Déçu. Je sais pas trop ce que j'espérais en me lançant dans cette lecture mais je suis déçu. En gros, ça raconte que ceux qui passent à l'acte ont toujours des bonnes raisons de le faire, qu'il ne sert à rien d'analyser le contexte professionnel, affectif pour expliquer le passage à l'acte, seul le respect de la volonté de l'individu devrait primer, et que la société devrait se garder d'essayer de les en empêcher et même leur proposer des moyens d'en finir. Tout ce baratin sur un ton sarcastique à deux balles. Sinon, ça parle aussi d'assassinat politique déguisé en suicide, d'euthanasie et d'eugénisme. J'ignorais que les américains étaient pas nets sur le sujet. Peut-être qu'un jour je lirai un bouquin sur l'histoire de la psychiatrie aux usa pour approfondir le sujet.
This book, reviewing recipes for committing suicide, was the cause of a scandal in France in the 1980s, resulting in the enactment of a law prohibiting provocation to commit suicide and propaganda or advertisement of products, objects, or methods for committing suicide. Subsequent reprints were thus illegal. The book was cited by name in the debates of the French National Assembly when examining the bill.
“[…] O que nós criticamos […] é a perversidade de um sistema em que a ideia de ser sempre melhor viver do que morrer tem valor de dogma inultrapassável, em que o desejo de morrer é sempre negado a priori. Resta admitir que, segundo critérios de natureza evidentemente metafísica, certos indivíduos têm razões de sobra para não quererem continuar a viver.” (p.268)
“«O suicida não pode falhar!» Qualquer tentativa de suicídio conduziria irremediavelmente à morte desde que as receitas infalíveis fossem dadas a conhecer a todos. Afirmar isto é reduzir, mecanizar toda a conduta humana e em particular do suicida. Ninguém sabe, ninguém jamais saberá o que leva um ser humano a optar por morrer (não viver mais). Nem tão pouco saberemos algum dia explicar ao nosso lemingue quais as razões que levam o mesmo ser humano, não a viver, mas a prolongar esse estado que Cioran designa por «estado de não-suicídio».” (p. 274)
“Antes fomos acusados de encorajar as mulheres ao aborto quando na verdade lutávamos para que elas exercessem esse direito em condições de segurança e dignidade aceitáveis. Incitar agora ao suicídio? Meu caro académico, se o suicídio fosse uma solução só nos nobilitaria empurrar o mundo para isso. Realmente nunca recuaremos perante as consequências do pensamento, deixamos aos cínicos a sua ridícula mania de escamotear os problemas. Incitar! Mesmo que o quiséssemos seria supérfluo. O mundo que o cavalheiro incensa basta. Pudesse a energia do desespero que tantos seres humanos empurra para a morte virar-se contra o mundo.” (p. 280)
“[…] Se toda a gente, esclarecida pela fisiologia sexual, só trouxer ao mundo gente para quem a vida venha a ser uma fonte verdadeiramente inesgotável de prazeres físicos e morais, desde o princípio até ao seu fim natural, já ninguém terá pressa de acabar com ela. Mas enquanto esta vida, dada por acaso a u tão vasto número de pobres seres humanos, não constituir senão uma série de torturas sem esperança, enquanto metade das mortes actuais for devida à miséria e forem mortes realmente pela fome disfarçadas e ditas naturais, não hesitaremos difundir, para quem o deseje, os meios menos dolorosos de sair do inferno terrestre.” (Paul Robin, p. 286)
“[…] É preciso dar cabo da chantagem que a sociedade faz com os que querem morrer, quando lhes diz «afinal é convosco, tanto pior se sofrerem, e além disso, se falharem, nós não falharemos, tudo faremos para vos coagir à sobrevivência.»” (p. 291)
“Este livro põe ainda outras questões, e a seu modo os autores dele fornecem até respostas, optando por analisar, não tanto o problema de dar a morte a alguém, por piedade, por amor, por conveniência social ou qualquer outra razão, mas mais o de a pessoa se dar a morte a si mesma, ou, melhor dizendo, uma «morte suave». Trata-se portanto aqui do suicídio consciente.” (p. 300)