(PT) Na terceira e última parte das suas memórias, Diogo Freitas do Amaral fala dos seus feitos entre 1982, altura em que abandonou a AD, até 2017, altura em que abandonou definitivamente a politica, devido à sua idade. Pelo meio conta sobre a sua campanha presidencial, a sua passagem como presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, e mais tarde como líder do CDS e depois, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo Sócrates, em 2005, como independente. E para além disso, fala das suas convicções politicas e de como o "pensar pela sua própria cabeça" é algo mais precioso do que as conveniências ocasionais.
É uma leitura por vezes fascinante, outras algo monótona, mas nunca monocórdica. Entre as partes fascinantes, conta a sua relação com Mário Soares, seu adversário politico em 1986, e do qual manteve uma relação de amizade até à morte deste, em 2017, ou então como a sua ida para as Nações Unidas lhe mostrou uma visão do mundo bem diferente daquela que tinha em Lisboa ou durante a sua juventude.
Claro que há coisas dos quais as suas condições são polémicas - ele acredita na tese de atentado em Camarate, o que nunca foi totalmente provado - mas de resto, não deixa de ser uma leitura fascinante sobre uma personagem muito importante na história da democracia portuguesa.