Trata-se de um livro histórico, considerado como o primeiro livro publicado a ter como tema as Sete Linhas de Umbanda e Demanda – suas rotinas, fundamentos e doutrina. Esse livro foi criado a partir da compilação dos artigos publicados por Leal de Souza, entre os anos de 1932 e 1933, no Diário de Notícias da então capital federal, o Rio de Janeiro. Além daqueles que estavam na primeira edição de seu livro, conseguimos resgatar outros 20 artigos, ainda inéditos, do autor. De terça a domingo, na primeira página do caderno de reportagens, Leal de Souza mostrava, com toda a clareza, os meandros de uma religião que acabara de nascer e que sofria grande repressão, inclusive, policial. Com suas palavras, buscava destruir o preconceito por meio da informação e a intolerância religiosa que perseguia seus irmãos. Temas e tabus, como despachos, orixás, vidência, obsessão e muitos outros são tratados com a desenvoltura de quem informa, com visão privilegiada, sem impor sua opinião. Esta nova edição contará com os seguintes paratextuais: - Prefácio de Nikolas Peripolli (médium umbandistas criador do projeto Umbandas e dirigente espiritual da Casa das Almas Santas e Benditas, além de ser palestrante e ministrar diversos cursos na área) - Posfácio de Diamantino Fernandes Trindade (Sacerdote do Templo Cristão Umbanda do Brasil e Ministro religioso da Casa de Cultura Umbanda do Brasil e autor com diversos livros publicados) - Texto de Leonardo Cunha (bisneto de Zélio Fernandino de Moraes e atual dirigente da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade) - Texto de Maurício Ribeiro (doutor em comunicação e semiótica – PUC-SP – e pós-doutorando na ECO-UFRJ sobre a "construção do imaginário midiático da Umbanda") - Texto e pesquisa de Nathália Fernandes (historiadora, professora e mestre em História Social pela UFF – estudiosa sobre "Repressão policial às religiões de matriz afro-brasileira no período do Estado")
Um livro essencial para entender as origens da Umbanda no Brasil. Importante também diferenciar a concepção que se tinha nos seus anos iniciais, com alguns equívocos acerca da linha da esquerda (Exu, Pombagira e Exu-mirim) sendo considerados como “magia negra” mas que anos depois seriam incorporados na Umbanda como seres de luz. Também mostra muito da influência Kardecista e seus preconceitos com a linha do Caboclo e Pretos Velhos, sendo considerados como “baixo espiritismo”. Necessário fazer a leitura considerando os avanços que vieram depois de Zélio de Moraes e Leal de Sousa, mas entendendo a poderosa força e linda missão que tinham.