Vestido em seu terno branco, Ele surge para encantar e, após a noite de aventura, retorna nos braços da nascente. O que nunca nos perguntamos é o que acontece depois dessa noite... O que acontece com aquelas que ele visita? O que aconteceu com a jovem moça em sua viagem para o norte do Brasil durante as festas de São João? Em sua homenagem ao dia do Folclore, o autor L. J. Lunewalker apresenta sua versão do pós-lenda em um conto embalado pela canção de cirandas que nos lembram que o Boto não dorme no fundo do rio... Ele apenas aguarda.
São dois contos que se complementam, de algumas formas, e fazem isso muito bem. O primeiro (meu favorito) nos apresenta a uma outra visão da lenda do boto-cor-de-rosa, totalmente obscura e macabra que me deixou bem enjoada kkkkk não recomendo ler enquanto come, mas é muito bem feita. Somos inseridos na mente, nas dores e na vivência da protagonista de uma forma crua e intensa, o que contribui demais pra experiência de leitura. O segundo conto é um pouco mais tocante; não identifiquei a lenda na qual ele se baseia (se é que tem alguma, pode ser que não), porém aborda a vivência de pessoas em situação de rua da mesma forma crua e intensa que o primeiro conto e isso machuca. Mas o final dá um gostinho bom kkkkk Recomendo aos leitores que gostam de terror e um pouco de gore.
Eu sou e sempre fui apaixonada pelo folclore brasileiro. A época das festas de São João também são super maravilhosas. A maneira com que esse conto nos apresenta uma das lendas mais interessantes é fantástica. Eu sempre gostei de ler lendas urbanas e adorei essa junção. Obrigada ao Luigi pela oportunidade de conhecer a sua visão de um dos personagens mais famosos do Brasil. Obrigada pela oportunidade de conhecer seus personagens, sua escrita e fazer parte da sua historia assim como você está fazendo da minha
Já conhecia a escrita de Luigi desde os contos desenterrados e sempre me surpreendo com a sutileza de sua escrita, nos prendendo nos emaranhados da narrativa e aumentando a tensão e o terror que percorre todo o seu texto.
Eu particularmente não tenho muito medo de gravidez, mas pude sentir o horror de todo o conto, o desespero da protagonista e, mais do que isso, eu amei a representação do folclore brasileiro nesse continho curto.
Já conhecia a escrita de Luigi desde os contos desenterrados e sempre me surpreendo com a sutileza de sua escrita, nos prendendo nos emaranhados da narrativa e aumentando a tensão e o terror que percorre todo o seu texto.
Eu particularmente não tenho muito medo de gravidez, mas pude sentir o horror de todo o conto, o desespero da protagonista e, mais do que isso, eu amei a representação do folclore brasileiro nesse continho curto.
um conto muito bem explorado abordando uma lenda do folclore nacional, sendo uma releitura do boto cor-de-rosa, uma obra bem conectada, gostosinha, inclusive tendo uma pitada de terror no enredo, inclusive tendo momentos de tensão!