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Ensaios da Fundação #40

A Identidade Cultural Europeia

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A história da Europa não é linear e também não o é a sua identidade possível. Entre contradições e conflitos, dúvidas e colapsos, inquietações e incertezas, realizações e descobertas, uma certa necessidade de transcendente que é sentida pelas sociedades tem evoluído em duas direcções: por um lado, um aumento do laicismo, sobretudo à medida que a ciência e a técnica vão proporcionando um mais completo conhecimento do Universo e do mundo, e portanto diminuindo o papel das explicações que remetiam muitos fenómenos considerados inexplicáveis para o foro do divino, e, por outro lado, na proporção do aumento dos individualismos e dos egoísmos colectivos ou individuais.

90 pages, Paperback

First published December 1, 2013

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About the author

Vasco Graça Moura

147 books40 followers
VASCO GRAÇA MOURA nasceu no a 3 de Janeiro de 1942. Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Universidade de Lisboa, exerceu advocacia entre 1966 e 1983. Eleito deputado à Assembleia Constituinte de 1975 pelo PPD, não exerceu o seu mandato, tendo sido Secretário de Estado da Segurança Social do IV Governo Provisório (1975) e Secretário de Estado dos Retornados do VI Governo Provisório (1975). Posteriormente, foi Director de Programas da RTP (1978), Administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1979-1989), Comissário-Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1989-1995) e Director do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian (1996-1999), Deputado ao Parlamento Europeu (1999-2009), pelo PSD, e Presidente da Fundação Centro Cultural de Belém (2012-2014). Em Julho de 2008, foi eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. A sua obra abrange poesia, ficção, ensaio e outros textos. Na poesia, destacam-se Modo Mudando (1963), O Mês de Dezembro e Outros Poemas (1976), A Sombra das Figuras (1985), Os Últimos Cantos de Amor (1988), Sonetos Familiares (1994), Uma Carta no Inverno (1997), Testamento de VGM (2001), Antologia dos Sessenta Anos (2002) e Os nossos tristes assuntos (2006). Na ficção, publicou Quatro Últimas Canções (1987), Partida de Sofonisba às seis e doze da manhã (1993), A Morte de Ninguém (1998), Meu Amor, Era de Noite (2001) e Enigma de Zulmira (2002). A sua produção ensaística inclui Luís de Camões: Alguns Desafios (1980), Camões e a Divina Proporção (1985) e Sobre Camões, Gândavo e Outras Personagens (2000). Publicou ainda Circunstâncias Vividas (1995) e Contra Bernardo Soares e Outras Observações (1999). Traduziu para português: Fedra, Andrómaca e Berenice, de Racine; O Cid, de Corneille; A Divina Comédia, de Dante; Cyrano de Bergerac, de Edmond de Rostand; O Misantropo, de Molière; e Sonetos, de Shakespeare. Recebeu inúmeros prémios de onde se destaca o Prémio Gulbenkian de Tradução (1978), Prémio Pessoa (1995), Prémio Eça de Queiroz (1997), a Coroa de Ouro do Festival de Struga (2004), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB (2004) e o Prémio Nacional de Tradução (2007). Faleceu em Lisboa, a 27 de Abril de 2014.

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Profile Image for Luís.
2,527 reviews1,666 followers
July 6, 2020
The book "The European Cultural Identity" is published at a time when it is alluded to, without defining or drawing its outlines. According to the conveniences, the "European identity" is Democracy or the Social State, Christianity or Human Rights, the Lights or Romanticism. Or all of that. But when one looks carefully, one realizes that it is much more, that it evolves, that it is contradictory, that includes esteemed and recognized universal values, but also realities that are the opposite. And that will be one of the merits of this book: to show that European cultural identity is an unfinished subject, a phenomenon in the making and a constant movement.
It is also clear what Vasco Graça Moura means: it is difficult or perhaps even impossible to define and establish European cultural identity, but where it is, it is soon recognized; whoever sees it, realizes it. In other words, no one defines it, but everyone does.
In this regard, one of the last chapters entitled "European identity, self-reflection and self-questioning" is a masterpiece, a condensation of the evolution of more than 2000 years of European history, from ideas, values ​​and Art! It is an excellent helper in this attempt to distinguish European identity, without defining it.

Source: http://o-jacaranda.blogspot.com/2013/...
Profile Image for Dom Nuno.
211 reviews6 followers
February 15, 2018
Um opúsculo que merece ser lido por todos quantos se interessam pela questão da identidade nacional e europeia.
Conciso mas completo, com inúmeras referências que devem (deveriam?) ser familiares a toda a nossa sociedade europeia.
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