porque não são tão intelectuais como os seus, ou porque as outras fazem coisas e agem de outra forma, pois são todas umas p*tas e ela não. Se usas argolas estás f*dida, a Isabel não irá gostar de ti. Claro que uma personagem pode ter os seus defeitos e falar das suas preferências, mas neste caso parece uma militante da sua própria pessoa, "eu sou assim e as outras são assado e por isso eu sou melhor", é muito disto.

Sei que isto se passa em 2004, muitas coisas lembram-me os Morangos com Açúcar e outras novelas com jovens dessa altura. Betas ricas a passear no chiado e a dizer coisas xenófobas como "Lisboa que é cada vez mais dos outros do que nossa". Já percebemos Isabel, és de Cascais.

Não consegui passar para além de quando a Isabel reconeta com o Simão, paixoneta de infância. Por isso, não sei como esta grande obra termina, mas consigo imaginar. Estava sempre à espera que a personagem não fosse tão pretensiosa, que algo menos cliché lhe acontecesse, mas não.
O diálogo irritava-me imenso e juro que pensei que uma pessoa muito mais velha tivesse escrito isto, porque o diálogo entre os jovens é qualquer coisa... estão a ver uma novela de horário nobre? Algo dentro desse estilo.

Enfim, não leiam. Ou leiam e partilhem com os vossos amigos os tesourinhos que isto tem, usem como um exemplo a não seguir para os vossos amigos que estão a pensar em ser autores.
Profile Image for Elisa Santos.
394 reviews1 follower
June 12, 2023
Uma viagem pelo mundo das nossas memorias de adolescência.
Todos conhecemos a Isabel, a Alice, O Simão, o Afonso, o Zeca e até a infame Marisa das argolas. Só que conhecemos na nossa cidade - no meu caso pequena- com outros nomes e outras histórias de vida. Mas as mesmas personalidades e acontecimentos.

Um livro leve com mensagens muito positivas e empoderadoras, em que o facto de estarmos a ler um Young Adult não é sinónimo de um livro vazio e fofinho. Sim, tem momentos fofinhos e momentos em que a garganta aperta de emoção.

Ah e a banda sonora associada a este livro? Puro prazer! Embora a Isabel não goste dos Nirvana....

Aconselho aos adolescentes e aos adultos. Porque atrás de adolescentes perfeitos/certinhos/obedientes há toda uma outra perspetiva.
Profile Image for Maria Lavrador.
510 reviews33 followers
October 30, 2019
Confesso que estive indecisa na pontuação que deveria dar a este livro. Ficaria nas 3,5 estrelas talvez. Se por um lado gostei de ler algo que até poderia ter tido com a minha adolescência (mas por acaso até nem teve...) achei que o patinho feio, na vida real, nunca fica com a sua paixão. E que tipo de pai deixam os filhos adolescentes de 16/17 anos, dormirem em casa dos namorados, assim com tanta facilidade? Ok, é um livro mas achei que tinha uma visão cor de rosa demais e que o livro é um pouco grande demais para a história que se quer contar
Profile Image for Maria.
1,035 reviews112 followers
July 10, 2019
Raparigas como Nós é uma viagem ao final dos anos 90, à adolescência de Isabel e Simão, jovens a frequentar o 9.º ano, mas que muito bem podíamos ser nós, miúdos nascidos nos finais dos anos 70, inícios de 80.
O tempo não mudou assim tanto, porque me identifiquei com quase tudo o que li. Fui adolescente em meados de 90, pelo que em 99, altura em que se passa parte da história, já estava na faculdade, mas revi-me tanto com a história destas personagens!

Confesso que a minha vida e a das minhas amigas não era tão atribulada com a de Alice e da Isabel, mas a fase dos namoricos, das tentativas de saídas à noite, das músicas que nos deixavam loucas fazem parte do meu passado, que recordo imensas vezes.


As amigas continuam as mesmas. E as conversas quando estamos juntas fogem muitas vezes para essas alturas em que nos apaixonávamos por rapazes que não estavam nem aí para nós, muitos deles só queriam saber da bola, ou pelo melhor amigo, que fez com que a nossa amizade ficasse abalada.

Drogas, felizmente nunca houve no nosso círculo de amigos, mas todos sabíamos o que é que o grupo dos fixes ir fazer para trás da escola. Nós éramos mais danças e cantorias e pouco mais.

"Nunca quis passar o tempo a ler sobre pessoas que não existem, mas que de alguma forma têm uma mensagem altamente relevante para nós, algo que vai mudar a nossa vida." pag. 43

Mas voltemos ao livro. Vamos acompanhar a Isabel, em duas fases distintas: aos 14 e aos 17 anos. Começamos por conhecer Isabel quase a entrar na idade adulta. Adepta de festas, mas não de rapazes petulantes e betos, Isabel vê-se numa discoteca da moda, cheia de pessoas que não lhe interessam minimamente. A amizade fala mais alto e, a pedido da amiga Alice, acaba por lhe fazer a vontade e ir com ela para uma festa numa discoteca, juntamente com o namorada dela, que detesta, e dos amigos deste, quais fotocópias autênticas.


Opinião completa em: https://marcadordelivros.blogspot.com...
Profile Image for Fátima Filipa (Mimodoslivros).
339 reviews32 followers
June 20, 2020
Mais uma leitura terminada desta vez um YA , um livro que fez-me relembrar alguns aspectos da minha adolescência e me fez muitas vezes sorrir ao relembrar um tempo de ingenuidade, de acreditar que podemos tudo e somos os maiores.
Não esquecendo claro os namoricos e as paixonetas platonicas que encontramos nos rapazes mais absurdos .😂😂😂.
A personagem principal deste livro é a Isabel, e vai relatar-nos a sua adolescência entre 14-17 anos vamos conhecer o Simão, o Afonso ,a Alice(a sua melhor amiga), o Ventura, o Zeca e até uma Marisa das argolas .
Neste livro encontram uma diversidade de dilemas pelos quais jovens desta idade passam,é um livro para adolescentes e para muitos pais de adolescentes lerem como em certas situações não teêm os filhos prefeitos que pensam.
A minha adolescência foi mais calma mas cada vez mais a adolescência atual revê -se neste livro.
Profile Image for Lénia.
Author 6 books764 followers
June 28, 2019
Nota prévia: eu sigo a Helena no Instagram, gosto imenso do conteúdo que ela produz e fui ficando mais e mais curiosa com o livro que ela ia lançar. Assim que soube que era um YA quis muito não gostar do livro. Não me entendam mal: YA não é de todo o meu género literário preferido. E achei que ia ser mais uma xaropada teen, sem profundidade nenhuma, só para perder tempo e encher chouriços. Achei que podia ser mais um daqueles livros manhosos, que tanto se editam por cá, que são básicos e ocos e onde nada vale a pena. Como estava errada...!!

Peguei no livro, pus a tocar a banda sonora que a Helena preparou para acompanhar a leitura dele (e que ideia GENIAL, senhores!!) e entrei na história.

Para começar, o português da Helena é perfeito. A escrita é escorreita e fluida, não há palha desnecessária. De repente, estou em 1999, sou uma miúda e aquilo podia ser a minha história. Foi uma viagem maravilhosa!

As personagens estão muitíssimo bem construídas, são multi-dimensionais e têm sumo, que é coisa que nem todos os autores conseguem criar. A história em si não é rasa, tem segmentos e recantos e foi maravilhoso descobrir cada detalhe.

Fui surpreendida por este livro de uma forma que não esperava. De tal maneira que já pus uma série de pessoas a lê-lo depois de mim, porque é impossível não aconselhar um livro que é, ao mesmo tempo, maravilhoso e facílimo de ler.

Helena, obrigada, mais uma vez, por estes dias em que me fizeste perder entre o Estoril e Lisboa, em que me levaste a um passado já longínquo para mim e em que quase me fizeste ter saudades da minha própria adolescência. Mereces todo o reconhecimento e sucesso do mundo!
Profile Image for Margarida.
163 reviews12 followers
June 6, 2024
Desde o ano passado que andava a querer ler um livro da Helena e agora que chegou finalmente a hora, já só quero todos os livros dela.

Tal como todos nós tivemos adolescências diferentes, Isabel conta a sua própria experiência. Uma adolescência passada nas praias de Cascais, envolta de boas e más companhias, amores e desamores e muitas amizades.

Este livro fez-me ligar imenso às personagens por estar tão focado nos sentimentos delas. É uma viagem aos tempos de adolescência, aos primeiros amores e à intensidade das amizades entre Cascais, Lisboa e Madrid.

Adorei a escrita da Helena, a leitura foi fluida e a divisão da história em cinco partes fez todo o sentido para mostrar as diferentes fases de vida da Isabel.
Profile Image for Cláudia.
434 reviews38 followers
June 10, 2021
A capa bonita, o título apelativo e as reviews positivas sobre a obra fizeram-me pegar neste livro (ebook, no caso) e acreditar que ia ler uma das melhores histórias nostálgicas da minha vida. Infelizmente não foi o caso, e deparei-me com uma leitura contrariada que só finalizei porque não gosto de deixar livros a meio.
A história é básica, com temáticas que todos vivemos em adolescentes mas que não adicionam nada a história. Não preciso de trinta páginas sobre a papelaria onde compram gomas e olham para os rapazes mais velhos como se fossem deuses gregos. Não preciso de um livro que me leva a acreditar que a mulher é a personagem principal, mas a história só se foca no Simão/Afonso e como as separações deixam a personagem sem chão. Não me interpretem mal, já tive a minha quota parte de desilusões amorosas, mas sinto que a nossa adolescência é muito mais que romances tontos que nos arrebatam o coração. O que prometeu ser uma viagem simpática aos meus dias de adolescência tornou-se num revirar de olhos constante.
Fiquei com muita pena de ter esta opinião, sinceramente. A escrita da Helena é muito boa e é óbvio o seu jeito para contar histórias. Talvez a próxima seja melhor...
Displaying 1 - 30 of 493 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.