Este livro é um contributo para o conhecimento do Museu de Arte Popular, tentando entendê-lo desde o surgimento da ideia da sua criação até ao momento presente. Pretende-se compreender os contextos que estiveram na origem da sua conceção dentro do quadro das políticas de propaganda associadas à arte e cultura popular de António Ferro e do Estado Novo, à sua construção e à sua existência prolongada pelo tempo até ao momento presente de reabertura.
Depois de toda a controvérsia em torno do destino do Museu de Arte Popular, uma conclusão é de que, apesar das muitas propostas para o seu futuro, manteve-se um desconhecimento do seu passado. Este livro é sobretudo uma etnografia histórica que pretende contribuir para o conhecimento sobre o Museu de Arte Popular e assim também para o enriquecimento do debate sobre o seu futuro.
Não é um livro propriamente emocionante, mas tem um tom bastante agradável. Acima de tudo é muito informativo e dá a conhecer com um grau de detalhe louvável a história possivelmente desconhecida de um museu que para muitos é também uma incógnita. Pessoalmente, tenho a dizer que foi bastante útil para a elaboração de um dos meus trabalhos de mestrado e, portanto, agradeço essa utilidade acima de tudo.