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Todos os Dias São Meus (PLANETA PORTUGAL)

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É suposto as porteiras verem, ouvirem e saberem tudo. Mas a protagonista deste romance, pelos vistos, foge à regra. Quando uma jovem solitária é assassinada no elevador do prédio onde vive, a porteira, que tem um cão bulímico, suspeita imedia-tamente dos «cranianos» que afinal são moldavos. A polícia vai provar que estava enganada. E interrogar todos os moradores: o engenheiro divorciado que enche a casa de mulheres, a namorada artista que inventa coreografias sexuais à Nove semanas e meia, os dois gémeos que passam as noites a brincar com o elevador ou o solitário jovem do Norte que veio à cidade vender óculos. Um thriller surpreendente e de ir às lágrimas.


Um livro cheio de inteligência e humor que explora os tiques e as vicissitudes de personagens que todos reconhecemos do prédio, do local de trabalho ou até mesmo das nossas amizades.

Kindle Edition

First published April 1, 2012

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About the author

Ana Saragoça

10 books13 followers
Ana Saragoça, filha dos anos sessenta, de um pai terno e de uma mãe extremosa que não deixa os créditos por mãos alheias, cresceu, tal como a irmã, limpinha e asseada, bem-educada, bem alimentada e agasalhada e (sempre!) bem comportada, apesar de um forte pendor para a irreverência que se lhe adivinha desde as primeiras linhas deste livro e se aposta que existe naquela cabeça desde os primeiros anos de vida. Terá, pois, dado à mãe fortes razões para coleccionar «pérolas» suficientes para um colar com várias voltas e, agora, passa a herança à filha pré-adolescente e ao filho, já adolescente, com quem vive, em Lisboa. Embora por vezes tenha melhores resultados (como todas as mães sabem) a falar para as paredes, ou para os gatos que completam o agregado familiar...
Para além do currículo materno-filial, é actriz, tradutora e escritora, tendo publicado, em 2012, um dos mais interessantes romances do ano literário: Todos os Dias São Meus. É também dramaturga, com duas peças levadas à cena recentemente, e colaboradora de várias revistas, e nomeadamente de uma que se chama Papel mas só existe on-line (o que pensará disto a mãe dela?).

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Displaying 1 - 30 of 34 reviews
Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
May 19, 2018
Sinopse: "Um thriller surpreendente e de ir às lágrimas que é também um retrato irónico da sociedade portuguesa, seus tiques e manias. "

A sinopse é muito má.
O romance é muito bom.

"de ir às lágrimas" significa rir muito? Rir de quê? De idosos? De doentes? De imigrantes que falam incorrectamente português? De pais separados e filhos mal amados? De relacionamentos sem afecto, apenas sustentados em sexo? De pessoas que vivem em profunda solidão, por incapacidade de se integrarem na sociedade?
Não sei rir assim... Como também não sei porque retrata a sociedade portuguesa; o sofrimento humano é universal.
Profile Image for João Barradas.
275 reviews30 followers
September 22, 2019
Sob pena de cometer algum acto profano, recordo um dito popular: “Quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro”. Caindo no pecado total, atrevo-me a defender que, mesmo entre freiras e abades, muitos serão aqueles que, escondidos pelos seus hábitos – como camadas das cebolas lacrimosas – escondem verdadeiros segredos mundanos, funestos para a pedra.
Nesta novela, que vai sorver o seu título a uma diabrura mental de Alberto Caeiro, apresenta-se um caso criminal: uma mulher é encontrada morta, no seu prédio. Quem é o culpado? Lembrando o jogo “Cluedo”, acompanhamos a força policial nas suas investigações para encontrar a resposta que vale um milhão.
Este primeiro plano parece ser um subterfúgio para escalpelizar algumas características tão mesquinhas quanto banais da sociedade, numa crítica mordaz a dadas atitudes e pensamentos, que transmuta um suposto thriller numa sagaz crónica dos (maus) costumes. Para além disso, a estrutura narrativa adoptada, com uma mistura entre relatos de testemunhas e o testemunho da vítima(?), abrilhanta a originalidade da escritora, nesta que foi a sua estreia.
Como defende Mário da Carvalho no prefácio, neste pequeno livro não existem palavras a mais, todos os recursos são utilizados na medida certa. A leitura de fôlego, dada a dimensão, é inversamente proporcional à qualidade deste portento. Quem se atreve a resolver o maior mistério que é – tentar – compreender a própria sociedade que deambula por essas ruas calcetadas de um Portugal à beira-mar?

"A evolução darwiana parece ter stingido o seu auge: nunca como hoje o polegar oponível foi tão importante, nunca até agora atingira a destreza que elas ostentam a enviar mensagens de texto." (pág. 30)

"(...) o que quer dizer que a minha vida consciente só começou quando descobri a leitura." (pág. 61)
Profile Image for Ana.
781 reviews116 followers
July 22, 2012
Gostei muito deste primeiro romance da Ana Saragoça, do qual já conhecia alguns excertos através do seu blog. Comecei a lê-lo ontem e praticamente não o consegui pousar (só não acabei de o ler no mesmo dia porque tive visitas...). Gostei da forma como a história é contada, a várias vozes, e do suspense que se mantém até ao final. O único defeito é ser tão pequeno (quase mais um conto do que um romance) e, por isso, acabar tão depressa.
Profile Image for Maria.
1,036 reviews118 followers
April 22, 2018
Bela surpresa

[...] Relativamente à investigação do crime, quem quer saber? Eu, amante de thrillers, nunca estive curiosa em saber quem teria sido o assassino. Qualquer uma das personagens poderia ter sido, mas isso nunca foi relevante para o enriquecimento da história.

Uma leitura rápida, mas surpreendente.

http://marcadordelivros.blogspot.com/...
Profile Image for Paula Reis.
675 reviews16 followers
March 12, 2018
Leitura para um par de horas, uma sátira à sociedade portuguesa de há já alguns anos.
Profile Image for Susana.
136 reviews
April 23, 2012
Dá um prazer especial ler um livro cujo autor se conhece. O prazer é acrescido quando se trata de um primeiro livro que acabou de ser publicado e que vemos em primeira mão ao mesmo tempo que o autor, de quem roubamos um autógrafo para marcar esta primeira cópia que tocamos, folheamos e fazemos percorrer com os nossos olhos. :)

Por outro lado, poderia tornar mais difícil fazer uma apreciação isenta e imparcial. Poderia, se o livro não estivesse tão bem escrito e não nos prendesse realmente até à última página...
É um livro pequeno que contém uma pequena galeria de personagens fascinantes, cada uma com a sua voz própria. O mistério policial é só o pretexto para pôr as várias personagens a falar.

Fica aqui só uma imagem de que gostei particularmente (e que não revela nada do enredo):
"... ao escrever o apelido dela - Varandas - tinha um vislumbre absurdo de vento e mar. É assim que ainda hoje a vejo: debruçada do seu próprio nome."

Leiam que vale a pena. E deliciem-se com este pequeno tesouro.
Parabéns Ana! Ficamos à espera de mais. :)
Profile Image for Margarida.
188 reviews7 followers
December 23, 2014
Adorei!
É um livro pequeno que se lê muito facilmente e que tem uma história original e muito bem contada. É tão fácil imaginar tudo o que estamos a ler porque a escrita reflete o modo como realmente falamos.
Recomendo!
Profile Image for Joana’s World.
651 reviews319 followers
September 9, 2018
Um livro pequenino que gostei muito mais do que esperava. Um escrita bem elaborada misturada de mistérios num prédio em Lisboa. Neste livro ficamos a saber a vida dos vários residentes do prédio em que foi encontrado uma mulher morta.
Profile Image for Sofia.
1,100 reviews130 followers
February 12, 2019
"Todos os dias são meus" é uma "novela" de pouco mais de 100 páginas.
Não contem com muitas descrições nem diálogos: aqui cada capítulo é um monólogo de cada personagem, em resposta a um inquérito policial de um homicídio.
É o livro ideal para quem adora a construção de personagens e se delicia com apontamentos sarcásticos que retratam a sociedade portuguesa.
Uma agradável surpresa, embora esteja mais habituada ao género "romance" (não no sentido romântico, mas no sentido de construção da narrativa).
Profile Image for susanprosa.
212 reviews6 followers
April 28, 2012
Ler um livro de alguém que conhecemos pessoalmente não é fácil. Muitas vezes não conseguimos dissociar do escritor palavras lidas.
Imaginei o prédio da Ana, imaginei os vizinhos da Ana e depois acordei para o livro, porque leitora que sou, escritora em part-time que sou, também tenho o meu prédio, também tenho vizinhos e acima de tudo também tenho Razão.
O livro está deliciosamente bem escrito, cheio de humor negro, de caricaturas da sociedade actual e acima de tudo cheio de razões vazias de pequenos nadas que fazem todos os dias nossos.
Com um final que me surpreendeu (adoro razões obscuras e sinceras), consigo afirmar que este é dos pequenos livros que mais gostei.
Profile Image for Maria João (A Biblioteca da João).
1,435 reviews243 followers
April 17, 2018
7 de 10

Li a sinopse deste livro antes de o ver fisicamente, pelo que fiquei muito surpreendida quando vi o seu tamanho. Nunca imaginei um thriller com pouco mais de 100 páginas, mas esta leitura provou que é possível e "Todos os Dias São Meus" é um livro completo e que faz todo o sentido! De facto, tal como refere Mário de Carvalho no prefácio, Ana Saragoça tem uma capacidade de dizer muito com poucas palavras, o que torna este livro muito original.

Comentário completo em:
https://abibliotecadajoao.blogspot.pt...
Profile Image for Artur Coelho.
2,667 reviews80 followers
June 25, 2017
Este é um livro exímio em defraudar expectativas. Começa logo pelo título, uma citação de Alberto Caeiro a remeter para o cor de rosa da chick-lit. Viramos a página e o potencial cor-de-rosa desvanece-se logo com um cadáver descoberto no elevador de um prédio lisboeta. Estaremos perante um policial clássico, onde até ao virar da última página ficamos em suspenso para descobrir a identidade do assassino? De certa forma, porque parte do livro estrutura-se à volta de uma morte anunciada, levando-nos a conhecer a vítima, uma mulher que sempre sentiu não fazer parte do mundo que a rodeia, encontra uma voz inesperadamente poderosa no mundo digital, e manipula um homem para a assassinar.

A busca das razões para a morte funciona como fio condutor para o lado mais divertido e acutilante deste livro: a forma como Ana Saragoça caricatura tipos especiais da fauna humana lisboeta. Mordaz e corrosiva, mostra-nos o absurdo dos tipos sociais com que nos cruzamos todos os dias no devir urbano. Não falha uma, desde a porteira metediça e cheia de opiniões ao divorciado com filhos complicados e namorada que é artista boémia graças ao dinheiro da família, sem esquecer o idoso solitário que passou a vida a lutar para que os filhos fossem longe ou os emigrantes de leste que se acumulam num apartamento arrendado. É, talvez, o verdadeiro espírito deste livro, onde a história de uma morte se torna uma desculpa para uma crónica mordaz de costumes.
Profile Image for António Ganhão.
Author 1 book28 followers
Read
November 24, 2013
Este romance abre com chegada da polícia. Um detetive, omisso em todo o livro, investiga a morte de uma jovem, assassinada no elevador do prédio onde morava. Apenas escutamos a voz dos personagens em resposta à sua investigação. É um maestro conduzindo uma orquestra onde os solistas se sucedem, ao longo do prédio, piso após piso. O primeiro depoimento é da porteira, protesta, com receio de que a possam incomodar por causa do cão. Não lhe ocorre que a polícia esteja a investigar o crime ocorrido. Este testemunho introduz-nos os moradores, vistos pelos olhos de uma mulher amargurada.

Para a porteira, a jovem tinha casa posta. Para o professor, era a que tomou o lugar de todos os que havia perdido. A mais desinteressante das criaturas, uma pessoazinha baça e insignificante, para a namorada do engenheiro. Uma menina tão bonita, para a empregada do professor. Esta jovem parece vestir uma pele de camaleão: adapta-se aos olhos de quem a vê, como se não fosse dotada de existência própria.

Ler mais em Acrítico - leituras dispersas


Profile Image for Rita Laranjeira.
159 reviews3 followers
February 25, 2025
Um livro sobre um crime ocorrido num prédio e onde as pessoas têm motivos para o terem cometido.
Um livro sobre vizinhos e o conhecimento que se tem da vida deles. Um livro sobre pessoas e a sua vida real e a vida que aparentam ter. O que é verdade e o que é aparência?
Um livro sobre um crime e o que aconteceu e o que se pensa que pode ter acontecido.

Sendo este livro escrito à volta de um assassínio e tendo tão poucas páginas, as minhas expetativas eram dúbias, já que eu gosto de relatos macabros descritos ao pormenor.
Efetivamente o objetivo do livro é dar a conhecer as vidas dos vizinhos e o quanto eles conheciam a pessoa que morreu. Pretende mostrar como as pessoas são à frente dos outros e após a porta de casa se fechar.
Gostei da escrita, mais do que da história.
Profile Image for Evalunasylva.
477 reviews1 follower
June 15, 2018
Gostei muito!
Mais uma escritora portuguesa de qualidade a dar cartas em território nacional.
Parabéns, Marcenda!
Profile Image for Inês Montenegro.
Author 49 books151 followers
Read
April 15, 2019
"Um livro curto de capítulos curtos, onde a atenção do leitor é mantida mais pelo interesse nas personagens que no mistério do assassinato. As narrações variam conforme os capítulos, rodando entre as personagens – habitantes do prédio onde se dá o crime – numa primeira pessoa que se dirige aos investigadores. É através do que elas dizem que o leitor vai montando o puzzle não apenas dos acontecimentos que desencadearam o evento que dá mote ao enredo, como também a personalidade de cada personagem, e a situação em que se encontra. (...)

Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
Profile Image for Cristina.
47 reviews2 followers
April 11, 2015
Um livro que se lê num fôlego, não pelas cerca de 100 páginas, mas pela deliciosa escrita da autora.
145 reviews4 followers
February 25, 2016
Um livro curtinho, mas cheio de humor.
Garantia de um bom momento.
Profile Image for Carla Coelho.
Author 6 books29 followers
March 14, 2018
O livro inicia-se com uma morte, mas não é um policial, apesar de no fim se descobrir o assassino. O crime é um pretexto para falar sobre algumas das dificuldades dos nossos tempos, que se vão revelando à medida que, em cada capítulo, uma a uma as personagens se vão revelando. No essencial, são os vizinhos da vítima. Poucos sabem algo sobre ela, mas no seu arrazoado testemunhal, vão nos revelando muito sobre si mesmos. Não que qualquer deles tinha uma visão crítica sobre o que relatam. Nada disso, nestas personagens não há espaço para a reflexão, sobre si mesmos ou sobre o contexto que os rodeia. De rajada, o seu discurso revela como comungam das dificuldades que todos os leitores e leitoras certamente conhecem e identificam facilmente: o anonimato da vida urbana, o desenraizamento, as relações que se estabelecem via internet, a busca de sensações sempre mais fortes e intensas. O verdadeiro tema do livro, para mim, é a solidão. Todas as personagens, incluindo a assassinada, estão sozinhas, umas com consciência disso, como o velho professor viúvo, outras sem quererem perceber isso mesmo, mas vivendo a situação, como o engenheiro pai dos gémeos que descobrem o cadáver. Passamos sobre estes retratos de solidão urbana que nos são atirados de rajada, em capítulo pequenos, com uma escrita desenvolta e aberta, interpelando-nos de modo directo. Porém, nós, como o interlocutor das personagens (um jornalista, um agente da polícia, a leitora?) não temos sequer tempo para responder, nem isso é esperado. Os depoimentos são despejados, como numa ânsia de se fazer conhecer e reconhecer. As personagens também não entram em confronto umas com as outras, estando confinadas a capítulos próprios.
Comprei este livro um pouco por acaso. É uma primeira obra, um livro pequeno, escrito de forma escorreita e directa, onde temos por vezes a sensação de que conhecemos as personagens. Não devemos agarrar-nos a tal ideia com demasiada força, pois se se há aqui uma moral da história é a de que no fundo não conhecemos ninguém, algo que sabemos, mas de que com frequência acabamos por esquecer.
Profile Image for S Carolina Rio.
181 reviews12 followers
January 30, 2021
O meu primeiro livro de Ana Saragoça e devo acrescentar que não será o último.
Encomendei o livro on-line por isso fiquei surpreendida quando me apercebi que não tinha “muitas páginas”. Ao ler a sinopse pensei que seria bem mais longo por isso comecei a duvidar se iria gostar de como a história iria ser desenvolvida.
E adorei. Adorei como os relatos são tao realistas e retratam o povo português (talvez um pouco no seu pior mas também com alguns pontos positivos). Toda a história foi interessante e estava constantemente a tentar encontrar um culpado, e a falhar.

Gostei imenso como a maior parte dos relatos são dos moradores do prédio à polícia e adoro como a autora usou tão experientemente alguns dos clichês da sociedade portuguesa. Senti que estava dentro de um qualquer prédio ou, pelo menos, rodeada dos meu compatriotas enquanto lia.

Com uma narração fantástica e com imenso mistério há mistura fiquei bastante impressionada.A razão pela qual não me aventurei com as 5 estrelas é simplesmente porque fiquei com algumas questões sobre alguns momentos (não quero fazer spoiler) que gostaria que tivessem sido abordados no livro.

Em geral, um livro bastante bem conseguido, com imenso mistério e realmente uma verdadeira homenagem a alguns atributos conhecidos dos portugueses. Definitivamente recomendo.
Profile Image for Patrícia | Bookstories2.0.
26 reviews2 followers
August 31, 2020
Este livro lê-se num instante, em pouco mais de uma hora. É divertido, tem humor e uma escrita que intervala entre o simples e o cuidado.
É também um retrato quase real da sociedade e das várias personalidades que a compõem. Aliás, é um retrato quase fidedigno do que é viver num prédio com poucas pessoas. Afinal, quem não tem um vizinho ou vizinha que sabe tudo acerca da vida dos outros?
Ana Saragoça apresenta-nos várias personagens – os moradores do prédio – mas nem todos ostentam uma profundidade emocional e até racional, o que também reflete a superficialidade que existe nos tempos modernos.
Hoje em dia não conhecemos os nossos vizinhos, não conversamos com o dono do talho ou da mercearia do nosso bairro, até porque raramente lá vamos, preferimos as impessoais e grandes superfícies comerciais. Estamos sempre tão fechados em nós e tão focados no ecrã do telemóvel que nos esquecemos que existe um mundo para la daquele quem vivemos.
Este livro faz-nos também pensar em como somos cruéis com os outros quando os julgamos apenas pela aparência ou pelas suas origens; transformamos as diferenças em abismos, fazendo com que muitos caiam num poço sem fundo de onde muito dificilmente conseguirão sair. E nós nem nos apercebemos disso.
Profile Image for Graciosa Reis.
576 reviews55 followers
Read
April 14, 2023

Este pequeno livro com cerca de 100 páginas lê-se num fôlego. Não por ser pequeno, mas porque a autora nos surpreende com uma escrita magistral plena de sensibilidade e muita ironia. Também me surpreendeu a forma como este policial, porque se trata de um policial, vai resolvendo o crime e apresentando as personagens. Aconselho muito a sua leitura.
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