Histórias que você já conhece, contadas de um jeito diferente. No segundo livro da coleção Qualquer Clichê de Amor, oito autores LGBTQ se aventuram pelo mundo das comédias românticas de Hollywood, inspirando-se em alguns dos filmes mais conhecidos do gênero numa espécie de... reparação histórica. De histórias mais recentes aos já consolidados clássicos de décadas passadas, Qualquer Clichê de Amor é Amor quer te fazer sorrir, se emocionar, e, especialmente, se enxergar em cada página.
Ah, a ideia continua a mesma: você já sabe como vai ser o final. Mas agora ele é gay, e essa é a melhor parte.
Histórias da sessão da tarde que você já conhece, contadas de um jeito maravilhoso e cheio de representatividade era tudo que eu precisava e não sabia.
Essa é uma coletânea extremamente divertida, romântica e cheia de clichês para aquecer os corações de quem nunca se viu representado nos filmes da sessão da tarde. Os filmes escolhidos de inspirações para as histórias são filmes que eu já vi milhares de vezes, e amo todos eles, mas alguns, eu tenho um certo carinho exagerado, e por essa razão são os contos que mais gostei e me diverti lendo.
Os meus destaques são: Aos trinta do André Caniato, que é totalmente perfeito, a representatividade presente nesse conto me deixou muito emocionado, e o nome do protagonista... bom, não tenho nada a dizer, risos. Eu senti vontade de morrer de amor enquanto lia Nunca fui beijado, meu deus, eu precisava muito dessa história, obrigado por isso, obrigado de verdade por essa história. Não é normal, mas eu queria tanto abraçar o Mateus e nunca mais soltar, queria poder agradecer por ter meu filme favorito "10 Things I Hate About You" numa versão TOTALMENTE GAY em Dez motivos, nesse conto nós temos referência à Calcinha Preta e não tem como ser mais perfeito. E o Vitor, meu deus, eu vou dar o mundo para o Vitor Castrillo, sem dúvida nenhuma é o meu conto favorito, caí de cabeça naquela história dramática que mexeu totalmente comigo, estou encantando e ainda pensando muito sobre ela.
A minha coisa favorita nesse livro é com certeza o fato das histórias não serem simplesmente lançadas ali iguais são nos filme, os autores tiveram todo um trabalho e um cuidado de adaptar suas histórias para que elas façam sentido sem perder a essência.
Romance rosa-shocking (Bianca Melo): 3,5 estrelas Aos trinta (André Caniato): 3,5 estrelas The time of my life (Melanie Kress): DNF em uns 50% Nunca fui beijado (André Leonardo): 4 estrelas Um romance adolescente (Rebeca Kim): 4,5 estrelas Dez motivos (Mateus Bandeira): 4,5 estrelas Vestida para se apaixonar (Mônica Campos): 4,5 estrelas Demais pra mim (Vitor Castrillo): 5 estrelas
Que os autores não me levem a mal, não há nada de ruim nos contos, mas também não tem nada de extraordinário. Abandonei porque não estava curtindo a maioria dos contos e levando mais de três dias para terminá-los, um luxo que não posso me dar com minha gigantesca TBR.
Os dois primeiros - "Romance rosa-shocking" e "Aos trinta" - foram os únicos que eu consegui concluir em poucos dias e classifico ambos com 4 estrelas. Os três últimos eu nem vi as fuças porque já tinha decidido abandonar o barco.
Apesar das 4 estrelas, acredito que o autor de "Aos trinta" deveria reler o conto porque as ideias não ficaram tão claras quanto ele achou que ficaram. Pelo menos não para mim.
Aliás, ideias confusas apareceram nos contos "The Time of My Life", "Nunca fui beijado" e "Um romance adolescente". Não é tão trágico quanto parece, mas algumas cenas careciam de mais atenção, uma explicação mais detalhada para eu entender a rotina dos personagens.
Achei uma das protagonistas de "The Time of My Life", Serena, bem enjoadinha. Talvez seja a mesma vibe da Baby, mas como nunca vi esse filme todo, não posso confirmar. Sei que pulei as últimas páginas porque não aguentava mais o mimimi sem fundamento dela.
Aí caí no conto "Nunca fui beijado" que não fluiu tão rápido quanto gostaria. Mas pelo menos os protagonistas não são enjoados. Além disso, o conto fala muito sobre aceitação e achei que foi bem colocado. Mas o uso excessivo do pronome oblíquo - e infelizmente, na maioria das vezes usado de forma errada - me incomodou. Notei um erro também no conto, pois Paulo diz que tem literalmente três amigos, mas a terceira amizade nunca é mencionada. Também não fui capaz de terminar o conto.
"Um romance adolescente" não caiu bem pra mim. Se as duas garotas apenas se comunicassem, metade das dúvidas que elas sentiam em relação à outra seria esclarecida. Mas aí o conto teria uma página, né? E houve tanta menção à Anavitória... Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
A proposta do livro é muito boa, a apresentação sobre os clichês negados às pessoas LGBTQ+s em filmes românticos é essencial. Mas a leitura deste livro não me cativou em nenhum momento.
A ideia de fazer releituras de comédias românticas mas colocando como protagonistas personagens LGBT funcionou muito muito bem, traduziu exatamente o que a gente precisa em termos de representatividade.
Eu gostei da grande maioria dos contos, as narrativas são muito fluidas e bem feitas (achei só algumas um pouco apressadas demais, o que pra mim não só prejudica um pouco porque você sente falta de maior desenvolvimento em algumas histórias como também por reunir histórias que eram muito longas com outras que eram muito curtas) e que conseguiram pegar as ideias centrais dos filmes que funcionaram como inspiração mas ainda trazer o estilo de cada autor.
Se for pra escolher os meus três favoritos, diria que foram os contos do Vitor, do Mateus e do André, porque eu amei demais cada uma dessas histórias. Mas o restante também foi puro amorzinho!
Qualquer clichê de amor é amor é uma coletânea de contos de autores diversos com temática LGBT. Comecei a ler esse livro depois de ouvir o episódio especial do podcast Wine about it, que foi gravado na Flipop. Nesse episódio, os participantes (entre eles Vitor Martins, Olívia Pilar, Bruna Miranda e Mayra Sigwalt) falam muito bem da coletânea e discutem também a importância dos clichês em histórias LGBT, o que me deixou muito empolgada pra ler esse livro.
De forma geral, todos os contos são inspirados em famosos clichês de comédias românticas, o que significa que você começa a ler a história já sabendo como ela vai terminar, o que definitivamente não faz com que as narrativas sejam menos envolventes. Na verdade, eu ficava até ansiosa pra saber como a história se desenvolveria para chegar no tão esperado "e eles viveram felizes para sempre".
Não tenho como falar de cada conto específico nessa resenha e nem acho que devo fazer isso, então só vou dizer que esse é um daqueles livros que aquecem o coração e nos deixam querendo mais! Os contos da Melanie Kress, do Mateus Bandeira e do Vitor Castrillo foram os meus favoritos, e eu com certeza vou procurar mais histórias escritas por eles e por todos os outros autores da coletânea. Recomendo demais a leitura pra qualquer pessoa que queira se deliciar com bastante amor e fofura.
"Um romance adolescente" e "Demais para mim" são meus contos favoritos. No geral, gostei muito da coletânea e fiquei com uma sensação muito boa vendo tantas comédias românticas clássicas sendo protagonizadas por personagens LGBT+.
Hoje eu terminei de ler o "Qualquer Clichê de Amor é Amor" e no mais é um livro com contos de amor mais clichês que você pode mais imaginar. Com um twist, todas as histórias envolvem um personagem LGBT+ (perdoem eu n sou bom com a versão completa da sigla).
Ele entrega tudo o que promete, histórinhas LGBT+ com um plot previsível e um final feliz. Até porquê no imaginário coletivo ter um final feliz é o padrão, NÉ? Porque não tem umas dúzias de produção aonde o personagem com queer coding é o vilão ou morre no final. Nesse sentido achei esse livro mais do que fofo, ele é importante pra caralho. Como dizem os rapazes do Pop Cult, a mídia cria uma narrativa e o nosso cérebro aceita isso como o padrão. Como a gente pode perseguir a felicidade se isso nunca foi apresentado?
E aí, eu que achei que só seria uma leitura leve para dar um tempo nos horrores cósmicos do outro livro que eu to lendo, acabei me apaixonando pelo meu e-livro (Me sinto mto digital). Mas tem mais algumas coisas que me chamaram atenção durante a leitura:
1. As situações que os personagens se enquadram são MUITO próximas de algumas coisas que eu já passei e que nunca tinha me dado conta porque eu nunca vi em lugar nenhum. Se assumir pra família, se assumir pra família e ainda ter o receio de apresentar um namorado (algo que se fosse apresentar uma namorada seria normal), ficar com medo de ser visto em público com alguém que a gente gosta, cortar uma relação por conta de sentimento confuso. Acho isso tudo muito engraçado porque pra mim algumas dessas coisas deram certo e outras não. Nas que eu mais me identifiquei eu lá no fundo dava uma torcida para dar tudo errado porque poupa a cabeça do personagem, quando na verdade eu nunca imaginei que pra mim pudesse rolar. Em resumo: Pano pra terapia.
2. A maioria dos contos não faz uma descrição detalhada do personagem. Então como você imagina aquelas pessoas? Elas são brancas, pretas ou amarelas? Elas são altas ou baixas? O que foi dito que montou aquele personagem desse jeito? Mais de uma vez eu me peguei pensando em: Serásse esse personagem é assim? Porque em outro eu já tinha errado, por conta de uma descrição física que entrou disfarçadinha na história. Um bom exercício pra identificar e quebrar aqueles racismos que se escondem debaixo do pano
4. É incrivel como alguns personagens são apresentados como uns chatos do caralho. Só reclama, não escuta ninguém, deixam as oportunidades passarem. E isso depois de pensar um pouco também serve pra mim que as vezes entro nessa defensiva padrão. Não que ela não seja necessária, em alguns natais em família essa proteção social é o que me impede de começar uma guerra de comida iniciando com um arroz de bacalhau na cara do tio homofóbico. Mas também é um pano pra terapia porque eu fiquei pensando em quantas vezes eu já não fui essa pessoa chata do caralho.
É isso migos, comprem artes, leiam Arlindo no Twitter da @ilustralu, leiam qualquer clichê de amor é amor, me sigam no goodreads e me indiquem mais livros pra fazer minhas análises com dados retirados inteiramente de mim mesmo
Primeiro, quero afirmar o quão feliz eu fico de saber que existe uma coletânea como essa no mundo. Já era tempo!
Qualquer amante de histórias de amor clichês e filmes de comédia romântica vai apreciar a ideia dessa coletânea, que parece ter sido organizada com muito carinho.
Eu tenho dificuldade de ler contos porque sempre tenho a sensação de que quando a história começa a ir a algum lugar, ela acaba. É difícil ler um conto bem escrito, que não nos deixe essa sensação, que através de um fragmento, o desenrolar em um curto período de tempo, consegue mostrar a vida e a alma dos personagens. Nem sempre isso aconteceu nesses contos.
Por mero gosto pessoal, eu teria gostado de ver os clichês de amor, as tropes às quais já estamos apegados, mas sem serem baseados em filmes famosos de comédia romântica. Manteria a ideia original de clichês da coletânea, mas sem ser tão na cara, porque os clichês em si já são na cara - é possível usar um arc amado e ainda trazer pontos de inovação à história, e para mim isso não aconteceu muito.
Destaco meus contos favoritos: "Dez motivos", de Manuel Bandeira, a quem persegui no Instagram pedindo que escrevesse um romance asap, e "Demais pra mim", de Vitor Castrillo. Esses dois autores em especial conseguiram criar diálogos autênticos e naturais, me fazendo me apegar aos personagens e à história, ainda que eu soubesse exatamente como tudo iria se desenrolar.
Por fim, reitero que a existência dessa coletânea é um sol em dia nublado, e já estou pronta para outra.
Romance rosa-shocking (Bianca Melo): 3,5 Aos trinta (André Caniato): 4,5 The time of my life (Melanie Kress): DNF Nunca fui beijado (André Leonardo): 4,5 Um romance adolescente (Rebeca Kim): 3 Dez motivos (Mateus Bandeira): 4 Vestida para se apaixonar (Mônica Campos): 4 Demais pra mim (Vitor Castrillo): 4,5
Esse é um livro fora do comum em livros de romance. Em filmes, séries e livros populares sempre temos um casal hétero se amando, e mesmo nos mais clichês, a representatividade passa longe. O objetivo do livro Qualquer clichê de amor é amor é romper com a carência de conteúdo romântico com personagens LGBTQIA+, especialmente aqueles em que os personagens só se dão bem, ponto. Não há sofrência em excesso ou mortes, como muitos adoram representar histórias de sofrimento envolvendo pessoas LGBTQIA+. O objetivo desse livro é conter uma série de contos água com açucar e fofos com o puro objetivo de te fazer pensar “ownt, que fofo”.
Durante a leitura eu me perguei diversas vezes pensando “como isso é clichê”, só pra em seguida rir da minha cara porque, bem, esse era o objetivo. E gostei, em geral, de todas as histórias. Embora tenha críticas (e as farei a seguir), tenho bons pontos a ressaltar e também um pouco pra falar dos meus contos favoritos. Vou citá-los sem ordem de preferência, apenas colocando na ordem em que aparecem no livro.
O primeiro conto favorito é, coicidentemente, o primeiro do livro. “Romance rosa-shocking”, de Bianca Melo, me fez aquecer o coração e pensar em como a adolescência é um período maluco de descobertas e que pode resultar em alegrias. A personagem principal se envolve de uma forma muito fofa com uma garota improvável e as coisas tomam um rumo bem interessante. Adorei ter a oportunidade de ler esse conto.
“The time of my life”, de Melanie Kress conquistou meu coração com a temática e as descrições da química da personagem principal e sua paixão. Cada detalhe é importante, e mesmo os momentos tensos que parecem tristes demais pra estar em um clichê de amor se tornam cruciais para que a história seja tão boa e envolvente.
“Um romance adolescente” se destaca pela representatividade de pessoas com deficiência. A história é bem leve e clichê (como tinha que ser), mas gostei de como mostra detalhes da vida de uma pessoa que usa cadeira de rodas que passam despercebidos se você não tem uma deficiência ou não conhece alguém que tenha.
“Dez motivos” é lindo, fofo e apaixonante. Tem momentos de muita angustia que me deixaram muito ansioso, mesmo sabendo que, como um bom clichê, o final seria fofo e feliz. Li com bastante vontade de saber mais sobre os personagens e adorei como a dinâmica entre eles foi apresentada.
“Vestida para se apaixonar” fecha minha lista dos favoritos com chave de ouro, sendo o primeiro conto do livro a mencionar a bissexualidade, mesmo que de forma casual. A história é super fofa e te deixa querendo saber mais.
Todos os contos do livro são muito bons, mesmo os que não figuram entre os meus favoritos. Mas acho que o livro peca bastante em se vender como representatividade LGBTQIA+ quando na verdade está mais pra LGb. Muitos contos com lésbicas, muitos com gays, dois com bissexuais (um deles tem uma breve menção, o outro tem a bissexualidade e a bifobia como chave, o que foi interessante). Nada de pessoas trans, assexuais, intersexo ou queer. Senti falta, muita falta, de uma maior diversidade nos personagens nesse sentido.
(ADENDO: Editado em 19/08/2019 às 23:18)
De fato, há um personagem trans na história “Aos 30”, a segunda do livro. Me foi apontado esse fato e reli a história agora nessa perspectiva. Tive essa impressão no decorrer da primeira leitura por pequenos detalhes, mas como nada foi diretamente mencionado (como haviam sido mencionadas sexualidades), não levei a ideia tão a sério. Achei interessante os detalhes sutis, mas me incomodou ainda o fato do personagem não ter sido definido como trans diretamente, mas ter, por exemplo, sua sexualidade definida abertamente. Ficou pra mim a impressão de que sua sexualidade era relevante pra representatividade, mas não seu gênero e sua o fato dele ser trans.
(FIM ADENDO)
Como uma pessoa trans não-binária negra, bissexual e dentro do aspectro assexual, me vi pouco nas histórias, mesmo as achando fofas e bonitinhas em sua maioria. E a crítica a falta de diversidade não é mal fundamentada, já que os personagens se definiram lésbicas e gays na maioria dos contos e apenas nos citados mencionaram a bissexualidade. Nada sobre cisgeneridade ou transgeneridade (ou seja, assumimos que as personagens eram cis. Caso não fossem, isso viria a tona, dado que o objetivo era criar representatividade).
É um bom livro que, em certa parte, cumpre sua proposta. Faltou infelizmente diversificar mais a representatividade dos contos. Por isso, dou 4⁄5 estrelas.
Eu não sabia exatamente o que eram os contos antes de ler, então comecei e fiquei me questionando: "ué, já vi essa história antes em algum lugar..." E são todos literalmente releituras de filmes de sessão da tarde - "de repente 30", "dirty dancing", "vestida para casar", entre outros - com personagens LGB, sem T. Alguns são MUITO bem feitos, bem escritos, divertidos e bem revisados. Outros parecem que foram terminados às pressas e abruptamente, com errinhos bobos e falta de revisão/cuidado.
No geral, gostei. Não houve uma preocupação com o tamanho/divisão dos contos no livro nem nada, o que faz ter contos minúsculos e outros gigantescos, e também não acho que houve revisão em todos eles, o que me deixou incomodada em alguns... Mas são divertidos, todos têm lá alguma representatividade (apesar de alguns eu ter achado um pouco forçados)... e é isso.
Esse coletânea, como a maioria, tem uns contos ótimos, uns mais ou menos e uns nem tão bons assim. Mas ler cada um deles só me fez perceber mais uma vez o quanto representatividade é essencial e deixa tudo muito melhor, mais divertido e interessante. Amei tudo. Os meus contos preferidos foram:
Romance rosa-shocking Me identifiquei demais com a protagonista e com tudo que ela conta sobre a realidade de sua cidade.
Um romance adolescente Essa foi a primeira história que eu li na VIDA cuja protagonista é cadeirante. Precisamos urgentemente dar destaque à histórias protagonizaras e escritas por pessoas com deficiência!!!
Dez motivos O clichê de 10 coisas que eu odeio em você!!! No Nordeste!!!!! Eu AMEEEEI!!!!!
Demais pra mim A realidade do estudante universitário sempre me toca... 🤧 A gente que lute pra sobreviver à essa rotina louca. O romance foi muito fofo!
Procurando um livro de romance bonitinho e com bastante representatividade pra passar o tempo e ler despretensiosamente? Recomendo muito essa coletânea de contos, que nasceu de uma ideia bastante interessante que consiste em recontar as grandes histórias clichês dos filmes da nossa adolescência, mas acrescentando um pouco mais de cor nessas histórias. Eu achei alguns contos muito legais e marcantes, apesar das poucas páginas e alguns outros senti falta de um desenvolvimento maior e por isso não consegui me conectar muito com a história nesses, mas no geral achei a ideia da coletânea muito fofa e legal, principalmente pelo fato de que historias lgbtq+ assim não são tão presentes no campo editorial tradicional, apesar de ser uma demanda claramente real. Resumindo, leiam e incentivem o mercado nacional brasileiro (de forma legal, é claro).
eu li qualquer clichê de amor assim que saiu em 2017 e foi ótimo (o contos quando gira o mundo...... ai gabi, só quem viveu sabe). mas se eu fosse pensar mais eu ia achar ruim ser tão hétero. por isso mesmo eu fiquei tão animada quando saiu essa coletânea, daí tive a oportunidade de ler só agora e não me decepcionei nem um pouco. dou 4,5 por algumas birras em alguns contos mas meus favoritos são de longe o do André Caniato (se bem que eu sou suspeita pra falar), o da Mônica Campos e o do Vitor Castrillo. e é isso aí. love is love is love is love. cannot be killed or swept aside
Como boa apaixonada por clichês de comédia romântica, amei a proposta da coletânea, mas achei a qualidade dos contos muito inconsistente. Alguns tinham ritmo muito esquisito (acelerado demais ou empacado), situações esquisitas ou forçadas pra encaixar na releitura do filme escolhido. Nem todas as histórias se adaptaram tão bem ao formato de conto, mas alguns autores souberam trabalhar bem uma premissa básica no contexto brasileiro e LGBT e isso rendeu contos muito bons. Os meus favoritos disparados foram os dois últimos, valeu a pena ler até o fim!
Como toda antologia/livro de contos, há aqueles com os quais a gente se identifica e outros nem tanto -- ainda mais no caso de autores diversos. Ainda assim, a leitura deste livro é de acalentar a alma diante de tanta naturalidade (e conhecimento de causa) inserida em cada conto. Todos baseados em obras e/ou clichês cinematográficos e "trazidos" pra nossa realidade/país -- alguns terminaram meio forçados nessa tarefa, mas nada que tire o encanto da leitura. Vale ser lido aos poucos, apreciado.
No geral não gostei muitos dos contos, mas talvez seja algo pessoal meu com esse tipo de história, já que gosto de realmente conhecer os personagens, sua história, seus jeitos, etc. Mas me apaixonei pelo conto Dez Motivos, do Mateus Bandeira. É inspirado no filme 10 coisas que eu odeio em você, que também é uma das minhas comédias românticas favoritas. Descobri que o Mateus é roteirista, formado em cinema, e queria dizer que meu sonho é uma adaptação pro cinema desse conto, ia ser tudo. Enfim, esse conto foi o motivo pelo qual eu dei duas estrelinhas.
Eu sou uma pessoa simples, eu vejo LGBT e já clico. A idéia de reinventar clichês famosos com personagens LGBTs me agradou de primeira, mas não gostei da leitura tanto assim. Agora não sei se o problema foi eu e o momento que eu li ou o livro. Não é de todo mal, a escrita da maioria dos autores é leve e flui bem, mas alguns contos pareceram acelerados demais pra mim e outros curtos demais, que acabaram antes do que deveriam. Apesar disso, os contos tem sim uma história boa de ser lida.
Amei a proposta desse livro, foi uma leitura divertida e reconfortante. Sao histórias clichês, você sabe exatamente o que vai acontecer e sabe mais ainda o final, mas ainda assim é bom. A melhor parte era começar a ler os contos e ficar tentando reconhecer a história.
Para minha felicidade uma das minhas histórias preferidas foi reescrita aqui e assim como os demais contos me fez perceber o quanto realmente fez falta crescer e ver/ler histórias nas quais a gente pudesse se enxergar nelas.
Aqui vai uma estrela pra cada conto que li e gostei. Alguns me decepcionaram bastante e -talvez- mostram pra mim alguns pontos que eram aceitáveis nos anos 90 (quando alguns dos filmes referências foram produzidos), mas agora não são mais, e que foram bastante incômodos. Apesar de não ter acabado a leitura de alguns, meus favoritos foram: Romance rosa-shocking; Aos trinta; e Demais pra mim.
Os meus contos preferidos foram: - Dez motivos; - Demais pra mim; - Vestida para se apaixonar.
Eu só tenho a agradecer a oportunidade de ler histórias em que personagens LGBTs tenham protagonismo e possam viver amores de forma natural e romântica. É um clichê que em certos momentos fez falta no adolescente que eu fui um dia.
O livro me ganhou pela temática. Mas eu não sou fã de comédia romântica então eu li me forçando muito. Alguns contos eu não consegui ler, outros eram bem forçados. Foi bem difícil terminar a leitura. Mas parabéns pelo trabalho, é legal ver uma coisa tão hetero num contexto LGBT
Qualquer clichê de amor |★★★★☆| • Ai a tal da representatividade 🥰 • releitura de comédias românticas com protagonista LGBT, bem “gostosinho”de ler • Top 3 fav: dez motivos do Mateus, Vestida para se apaixonar da Mônica e the time of my life da Melanie.
ROMANCE ROSA-SHOCKING [4,0] AOS TRINTA [3,0] THE TIME OF MY LIFE [4,0] NUNCA FUI BEIJADO [4,0] UM ROMANCE ADOLESCENTE [2,0] DEZ MOTIVOS [4,0] VESTIDA PARA SE APAIXONAR [2,5] DEMAIS PRA MIM [5,0]
Favoritos: Romance rosa-shocking; Vestida para se apaixonar; The time of my life; Dez motivos; Aos trinta;
Uma graça! Delicado e leve, histórias que te envolvem e te levam para outro mundo. Não sabia que precisava ler esse livro até começar o primeiro conto. Eu amei.
Todas as histórias são maravilhosas! Sou completamente apaixonada por cada uma delas e minha vontade é abraçar cada autor e dizer "você é tão sensacional!!! obrigada por isso ♥"