Autora do best-seller Divã, novela irônica e bem-humorada sobre uma mulher que enfrenta o fim de seu casamento arrastado em plena crise dos 40, Martha Medeiros faz agora de seus leitores testemunhas de outro momento, talvez mais crucial e terrível na relação amorosa - aquele em que a paixão acaba, por mais intensa que tenha sido.
Em Fora de mim, a autora vai ainda mais fundo na descrição de sentimentos universais provocados por essa perda, comparada por ela a um acidente de avião, em que os sobreviventes "percebem a perda de altitude, a potência enfraquecida das turbinas e o desastre iminente, até que acontece a parada definitiva da aeronave, (...) e sobe do chão um silêncio absoluto, (...) a quietude amortizante de quem não respira, não pensa, não sente nada ainda."
A autora inicia sua narrativa visceral no instante da despedida, da queda, do fim trágico, nem além nem aquém da dor maior: quando se tem a certeza de que não há mais volta. Aos poucos, o leitor vai compreendendo como tudo aconteceu, como tudo afinal foi ficando fora de controle.
Recém-separada de um casamento longo e pacífico, a protagonista se apaixona loucamente, embora não cegamente, por um outro homem, de personalidade conturbada, com quem vive uma intensa paixão. Consciente do mergulho, a mulher pressente que no fundo daquela relação só acabaria encontrando a escuridão da dor. Mesmo assim, dá o salto. E perde. A entrega aqui é um vício sem saída.
"Não resistirei. Sei que está tudo errado e que o sofrimento me alcançará a cada minuto (...) Não tenho mais forças para lutar contra o que se declara gigantesco em qualquer ser humano: a pulsão da entrega", confessa a narradora.
Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre em 20 de agosto de 1961 e é formada em Comunicação Social. Como poeta, publicou os seguintes livros: Strip Tease (Brasiliense, 1985), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM, 1987) Persona Non Grata (L&PM, 1991), De Cara Lavada (L&PM, 1995), Poesia Reunida (L&PM, 1999) e Cartas Extraviadas e Outros Poemas (L&PM, 2001). Em maio de 1995 lançou seu primeiro livro de crônicas, Geração Bivolt (Artes & Ofícios), onde reuniu artigos publicados em Zero Hora e textos inéditos. Em 1996 lançou o guia Santiago do Chile, Crônicas e Dicas de Viagem, fruto dos oito meses em que viveu na capital chilena. Seu segundo livro de crônicas, Topless (L&PM, 1997), ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura.
É autora dos best-sellers Trem-Bala, Doidas e santas e Feliz por nada. Seu romance Divã, lançado pela editora Objetiva, já vendeu mais de 50.000 exemplares e também virou peça de teatro, com Lilia Cabral no papel principal. Martha ainda escreveu um livro infantil chamado Esquisita Como Eu, pela editora Projeto, e o livro de ficção Selma e Sinatra. É colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, além de colaborar para outras publicações.
Sempre ouvi muitas pessoas falarem sobre os livros desta autora, então nutria uma curiosidade por conhecer-la. Um dia, topei com uma oferta e decidi dar uma chance. Pena que o resultado foi decepcionante.
Em Fora de mim temos uma mulher recém-separada que passa pela obsessiva negação, raiva, depressão e todos os outros sintomas de um fim de relacionamento. O livro é basicamente um monólogo, a maior parte se passa nos pensamentos e devaneios da narradora, tendo poucos diálogos. Também é dividido em três partes, das quais, para mim, a primeira foi a pior. O problema é que a protagonista é irritante.
A ideia é boa, e por estarmos vendo a situação pelo ponto de vista da narradora, poderíamos ser cativados por suas emoções, mas ao invés disso me senti irritada e perplexa. Ela é obsessiva, fraca e chega a um estado tão lamentável em alguns momentos, que tive vontade de fechar o livro e desistir. Acho que as mulheres já são suficientemente vistas como as que sofrem e se descabelam com o fim do relacionamento, e por mais que a história retrate uma parte realmente existente das população feminina, não deixa de ser um pouco degradante. Quero dizer, em um momento ela chega ao ponto de ficar cheirando a escova de dente que o ex-marido deixou para trás. Sério, dá para acreditar?!
Felizmente, as coisas melhoram um pouco quando a protagonista começa a superar a separação. A narração passa a ser permeada de frases interessantes, mas que ainda assim não salvam a má impressão inicial que causou (pelo menos, em mim). A protagonista — cujo nome sequer é referido durante as mais de cem páginas — continua a se apegar a coisas banais durante um bom tempo, além de demorar terrivelmente para finalmente seguir em frente de verdade, e quando finalmente o faz a narração é rápida e superficial.
Quanto à edição, devo dizer que não gosto muito da capa, porque remete à ideia de uma história de terror ou suspense (especialmente quando associada ao título). Por outro lado, embora as folhas sejam brancas, as letras são grandes e o espaçamento (tanto entre as linhas quanto das margens) permite uma leitura confortável. A única parte não tão confortável aos olhos é a cor da capa de trás, que é daquele amarelo neon, um pouco esverdeado e extremamente doloroso à vista.
Consigo imaginar este livro como uma peça de teatro que se bem adaptada, pudesse realmente ficar boa, mas não gostei da ideia apresentada em livro. Não me convenceu e diminuiu consideravelmente a minha vontade de conhecer mais da autora, pelo menos por enquanto. Provavelmente darei outra chance a ela futuramente, mas Fora de mim não é o começo que eu recomendo, caso você, assim como eu, nunca tenha lido nada de Martha Medeiros.
Livro agoniante. Na verdade a proposta é boa, mas sinceramente fiquei desesperada em estar na mente de uma mulher que pensa 24 horas em su ex e que nao consegue tocar a vida pra frente. Tem pensamentos muito acertados sobre o pensamento feminino brasileiro atual, o que me desespera mais ainda. Fiquei me perguntando se realmente as mulheres são assim, e colocam o amor diante de outras coisas que podem ser vitais. Esse livro acaba condenando a mulher a uma condição deploravel, em que em torno de si, em vez de se preocupar pelo seu trabalho, seu filhos, seus amigos, se preocupa unica e exclusivamente por uma pessoa que ja é passado na sua vida. É certo que todos temos nossos momentos de sofriemnto e uma ruptura é dolorosa. Mas não pode ser o ponto de partida para abandoner a sua vida e se deixar levar pela ansiedade de um telefonema.
Não temos mais 16 anos.
“Amar prescinde de entendimento. Por isso não sei amar, sou viciada em entender”.
Eu criei muitas expectativas a partir do título e quando quando comecei ler, foi um desastre...Ao menos dou créditos o estilo de linguagem e o humor do drama :|
El libro cuenta varias historias de relaciones amorosas que terminan para la protagonista, y detalla todas las dolorosas revelaciones que vienen después de una ruptura, con mucha claridad y con la tristeza, rabia y conformidad que aplica para cada caso, todo el auto-analisais que se necesita para dar cierre a lo que ya no existe.
Me hubiese gustado que la protagonista mostrara más lados de sí misma, o los descubriera, porque eso también pasa después de que las relaciones se acaban, una realidad se destruye y muchas otras se construyen en paralelo. En fin, creo que me dejó la sensación de ser una historia que empieza intensa y al final solo va quedando gris en una forma nada sorprendente. No se, me quedé deseando más para ella.
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teria sido 5 estrelas se não fossem pelas últimas 2 páginas que ela solta uma pérola do nadaa e eu achei super nada a ver ai q ódio kkkk tirando isso, achei um livro mt bom e intenso, entregou td em poucas páginas! não esperava. muito bem escrito, envolvente, e relatable apesar de eu nunca ter passado pelo que a personagem passou. tem umas frases mt boas, logo no início a martha já te maceta soltando um "jámais deixei de ter 10 anos, nem quando tive 30, nem quando fiz 40" tipo oii.. dps ela disse que amar prescinde entendimento e por isso ela não sabe amar pq precisa entender .... e dai logo depois ela chama o amor de uma anarquia que dispensa palavras tipo ta bom martha vou me matar ! atri amando teus livros querida quero ler outros rs
O livro falou muito comigo, porque já me vi em situação semelhante, em alguns aspectos. Com uma narrativa leve, a autora nos conduz pela história como se estivéssemos em um desabafo entre amigas, apesar da intensidade e profundidade dos tópicos abordados. Gostei!
Gosto da Martha Medeiros, mas esse livro dela não está a altura dos outros livros dela (que havia lido anteriormente). Achei cansativo, não sai do lugar comum, cheio de frases feitas. Dessa vez, me decepcionei.
"Passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal, é isso que todo mundo enche a boca pra chamar de amor, como se fosse algo simplificado: defina em meia dúzia de frases, é fácil, querida. É fácil? Pois a querida não entende como uma palavrinha simples formada por apenas duas vogais e duas consoantes pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis. O que é amor? Já tentei explicar a mim mesma e, por mais que tente, jamais conseguirei atingir a essência dessa anarquia que dispensa palavras."
Martha Medeiros traduz em palavras o sentimento mais devastador da vida de alguém: o amor. O início, o desenvolvimento e sua morte (ou quase morte). Porque, sim, o amor tem fim. Encarar a realidade de um desfecho torturante como o da personagem e identificar-se com ele, seja porque já se viveu ou presenciou alguém sofrendo de tal forma, faz com que você sinta, a cada parágrafo, cada frase, um pouco daquilo tudo de novo. Mas dessa vez, é possível entender tudo, enxergar tudo com outros olhos, por outro ângulo e perceber que pra se viver é preciso liberdade. Dos nossos pré-conceitos, julgamentos, medos. De tudo. Uma entrega de corpo e alma, mesmo quando se sabe que o fim será trágico. Apenas aceite-o. E viva!
"...começo a recuperar a lucidez perdida, se considerarmos que lucidez nada mais é que interromper a busca pela compreensão absoluta de tudo que nos cerca e aceitar que a vida não vem com manual de instruções."
The book starts a little bit different from Martha Medeiros' style, to fast. But that's the idea of the book, a woman out of her mind because of her ex-boyfriend. I was starting to get tired of it in the middle of the book, but then it changed and in the end I thought it was a good reading.