Reflexão sobre as duas grandes revoluções do século XX, a Revolução Russa de 1917 e a Revolução Cultural Chinesa de 1966. Recusando confundir os processos revolucionários com as práticas dos governos que os sucederam, Badiou aponta as lições que esses eventos nos deixam. Para o filósofo, “O amor e a política são as duas grandes figuras do engajamento social. A política é o entusiamo com o coletivo. O amor é a possibilidade de, por meio de diferenças as mais profundas, fazer algo que é uma visão compartilhada do mundo. O amor é o comunismo mínimo”.
Alain Badiou, Ph.D., born in Rabat, Morocco in 1937, holds the Rene Descartes Chair at the European Graduate School EGS. Alain Badiou was a student at the École Normale Supérieure in the 1950s. He taught at the University of Paris VIII (Vincennes-Saint Denis) from 1969 until 1999, when he returned to ENS as the Chair of the philosophy department. He continues to teach a popular seminar at the Collège International de Philosophie, on topics ranging from the great 'antiphilosophers' (Saint-Paul, Nietzsche, Wittgenstein, Lacan) to the major conceptual innovations of the twentieth century. Much of Badiou's life has been shaped by his dedication to the consequences of the May 1968 revolt in Paris. Long a leading member of Union des jeunesses communistes de France (marxistes-léninistes), he remains with Sylvain Lazarus and Natacha Michel at the center of L'Organisation Politique, a post-party organization concerned with direct popular intervention in a wide range of issues (including immigration, labor, and housing). He is the author of several successful novels and plays as well as more than a dozen philosophical works.
Trained as a mathematician, Alain Badiou is one of the most original French philosophers today. Influenced by Plato, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Jacques Lacan and Gilles Deleuze, he is an outspoken critic of both the analytic as well as the postmodern schools of thoughts. His philosophy seeks to expose and make sense of the potential of radical innovation (revolution, invention, transfiguration) in every situation.
« ‘Communisme’, c’est l’affirmation que ce qui est commun à tous les hommes doit être l’objet incessant de la pensée, de l’action, de l’organisation. »
Petrogrado, Xangai é um pequeno livro que ajuda a dar uma certa clareza aos dois mais importantes eventos do século XX. A escrita de Badiou é muito gostosa de ler, mesmo com um assunto tão denso. A primeira parte do livro é dedicada à Revolução Russa, mais especificamente à Revolução de Outubro de 1917, e, como texto fundador da mesma, utiliza as Teses de Abril de Lênin. Essa era a parte da história com a qual eu era mais familiar ao começar a leitura, e Badiou faz um levantamento histórico, político e filosófico muito competente, e os usa para construir a ideia de Partido-Estado que irá desenvolver mais profundamente na segunda metade do livro. Badiou também namora a ideia de ilustrar o rompimento de Stalin com as tradições bolcheviques à falar sobre “o desejo de Lenin” de devolver as forças aos operários e camponeses, mas acredito que isso não acaba tão aprofundado como eu gostaria. A segunda parte é dedicada à Grande Revolução Cultural Proletária. É aqui um território que eu possuo menos familiaridade, e também me parece o lugar onde a paixão de Badiou está mais claramente presente. Badiou faz inúmeros comentários sobre os maoistas franceses em paralelo com a Revolução, comentando sobre sua própria experiência. Aqui, ele vai se aprofundar mais na ideia de Partido-Estado, e sobre a tentativa dos revolucionários de se emancipar deste. Meus unicos ressalvos são, aqui, sobre o aspecto de “culto a personalidade” em torno de Mao. Pimeiro, Badiou argumenta que a “sacralização” de figuras políticas não deveria ser vista tão diferentemente da sacrilização de figuras artísticas, que no geral são tão vítimas de “culto” quando figuras políticas, apenas mais aceitas. Ele tambem argumenta que não havia, de fato, um culto a Mao enquanto pessoa, mas a seu Pensamento. Eu tenho problema com ambas as ideias. Sinto que a primeira faz sentido até o momento que passamos a falar de políticas revolucionárias e proletárias. O próprio Badiou ao citar exemplos de líderes políticos cita diversos líderes Burgueses, o que faz muito sentido dentro de uma perspectiva BURGUESA de revolução, visto que a sociedade burguesa usa muito do personalismo e do individualismo para a construção de aparelho ideológico. Quando falamos de Revoluções com tendências socialistas, penso que a importância de figuras públicas individuais deveria ser vista com mais cautela. De forma similar, a mim parece tanto fazer se o culto é em si à pessoa ou àquilo percebido como suas ideias. O resultado que se dá é o mesmo: o indivíduo e seu “pensamento” tornam-se então sinônimo da ação revolucionária, como o próprio Badiou argumenta. Então, qualquer crítica a esse Pensamento torna-se, na visão dos dedicados ao culto, uma crítica à ação, uma crítica à própria revolução. Esse é um caminho que eu sinto ser muito perigoso, impedindo o movimento de se adaptar à própria ação conforme ela acontece. De fato, eu argumentaria que foi precisamente isso que aconteceu com o final da Revolução Cultural, e um dos motivos de sua esquerda não ter consiguido romper completamente com a velha burocracia do Partido e mantido a situação revolucionária.
Çalışma Badiou'nun sırasıyla 100. ve 50. yıl dönümleri yaşanan Ekim Devrimi ve Kültür Devrimi üzerine değerlendirmelerini aktardığı bir monograf. Badiou devrimleri anlatmıyor; devrimlerin analizini yapıyor. Dolayısıyla bu iki devrime dair art alan bilgisi şart. Aksi takdirde devrimlerin kilit öznelerine ya da kritik evrelerine dair yorum ve değerlendirmeler havada kalabilir. Çalışma, Badio'nun gençliğinde tutkulu bir komünist ve Maocu olduğunu unutmadan okumak gerekir. Zira kitap boyunca çok ağır kapitalizm eleştirisi (ya da saldırısı diyelim) ve Kültür Devrimi özelinde Mao olumlaması mevcut. Böyle bir çalışmanın bir banka yayınevinden çıkması da ilginç bir detay.
"Η Πολιτιστική Επανάσταση ήταν μια σταθερή και ζωντανή αναφορά για την αγωνιστική δράση σε ολόκληρο τον κόσμο, και ιδιαίτερα στη Γαλλία, τουλάχιστον μεταξύ 1967 και 1976. Αποτελεί μέρος της πολιτικής Ιστορίας μας, θεμελίωσε την ύπαρξη του μαοϊκού ρεύματος, της μόνης αληθινής δημιουργίας των δεκαετιών του 1960 και του 1970. Μπορώ να χρησιμοποιώ το πρώτο πληθυντικό πρόσωπο, διότι ήμουν εκεί και, κατά μία έννοια, για να παραθέσω τον Ρεμπώ, "είμαι εκεί, είμαι πάντα εκεί"."
Alain Badiou, neolitik devrimin bolşevik devrimle sonuçlandığını ve tarım devrimi sonrası kapitalizme alternatif nihai bir düzen teklifiyle bolşeviklerin ortaya çıktığını , Petrograd'daki Ekim Devrimi ve Çin'deki kültür devrimini karşılaştırarark yanıt vermeye çalışıyor.