Agora na sua penúltima lombada, o Esquadrão Suicida se tornou um grupo de mercenários. Alguém tem uma missão, alguém paga um milhão e sai da frente.
Parece simples, né?
Claro que vai dar merda.
A primeira história é sobre o legado do Rick Flagg e tenta ligar alguns acontecimentos do Esquadrão original às histórias atuais e tem zumbis. Apesar dos zumbis, é bem meia-boca.
Depois temos a história que dá nome ao volume e coloca os protagonistas de ação americanos contra o grande inimigo da época, o comunismo. Porém estamos falando do comunista raiz; que sabe a letra da Internacional, só usa roupas militares, marcha na praça vermelha, dobra aço com as mãos, não tem medo dos "malditos americanos e seu capitalismo porco". Ah, e Yakuzas, porque tudo fica melhor com ninjas.
Todos os planos dos nossos "heróis" dão errado e vão por água abaixo na primeira oportunidade numa daquelas clássicas histórias que misturam filmes de ação do Braddock matando comunas em alguma selva do Camboja com filmes de trapaça em que todo mundo engana todo mundo. Honestamente, não é uma história tão boa assim, mas é bem divertida e tem uma pegada de tensão por todas as 5 ou 6 edições.
A última história é a parte 19 do evento Guerra dos Deuses que, presumivelmente, envolve a Mulher Maravilha, um daqueles eventos da DC que, nem na época, ninguém leu.
Além de tudo isso, o Ostrander adiciona mais camadas ao grande personagem do Esquadrão, o Pistoleiro que teve sua bagagem roubada na última edição e tem alguém utilizando seu uniforme para matar bandidos por aí. Sério, dia que o King quiser outro Eisner, escreve sobre o Pistoleiro e o Bumerangue numa road trip pela América e seus traumas, não tem erro.
No geral as histórias são bem divertidas, mas a arte fica devendo muito e isso me incomodou bastante, mas faz parte.
Estamos chegando no final, tá na cara que o grande momento do Esquadrão já passou, mas tá se encaminhando para um final digno.