A trajetória de um dos mais icônicos nomes da música brasileira.Como Raulzito, o garoto de classe média de Salvador que era fã de Elvis Presley, se transformou em Raul Seixas, um dos maiores ícones da cultura pop brasileira? Como o jovem sonhador, depois de "passar fome por dois anos na cidade maravilhosa", conquistou as gravadoras e o grande público? E como o criador de "Maluco Beleza" e "Sociedade Alternativa", responsável por versos que se confundem com a contracultura dos anos 1970, foi derrotado pelas drogas e pelo alcoolismo na década seguinte, mas sem deixar de produzir hits inesquecíveis? Jotabê Medeiros, autor de Apenas um rapaz latino-americano, cultuada biografia de Belchior, e crítico musical de larga experiência, responde a essas perguntas e apresenta, neste livro vertiginoso, a primeira biografia de Raul à altura de sua importância.
Mais uma biografia excelente por Jotabê Medeiros. As análises das letras continuam presentes, algo que é característico do autor. Elas ajudam a enriquecer o contexto, trazem curiosidades da vida pessoal de Raul. Como um fã de longa data das músicas de Raul, muito do que foi narrado aqui eu já conhecia. Mas também vi muita novidade. Para resumir a relevância de Raul: depois de sua morte ainda restavam dois capítulos em sua biografia. Ambos repletos de histórias e relevância. O livro se encerra apenas porque é necessário encerrar, porque o gosto que fica é que o impacto e Raul poderia continuar sendo esmiuçado.
Só não levou 5 estrelas por ter levantado falsa suspeita ao sugerir que Raul teria entregue Paulo Coelho ao DOPS (documentos depois esclareceram o fato e apontaram que não houve traição alguma e sim um mal entendido). Tal calúnia teve muita repercussão e causou mal à honra, imagem e reputação de Raulzito. 👎🏻 O livro deveria ser editado e ter esta parte retirada urgentemente!
O paraibano Jotabê Medeiros, nascido em 1962, é repórter e crítico musical de prestígio e tem se mostrado um biógrafo de grande habilidade. Suas biografias de Belchior (“Apenas um rapaz latino americano”) e de Roberto Carlos (“Por isso essa voz tamanha”) receberam ótima acolhida tanto de público como de crítica. Em “Não diga que a canção está perdida”, publicado em 2019, o autor narra com muita verve, muitos detalhes e muita emoção a vida, a ascensão, a queda, a influência e o legado de Raul Seixas (1945/1989), o “Rauzito”, o eterno “Maluco Beleza”, uma das maiores expressões não apenas do rock nacional mas, acima de tudo, da música brasileira como um todo a despeito de todas as polêmicas. Em seus infelizmente breves 44 anos o “Maluco Beleza” viveu várias vidas: o sofrido início na Bahia e no Rio de Janeiro, a sua trajetória como compositor de hits e produtor musical, os fracassos iniciais, o sucesso, a sucessão de hits que hoje são clássicos como “Mosca na sopa”, “Medo da chuva”, “Trem das sete”, “Gita”, “Metamorfose ambulante”, “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Ouro de tolo”, “Tente outra vez” e “Cowboy fora da lei” que embalaram e embalam gerações de velhos e novos fãs, os amores, os desamores, a queda, a dramática derrota diante do álcool e das drogas, a sofrida morte precoce. Tudo isso narrado de forma bem direta, sem rodeios num ótimo texto que propicia uma leitura fluida e prazerosa. Ótima pedida.
Gostemos ou não, Raul Seixas faz parte da nossa história musical. Rebelde na época da ditadura militar e da censura, Raul conseguia se esgueirar e dava um jeito de dar seu recado nas letras de suas músicas. Muita doideira, drogas, viagens, bebidas, parcerias aos montes, todas as suas músicas e sua longa discografia têm muita história para contar. O livro é uma compilação histórica, escrita pelo repórter e crítico musical Jotabê Medeiros. Muito bem escrito, bem sequenciado, leitura que atrai e que nos leva a querer ler mais. Raul não atinge completamente minha geração, pegou a turma mais jovem. Gostei de ler o livro, contexto histórico fantástico, em alguns pontos me levou de volta ao meu passado. Valeu a leitura, foi uma surpresa positiva.
Detalhou muito sobre as músicas e sobre a vida de Raul, acredito que isso seja um ponto muito positivo. O problema principal é que de repente o autor começa a falar sobre um acontecimento futuro ou passado. Uma cronologia meio estranha em alguns capítulos
"Muita história musical e pouca história de vida de Raul Seixas." Concordo! Aliás é tanta história musical que quero voltar e anotar todas as artistas citadas para poder ouvir.
Infelizmente se você quer saber mais sobre Raul, vai ter que complementar essa leitura com outro livro.