Annes geheimer Wunsch geht in Erfüllung. Sie darf ihr Abitur machen. Aber es ist schwierig für sie, sich in einer großen Stadt einzuleben. vor allem, weil sie kein Geld hat. So vernachlässigt sie die Schule, um sich als Babysitter Geld zu verdienen. erst durch einen guten Freund überwindet sie ihre Schwierigkeiten.
Annik Saxegaard wurde am 21. Mai 1905 in Stavanger geboren. [...] Später zog die Familie nach Oslo um, wo Saxegaard 1925 ihr Abitur machte. Zunächst versuchte sie sich als Schauspielerin, merkt aber schnell, dass hier nicht ihre eigentliche Stärke lag. Sie verdiente bereits zu dieser Zeit Geld mit dem Schreiben, außerdem arbeitete sie im Rundfunk.
Als ihre Eltern sich scheiden ließen, zog Saxegaard mit ihrer Mutter nach Bergen. Hier leitete sie eine Rundfunksendung, hielt Vorträge, schrieb Werbetexte und begann schließlich Tiergeschichten für Kleinkinder zu verfassen. Nachdem diese zu Erfolgen wurden, veröffentlichte sie zunächst einen Roman. Danach begann sie Mädchenbücher zu schreiben, die ihr vor allem in Deutschland zu großer Popularität verhalfen. Unter dem Pseudonym Berte Bratt wurde sie zu einer der meistgelesenen Mädchenbuchautorinnen in Deutschland, mit einer Gesamtauflage von über 5 Millionen Exemplaren. Einige ihrer Romane wurden zunächst als Lore-Romane unter dem Pseudonym Nina Nord veröffentlicht, außerdem verwendete sie das Pseudonym Ulla Scherenhof (Gina-Reihe).
1958 zog sie nach Deutschland. Ab diesem Zeitpunkt schrieb sie ihre Bücher fast ausschließlich auf Deutsch. Sie wohnte in Kiel zusammen mit einer deutschen Freundin und lebte dort bis zu ihrem Tod am 16. August 1990." (Wikipedia.de)
Gosto de ler. E de reler. E de treler. E de quadriler. E de voltar a ler. E de descobrir sempre qualquer coisa nova. Ou talvez não, talvez simplesmente relembrar uma ou outra passagem. E isso sempre desde pequena. O que significa que o número de livros que já passaram múltiplas vezes pelas minhas mãos é bem grande. E esta trilogia da Ana é um dos que mais vezes a elas veio parar. Reler as aventuras (e as amarguras! Pobre rapariga que tanto sofre...) da vida de Ana é relembrar a infância, é relembrar os tempos em que este mundo ainda era tão desconhecido. É relembrar aquele fascínio por um mundo tão diferente e exótico que era o norueguês. Era correr para os atlas (no tempo em que isso significava mesmo correr para a sala para abrir os grandes atlas) para tentar encontrar o fiorde das Gaivotas. Era tentar identificar naquelas páginas coloridas a grande viagem de Ana até à cidade. Era ficar com borboletas no estômago de cada vez que Ana olhava para Jess e ele correspondia. A história de Ana foi uma das que primeiro me fascinou. E não há nada melhor do que relembrá-la agora outra vez.
A nice story about a poor girl coming to study in a city and overcoming many difficulties on the way. I like the style of the author, the language in the book is rich.
Há livros que terão sempre um lugar muito especial no meu coração. A 1a vez que li este, esta colecção, terá sido há mais de (gulp) 30 anos. Durante a minha infância e adolescência, a série da "Ana do Fiorde das Gaivotas" foi lida e relida muitas vezes, e plantou na minha cabeça o desejo, a grande vontade de ir à Noruega, de ver com os meus olhos os fiordes, aquela paisagem diferente e extraordinária. Os anos passam, passaram, o sonho sempre ficou, acompanhado de muitas imagens de verde e água, até que finalmente um dia esse sonho se tornou realidade, e dei por mim na Noruega há 3 semanas atrás, nos fiordes, a lembrar-me da Ana, minha "amiga" de infância. Por isso também resolvi agora reler os livros, quando tenho tudo tão fresco na memória. Na altura que os li era demasiado miúda para estranhar certas coisas nos livros - como haver espanto em todas as casas terem electricidade nas cidades! - mas hoje sei que os livros foram escritos na década de 50 (e não nos anos 80 quando os li) e tendo estado lá e conhecendo as pequenas terras e cidades, sei que era mesmo tudo assim, que a vida era diferente e dificil. Também na altura não estranhei que Ana contasse que lá na quinta onde nasceu, no meio do fiorde das Gaivotas, fosse necessário aos pais atar os filhos pequenos com cordas às paredes da casa para que não corressem para a beira do precipício e caíssem lá em baixo. Hoje, estranho ainda menos, porque me contaram essas histórias lá, como era necessário, porque vi com os meus olhos n quintas como aquela em que Ana teria vivido, hoje em dia abandonadas, em sítios que parecem inalcansaveis, em encostas escarpadas, rodeadas de beleza. É uma sensação tão diferente, e tão boa, reler os livros agora. Por mais que seja tudo tão inocente, a história tão simples, uma pessoa volta a apaixonar-se pela Ana e a sua vontade de estudar, a vida dura na cidade, o começo do seu amor por Jess, num mundo e época tão diferentes dos nossos. E a certeza que se voltará à Noruega :)