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Mais 35 anos de democracia, um percurso singular : memórias políticas III

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Ao olhar para as várias fases da minha vida, muito cheia e multifacetada, quase sempre a começar de novo, revejo-me por inteiro nas recentes e belas palavras do Papa Francisco (Exortação apostólica «Cristo Vive», 2019): «Um jovem não pode sentir-se desanimado, é próprio dele sonhar coisas grandes, procurar largos horizontes, atrever-se a mais, querer conquistar o mundo, ser capaz de aceitar propostas desafiantes e desejar contribuir, com o melhor de si mesmo, para construir algo melhor.»

Sempre fui um cidadão ativo, movido por um forte impulso interior no sentido da participação, do reformismo e de maior justiça social. Primeiro, como presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudantes da minha Faculdade (1962); depois, como docente empenhado em fazer uma carreira académica completa até ao topo (1964-1984); a seguir, entregue de alma e coração à tarefa de construção de uma autêntica Democracia pluralista de tipo Ocidental – conselheiro de Estado, fundador e primeiro líder do CDS , deputado, ministro, Vice-Primeiro Ministro, Primeiro-Ministro interino, candidato presidencial (em 1986) e de novo, inesperadamente, ministro independente num governo do PS (2005-2006); também como presidente eleito da União Europeia das Democracias Cristãs (1981-1983) e da 50ª Assembleia Geral da ONU (1995-1996); e ainda como escritor (Memórias Políticas I, 1995, e II, 2008, D. Afonso Henriques, 2001, e D. Afonso III, 2005), selecionador de Os Poemas da Minha Vida (2005) e, por último, como autor de uma síntese da nossa magnífica História (Da Lusitânia a Portugal, 2017). Sonhei coisas grandes: e, felizmente, vivi muitas.

416 pages, Paperback

Published January 1, 2019

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About the author

Diogo Freitas do Amaral

52 books21 followers
DIOGO FREITAS DO AMARAL nasceu na Póvoa de Varzim, a 21 de Julho de 1941. Licenciou-se na Faculdade de Direito de Lisboa (1963) e nela se doutorou em Ciências Jurídico-Políticas (1967). Na mesma ensinou Direito Administrativo (1964- 2007). A partir de 1977 tornou-se também Professor de Direito na Universidade Católica de Lisboa.
É um dos fundadores (19 de Julho de 1974) do Centro Democrático Social (CDS). Presidiu à União Europeia das Democracias Cristãs (UEDC) (1981-1983), foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (1977-1978; 1980; 2005-2006), Primeiro-Ministro interino (1980-1981) e Ministro da Defesa e Vice-Primeiro-Ministro (1981-1983). Em 1986 candidatou-se à Presidência da República obtendo 48,82% dos votos. Foi eleito, em 1995, presidente da Assembleia-Geral da ONU (1995-1996).
Além da sua vasta obra jurídica publicou: O Antigo Regime e a Revolução. Memórias I (1995), D. Afonso Henriques, Biografia (2000), D. Manuel I e a construção do estado moderno em Portugal (2003), Quinze meses no Ministério dos Negócios Estrangeiros (2006), Transição para a Democracia - Memórias II (2008), Glória e Tragédia de Gorbatchov (2012), História do Pensamento Político Ocidental (2012) e D. Afonso III, o Bolonhês: um grande homem de Estado (2016).
Foi condecorado pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo (1983) e com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada (2003).
Faleceu a 3 de Outubro de 2019, em Cascais.

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Profile Image for Paulo Teixeira.
921 reviews14 followers
April 1, 2022
(PT) Na terceira e última parte das suas memórias, Diogo Freitas do Amaral fala dos seus feitos entre 1982, altura em que abandonou a AD, até 2017, altura em que abandonou definitivamente a politica, devido à sua idade. Pelo meio conta sobre a sua campanha presidencial, a sua passagem como presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, e mais tarde como líder do CDS e depois, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo Sócrates, em 2005, como independente. E para além disso, fala das suas convicções politicas e de como o "pensar pela sua própria cabeça" é algo mais precioso do que as conveniências ocasionais.

É uma leitura por vezes fascinante, outras algo monótona, mas nunca monocórdica. Entre as partes fascinantes, conta a sua relação com Mário Soares, seu adversário politico em 1986, e do qual manteve uma relação de amizade até à morte deste, em 2017, ou então como a sua ida para as Nações Unidas lhe mostrou uma visão do mundo bem diferente daquela que tinha em Lisboa ou durante a sua juventude.

Claro que há coisas dos quais as suas condições são polémicas - ele acredita na tese de atentado em Camarate, o que nunca foi totalmente provado - mas de resto, não deixa de ser uma leitura fascinante sobre uma personagem muito importante na história da democracia portuguesa.
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