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Utopia : mitos e formas

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ENTRÁMOS na década de 90, a década do milénio. Com um desejo: o da celebração da mudança, no bom sentido dos mitos memorizados, desde o paraíso terreal da Bíblia e da cidade justa de Platão, passando pela Utopia de Thomas More ou a Cidade do Sol de Campanella, até à rêverie idílica da Ilha de Aldous Huxley. Voltamos a sonhar, nesta viragem dos tempos, com um mundo mais perfeito.
O ACARTE, pela mão da sua directora, Madalena de Azeredo Perdigão, ocupou-se com o maior empenhamento deste colóquio cujas Actas agora se divulgam. Por uma simples razão, soube ver nele o que ele era: um projecto europeu, envolvendo especialistas de 10 Universidades e representando aquele verdadeiro amor à ciência e à cultura-ao trabalho criativo na sua dimensão mais ampla-que no ACARTE, como no centro que dirijo, sempre se valorizou.
Tal obra não é fruto do acaso. Resulta dos esforços continuados da década de 80, uma década feliz em muitos dos seus aspectos.
Possa a criação, no seu largo sentido artístico e cientifico, neste momento em que os homens tanto lutam pela sua dignidade, não a vir a perder nunca a favor de ilusórios conceitos de progresso. Sem cultura não há progresso.
Foi sempre esse o significado profundo das iniciativas do ACARTE, pela mão da sua directora. E é também esse o objectivo do Gabinete de Estudos de Simbologia nas actividades que tem desenvolvido, com o apoio generoso da Fundação Gulbenkian.
O colóquio sobre a Utopia é dedicado à memória de Madalena de Azeredo Perdigão. Podemos dizer que o acompanhou até ao último momento da sua vida. Uma vida que nos deve servir de exemplo: modelou-se na esperança e no horizonte claro do futuro. É por isso que hoje aqui estamos reunidos, prestando-lhe a modesta homenagem do que foi o nosso trabalho.


YVETTE CENTENO

Paperback

Published January 1, 1990

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About the author

Yvette K. Centeno

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YVETTE KACE CENTENO nasceu em Lisboa, em 1940, de família de origem germano-polaca. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1963, tendo começado a leccionar como assistente na mesma faculdade no ano seguinte. Em 1974, passa a leccionar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi professora catedrática na área de Literatura Comparada e Coordenadora do Departamento de Estudos Alemães. Fundou e dirigiu o Gabinete de Estudos de Simbologia, assim como um núcleo de estudos 'Teatro e Sociedade'.

O teatro tem constituído para Yvette Centeno uma constante desde a juventude. Foi co-fundadora do CITAC, um dos mais importantes grupos de teatro universitário, de Coimbra. Desde então, para além da escrita para teatro, acompanha a actividade teatral do país, tendo sido convidada para o Conselho de Teatro (1987) e nomeada directora do I Festival Internacional de Teatro (Lisboa, 1991). É Directora do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian.

Tem desempenhado cargos como consultora e comissária em várias iniciativas governamentais e de âmbito cultural , nomeadamente na Comissão de Qualidade do Cinema; Comissão Executiva da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura; Comissão para as Comemorações do Cinquentenário da morte de Fernando Pessoa (em Londres); Grupo de peritos da Comissão das Comunidades Europeias para a tradução de obras literárias contemporâneas; Conselho Cultural da Fundação Culturgest, etc.

A sua obra, para além da poesia, do teatro e da narrativa — onde se destaca o tríptico constituído por Quem, se eu gritar?, Não Só Quem Nos Odeia e As Palavras, Que Pena, romances reunidos no volume Três Histórias de Amor —, conta com um considerável volume de ensaios. A unir todas as facetas desta obra, uma incursão pelos domínios do simbólico, que constitui um campo de investigação à volta do qual se tem estruturado, de uma forma ou de outra, o seu trabalho: a busca incessante da palavra que ligue, que una, que faça comunicar, as pessoas, as realidades, os mistérios. Na obra ensaística, destacam-se as várias obras sobre aspectos da vida e da poesia de Fernando Pessoa.

É autora de traduções para português de obras de, entre outros, Stendhal, Goethe, Shakespeare, Brecht, Celan e René Char.

É Chevalier dans l'Ordre des Palmes Académiques por decreto do Primeiro Ministro Francês (1997) e foi condecorada com a Verdienstkreuz 1. Klasse, atribuída pelo Presidente da República Federal da Alemanha (1994).

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