«O primeiro trabalho clínico que reúne os protagonistas da criminologia portuguesa, uma viagem ao recôndito das suas mentes perversas, uma descida às suas doentes e pérfidas motivações. Psicopatas Portugueses é também um trabalho de Psicologia Forense e procura revelar o quanto o assassínio é complexo, um fenómeno intricado que ocorre no contexto de uma imensa multiplicidade de factores pessoais e culturais.»
Os Luísa de Jesus (última condenada à morte em Portugal), Francisco Esperança (Monstro de Beja), o estripador de Lisboa, Francisco Leitão (Rei Ghob), etc.
JOANA AMARAL DIAS nasceu em Luanda, a 13 de Maio de 1973. Licenciou-se em Psicologia, ramo de Psicologia Clínica, pela Universidade de Coimbra, tendo igualmente concluído a componente teórica do Ramo de Psicossociologia das Organizações. Fez o Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento, a Pós-Graduação em Terapia Familiar Sistémica e em Psicodrama (é sócia didata da Sociedade Portuguesa de Psicodrama) e foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e doutoranda pelo Chicago Center for Family Health/ University of Chicago e pela Universidade de Coimbra. Leccionou em diferentes universidades, colaborando com o Instituto Superior de Psicologia Aplicada desde 2004, designadamente nas disciplinas de Modelos de Desenvolvimento e Processos de Inclusão/Exclusão Social e de Minorias étnicas e culturais. Foi dirigente associativa, passou pelo Bloco de Esquerda e foi deputada à Assembleia da República (2002-2005), mandatária para a juventude da candidatura presidencial de Mário Soares (2006) e integrou movimentos como o AGIR o Juntos Podemos. Colabora assiduamente em jornais, revistas e televisão enquanto comentadora e analista política.
uma leitura curiosa mas com demasiados pecados para ser de facto louvada. confesso que sou aficionada pelo tema, pelo que as descrições e detalhes não me impressionaram demasiado. a análise psicológica dos crimes foi o mais interessante, pois a autora dá explicadas conclusões sobre os estados mentais e personalidades destas pessoas. porém, parece tudo muito pouco factual, muita das vezes, chegando também a não ser compreendido porque alguns detalhes são tão trabalhados e outros não. o último capítulo, por exemplo, é uma desilusão total e uma desculpa muito fraca de conclusão para o livro. o livro falha também pelo tom sensacionalista e exagerado que utiliza, em excesso. lê-se muitas vezes como uma revista barata.
apesar dos defeitos, não um livro totalmente desinteressante e certamente uma leitura adequada aos entusiastas portugueses do tema.
Desde que vi este livro a venda que o quis ler. Aqui a escritora fez um profundo trabalho de investigação para os dar a conhecer os 13 psicopatas mais conhecidos da história de Portugal. Dos mais recentes já todos nós tinhamos ouvido falar, existindo outros que, por serem mais antigos, são menos conhecidos mas igualmente mortíferos. Vale a pena ler e conhecer melhor o que aconteceu nestes 13 casos, apesar de eu estar a espera de encontrar um pouco mais sobre a mente das pessoas que cometem este tipo de crime
Classificado no Kobo com quatro estrelas (que indicam gostar do livro) e aqui com três, Psicopatas Portugueses acaba por ser uma leitura fascinante para os que não conhecem as histórias retratadas. Com diversas curiosidades e uma investigação profunda, sinto que o livro acaba por pecar pela escrita demasiado irónica da autora em diversos momentos.
Adoraria, contudo, que um livro desta temática desse origem a conteúdos televisivo português, especialmente como ótica de prevenção e até de análise à história mental e policial em Portugal.
Assim que soube da publicação deste livro tive logo imensa vontade de o ler, não só porque é um tema sobre o qual me interesso, mas também porque este não é ficção.
É uma obra muito teórica e repleta de pesquisa. A autora, primeiramente, apresentou os tipos de psicopatas existentes à luz de um sistema de classificação (entre vários) e, posteriormente, abordou 13 casos de psicopatas nacionais, encaixando-os nos tipos a que correspondiam.
Mais pormenorizadamente, em cada capítulo é abordado um caso individualmente, sendo analisado o crime que está em causa, as vítimas e qual a sua quantidade, os aspetos psicológicos presentes nos psicopatas - tais como diferentes patologias mentais e diferentes perfis psicológicos - e, por vezes, uma analogia entre o crime em questão e outro com caraterísticas semelhantes.
Não é uma leitura para ser feita de ânimo leve, visto que são imensos os pormenores que têm a capacidade de nos chocar.
Psicopatas Portugueses foi daqueles livros que mais empolgada fiquei para ler. Quando soube do seu lançamento fiquei eufórica. O tempo passou e não perdi todo o entusiasmo. Contudo, acabou por ser tudo aquilo que eu não queria que fosse. Já conheço alguns dos nossos psicopatas portugueses bem como as suas históricas, basta fazer uma pesquisa e encontra-se tudo na internet. Com este livro pensei que poderia vir a perceber um pouco melhor as mentes psicopatas portuguesas. A introdução foi a minha parte preferida, apesar de já ter conhecimento dos diversos tipos de psicopatas e como agem, a Joana Amaral Dias conseguiu simplificar tudo para aqueles que nada sabem do assunto.
Contudo, quando se passa mais precisamente à parte de contar a história de cada psicopata senti que se perdeu um pouco da essência do livro. Acredito que motivo pelo qual perdi o entusiasmo a meio foi por já conhecer a maioria das histórias. Os detalhes por si só não foram novidades para mim. Não deixou de ser uma boa leitura, mas senti muitas vezes que estava a ler uma página de Wikipédia. Não é nada que admire neste género de livros, muito menos em podcasts.
Caso tenham interesse em descobrir mais sobre psicopatas, principalmente portugueses, este livro é muito bom. A autora explica todos os detalhes sobre os casos, apesar de por vezes sentir que ela acaba por fugir um pouco do caso principal e focar-se em detalhes que não influenciam em nada os casos principais. Foi uma boa leitura, mas não excedeu as expectativas. Pensava que seria outra coisa.
Está um livro muito bem conseguido A JAD fez uma pesquisa intensiva sobre todos os protagonistas destas histórias e fez um trabalho brilhante ao fazer nos entender ,do ponto de vista psicológico, as mentes destes assassinos Adorei! O capítulo que mais me impressionou, foi sem dúvida o primeiro Brilhante
Sempre tive imensa vontade de ler este livro e assim que tive a oportunidade agarrei nele com unhas e dentes. Foi um livro deveras interessante onde é possivel ficar a conhecer quase ao pormenor alguns dos crimes mais chocantes ocorridos em Portugal. Dou os meus parabéns à autora pela excelente forma como apresentou as várias histórias ao leitor, de uma forma simples e explanada que permite a compreensão de todos. Recomendo vivamente este livro, uma vez que não é ficcção são crimes que horrendos que aconteceram em Portugal, muitos deles bastantes mediáticos e falados na comunicação.
que desilusão. as únicas partes que de facto gostei foram as descrições dos quadros psicopatologicos destes assassinos. era um livro que tinha uma premissa incrível, mas não foi conseguida pela exaustiva descrição de alguns dos casos (que honestamente não acrescentava nada). por vezes a escrita era extremamente confusa. alguns casos interessantes, outros nem por isso... fui com demasiadas expectativas.
A escolha das estrelas não foi uma decisão fácil. Quase, quase que pensei em dar quatro estrelas e, não é que não mereça, mas é um género muito difícil. Não posso dizer que adorei porque é impossível adorar o que o livro descreve. Se remover o facto de se tratar de um livro que relata histórias sobre psicopatas portugueses, é um bom livro. Gostei muito da escritora. Quando comprei o livro, li apenas a primeira história e não lhe voltei a pegar até hoje. Foi uma tarde que me cansou bastante psicologicamente. A leitura é muito fácil porque, apesar de não ser um livro com capítulos, cada história não é muito extensa. Quando termina uma, não estou aborrecida e ainda não estou chocada o suficiente para parar e continuei a ler e a ler até chegar ao fim. Fiz umas pausas, ou para comer, ou para verificar o telemóvel, mas nada muito longo. A autora é psicóloga e maior parte das histórias que nos está a contar, são conhecidas do público. Não com os todos os detalhes que nos fornece, mas há alguns nomes que reconheci quase imediatamente. Para além de relatar os acontecimentos, fornece também informação e uma análise psicológica sobre cada psicopata. No entanto, não é um livro cientifico ou cheio de factos. Achei humano, por vezes, quase que ficção pela forma como escreve e fornece os detalhes. É uma perspetiva nova e diferente sobre a vida de cada psicopata. As suas rotinas, as suas relações e o que está a acontecer que os leva a cometer crimes horrendos. Pessoalmente, não tinha qualquer conhecimento sobre as vidas pessoais e alguns detalhes que o livro nos relata. Talvez até tenham sido partilhados nas notícias, por isso não posso dizer com 100% de certeza que existe informação no livro que não tivesse sido ainda partilhada pela comunicação social. Lembro-me quando estava a ler o Hipnotista e quando chegou a hora de escrever a minha opinião, disse que me sentia assustada e frustrada por perceber o quanto perverso a mente humana pode ser. Estava a falar de pura ficção. Imaginem o que sinto agora, depois de ler 13 histórias, completamente verídicas sobre psicopatas e não são qualquer um. São psicopatas portugueses. Não vou ter uma atitude de “só acontece aos outros”, mas quando é perto de nós, o nosso país, a nossa nacionalidade, os nossos representantes, dá que pensar. Houve crimes que me deixaram mais perturbada que outros. Para o fim, o relato sobre Joseph Barboza não teve o mesmo impacto que, por exemplo, o Monstro de Beja. Sou fã de tudo o que seja material e conteúdo sobre crimes da natureza que o livro relata. Este gosto pelo tema vem, principalmente, de uma necessidade de tentar compreender a mente humana. Por mais difícil que isso seja de fazer, tenho muito a tendência de tentar analisar as pessoas e o porquê de agirem de certa forma. A autora faz uma introdução onde nos dá a conhecer as tipologias de assassinos e classificações. Ajuda a melhorar interpretar as histórias que em seguida nos vai contar. Aconselho a leitura a quem seja fã deste tema e queira saber um pouco mais sobre o que se passa ou se passou no nosso país. Não deixa de ser uma análise profunda ao ser humano e o que está por detrás das nossas ações. Fiquei, enquanto estava a ler algumas das histórias, com algum receio relativamente às pessoas que nos rodeiam. Não necessariamente pessoas que conheço, mas deixa-me apreensiva sobre a possibilidade de um dia cruzar caminho com um assassino. Caça Grossa e A Barragem da Raiva foram as histórias que mais incentivaram o sentimento que descrevi anteriormente. Não foram crimes macabros, mas sim crimes cometidos numa comunidade onde eram bem conhecidos e no caso do último, haviam pessoas capazes de colocar a mão no fogo por ele. A Morte da Esperança, A Grávida Matricida e o Estripador de Lisboa foram os que me impressionaram mais. Na introdução a escritora diz que o livro não é aconselhável a menores de 18 anos e a mentes sensíveis. Termino então, com uma nota a reforçar esse ponto. Não é uma leitura para ser feita de ânimo leve. Apesar de rápida e ser fácil de ler, não deixa de ser forte, descreve coisas intensas e para quem não está habituado, não aconselho.
Psicopatas Portugueses foi um dos livros que mais empolgada fiquei para ler!
O tempo passou e não perdi todo o entusiasmo. Contudo, ao longo da leitura acabou por ser uma enorme desilusão…Já conheço alguns dos nossos psicopatas portugueses bem como as suas históricas.
Com este livro pensei que poderia vir a perceber um pouco melhor as mentes psicopatas e detalhes mais conclusivos de como pensam e da investigação policial. A introdução toi a minha parte preterida, a autora Joana Amaral Dias conseguiu simplificar tudo para aqueles que não estão familiarizado com o assunto. Contudo, quando se passa mais precisamente à parte de contar a história de cada psicopata senti que se perdeu um a essência do livro e o seu propósito… Os detalhes do livro são coisas que se encontram em várias páginas na internet e senti muitas vezes que estava a ler uma página de Wikipédia. O que me fez perder muito o interesse e senti desejosa de acabar o livro (o que raramente acontece). Não admiro este tipo de “enredo” neste género de livros.
A autora explica todos os detalhes sobre os casos mas de uma maneira muito vaga, apesar de por vezes sentir que ela acaba por fugir um pouco do caso principal e focar-se em detalhes que não influenciam em nada os casos principais.
Foi uma leitura sufocante isto porque tinha grandes expectativas para este livro. Pensava realmente que ia ser outra coisa como informativo e interessante.
Sempre fui fascinada por temas que exploram a mente humana, especialmente os aspectos mais obscuros que desafiam a nossa compreensão do comportamento. Acho realmente fascinante o mundo da psicologia forense, explorar casos reais, tentar perceber o que motiva estas pessoas, que patologias lhes são atribuídas e mergulhar no eterno debate: será a maldade algo inerente ao ser humano ou fruto das circunstâncias que nos rodeiam? Psicopatas Portugueses, da Joana Amaral Dias, trouxe-me uma oportunidade de refletir sobre estas questões enquanto aprendia mais sobre alguns dos casos mais emblemáticos da nossa história. Gostei particularmente da perspetiva médica que a Joana oferece, uma visão que vai além do sensacionalismo. As informações transmitidas não só esclarecem sobre os traços de personalidade e condições mentais, como também nos ajudam a perceber como estas pessoas se tornaram capazes de cometer crimes tão perturbadores. É quase impossível não questionar o que terá levado cada um deles a ultrapassar os limites do aceitável. Cada caso abordado parece querer desafiar-nos a olhar para a complexidade do ser humano e a ponderar até onde as circunstâncias moldam quem somos. Recomendo a leitura a quem, como eu, aprecia mergulhar no lado mais obscuro da psique humana e quer entender os fatores psicológicos e sociais por trás de atos tão extremos.
Um livro que recomendo aos amantes de true crime, desta vez com a marca portuguesa em crimes. 13 histórias que se revelam cheias de detalhes grotescos e muito bem apresentados. A opinião da Joana está presente em cada caso, ponto esse que será o único que poderei apontar como menos positivo. No entanto temos um ambiente bem criado nas narrativas apresentadas com dados estatísticos de referência a cada caso que achei muito pertinente. Aconselho!
Que macabro o facto de se terem dado crimes tão pesados e excruciantes em Portugal (deu-me a conhecer muitos casos que desconhecia). Adorei o facto de cada caso ser complementado com o perfil psicológico de cada psicopata, demonstra de facto a panóplia de patologias (aliás refere-se muito à perturbação narcissista, antissocial, etc.), e pah como estudante de psicologia cativou ainda mais a leitura :)
Livro com muito potencial mas que fica completamente destruído pela falta de habilidade da autora em contar uma história. Cheio de erros, gralhas e falhas gritantes de lógica e estrutura nas frases, este livro vai mais além no desastre de escrita que é ao conseguir não cativar o leitor. Os temas andam para trás e para a frente sem conseguir contar factos de forma clara e sucinta, falta, em quase todos os capítulos a análise clínica e científica da psicologia por trás do assassino, e depois a autora ainda ainda tem um discurso sarcástico misturando alguma eloquência ao colocar quotes e histórias literária e míticas que simplesmente não acrescentam nada. Enfim, uma escrita sem sentido, sem personalidade. Uma ótima ideia de livro completamente deitada ao lixo, que pena.
Este livro tinha imenso potencial, por abordar um tema tão interessante, mas senti que a autora contava as histórias de forma confusa, perdendo por vezes o fio à meada. Em vários momentos, focava-se em detalhes que não eram assim tão importantes, o que voltava a contribuir para a perda de rumo das histórias. Fiquei desiludida por não ser uma narrativa mais linear e por não aprofundar mais as histórias reais.
Assim que vi este livro, fiquei logo muito curiosa pois, e apesar do livro ser não-ficção, gosto sempre de saber mais sobre crimes e dos próprios criminosos. Neste livro, Joana Amaral Dias, abordar 13 casos de conhecidos psicopatas nacionais e em que cada capítulo é dedicado a cada um destes 13 crimes. Em cada um destes capítulos, é-nos contado em detalhe os pormenores do(s) crime(s), e onde a autora, vai analisando também a parte psicológica e comportamental de cada um dos indivíduos, bem como as suas motivações. Fazendo também, muitas vezes, o paralelismo com outros crimes, quer nacionais, quer internacionais. Deste modo, conseguimos quase "entrar na cabeça" destas pessoas.
Psicopatas referidos no livro: Luísa de Jesus; Manuel Alentejano; António Saraiva Antunes; Francisco Esperança, o Monstro de Beja; Paulo Jorge Mata; O Estripador de Lisboa; António Luís Costa; Maria José, a Matricida; Zé Borrego; Francisco Leitão, Rei Ghob; Militão Gerreiro, o Cangalheiro; Joseph Barboza e O Assassino do Coucieiro.
Um outro ponto que gostei bastante foi a parte introdutória, onde Joana Amaral Dias nos explica, no geral, o comportamento dos homicidas e os seis diferentes tipos, enquadrando os 13 psicopatas do livro, em cada um destes tipos: 1. Custodiantes 2. Assassino de Onda 3. Assassinos em Massa * Atiradores * Exterminadores ou Aniquiladores 4. Assassinos em Série 5. Homicidas Psicópticos * Paranóide * Grandioso 6. Crime Organizado
Uma leitura muito mas muito interessante mas algo perturbadora pois a autora não nos poupa aos detalhes reais destes crimes, não sendo por isso, uma leitura para estômagos mais sensíveis.
Vejam a minha opinião mais detalhada em vídeo, AQUI.
Ouvi falar deste livro mal chegou às livrarias e comprei-o pouco depois. Acho que quase toda a gente tem uma curiosidade (quase que mórbida) sobre este assunto e, obviamente, não sou uma exceção à regra. Pessoalmente, acho que o livro está extremamente bem escrito embora tenha um par de coisas a apontar: - cada capítulo está dedicado a um caso diferente sendo que o foco é sempre o psicopata em questão e o que o move. No entanto, o segundo capítulo é uma exceção. Em vez de o foco ser o Manuel Alentejano, é a situação caricata da fuga da prisão e a segurança *extremamente fraca* que chamam a atenção. Tanto que quando finalmente se aborda o "Alentejano mas Pouco" eu queria era saber mais sobre o estabelecimento prisional de Vale de Jesus. - há alguns erros tipográficos, mas isso é comum a todos os livros. Tirando os pontos anteriores, a autora tem uma maneira muito interessante de escrever que apreciei imenso.
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Não é por acaso que se diz, "quem entra no ISPA, entra em qualquer lado"... Que coisa tão mal escrita, tão cheia de chavões, repetições, imprecisões. Nem no Correio da Manhã os crimes são descritos de forma tão preconceituosa, parcial, confusa e desconchavada. Ainda aguentei até quase meio, porque tinha ouvido falar dos personagens (reais) em causa, mas acho que não o completava nem que fosse o único livro disponível numa ilha deserta.
Não é ficção, não é sonho, não é imaginação. Psicopatas Portugueses é real e impressionante na descrição de inúmeros assassinatos ocorridos em Portugal e/ou por portugueses ao longo de séculos, nas mais variadas circunstâncias, pelos mais diversos indivíduos. Casos há em que não se conhece o número real de vítimas; noutras ocasiões é a identidade do assassino que nos escapa, envolta que permanece no véu da incógnita. Mas há algo transversal aos 13 capítulos que constituem este livro: a perversidade.
Joana Amaral Dias leva-nos por uma doentia viagem pela psique de violentos assassinos. Psicopatas Portugueses inicia-se, inclusivé, com uma primorosa resenha dos tipos de homicidas existentes: assassinos em onda, em massa, em série... Anjos da morte, assassinos a soldo... Cada tipo encontra uma representação na comunidade portuguesa, e a descrição pormenorizada dos eventos que levaram a cada um dos terríveis desfechos aqui descritos é mais do que palpável. É audível, toca-nos a pele, tira-nos o sono... Joana Amaral Dias conjuga um conhecimento ímpar enquanto psicóloga à invejável arte de contar histórias. O resultado só pode ser excelente.
O que levou a Matricida a cometer tão atroz acto? Porque agiu de forma tão impiedosa o Monstro de Beja? Quem foi o Estripador de Lisboa? O que motivou o ignóbil de Santa Comba Dão? Qual o móbil de Luísa de Jesus para destruir a vida de tantas crianças? Estas são apenas algumas das perguntas que pairam no ar após a leitura destas aterradoras histórias da História. Outras ficam por contar (lembro-me do Assassino da Praia do Osso da Baleia, entre outros), mas esta "dúzia do padeiro" de verdadeiros contos de horror ao estilo de Edgar Allan Poe enchem as medidas e fazem-nos ansiar, quiçá, por mais um volume dedicado a este tema.
O grande senão? O último capítulo, dedicado ao assassinato ainda por resolver de 3 idosas irmãs em plena viragem do milénio. Para além de claramente enigmático e sem resposta à vista, é também revestido de pormenores que pouco ou nada acrescentam à narrativa. Não foi a melhor maneira de concluir um livro tão intenso e esclarecedor. Mas não são estas 15 páginas que assombram as restantes 300. Que essas já assombram que chegue.
Um manual de psicopatologia. Uma descida ao inferno da mente humana. Um desfilar de horrores e maldade pura. Verdadeiramente impressionante...
✨REVIEW✨ 😨☠️👮♀️⚖️🔨🔪💰🇵🇹 “Assassinos em série (…) perturbação grave da personalidade, resistente à psicofarmacologia e com magras possibilidades de cura ou terapêutica, ou seja, de péssimo prognóstico. Só param de matar de morrerem ou forem presos.”
Dou 5 estrelas porque este livro é exatamente aquilo que esperava dele. Se gostas de true crime story ao estilo documentário AMC Crime este livro é para ti. Não é um livro técnico de psicologia criminal nem pretende sê-lo embora aborde de uma forma acessível alguns conceitos que podem ser interessantes para quem não tem conhecimento técnico.
Da última mulher condenada à morte em Portugal, ao Monstro de Beja passando por Rei Ghob e o Estripador de Lisboa este livro percorre décadas (séculos) dos crimes mais mediáticos cometidos em Portugal ou por portugueses. Daqueles que dizemos “só acontece na América” mas aconteceram afinal em Lisboa, Lourinhã, Beja, Ourém, Vila Verde, Santa Comba Dão. Narrativa direta, escrita sem floreados este livro não é para pessoas de estômago sensível ou impressionáveis, os seus protagonistas são descritos da forma que são… discretos aos olhos da família e vizinhos (alguns anónimos, nunca foram identificamos), calculistas e sem remorsos. Uma das maiores fugas de uma prisão de segurança máxima aconteceu aqui, em Portugal numa noite em que os guardas notaram que estavam a fechar poucos presos na ronda final mas desvalorizaram por achar que estavam escondidos para os atacar. Na manhã seguinte centenas tinham fugido por um túnel escavado ao longo de vários metros e que lhes deu acesso ao exterior. Um dos capítulos deste livro que, para mim, cumpre inteiramente o seu propósito. A fuga de Vale de Judeus é um exemplo disso e pouco conhecida da opinião pública nos moldes bizarros em que ocorreu. Recomendo para todos os que gostam da temática… por assustador que seja aos olhos dos outros 😂
(PT) Um retrato de alguns dos psicopatas portugueses que causaram alguns dos mais hediondos crimes da nossa história, contrariando um pouco a ideia de sermos um país de brandos costumes e agora, dos mais seguros do mundo.
Os detalhes dos crimes - não só feitos em Portugal, mas também um pouco por todo o mundo, porque foram perpetrados por portugueses - estão descritos com horror, e as análises são feitos de modo profissional e analítico. Contudo, a tentativa da autora de dar cunho pessoal aos crimes e em relação aos homicidas não lhe cai bem e tira um pouco a frieza analítica a favor de um certo sensacionalismo, pelo menos foi isso que senti quando li entre as entrelinhas dos homicidas lá descritos. No último caso, comparar as três irmãs mortas no Minho na véspera do Ano Novo do ano 2000 com a matança do porco roça o muito mau gosto, na minha opinião.
De resto, é bom para pesquisa e também para lembrar que entre nós, há aqueles mentalmente doentes e insensíveis à empatia.
“Psicopatas Portugueses” é um livro de Joana Amaral Dias. Além de ser um livro e um audiolivro, o texto foi lançado como podcast e foi assim que o ouvi. A capa do livro tem uma foto dum rosto escondido por uma máscara de hóquei, tipo Jason Voorhees dos filmes “Sexta-feira 13” , mas não é um desses romances de terror que descrevem crimes de tal forma bizarros e ultrajantes que existe uma espécie de diversão perversa, entrelaçada com o choque de assassinatos tão assustadores. Em vez disso, trata-se de histórias de “crime verídico” mais quotidianas. Os contos abordam casos de pessoas que matam por causa de ciúmes incontroláveis, ou simplesmente por cobiça por dinheiro. Até há pessoas com doenças mentais (sem ser psicopatia) que matam elementos das suas próprias famílias de modo sórdida e nojenta. Acho que os fãs deste género podem gostar desta obra. Já eu, nem por isso. Achei-o ligeiramente deprimente e fiquei aliviado quando cheguei ao fim
Um livro viciante que nos agarra até à última história. Os casos apresentados são bastante curiosos e surreais, demonstrando muita da história sangrenta de Portugal que está oculta e longe do nosso conhecimento. No entanto, há uma subjectividade desnecessária por parte da autora. Para quem gosta de livros que sejam objectivos na apresentação dos factos, este pode ser um comprimido díficil de engolir, devido às suas interjeições do género "Pois é!" e de algumas passagens em que são imaginados os pensamentos do homicida. Apesar da questão anteriormente referida, é o livro ideal para quem tem interesse em criminologia e psicologia, ganhando bastantes pontos com as análises do perfil psicológico de cada homicida, que a autora faz.
Foi o primeiro livro que li de Joana Amaral Dias e superou as minhas expetativas. O título e a capa pareceram-me demasiado "excêntricos", estilo filme de terror, para achar que fosse um livro realmente bem organizado e não-ficcionado. Mas é. É um livro interessante, na minha opinião, não tanto do ponto de vista psicológico como a autora pretende, mas do ponto de vista sócio-cultural. A autora faz um background cultural bastante interessante em grande parte dos casos e foi essa parte que realmente me fascinou e captou o interesse, ao invés de uma descrição (muitas vezes horrenda) dos casos em si. No geral, é uma leitura interessante e cativante.
Como amante de thrillers sangrentos, estava expectante em relação a este livro. Neste, JAD relembra-nos/dá-nos a conhecer a história de 13 psicopatas portugueses. Alguns bastante recentes, como o Cabo Costa ou o Miguel Militão Guerreiro e outros, para mim, absolutamente desconhecidos. O que mais gostei foi, claro, a parte da explicação do crime e da psicopatia associada. Não me agradou o relato de algumas histórias que a autora associa aos crimes e as constantes repetições de informações já dadas. O sociopata luso descendente de Boston foi o único que não me entusiasmou daí ter lido na diagonal o capítulo a ele reservado.
4,25* Bom trabalho de pesquisa acerca dos e das matadoras lusos, complementado por comentários “técnicos” acerca do modo de funcionamento e motivações dos vários tipos de psicopatas. Penso que poderia ter estendido o leque para além dos homicidas, pois os psicopatas não são apenas os que matam, temos muitos psicopatas nos negócios e na política e, principalmente, nos crimes de colarinho (branco ou azul) que “assassinam” financeiramente as vítimas sem qualquer remorso ou arrependimento. De resto uma excelente leitura e acima de tudo, instrutiva.
Um bom livro, com a respetiva componente analítica, profunda o suficiente para destacar o livro da norma. Histórias desconhecidas que poderão elucidar os leitores sobre o que cá se passou. Porém, várias vezes, a autora repete-se, retorna às mesmas ideias, dá a ideia de querer espetar a sua opinião como sendo superior. Não é uma questão de não concordar com elas, mas faz sobressair o politicamente correto, ou seja, uma certa artificialidade que acaba por destruir o excelente trabalho analítico da autora.