Uma revolução sem sangue? O que aconteceu na sede da PIDE no 25 de Abril? Qual o destino dos agentes da polícia política do Estado Novo?
Terá sido a Revolução dos Cravos tão branda e pacífica como se diz? O que aconteceu na da PIDE, em Lisboa, no 25 de Abril de 74? Que destino tiveram os agentes da polícia política do Estado Novo? Toda a história no novo livro de António Araújo, um dos grandes especialistas da historiografia contemporânea.
O sangrento assalto à sede da PIDE no 25 de Abril, a «caça aos pides» nas ruas de Lisboa, a espectacular fuga da prisão de Alcoentre no «Verão Quente» de 1975. Enquanto isso, os principais responsáveis políticos do anterior regime abandonavam o país sem prisões nem julgamentos, o que, entre outros factores, condicionou decisivamente o destino a dar aos funcionários e agentes da polícia política do Estado Novo. Viagem por um passado que ainda é presente.
ANTÓNIO CARLOS CANDEIAS DE ARAÚJO nasceu em Lisboa em 1966. Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Doutor em História Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, onde apresentou a tese A oposição católica no marcelismo: o caso da Capela do Rato. Exerce funções docentes na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Assessor do Tribunal Constitucional, desempenha actualmente funções de consultor para os Assuntos Políticos do Presidente da República, desde 2006. Autor de vários livros e artigos no domínio da Ciência Política, do Direito Constitucional e da História Contemporânea. É ainda administrador executivo e representante da Fundação Francisco Manuel dos Santos na Direcção do Centro Português de Fundações.
Como filha da liberdade, a minha ignorância do período imediatamente após o 25 de abril de 1974 é muita, quer por não ter vivido a época, quer por força de nunca, na escola, ter falado sobre tal temática. Desde há uns anos, de forma pouco regular, mas ainda assim apaixonada, tenho tentado aprender mais sobre esse período, sobretudo sobre o PREC. Neste contexto de interesses, o Morte à Pide é uma obra excelente, que, além de traçar um quadro bastante completo relativamente à atuação perante os agentes e informadores da Pide depois da revolução, foca pontos que permitem analisar a questão de perspectivas que, pessoalmente, nunca tinha analisado (designadamente a dicotomia Pide na metrópole e Pide nas ex-colónias). Um livro excelente, que se lê de uma assentada.